DICAS de viagem na ZÂMBIA

safari zâmbia

A Zâmbia foi um dos países que mais nos surpreendeu em África. Entre inúmeros locais de interesse, que vão desde as cataratas de Vitória aos vários parques nacionais, a Zâmbia tem cidades mais ou menos organizadas, e viajar no país é mais fácil do que pode parecer. Durante a nossa viagem não tivemos tempo para explorar muito (mas já pensamos em voltar), tendo-nos restringido às Cataratas de Vitória, o Parque Nacional de South Luangwa e Lusaka.


COMO CHEGAR


A forma mais simples de viajar para a Zâmbia é voando para Lusaka, que está ligada com a maioria dos países do mundo através de escalas no Dubai, África do Sul ou Nairobi. No entanto, também é fácil entrar no país por terra. Foi isso que nós fizemos. A Zâmbia tem fronteira terrestre aberta vários países mas nós apenas conhecemos com o Malawi e com o Zimbábue (usamos as duas).  É possível atravessar e tratar dos vistos nas fronteiras terrestres.

ZIMBÁBUE: Nós atravessamos de Harare (capital do Zimbábue) para Lusaka (capital da Zâmbia) de autocarro. Apanhamos um autocarro no terminal de Harare, às 7am, que chegou a Lusaka às 3pm. A viagem custou 15USD/pessoa. O autocarro parou na fronteira e esperou que os passageiros tratassem dos vistos e dos carimbos no passaporte. A travessia foi fácil e a companhia que usamos, a King Lion, foi muito eficiente. Há alguns rapazes a tentar trocar dinheiro na fronteira. A fronteira está aberta entre as 6h da manhã e as 18h.

É também possível atravessar a fronteira entre Victoria Falls, no Zimbábue, e Livingstone, na Zâmbia. Para cruzar a fronteira basta ir a pé e atravessar a ponte, tratando dos vistos nos postos fronteiriços. A fronteira fica a 10 minutos a pé de Victoria Falls e a 10 minutos de táxi de Livingstone. A fronteira está aberta entre as 6h da manhã e as 20h.


PODE VER AQUI AS NOSSAS DICAS PARA VIAJAR NO ZIMBÁBUE 


MALAWI: Para sair da Zâmbia atravessamos a fronteira com o Malawi perto de Chipata. Os procedimentos são idênticos aos das outras fronteiras. Fomos de táxi até à fronteira, carimbamos o passaporte de saída, cruzamos a fronteira a pé, e depois de tirarmos o visto do Malawi, apanhamos um táxi até à povoação mais próxima, onde apanhamos um mini-autocarro até Lilongwe, a capital do Malawi. Na fronteira é possível trocar dinheiro nos diferentes rapazes que andam ali a tentar cambiar. As taxas não são muito favoráveis mas é uma forma de ter dinheiro logo quando entra no país. A fronteira está aberta entre as 6h da manhã e as 18h.


PODE VER AQUI AS NOSSAS DICAS PARA VIAJAR NO MALAWI


VISTOS


Para entrar na Zâmbia é necessário visto. Tiramos o visto na fronteira terrestre com o Zimbábue, em Victoria Falls. Optámos por tirar um visto de entrada dupla por 85USD/pessoa porque íamos necessitar de entrar duas vezes no país, já que queríamos visitar as Cataratas de Vitória dos dois lados. O visto de entrada simples custava 50USD/pessoa.


TRANSPORTES


Viajar na Zâmbia é relativamente simples já que as estações de autocarros são relativamente organizadas. Basta estar atento e escolher as companhias certas. Há várias companhias de autocarro a operar no país mas só algumas respeitam os horários marcados no bilhete. As melhores companhias para viajar são a Zambia-Malawi, Higer ou Johabie Express.

Nós usamos uma companhia que recomendamos que “fuja”! Chamava-se Peace Soldiers. Compramos bilhete para um autocarro que sairia às 6h30. Uma hora antes já estávamos na estação, e um rapaz da companhia levou-nos ao autocarro, quase completamente vazio e às escuras. Chegaram as 6h30, as 7h00, e começávamos a fazer perguntas. Os rapazes que pareciam estar a comandar diziam-nos que iria partir em breve, mas depois das 8h00 ficou claro que o autocarro só sairia quando estivesse cheio (prática comum em África). Depois de perguntar a uma rapariga que estava junto de nós, ela respondeu que era normal só sair cerca das onze ou meio-dia! E assim passamos a manhã na estação. Já desesperados, acabamos por trocar de autocarro, tendo de comprar outros bilhetes, para conseguir sair de Lusaka às 10h da manhã. Na altura não sabíamos, mas descobrimos depois que se tivessemos levado os bilhetes ao guiché que existe na estação para fazer reclamações, o dinheiro dos bilhetes ser-nos-ia devolvido. Fica a dica para os próximos viajantes.


ONDE DORMIR


Pioneer Camp (Lusaka)

Se procura um acampamento calmo, fora da confusão da cidade de Lusaka mas ainda assim, a uma distância que lhe permita visitar a cidade, o Pioneer Camp é o lugar ideal. Descobrimos o Pioneer Camp pesquisando na internet, como um dos lugares “clássicos” para conhecer os exploradores que viajam em África, em rotas mais longas ou simplesmente na Zâmbia. E a verdade é que não desilude. Há vários viajantes de jipe, que se juntam no lobby, partilhando experiências e estórias das suas aventuras africanas. Partilham-se dicas sobre estradas, condições de progressão no terreno e questões de segurança. Contam-se estórias da estrada e viajamos também enquanto estamos sentados a partilhar momentos tão intensos e marcantes.

Mas o Pionner Camp é mais do que um espaço de partilha, é um espaço de descanso. Arranjamos um chalet, que por sinal era genial, com uma cama enorme e confortável, casa de banho espaçosa e prática e tudo super limpo. Passamos uma noite maravilhosa, aquecidos pelo sistema de aquecimento a lenha que funcionava no exterior.

Aproveitamos que o campo ficava longe de Lusaka para jantar ali. Comemos um bife T-bone, um clássico por estes lados, que estava maravilhoso. O pequeno-almoço, dispensamos, pois tivemos de sair bem cedo para apanhar o autocarro em Lusaka para Chipata (5 am).

As noites são passadas à volta de uma fogueira, onde os viajantes se juntam para longas e animadas conversas. Para quem tem viatura própria, este é o lugar ideal para ficar. Para quem viaja em transportes públicos, a única forma de aqui chegar é de táxi, já que o campo é longe da estrada principal e os acessos são de terra batida. Um táxi desde o centro de Lusaka para o campo custa cerca de 40USD. Em viatura própria ou de táxi, o Pioneer Camp é uma óptima escolha para a dormir em Lusaka.

Campo Kakuli (South Luangwa National Park)

Este acampamento é perfeitamente idílico. Os quartos são apenas cinco com todos os luxos possíveis nas margens do rio Luangwa. Para circular no campo à noite é necessário andar acompanhado por um segurança armado, pois o acampamento não é vedado e os animais, mesmo os grandes predadores, são livres de cruzar as instalações. O nosso alojamento para essa noite foi numa tenda ao estilo africano, mas com toda a comodidade por dentro. Cama de casal, casa de banho, chuveiro, e uma vista directa para o Rio Luangwa, então envolto em escuridão. Os grunhos dos hipopótamos ouviam-se à distância. Na área comum do acampamento, há um restaurante e bar perfeitamente enquadrados no ambiente. Jantamos já tarde (porque o nosso autocarro se atrasou – pode ver esta estória aqui)  uma sopa de creme de nata, carne estufada e onde até experimentamos mousse de chocolate como sobremesa.

De madrugada, chamam-nos do exterior da tenda. A primeira luz da manhã ilumina o rio Luangwa e a vista da janela é absolutamente idílica. O pequeno-almoço é tomado numa plataforma elevada de frente para o rio. Com vista para a planície aluvial do rio, que é inundada na época das chuvas, e em redor de uma pequena fogueira onde as brasas ainda crepitavam, deliciámo-nos com um pequeno-almoço variado e apetitoso, com tostas, fruta, panquecas e compotas.

Campo Mchenja (South Luangwa National Park)

A Norman Carr Safari detém alguns dos mais belos lodges em África, a maioria com vista sobre pontos de água ou rios. como é o caso do campo Mchenja, com apenas cinco bungalows e um ambiente bastante exclusivo. As cabanas são alojamentos de luxo onde todos os pormenores foram criteriosamente pensados.

Existe uma janela ao comprimento de cada cabana que dá para o rio povoado de hipopótamos. Os antílopes passeiam-se nas redondezas. O campo não é vedado pelo que os encontros com animais selvagens são possíveis. Há vários rangers armados que fazem a segurança do recinto. Mas o pormenor mais encantador deste campo é a banheira de imersão com vista sobre África. Todas as cabanas possuem uma banheira em estilo clássico que faz as delícias dos mais românticos e apaixonados. Uma experiência a não perder.

PROCURE AQUI ALOJAMENTO NA ZÂMBIA


O QUE VISITAR


CATARATAS DE VITÓRIA: Uma visita às quedas de água de Vitória é incontornável. Vale a pena ver de perto e ouvir uma das maiores quedas de água do mundo. As dicas para visitar as Cataratas de Vitória estão neste post. Do lado da Zâmbia, a entrada no parque das Cataratas de Vitória fica mesmo ao lado da ponte que serve de fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue. O preço de entrada é 20 usd/pessoa ou o equivalente em moeda da Zâmbia. Deste lado, a vista é igualmente avassaladora e uma outra ponte permite ter sensações vertiginosas sobre esta maravilha da natureza.

PARQUE NACIONAL SOUTH LUANGWA: O South Luangwa National Park cobre uma área de cerca de 9000 km2 (um décimo da área de Portugal!), mas as planícies aluviais e as margens do rio Luangwa são as zonas mais populares entre os visitantes, já que as águas atraem animais de grande porte e predadores. A época seca dura de Abril até Outubro, e a época mais propícia à observação de vida selvagem é de Junho a Outubro, sendo este último o mês mais quente do ano e com a maior concentração de animais. Em Julho e Agosto, os dias são quentes, mas não demasiado, e as noites são frescas, fazendo com que a estadia seja também agradável do ponto de vista climatérico. É um óptimo local para observar predadores, especialmente leões e leopardos.

Há várias formas de explorar o parque mas o ideal é pernoitar no seu interior. Nós usamos a Norman Carr Safaris para explorar o parque durante dois dias. Foi uma óptima opção porque dormimos em dois campos diferentes no interior do parque e fizemos dois safaris nocturnos e dois safaris diurnos. Este é definitivamente um dos melhores parque nacionais para observar vida selvagem em África.

LUSAKA: A capital da Zâmbia merece uma visita. Não vale a pena demorar aqui muito tempo, até porque não há muito para ver, a não ser sentir o pulso de uma capital africana com tudo o que isso tem de bom e/ou de mau. No entanto, comparada com as capitais dos países vizinhos, Lusaka tem muito mais para oferecer, com vários centros comerciais e espaços culturais.


 COMO MARCAR UM SAFARI


A Norman Carr Safaris é uma das empresas do ramo mais conceituadas no mundo, com base de operações na Kapani Lodge, última morada de Carr e ainda hoje pertencente à família, perto da cidade de Mfuwe (que tem aeroporto com ligação às capitais da Zâmbia, Lusaka, e do Malawi, Lilongwe) e o seu pessoal é maioritariamente constituído por aqueles que lá vivem, que melhor conhecem a terra, e que a dão a conhecer aos visitantes com uma qualidade de serviço reconhecida internacionalmente. Altamente recomendado.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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2 Comentários

  1. Jorge Monteiro diz: Responder

    Olá!

    obrigado por partilharem. estou a pensar fazer um safari no próximo mas queria ter uma ideia melhor de quanto precisarei de gastar.

    podem partilhar a vossa experiência?

    obrigado :)

    1. Carla Mota diz: Responder

      Neste safari que fizemos na Zâmbia ficou caro. Cerca de 500€ por dia dentro do parque. Ficamos só duas noites.

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