Dicas com HUMOR para viajar no Vietname

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Há várias regras básicas para quem viaja de forma independente no Vietname:

Regra nº 1:

Nunca fazer tour organizados (a não ser que não haja outra possibilidade). Porque sempre que o fizeres vais-te arrepender.

Regra nº 2:

Os comboios nocturnos são mais confortáveis do que os autocarros. Os comboios são bastante mais caros mas ganha-se em animação e agitação.

Regra nº 3:

Os vietnamitas não ajudam ninguém. Eles prestam um serviço de informações e depois apresentam a conta. Mesmo que não tenham nenhuma agência de viagens irão encaminhar-te para uma.

Regra nº 4:

Todos os vietnamitas têm um parente com um hotel. Vais acabar por ficar lá…

Regra nº 5:

Taxistas honestos estão em vias de extinção. Oferecemos recompensa a quem encontrar um.

Regra nº 6:

Resolvemos ampliar o conceito da regra nº 5 e onde se lê “taxista” deve-se ler “vietnamita”.

Regra nº 7:

A maioria dos vietnamitas não fala inglês ou francês. Caso não fales vietnamita, a probabilidade de apanhares “preços inflacionados” é o prato do dia. Não stresses, respira fundo e ri-te. Nós experimentamos uma versão mais ressabiada nos primeiros dias mas rapidamente vimos que o resultado era o mesmo.

Regra nº 8: 

Quando alguém te disser “kiss me, kiss me” não estranhes. Há um dialecto local, relativamente difundido pelas áreas turisticas, que é uma mutação da língua inglesa. Na realidade eles estão a dizer “Excuse me”. O problema é que que os vietnamitas não conseguem dizer o som “ex”. Isto é bastante interessante. Controla-te, não vale dar gargalhadas na cara dos guias.

Regra nº 9:

Moto-táxis só em último caso. São caras, perigosas e pouco sustentáveis. Se quiseres saber um pouco mais basta visitar um terminal local de autocarros, em qualquer parte do país, e ver as fotografias dos acidentes de viação.

Regra nº 10:

Se realmente quiseres  ir para o Vietname, não o faças depois de visitar o Cambodja ou o Laos. Aí ele será o parente pobre. Começa pelo Vietname. A partir daí só vai melhorar.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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5 Comentários

  1. Alfredo Ribeiro diz: Responder

    Engraçado, comigo foi o contrário. Eu fiz Cambodja (depois da Tailândia) – Vietname e Laos. Quase todos os pontos negativos que apontam para o vietname eu aplicaria mais aos outros 2 países. Se pudesse, o país onde voltaria seria sem dúvida o Vietname.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Ainda bem que há percepções diferentes. Este post é mesmo isso, a partilha da nossa experiência.

  2. Mário diz: Responder

    Tenho uma ideia completamente contrária à vossa sobre o Vietname, achei o povo extremamente prestável e capaz de te auxiliar em diversas situações, aconteceu comigo serem extremamente prestáveis em várias situações onde me ajudaram desinteressadamente.
    Encontrei taxistas honestos. Vietname em relação ao Camboja só perde mesmo por não ter Angkor Vat, de resto a qualidade de vida das pessoas e a oferta de tudo é muito maior no Vietname, quanto ao Laos não posso comparar pois ainda não fui.
    Achei que o Vietname é o país do SUdeste Asiático (pelo menos dos vários que conheço) onde a população tem mais poder de compra e está a desenvolver-se a um ritmo demasiado acelarado.
    Boas viagens 😉

    1. Carla Mota diz: Responder

      Olá Mário. Obrigada pelo feedback. É mesmo uma questão de experiência pessoal. Nós realmente achamos o Vietname o “país pobre” no que toca à amabilidade da sua população. Talvez porque vínhamos da Tailândia, Laos e Cambodja. Mas a verdade é que adoramos o país. A única coisa que não gostamos foi da forma interessada como a maioria das aproximações aconteciam. Foste a Halong Bay? Porque acho que a maioria das experiências das pessoas que vão lá é negativa. No entanto, ainda bem que gostaste e ainda bem que todas as experiências são diferentes. É isso que torna as viagens tão interessantes.

      1. Alfredo Ribeiro diz: Responder

        Curioso, eu tinha lido tantos comentários negativos sobre Halong Bay antes de lá ir. Paguei 45 euros (ou dólares, já não sei) por 2 dias e uma noite e até agora posso dizer que foi uma das melhores “tours” em relação preço/qualidade:

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