Visitar Khiva – Dicas, lugares obrigatórios e melhores hotéis da cidade | Uzbequistão

Visitar Khiva - Dicas, lugares obrigatórios e melhores hotéis da cidade | Uzbequistão

Khiva foi uma das principais cidades a florescer ao longo da Rota da Seda, no itinerário que ligava a Ásia Central ao Turquemenistão e Cazaquistão, rumo ao mar Cáspio e ao Azerbaijão, em direcção à Europa. O seu período áureo começou na Rota da Seda mas Khiva foi ganhando importância quando se tornou capital de um dos três canatos (khans) da “terra dos uzbeques”, a par com Bucara e Kokand. Vamos visitar Khiva!

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Khiva é uma cidade no norte do Uzbequistão, a poucos quilómetros do Turquemenistão, e cujo núcleo histórico, completamente muralhado, se encontra magnificamente preservado. Outrora uma das cidades mas icónicas da Rota da Seda, viu a sua importância mercantil começar a definhar com o final das rotas comerciais por terra, mas a cidade, completamente isolada no deserto, sobreviveu às investidas dos mongóis e ao domínio soviético, conseguindo-se preservar arquitectonicamente ao longo dos tempos de uma forma que parece quase milagrosa. Visitar Khiva é como percorrer os caminhos da Rota da Seda de novo.

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QUANDO IR

A melhor altura para visitar Khiva é na Primavera ou no Outono, quando as temperaturas são mais amenas. No verão também pode ser uma boa altura mas as temperaturas são muito elevadas, por isso beba muita água e evite caminhar nas ruas nas horas de mais calor. Não se esqueça, Khiva é no deserto!

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Veja aqui como tirar o visto do Uzbequistão


ONDE SE ALOJAR QUANDO VISITAR KHIVA

Já estivemos em Khiva duas vezes e enquanto visitámos a cidade experimentámos alojamentos diferentes. Se for visitar Khiva, não deixe de se alojar em Ichan Kala, a parte muralhada da cidade. Não se vai arrepender. Gostámos dos dois alojamentos que usámos em Khiva, embora bastante mais do primeiro do que do segundo. O melhor hotel que ficámos em Khiva foi o Zukhro Boutique Hotel, bem em frente ao minarete inacabado e à Arca. Tem um restaurante fantástico e, se tiver vagas, não há que procurar mais. No último ano não arranjamos quarto ali pelo que ficamos no Islambek Khiva. Não é nada mau e até tem sitio para estacionar. Outras boas opções são o Meros B&B, o Kuvonchoy Bonu, o Hostel Farrukh ou o Hotel Kala

DICA – Independentemente do tipo de alojamento que escolher, fique dentro da muralha.

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O QUE VER QUANDO VISITAR KHIVA

Ao passearmos nas ruas empedradas de Khiva sentimo-nos desfilar numa cidade-museu, onde cada canto parecia contar uma narrativa, onde cada madraça parecia esconder um segredo e cada mesquita uma lição de história. Os minaretes gigantescos estão ricamente decorados com azulejos coloridos. Há minaretes inacabados e mais de vinte madraças, umas convertidas em museus, outras em hotéis ou restaurantes. As mesquitas do século X até ao século XVIII espalham-se pela cidade, existindo ainda vários palácios esquecidos e um mercado de escravos, testemunhando o passado conturbado da cidade. Todo este património está magnificamente preservado na Ichan Kala, a cidade muralhada, e ajudam a embelezar esta cidade-museu, declarada Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 1990. Mas, os becos e ruelas que levam a todo o lado, e ao mesmo tempo a lado nenhum, e uma muralha de adobe perfeita que mantém as quatro portas conservadas, são apenas algumas das singularidades desta cidade. Não perca tempo e vá visitar Khiva!

DICA: Para visitar os monumentos e museus de Khiva deve comprar um bilhete “geral” na porta oeste, Ata Darvaza. O bilhete custa cerca de 12€/pessoa e é válido para 3 dias. 

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1. Muralha e portas de Ichan Kala

Inicie o reconhecimento da cidade explorando a muralha de adobe do século XVII. Circula a cidade acompanhando-a pelo exterior, testemunhando a imponência das suas paredes de cerca de dez metros de altura e seis de largura, que podem já ter origem no século X. Outrora, estas muralhas defendiam o núcleo urbano dos ataques dos inimigos, nomeadamente povos nómadas guerreiros e tribos oriundas da Ásia Central e da Mongólia, e das tempestades de areia que sopravam do deserto Kyzyl Kum.

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Entrando pela porta norte, Bagcha Darvaza, é ainda possível seguir até à cidadela mas depois não dá para prosseguir para diante. No entanto, apesar de só ser possível caminhar sobre este pequeno trajecto, o cenário sobre Ichan Kala é soberbo. Dali aprecia-se as três áreas que compõem as cidades típicas desta área do mundo: o forte ou cidadela (Arca de Kukhna), o Ichan Kala (a parte interior da cidade) e a Dishan Kala (subúrbios e área fora da muralha).

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Entrámos na Ichan Kala pela porta oeste, Ata Darvaza, uma das quatro portas magnificamente preservadas. A visão do interior é difícil de bater em qualquer outra cidade ao longo da Rota da Seda.

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2. O minarete inacabado de Kalta Minor

O magnífico minarete incompleto de Kalta Minor, na parte exterior da madraça de Muhammad Amin-Khan, construído para ser o mais alto minarete do mundo, ficou inacabado depois da morte do Khan, devido ao seu elevado custo, e é um dos principais locais que deve ver quando visitar Khiva. Ainda que o seu nome signifique “pequeno minarete”, este é um dos minaretes mais belos do mundo. Ricamente decorado em azulejo azul e verde, o minarete tem fundações com quinze metros de profundidade, aproximadamente o mesmo de diâmetro e vinte e nove metros de altura, mas o seu projecto previa que atingisse mais de setenta metros de altura. Exibindo um padrão variado com azulejos coloridos em branco, azul, verde e amarelo acastanhado, completamente coberto com azulejo vitrificado, de cores vivas e brilhantes, reflecte uma harmonia praticamente perfeita, e a sua decoração singular comoveu o nosso imaginário da Rota da Seda.

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Odil, um rapaz que conhecemos nas ruas de Khiva enquanto contemplávamos este magnífico minarete, contou-nos que há muitas lendas associadas à sua construção. “Os ançiãos por aqui dizem que quando começaram a construir o minarete, os trabalhadores começaram a murmurar e Muhammad Amin-khan condenou os grevistas e o seu líder enterrando-o vivo na fundação da torre”, conta-nos Odil. E, acrescentou, “o projecto era tão grande que haviam outros Khans que queriam ser melhores do que o de Khiva, então, o Khan de Bucara ofereceu ao arquitecto do minarete dinheiro para ele fazer uma construção ainda maior em Bucara. Quando Muhammad Amin-Khan descobriu, decidiu matar o arquitecto corrupto, mas este conseguiu escapar, deixando a torre inacabada. Como só ele poderia completar a construção, o minarete permaneceu assim até hoje”. Odir vibrava enquanto nos contava esta história. Visitar Khiva tem outro sentido quando conhecemos pessoas assim.

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3. Madraça Muhammad Amin-Khan

Ao lado estava a madraça Muhammad Amin-Khan, a maior de Khiva e a maior da Ásia Central, que foi baptizada em honra de um dos maiores Khans que a cidade teve e sob a ordem de quem foi construída. Outrora, as cento e vinte e cinco celas eram usadas pelos estudantes desta escola corânica, mas foram transformados em quartos de um luxuoso hotel, deixando esta beleza arquitectónica acessível apenas aqueles que aqui ficam alojados ou aos que frequentem o café do hotel. A madraça possui cinco cúpulas e torres de flanco, exibindo uma fachada ornamentada com tijolo de vidro, azulejos em majólica e portas de madeira maciças ricamente trabalhadas. Por cima da porta da entrada, há uma inscrição em árabe: “Este maravilhoso edifício vai ficar aqui para sempre para alegrar os descendentes”. A estátua de um matemático oriundo de Khiva, al-Khwarizmi, considerado o pai da álgebra, ergue-se em frente à madraça.

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4. Arca de Kukhna

Um dos ex-libris da Ichan Kala é a Arca de Kukhna, a cidadela ou forte de Khiva. Local obrigatório a explorar quando visitar Khiva, foi iniciada no século XVII por Arang-khan. A cidadela tem vários pátios interiores e englobava a casa dos Khan, dos membros da sua família e dignitários. A maioria dos edifícios data do século XIX e início do século XX, nomeadamente uma mesquita e um magnífico e belíssimo harém. No entanto, as suas fundações são das mais antigas da cidade e datam do século XV. Outrora terá existido aqui um arsenal, um moinho, armazéns, cozinhas, guaritas, um estábulo e uma área destinada a fazer paradas. A entrada da cidadela ainda era feita por portões fortificados que, juntamente com um muro alto e cheio de ameias, a separam das habitações de Ichan kala.

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Da cidadela temos uma das vistas mais magníficas da cidade de Khiva. Depois de passar pelo harém, um corredor estreito e uma escada levou-nos até Akshikh-bobo, um aiwan, uma espécie de varanda coberta em dois níveis, praticamente incorporado na muralha da cidade. Dali as vistas abrem-se sobre o bairro de Ichan Kala e consta-se que também os governantes de Khiva gostavam de descansar ali nas noites quentes de Verão, chamando a esse local, o “Sheik branco”.

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Ao lado, o palácio kurinishkhana foi danificado no século XVIII, durante a devastadora invasão das tropas iranianas, assim como muitas outras construções que foram destruídas na cidadela. Nessa altura, o aiwan Akshikh-bobo terá sido usado para observação militar. Sucederam-se várias reconstruções no século XIX e XX. O palácio conserva, no entanto, ainda bonitos mosaicos, majólicas, decorações em azulejos e gesso esculpido, assim como murais coloridos no tecto e um trono de madeira torneado, numa sala do trono com decoração em prata que esteve em uso até à segunda metade do século XX. Na parte exterior do palácio, o Khan montava uma yurt durante o Inverno, para receber os hóspedes, já que esta era mais fácil de aquecer. Entre os monumentos arquitectónicos melhor preservados está também um hamman, um balneário semi-subterrâneo, construído no século XVII com um sistema de cúpulas, visível do exterior, que cobre o edifício. Esta cidadela é considerada um dos melhores monumentos da Ásia Central e quando visitar Khiva não ficará indiferente.

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5. Madraça Muhammed Rakhim Khan

A mais bela madraça de Khiva data do século XIX e, embora estivesse ocupada por um centro de artes e artesanato, tem também um pequeno museu dedicado ao último Khan de Khiva. Este terá sido um dos locais mais importantes de educação na cidade, já que para além da educação religiosa, ali também se concedia educação secular com base nas ciências, matemática, geografia e astronomia, sendo o resultado de uma das maiores reformas educativas da Ásia Central.

6. Mesquita Juma

A mesquita Juma, mesquita de sexta-feira, é um dos edifícios mais belos de Khiva, com duzentos e treze pilares de madeira ricamente esculpidos que suportam um tecto de madeira intricada. Visitar Khiva e não ver esta mesquita é um crime! A sua construção ter-se-á iniciado no século X e desde essa altura que tem sofrido várias obras de restauro, pelo que as colunas de madeira do seu interior datam desde o século XI até ao século XVIII, testemunhando o passado criativo dos artífices de carpintaria. As paredes exteriores são de tijolo e revestidas a estuque, sobre as quais assentavam pinturas com motivos florais diversos, tais como íris, arbustos e árvores.

7. Palácio Tash Hauli

O Palácio Tash Hauli, o palácio de pedra, albergou a corte do Khan Allah Kuli. Apesar da sua dimensão modesta, aprecia-se ali os mais belos exemplares de colunas intrincadas e esculpidas da cidade, bem como a mais bela decoração de azulejos de majólica no interior do harém. Este espaço é especialmente belo, quer pela decoração dos azulejos e colunas, mas também pela envolvência do espaço circundante, composto por um complexo de edifícios e labirintos em torno de três grandes pátios, decorados em majólica e mármore com os mesmos motivos representados na tapeçaria uzbeque. Continha elementos decorativos que representavam a história dos canatos de Khiva. Os tectos eram incrivelmente coloridos, em tom verde, vermelho e dourado e as paredes estavam repletas de representações de motivos florais. Este palácio é um bom exemplo de arquitectura e design criativo, com jogos de luz, sombras e cores. Mais um lugar obrigatório a conhecer quando visitar Khiva.

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8. Mercado de Escravos

Khiva foi um importante centro de comércio de escravos eslavos, povos indo-europeus, muitos de origem russa, no século XVII a XIX, conservando ainda um mercado de escravos próximo da porta este da cidade, na Polvon Darvaza. Para além dos escravos eslavos, existiam também escravos capturados de tribos nómadas turcomanas e cazaques. Um túnel de sessenta metros de comprimento levava ao bazar e ao maior caravançarai da cidade, onde hoje se podem adquirir os mesmos chapéus, frutas, tecidos ikat (tecido produzido a partir de fibras tingidas antes da tecelagem e oriundos provavelmente da Indonésia) e cerâmicas pintadas à mão que também aqui existiriam nos tempos áureos da Rota da Seda. O mesmo túnel apresenta pequenos nichos nas paredes que eram utilizados para colocar os escravos e onde estes estavam expostos para serem vendidos. Consta que as orelhas dos escravos que conseguiam fugir e que eram recapturados, eram pregadas ao chão. Em frente à porta da muralha, onde se desenvolve o bazar, terá outrora existido uma praça de execuções públicas. A existência deste centro de escravos foi um dos argumentos utilizados pelo regime russo para invadir Khiva no século XIX.

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9. Madraça de Shergazi Khan

De entre as várias e belíssimas madraças de Khiva, destacava-se a madraça de Shergazi Khan, um dos mais antigos edifícios da cidade, construída com mão-de-obra escrava, nomeadamente mais de cinco mil persas, capturados na região de Mashhad. Shergazi prometeu libertar os escravos quando a obra estivesse completa mas os atrasos sucessivos, provocados pelo prolongar das obras por parte do Khan, levou a que os escravos o tivessem assassinado dentro do próprio edifício. O túmulo do Khan encontra-se numa das esquinas da madraça, e na entrada pudemos ler a inscrição “Aceito a morte às mãos dos escravos.” Não é um lugar de visita clássico, mas vale a pena espreitar quando visitar Khiva.

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10. Mausoléu de Pakhlavan Mahmud

O mausoléu de Pakhlavan Mahmud, o herói nacional de Khiva, é um poeta do século XIV. O mausoléu é um local de devoção actual e muito procurado pelos jovens casais que ali buscam uma bênção para a sua nova vida matrimonial. Os uzbeques entram, ajoelham-se, oram, bebem água sagrada e conversam sob uma das maiores cúpulas de Khiva. Vários pilares de madeira trabalhados adornam o interior do edifício, cheio de azulejos majólica coloridos. Mas é do exterior que este mausoléu se mostra mais emblemático. A sua enorme cúpula verde e domos azuis podem ser observados de qualquer ponto da cidade, nomeadamente do topo dos minaretes e da cidadela. Não deixe de explorar este local quando visitar Khiva.

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11. Complexo de Khoja

Um dos mais recentes complexos islâmicos de Ichan Kala é o Khoja, um complexo do século XX que incorpora uma mesquita, uma madraça e um minarete, e local obrigatório quando visitar Khiva. Isfandiar Khan foi governador do Canato de Khiva e foi durante o seu reinado que este complexo foi criado, dedicado a todos os khojas, aqueles que se converteram ao Islão na Ásia Central. Este complexo fazia parte de um vasto legado deixado pelo governador do canato que construiu várias escolas corânicas e hospitais antes de ter sido assassinado. Este terá sido o último edifício a ser construído em Ichan Kala antes da chegada dos soviéticos. Apesar da madraça e da mesquita não serem dotadas de uma beleza invulgar, o seu minarete atrai as atenções, quer pelos seus quarenta e cinco metros de altura, quer pela sua beleza e decoração.

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O minarete é inspirado nas obras arquitectónicas do século XIV, sendo ricamente decorado com cerâmica, tijolo e bandas de vidros coloridos. Os azulejos e os tijolos são a base desta construção em alvenaria, estruturas construídas utilizando unidades de cerâmica e vidro, unidas entre si por argamassa, alternando níveis de tijolo ocre com bandas azuis, verdes e brancas com motivos geométricos. Terminava com uma cúpula revestida a azulejo azul, verde e branco, onde existe um miradouro, e de onde as vistas sobre a cidade eram deslumbrantes. Quando visitar Khiva veja também a madraça. A madraça, imediatamente atrás, tem quarenta e dois hujras, quartos usados pelos estudantes, e um grande salão abobadado. Este excelente exemplo arquitectónico, quer pela singularidade da sua construção com a fachada decorada em esmalte, quer pelo seu interior que exibe um mihrab decorado em majólica e tijolo burro, alberga um belo museu exibindo algumas das obras de arte de artistas locais, bem como exemplares de roupa de seda usada pelos governadores do canato e por altos dignitários.

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12. Bazares e artífices da cidade

Khiva está cheia de pequenas oficinas de artífices que produzem trabalhos em cobre e metais similares, como tesouras e ferraduras. A tradição da tapeçaria iraniana também viajou até ali e, hoje, os tapetes persas enfrentam a concorrência dos tapetes de Bucara e Khiva, que continuam a ser produzidos de forma artesanal, tingidos com tintas naturais, e que podem ser vendidos por várias centenas de dólares.

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Do norte, especialmente do Azerbaijão e Cazaquistão, chegavam a Khiva as peles, chapéus e casacos de pêlos, os samovares e armas que ainda se viam a vender na cidade. Os chapéus e casacos em pêlo de ovelha de Karakul fizeram as nossas delícias. O legado da Rota da Seda está presente em cada esquina, em cada gesto, em cada pormenor cultural desta cidade, e isso não encontra paralelo em muitos lugares do mundo. Visitar Khiva é assim um marco para qualquer viajante que goste de explorar outras culturas.

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Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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