Dia 26 – Chegámos a Bucara, no coração da Rota da Seda 🇺🇿 | Crónicas do Rally Mongol

Dia 26 – Chegámos a Bucara, no coração da Rota da Seda 🇺🇿 | Crónicas do Rally Mongol

Bucara esperava por nós assim como nós estávamos à sua espera. Há muito que Bucara é uma das minhas cidades preferidas no Uzbequistão e no mundo. Homogénea, compacta, autêntica e bela. Detentora de uma singularidade incrível e indescritível. Bucara continua a encantar-me mesmo que, tal como hoje, esteja ali pela quinta vez. Não consigo deixar de pensar o quão abençoada sou por poder revisitar esta cidade tantas vezes.

Deixámos Khiva pela manhã bem cedo. Com mais de 400 km para percorrer, sem saber as condições das estradas, resolvemos sair pouco passava das 8h da manhã. O calor já apertava e, apesar da estrada nova estar em boas condições (cerca de 250 km), o percurso envolveu também estrada em mau estado. Demorámos 5 horas para percorrer a distância entre Khiva e Bucara, tentando encontrar um local para abastecer. O único que encontrámos foi com gasolina 80 octanas. A maioria dos carros no Uzbequistão são a gás e por isso encontrar uma estação com gasolina ou gasóleo é uma aventura. Resolvemos arriscar. A gasolina praticamente voou do depósito e passado pouco tempo estávamos a necessitar de atestar outra vez. Agora, com gasolina 91 octanas.

Quando chegámos a Bucara a Burra estava a fazer um barulho esquisito, e o seu desempenho já não era o mesmo. Ficámos seriamente preocupados.

Em Bucara dirigimo-nos ao nosso hotel, onde colocámos as coisas, e saímos para almoçar. Estávamos estafados e cheios de calor, assim como preocupados com a Burra. Precisávamos descansar um pouco. Almoçámos perto da Praça Laby Haus, que continua linda e esplendorosa.

Depois do almoço recolhemos um pouco ao quarto de hotel. O calor era demasiado e não havia ninguém nas ruas. Estava impossível. Voltámos a sair pelas 17h, para rever esta jóia da Rota da Seda, percorrer os caminhos perdidos dos mercadores e explorar com olhos de deslumbramento as mesquitas e madraças que encantam gerações há séculos.

Em pouco mais de três horas conseguimos fazer um percurso pelos locais mais belos da cidade, terminando em Laby Haus, onde jantámos numa esplanada da praça, em frente à piscina, por baixo das amoreiras. Amanhã teremos que ir para Samarcanda e tentar resolver o problema a Burra. Temos que ser optimistas mas o barulho não augura nada de bom.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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2 Comentários

  1. Espero que o problema da ‘Burra’ seja só ‘palha’ de qualidade! Grande viagem que está a ser! Do lado de cá estamos sempre à espera de mais histórias!! Continuação de boa viagem e boa sorte!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada 😀

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