Aventuras no TURQUEMENISTÃO – Rir ou chorar no Turquemenistão? – Parte 2

Aventuras no TURQUEMENISTÃO - Rir ou chorar no Turquemenistão? – Parte 2

Quando regressamos de táxi de Merv e tentamos trocar dinheiro. Descobrimos que no Turquemenistão não nos trocam dinheiro nas casas de câmbio oficiais. Porquê, não sabemos. Talvez seja o nosso ar altamente ameaçador! As coisas não estavam mesmo a correr bem por terras do Turquemenistão!

Aventuras no TURQUEMENISTÃO - Rir ou chorar no Turquemenistão? – Parte 2

Trocamos alguns dólares no mercado negro e compramos comida no mercado local. Dêmos uma volta pela cidade, visitamos o bazar e recolhemos ao nosso “humilde” quartinho.

Aventuras no TURQUEMENISTÃO - Rir ou chorar no Turquemenistão? – Parte 2
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– Meu Deus! Vamos lá dormir com o Ratatui mais uma noite. – Disse eu. – Ratatui, cheguei!

O Ratatui não respondeu mas eu tenho a certeza que ele me vigiou enquanto nós comíamos umas sandes. Imagino-o com aqueles olhinhos a piscar, junto dos filhotes todos, debaixo de um vão de madeira a olhar para a minha comida.

Na TV passa uma notícia sobre as festas de Águeda, em Portugal. Será coincidência? Eu não acredito em coincidências.

Com dois dias passados no Turquemenistão decidimos despedir-nos do país ao terceiro dia. A julgar pelos preços e pela liberdade de movimento, um dia teria chegado para atravessarmos o país.

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De manhã bem cedo dirigimo-nos para o local de onde saem os táxis partilhados. Os taxistas pareciam hienas agressivas tentando abraçar-nos, puxar-nos e empurrar-nos para dentro dos seus táxis. Devem ver tantos turistas por cá que até se salivam quando aparecem dois!

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Depois de muito negociar o preço lá acordamos com um jovem taxista a viagem entre Mary e Turkemenabat. No final da viagem, nova discussão na hora do pagamento (já que os preços acordados nunca são os finais) mas nós mantivemo-nos firmes e nem mais um manat. Apanhamos outro táxi agora para Farab, na fronteira com o Uzbequistão. Antes de chegar à fronteira começa a fila de camiões. Tem vários quilómetros de comprimento e conta especialmente com camiões turcos, iranianos e do Turquemenistão. Afinal, a Rota da Seda ainda está viva só que agora faz-se de veículo de quatro rodas e não de camelo.

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Quando chegamos à fronteira o guarda faz-nos sinal: está fechada. Os guardas estão em hora de almoço. A fronteira está fechada entre as 12h e as 14h. Temos que esperar. O que fazer? O sol está no seu pico, o calor é insuportável. Felizmente trouxemos connosco uma garrafa de água congelada. Tostamos ao sol durante mais de uma hora, procurando esconder-nos numa pequena sombra na cabine do militar. Ali almoçamos, a tostar e a destilar.

Aventuras no TURQUEMENISTÃO - Rir ou chorar no Turquemenistão? – Parte 2
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Às 14h lá entramos na fronteira, desta vez com procedimentos mais rápidos mas com direito à mesma inspecção às mochilas. Durante esta inspecção descubro que transporto um emigrante ilegal! As massas que trago comigo desde Portugal para os trekkings na montanha estão roídas pelos ratos.

– Será que o Ratatui veio na minha mochila? – Digo eu ao Rui.

O guarda parece não achar grande piada, apesar de me conceder um sorriso simpático. Disfarçadamente fecho a mochila e escondo o pacote ruído.

– Meu Deus! A minha mochila deve estar arruinada por dentro.

Entre carimbos, autocarros, mais autocarros, impressos em russo e mais carimbos lá atravessamos a fronteira. Eram 16h quando pisamos o solo do Uzbequistão. A nossa travessia pelo Turquemenistão tinha chegado ao fim.

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Ao contrário da maioria dos lugares por onde já viajei, aqui não gostei de estar. Senti-me correr. Mas, confesso que corri com vontade. O Turquemenistão tem bonitos campos de algodão, edifícios soviéticos majestosos, uma cidade de adobe (Merv) digna de uma visita, mas tem demasiados militares, demasiados Ratatuis e é demasiado caro. Três dias foram mais do que suficientes. Os dois dias que “ganhamos” vamos aproveitar para descansar em Bucara ou Khiva, no Uzbequistão, porque afinal, ainda agora acabamos de entrar na Ásia Central.

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Será que rio ou choro com esta passagem pelo Turquemenistão? Prefiro rir, afinal de contas estou de férias e até conheci o Ratatui!

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Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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