O que há de especial no Turquemenistão?

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O Turquemenistão é por variadas razões um país singular, fruto da desagregação da URSS e de um processo de democratização morto à nascença, substituído por uma sucessão dinástica dentro dos círculos de poder já existentes. Evidentemente, não são 3 dias em visto de trânsito que me possibilitam um conhecimento profundo do país, mas deixo aqui algumas reflexões, meras curiosidades fruto da minha curta experiência de viagem por esta nação tão peculiar.

 O Turquemenistão é um país:

– Em que é preciso pedir com muito jeitinho para nos deixarem entrar;

– Cujos guardas fronteiriços fazem lembrar o vídeo “Nikita”, de Elton John;

– Cujas estradas estão sempre em construção e sempre em necessidade de manutenção;

– Cujos transportes públicos rodoviários deixam de circular da parte da tarde;

– Em que camelos pastam à beira das estradas;

– Em que os campos de algodão parecem não ter fim;

– Onde o vento sopra as areias do deserto de manhã à noite, todos os dias;

– Onde as cidades parecem tiradas do filme “Goodbye Lenine” e se surgisse uma parada militar de tanques e mísseis ninguém acharia estranho;

 – Onde os agentes de polícia parecem ultrapassar em número a população local;

– Onde pude ouvir “Modern Talking” num táxi, como se fosse novidade musical;

– Onde fui convidado por uma senhora responsável por uma “casa de meninas” para passar a noite, em vez de num hotel clássico: “Big tourists come to my house!”; (não duvido…)

– Onde fiquei num hotel que está igualzinho ao que era nos anos 70; com direito a recepcionistas saídos da série “Matrioshki”;

– Em que na TV passam apenas música de artistas nacionais e notícias das obras do regime, com excepção de trivialidades vindas do estrangeiro (ex: decorações com guarda-chuvas nas festas de Águeda, em Portugal!);

– Onde nas cidades coexistem blocos de apartamentos que relembram a “Casa da Rússia” e novos edifícios que parecem casinos de Las Vegas;

– Onde só há estradas dignas desse nome num raio de 30km de Ashgabat;

– Onde o deserto come as aldeias…

– Onde são distribuídos gratuitamente GPS à chegada ao país, não vá o turista perder-se…

– Onde não há outdoors nem qualquer publicidade nas ruas;

– Onde é mais fácil ver camelos na estrada do que carros que não sejam brancos….

– Onde nem vale a pena tentar regatear preços, sobretudo em hotéis, sob pena de dormires na rua…

– Onde o programa SIMPLEX te parece o paraíso…

– Onde a passagem na fronteira obriga-te a passar pelo crivo de 20 funcionários públicos e militares…

– Onde nos confins do deserto te acolhem em suas casas e sem dizer uma palavra, partilham o AC e um chá….

– Onde até pela beleza das mulheres que vês nas ruas da capital te apercebes que a triagem deve ser apertada…

– Em que os guardas fronteiriços à saída são as únicas pessoas que se riem para ti, parecendo dizer “Já vais tarde!”

– Onde se encontra a porta do Inferno – Darvaza!

– Onde sair te deixa um misto de: uf, ainda bem que acabou e um desejo de voltar atrás…

– E por fim, onde pude realizar o sonho de saber como era viajar na URSS.

Por tudo isto, e muito mais, só posso recomendar. Acreditem, não vão esquecer essa viagem!

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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