Nungwi é uma localidade na ponta norte de Zanzibar e é o centro da zona mais turística da ilha. A cidade está em permanente crescimento, pela atracção de zanzibares que ali rumam para trabalhar na indústria do turismo. Junto à praia, fica a zona dedicada aos visitantes. O ambiente é de festa constante, com dezenas de nacionalidades presentes (embora os italianos sejam dominantes), e existem alojamentos para todas as carteiras, desde o resort de luxo, até aos hostels mais modestos. Há muitos restaurantes, mesmo junto ao mar, que servem refeições com o pescado fresco do dia. A água é transparente, azul-turquesa e permite banhos sem se estar à mercê das marés, ao contrário de toda a costa oriental da ilha, onde só se consegue tomar banho na maré alta (pois na maré baixa, o mar recua quilómetros).
Sabíamos que Nungwi se iria revelar uma zona muito mais movimentada do que Jambiani, e que o descanso não iria ser o mesmo. Mas também queríamos conhecer Nungwi, pois sabemos que os lugares mais turísticos são-no por razões positivas, apesar de sofrerem consequências negativas da “erosão” provocada pela presença constante de turistas. E, vindos de Chapwani, o contraste não poderia ser maior: vínhamos de uma ilha privada com 6 cabanas, e chegávamos à parte mais movimentada de Zanzibar, fora a capital. O nosso primeiro contacto foi um pouco “chocante”, pois o alojamento que tínhamos marcado pela net, Ebony & Ivory Beach Bungalows, não correspondia ao que era publicitado no site e sobre o preço ainda tivemos que pagar uma taxa. O “sea view” do nosso quarto era uma miragem ao fundo da rua (que só se via se estivéssemos do lado de fora da porta), e o preço era exagerado para as instalações, mas, para a responsável que nos recebeu, tudo estava bem. Como não estávamos com paciência para procurar outra alternativa, e aquela era relativamente barata, resolvemos ficar.
Era final de tarde, e aproveitámos para dar um passeio pela praia na zona ocidental de Nungwi, em direcção à praia de Kendwa. O movimento de pessoas era muito, mas a praia é bonita, e o pôr-do-sol foi dos mais belos a que já assistimos.
Ainda tentámos alugar para o dia seguinte um pequeno barco tradicional de pesca (iguais ao que tínhamos visto em Jambiani), mas os nossos esforços foram infrutíferos, pois não conseguimos arranjar ninguém que nos levasse. Jantámos na praia e o misto de marisco (com lagosta) estava muito bom.
No dia seguinte, decidimos explorar a praia oriental de Nungwi e a parte mais genuína da cidade. E descobrimos que, afinal, em Nungwi, apesar de o tradicional e o moderno entrarem em colisão, o resultado é uma curiosa simbiose. O dia amanheceu bastante nublado, mas depois do pequeno-almoço, o sol começou a dar uns ares de sua graça.
Caminhámos pela praia, e, no início, passámos por uma área de resorts, com os habituais vendedores de tudo e mais alguma coisa. Mas, andando mais para norte, deixámos para trás turistas e vendedores, e chegámos a uma zona onde os pescadores arranjavam as redes de pesca e, mais à frente, onde trabalhavam numa das indústrias famosas de Nungwi: a construção de dhows, os barcos tradicionais de Zanzibar.
A madeira é cuidadosamente talhada e moldada para que se adapte à forma do casco do barco, que ganha lentamente vida à nossa frente. É um trabalho duro, feito unicamente à força de mãos, e não pudemos deixar de nos sentir transportados no tempo.
Aqueles homens poderiam estar a construir aquele barco há 500 anos, na altura em que os primeiros portugueses por ali chegavam, e estariam a fazê-lo exactamente da mesma forma. É bom ver que a vida tradicional consegue viver com o turismo e que o turismo também sabe conviver com ela.
Tínhamos o tempo contado, pois ainda regressaríamos nesse dia a Stone Town e apanharíamos o ferry de volta ao continente e à capital da Tanzânia. Eram os nossos últimos momentos em Zanzibar. Regressámos à praia junto ao nosso alojamento e, para nos despedirmos de Zanzibar e da sua gastronomia, estendemo-nos ao sol, tomámos o nosso último mergulho, e almoçámos uma fabulosa lagosta e gambas grelhadas com manteiga, acompanhadas de uns fantásticos sumos de fruta naturais (nunca esqueceremos o sumo de maracujá de Zanzibar).
Sabíamos que iríamos ter saudades de Zanzibar, mas também decidimos que, se houver essa oportunidade, voltaremos noutra altura para conhecer melhor essa ilha fantástica, com uma população, paisagem, cultura e história que nos deixaram fascinados.
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Se procura as melhores opções de alojamento em Nungwi estes são os melhores:
- Atii Garden Bungalows
- Diamonds La Gemma dell’Est – All Inclusive
- Royal Zanzibar Beach Resort
- Aluna Beach Lodge
- Casa Carlotta & Villa
- DoubleTree Resort by Hilton
- Smiles Beach Hotel
- Nungwi House
- Z Hotel
- Makofi Guest House
- Game Fish Lodge
- Warere Beach
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Pode combinar uma viagem a Zanzibar com um safari ao Serengeti e Ngorongoro, alguns dos locais mais bonitos da terra. Estas opções não são baratas e geralmente requerem um investimento da sua parte num voo para Arusha. Aí, pode marcar um destes dois safaris.
- Safari de 7 dias no Serengeti, Parque Nacional do Lago Manyara e Cratera de Ngorongoro
- Safari de 5 dias ao Serengeti e Cratera de Ngorongoro
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