À descoberta de ZANZIBAR (e completamente apaixonados pela ilha) | Tanzânia

zanzibar

Chegar a Dar Es Salaam de comboio foi fantástico. Quando o comboio parou na estação o ambiente era caótico mas ainda deu tempo para tirar uma fotografia e eternizar o momento. Pegámos nas mochilas, juntámo-nos aos nossos companheiros alemães e saimos da estação. Os táxis que operavam dentro da estação eram controlados à entrada, por isso, numa cidade tão perigosa, era fundamental arranjar o táxi aí. Tivemos o cuidado de escolher um táxi oficial com um número marcado na porta. Arranjámos uma carrinha de sete lugares para 5 pessoas e as respectivas bagagens. Negociámos o preço. Anotámos a matrícula e o número oficial que estava na porta do táxi e fomos para o centro, tentar arranjar um hotel para passar a noite. A nossa ideia era apanhar logo nesse dia um ferry para Zanzibar mas como o comboio se atrasou várias horas, só poderiamos partir no dia seguinte. O último ferry já tinha partido na hora em que chegámos.

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Da estação de comboios ao centro de Dar Es Salaam ainda demorámos mais de uma hora. O trânsito era caótico e bicicletas, motas, carros, carrinhas e autocarros amontoavam-se nas estradas e bermas. Os vendedores ambulantes encostavam-se às janelas dos veículos tentando vender tudo. Os motoristas mantinham as janelas fechadas. O negócio não era fácil. Chegámos a Dar Es Salaam e pedimos ao motorista para nos levar para um hotel no centro da cidade. Sem nada marcado ou programado, tentámos o Econolodge. Foi uma óptima opção. Era barato, minimamente cómodo e higiénico e bem localizado. Para além disso, tinha wi-fi, embora apenas no lobby. Deixámos ficar tudo nos quartos e saimos para jantar. Foi aí que me estraguei. Bebi um sumo natural de manga e não chegou a 30 minutos para já estar a correr para o hotel com diarreias e dores adbominais. Foram duas horas duras e uma noite mal dormida.

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No dia seguinte, apanhámos um táxi para o porto. Eram 6h da manhã e Dar Es Salaam já esta a todo o gás. No porto eram muitas as pessoas que se amontoavam na entrada do pavilhão dos bilhetes. Havia filas enormes mas em pouco mais de 15 minutos tínhamos na mão os bilhetes para embarcar. O ferry saiu à hora prevista, completamente cheio, e tendo como pano de fundo um dos nasceres-do-sol mais bonitos que já presenciámos.

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Pouco passava das 8h30 quando o ferry atracou em Zanzibar. Depois dos procedimentos de desembarque (com controle de bagagens e de vacina da febre amarela), arranjámos um hotel onde deixar as mochilas durante o dia e partimos para explorar Stone Town, a capital da ilha e do arquipélago.

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Stone Town é uma cidade encantadora e onde se sente bem o Islamismo. A sociedade é bastante conservadora e a maioria das mulheres usa hijab, inclusive crianças muito pequenas. Passear pela cidade é um deleite para os sentidos; visão, audição e olfacto são assaltados a todo o instante. Os chapéus coloridos e as longas vestes tradicionais dos homens são uma das imagens de marca da cidade. O cheiro a especiarias está omnipresente. Crianças, rapazes e raparigas enchem as escolas corânicas espalhadas pelas ruas e ruelas labirintícas e cheias de becos.

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Depois de explorar a cidade e de um bom almoço, era hora de rumar ao nosso primeiro destino de praia: Jambiani. Escolhemos ir de dala dala mas apanhá-lo não foi fácil. Da parte da tarde já não saiam dala dalas da zona histórica da cidade, pelo que tivemos que apanhar um dala dala, a preço inflaccionado, para a parte nova de Stone Town e aí apanhar outro para Jambiani. Valeu a pena porque a experiência foi fantástica. O dala dala encheu, esvaziou, voltou a encher de pessoas, animais, palmeiras, mercadorias, motas, etc. Em pouco mais de uma hora chegámos a Jambiani.

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Alojámo-nos no Red Monkey Beach Lodge (que achamos que conciliava bem a relação preço/qualidade), por cerca de 60€/noite, num quarto duplo com wc. Aproveitámos o final dessa tarde para conhecer a praia e a comunidade piscatória.

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No dia seguinte, resolvemos apanhar um táxi para Pingwe, para conhecer o restaurante The Rock, e aí empreender um passeio pela praia, de volta a Jambiani. Acabámos por mudar de planos e só caminhar de Paje a Jambiani. Foi o dia mais perfeito que tivemos em Zanzibar.

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No dia seguinte, aproveitámos a praia e depois rumámos a Stone Town, desta vez de táxi, onde apanhámos um barco para a ilha de Chapwani, mais um pequeno paraíso. Aí passámos momentos incríveis, no Chapwani Private Island Resort, onde abrimos um bocadinho mais “os cordões à bolsa” (cerca de 100€/cabana com meia pensão) e  desfrutámos da exclusividade da ilha.

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Não queríamos ir embora sem explorar o resto da ilha. Quando regressámos a Stone Town, resolvemos apanhar um táxi a caminho de Nungwi, o nosso último destino para usufruir das praias de Zanzibar. Como tínhamos esse dia disponível, aproveitámos para fazer a visita às plantações de especiarias e convencer o motorista de táxi para nos levar a conhecer as melhores praias de Zanzibar. Levou-nos a Matenwe, uma praia igualmente paradisíaca e onde o azul do mar impressionava. Aí é possível fazer um tour de snorkel para explorar os recifes de coral em Mnemba.

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Não tínhamos tempo para tudo, por isso continuámos em direcção a Kendwa e Nungwi , onde chegámos a tempo de nos alojarmos, e sair para explorar a praia ao pôr do sol.

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Nos dias seguintes, em Nungwi, explorámos os estaleiros onde ainda se constroem os barcos de pesca tradicionais, a praia e até fizemos uma caminhada ao pôr-do-sol até Kendwa. Nungwi é uma bela praia mas o turismo massificado tirou-lhe autenticidade e carisma. É hoje uma praia cheia de vida ocidental e deixa a sensação que podia ser em qualquer lugar do mundo. Tem a vantagem de ter restaurantes óptimos de marisco, a preços muito atractivos, e o mais belo pôr-do-sol da ilha.

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No último dia em Zanzibar ainda aproveitámos a praia sobre um sol envergonhado. Despedimo-nos de Zanzibar com uma lagosta maravilhosa e apanhámos um táxi para Stone Town, onde fizemos compras antes de embarcar no ferry para Dar Es Salaam. Foi com o coração apertadinho de saudade que deixámos esta ilha para trás. Na nossa última noite em Dar Es Salaam, e em África, fizemos o balanço desta grande viagem. Tínhamos começado no Zimbábue várias semanas antes. Fomos unânimes em considerar que Zanzibar e o safari no Parque Nacional de South Luangwa tinham sido os pontos altos desta aventura. África ocupa um lugar cada vez maior no nosso coração.

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Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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