Dia 30 – Montanhas, tempestades de areia e encanto no Tajiquistão 🇹🇯 | Crónicas do Rally Mongol

Dia 30 – A Burra encantou-se com o Tajiquistão 🇹🇯 | Crónicas do Rally Mongol

Após as peripécias da nossa Burra em Samarcanda, sabíamos que não tínhamos tempo a perder. Era tempo de dizer adeus ao Uzbequistão e rumar em direcção ao Tajiquistão. Apesar de o nosso plano original incluir uma noite em Dushanbe, a capital do Tajiquistão, resolvemos adiantar-nos um pouco e tentar chegar um pouco mais longe. Queríamos chegar a Khorogh o mais rápido possível, para iniciar a Pamir Highway, por isso decidimos dormir em Kulob, a terceira maior cidade do Tajiquistão e já perto da fronteira com o Afeganistão.

Mas para lá chegarmos tínhamos um longo caminho pela frente e uma fronteira para atravessar. Saímos cedo de Samarcanda, com o pequeno-almoço tomado e rumámos à fronteira de Penjikent. Os procedimentos foram rápidos, em ambos os lados, e prosseguimos viagem acompanhando o rio Zerafshan. O Tajiquistão é um país dominado pela alta montanha, e o primeiro contacto foi auspicioso. O vale era muito bonito e, depois de virarmos na localidade de Ayni, acompanhámos outro rio, Varzob, que corria num vale encaixado e de paredes impressionantes.

Conforme nos íamos aproximando de Dushanbe, o ar límpido e o céu azul iam dando lugar a uma atmosfera completamente carregada de poeira e neblina. Inicialmente pensámos que era smog da capital mas depois apercebemo-nos que era o resultado de uma tempestade de areia que empurrava as areias dos desertos afegãos para terras tajiques.

Atravessámos a periferia de Dushanbe, mas o nosso destino era Kulob. Seguimos por uma estrada em boas condições passando por Vahdat e Dangara.

No entanto, a visibilidade era má e a condução exigia toda a atenção. Finalmente, já ao anoitecer, chegámos a Kulob. Apesar de ser uma cidade grande, a verdade é que são poucos os viajantes que ali dormem, preferindo Dushanbe ou localidades mais à frente. Sendo assim, não foi fácil arranjar um hotel onde falassem inglês e onde tivessem disponibilidade para nos alojarem.

Após algumas tentativas, lá conseguimos um hotel de estilo soviético, mas com boas condições. Saímos para jantar, mas descobrimos que no Tajiquistão o jantar é cedo e aquela hora já estava quase tudo fechado. Acabámos por comer um hot-dog num restaurante que nos atraiu com uma publicidade de gelados “Olá” (ali com a designação “Algida”), mas onde acabámos por experimentar um gelado CCCP com direito a foice e martelo!

Ainda demos uma volta pelo centro de Kulob, mas depois recolhemos aos nossos quartos, pois tínhamos de descansar. O dia seguinte seria muito duro e exigente, para nós e para a Burra de Carga. No entanto, o dia não acabou sem antes o Carapau Oliveira se estrear na arte de barbeiro e cortar o cabelo ao Carapau Leitão. Pelos vistos, tem futuro na profissão!

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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2 Comentários

  1. Carmen Caeiro diz: Responder

    Aquilo que me deixa mais curiosa, e até um pouco atormentada, é saber como está a cabeça do carapau Leitão…

    1. Carla Mota diz: Responder

      Está a ficar no ponto. 😉

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