VIAJAR DEPOIS DO COVID-19 | Como vão ser as viagens depois do Covid-19? Um exercício de reflexão

VIAJAR DEPOIS DO COVID-19 | Como vão ser as viagens depois do Covid-19? Um exercício de reflexão

Como vão ser as viagens e o turismo depois da Pandemia? Como será viajar depois do Covid-19? Nos últimos dias temos andado a pensar muito sobre como ficará o sector do Turismo depois desta Pandemia de Covid-19 passar. E escolhi bem as palavras, “passar”, porque a pandemia vai passar mas o vírus ainda, provavelmente, vai ficar por cá por muito tempo. E, de acordo com aquilo que temos lido e investigado, o futuro poderá trazer-nos novos surtos epidémicos, possivelmente até novas pandemias. E o mundo vai ter que aprender a viver com elas. Não sabemos a resposta para tudo (aliás, não sabemos a resposta para nada), mas podemos tentar fazer um exercício e pensar sobre o futuro do turismo mundial. Sendo assim, podemos aprender com esta pandemia e tentar mudar a forma como viajamos, ou melhor, viajávamos. Há muitas coisas que vão mudar no mundo e, a maioria, vão acontecer naturalmente e fazendo parte de uma retoma económica. No entanto, há outras, que estão mais ao alcance de todos, especialmente da sociedade civil. Haverá certamente muitas coisas que mudarão para melhor e outras para pior. Haverá muita coisa que poderemos gostar e outras não. Mas a verdade é que o sector das Viagens e do Turismo vai mudar e isso é inevitável. Preparemo-nos então, provavelmente, para aquilo que poderá acontecer quando for possível viajar depois do Covid-19.

VIAJAR DEPOIS DO COVID-19 | Como vão ser as viagens depois do Covid-19? Um exercício de reflexão

COMO SERÁ VIAJAR DEPOIS DO COVID-19?

1. As companhias aéreas terão de se adaptar a novas regras

A abertura do espaço aéreo internacional é uma das coisas que levanta mais dúvidas, nomeadamente em termos de calendarização e condições. Independentemente do momento em que tal irá acontecer, uma coisa é certa, vai acontecer e haverá novas regras para se viajar depois do Covid-19. As novas regras ditarão possivelmente opções para fazer frente a novos surtos epidémicos. Isto fará com que os aviões lotados, com mais de 600 pessoas a bordo, devem ficar no passado. Os aviões passarão a ter de viajar com um número muito mais limitado de pessoas e mais distanciadas. Algo semelhante ao que já se faz em viagens de primeira classe. Uma das medidas que possivelmente serão introduzidas será o aumento da distância entre os passageiros. Isto poderá numa primeira fase ser feito com a criação de lugares vagos nos aviões, mas com o passar do tempo, os aviões terão que sofrer remodelações. Outro investimento que poderá vir a acontecer por parte das companhias aéreas pode passar por as tripulações terem de dispor de testes rápidos ou aparelhos de medição de temperatura no acto do check-in. De momento, algumas companhias como a Emirates já tornaram obrigatório o uso de Equipamento de Protecção Pessoal (PPE), tais como luvas, máscaras e fatos, o que acarreta novos custos. As revistas das companhias a bordo, com venda de produtos e marketing, foram proibidas, para diminuir o risco de contágio. A tripulação que opera cada um dos voos passa por um processo de desinfecção antes e depois de operar um voo. Tudo isto levará a investimento por parte das companhias para poder continuar a voar.

NOTA – A título de curiosidade e, pensando num futuro, a China aconselhou as tripulações dos aviões a usar fraldas durante os voos para não frequentarem as casas de banho dos aviões. Quem sabe isso não poderá aplicar-se também aos passageiros, limitando assim os riscos de contágio nos espaços fechados! Medo… Mas é certo que muitos serão os desafios.

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2. As passagens aéreas poderão ser mais caras

Os investimentos que terão que ser feitos por parte das companhias aéreas para poderem voltar a operar podem ser demasiado pesados e levar a um aumento do preços dos voos. Sendo as companhias obrigadas a viajar com menos passageiros no avião, o custo por passageiro terá necessariamente de aumentar. Se a isto somarmos os investimentos que terão que ser feitos para remodelar os aviões, os preços podem subir para valores muito mais elevados do que estávamos habituados nos últimos anos. Esta pode ser uma das grandes alterações no viajar depois do Covid-19.

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3. Os aeroportos terão que se adaptar a novas condições de segurança

Para além das companhias aéreas terem de se adaptar para retomar a actividade e poder abrir-se o espaço aéreo internacional, os aeroportos terão de o fazer também. É bem sabido quanto os aeroportos mudaram as suas condições de segurança depois do 11 de Setembro de 2001, fazendo frente à ameaça do terrorismo internacional. Viajar depois do Covid-19 poderá acarretar investimentos semelhantes por parte dos aeroportos, não agora no que toca à segurança interna, mas medidas de segurança na saúde. Os aeroportos terão, muito provavelmente, de se equipar com sistemas para medir as temperaturas, salas de isolamento, etc.

O aeroporto de Hong Kong e do Dubai preparam-se já para abrir com novas regras e estas podem ditar aquilo que vai acontecer no resto do mundo:

  • Dos passageiros que chegam, ninguém pode sair do aeroporto para a cidade sem fazer o teste de Covid-19. Os resultados do teste pode demorar até 12 horas e os passageiros têm de esperar antes de sair.
  • Criação de túneis de desinfecção à entrada do aeroporto.
  • Criação de estações de higienização das mãos.
  • Criação de robôs de limpeza que “atacam” o vírus. Estes novos robôs chamam-se Whizz e que são equipados com esterilizadores de luz UV e esterilizadores de ar.
  • O aeroporto exige testes a todos os passageiros que aterram.
  • Controle de temperatura à saída do avião.
  • Cada lugar no avião terá películas de plástico protectoras à volta da cabeça.
  • As bagagens são limpas por desinfecção electrostática ou UV e até protegidas por embalagem plástica.
  • Scanners térmicos no aeroporto para medir a temperatura dos passageiros em movimento.
  • Vídeos de segurança a bordo com regras de higiene.
  • Check-in automático com sistemas de activação por voz em vez de teclas e sistemas de touch-screen.
  • Registos de informação à entrada sobre os percursos no país e declarações de saúde.
  • Implementação de medidas de distanciamento físico nas salas de espera, no acesso ao aeroporto e dentro do próprio aeroporto com sinalização.
  • A comida servida no aeroporto e nos voos tem de ser embalada.

NOTA – Neste momento em Hong Kong, todos os passageiros que chegam (independentemente do resultado do teste) têm de cumprir 14 dias de quarentena obrigatória e à entrada no aeroporto é-lhes colocada uma pulseira electrónica. Todos os passageiros que testem positivo para Covid-19 são imediatamente enviados para o hospital. Os pacientes com corona-vírus são mantidos em enfermarias isoladas até que testem duas vezes negativo para a doença.

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4. As viagens internacionais poderão passar a estar ao alcance apenas de uma elite económica

Os investimentos por parte das companhias aéreas e dos aeroportos para estar operacionais quando abrir o espaço internacional vai ser enorme. Estes investimentos traduzir-se-ão, garantidamente , num aumento dos custos dos voos, que será imputado ao consumidor final, ou seja aos passageiros. Sendo assim, as taxas dos aeroportos deverão subir e os preços das passagens aéreas aumentar. Os preços dos voos poderão até duplicar, deixando o acto de voar cada vez mais longe da maioria das pessoas. Se as viagens de avião atingirem valores muito elevados, viajar poderá ficar apenas ao alcance de uma elite económica. Vamos ver como será viajar depois do Covid-19.

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5. Hotéis e restaurantes terão de se adaptar para ter menos clientes por metro quadrado

Depois de estar fechados durante muito tempo, os hotéis e restaurantes que conseguirem sobreviver a estes tempos difíceis terão de se adaptar a novas regras. Quem está por dentro da restauração em Portugal tem consciência da dificuldade que muitos estabelecimentos tiveram para se adaptar a novas regras da ASAE ao nível da higiene e segurança do trabalho. Todos os restaurantes, hotéis, bares e cafés, tiveram de fazer um esforço financeiro enorme para fazer face a estas directrizes. Agora novas regras surgirão, mas com a agravante de que o distanciamento físico nos espaços fechados será importante. Estamos convencidos que, nestas novas regras, haverá a indicação que o número de pessoas dentro dos espaços será indexado à área total do espaço, promovendo assim um maior distanciamento.

6. A determinação da “capacidade de carga turística” poderá passar a ser obrigatória e o turismo ser mais sustentável

A Capacidade de Carga Turística determina o valor máximo de visitantes que um lugar (um monumento, uma praia, um trilho, uma praça, um café, etc.) comporta sem trazer impactos negativos. A aplicação desta ideia ao Turismo Sustentável já não é nova e há muito que a comunidade científica apela à sua determinação de forma a preservar o património natural, cultural, arquitectónico e humano. Esta pode ser uma medida extremamente positiva para o desenvolvimento de um turismo cada vez mais sustentável em termos ambientais.

7. A limitação do número de turistas poderá aliviar a especulação imobiliária

A definição de uma Capacidade de Carga Turística poderá ser aplicada a cidades e aldeias, aliviando desta forma a especulação imobiliária. A proliferação de Airbnb e Alojamentos Locais nas principais cidades foi criado com base em valores de taxas de ocupação turística que dificilmente sobreviverão às viagens depois do Covid-19. Sendo assim, muito provavelmente, muitos dos hotéis e alojamentos terão imensa dificuldade em atingir taxas de ocupação viáveis em termos económicas, o que, por sua vez, poderá levar a uma diminuição destes alojamentos, acarretando uma redução do preço das rendas e das habitações.

8. Os núcleos urbanos poderão ser parcialmente”devolvidos” aos seus residentes

Se acontecer uma diminuição das rendas provocada pela diminuição da especulação imobiliária, isto pode provocar um “renascimento” dos bairros históricos das cidades, desta vez, alojando população jovem nacional. Isto poderá devolver aos núcleos urbanos uma maior autenticidade. Esperemos que sim.

9. O Turismo Nacional (interno) vai aumentar a nível mundial

Com a incerteza associada à abertura do espaço aéreo internacional, a abertura do sector das Viagens e Turismo acontecerá em diferentes fases. Numa primeira fase, o Turismo Nacional vai ser o primeiro a acontecer. Os portugueses começarão por viajar primeiro em Portugal, os espanhóis em Espanha, os italianos em Itália, os chineses na China, etc. Isto poderá relançar o turismo nacional e ser determinante, em todos os países, para a retoma económica. Esta opção é fantástica mas não se irá prolongar muito no tempo, já que o poder de compra desigual dos habitantes do mundo condenaria à morte alguns dos destinos do mundo. É fácil perceber que não é o mesmo ter noruegueses a viajar na Noruega ou bengalis a viajar no Bangladesh e, sendo assim, os países mais pobres sairão muito mais prejudicados. Mas não precisamos ser tão “radicais” nos exemplos. Basta pensar na diferença de rendimentos entre Suecos, Portugueses ou Romenos, tudo isto dentro do espaço da União Europeia. Outra situação é pensar em destinos como Maldivas, que não podem depender dos seus habitantes para sobreviver. Quantos habitantes das Maldivas irão viajar para outra ilha paradisíaca no país? Estes também serão desafios a viajar depois do Covid-19.

10. Numa primeira fase, o turismo externo será, provavelmente, limitado aos continentes

Rapidamente os países perceberão que o mercado interno, por si só, não dará resposta ao sector das Viagens e do Turismo. E que as viagens a nível nacional são muito importantes mas não serão suficientes para a sobrevivência deste sector, fortemente dependente a nível mundial do turismo internacional. Sendo assim, estamos em crer que, ainda antes da abertura dos voos intercontinentais, vai abrir o espaço europeu (para europeus), o espaço asiático (para asiáticos), etc. Esta será uma segunda fase de retoma da actividade turística ainda antes da abertura dos destinos intercontinentais. Quando cada uma destas fases acontecerá, ninguém sabe. Pode ser uma semana para cada fase, um mês, várias ou vários. Mas o desbloqueio será, a nosso ver, faseado.

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11. As transacções em dinheiro poderão passar a ser mais raras e uso dos cartões multibanco mais generalizado

Um das mudanças de comportamento que temos visto nos últimos tempos é a substituição das transacções financeiras em dinheiro pelo cartão. E essa tendência será cada vez maior, já que o dinheiro, que passa de mão em mão, será uma das formas de contágio mais evidente. O recurso a compras e vendas online e a utilização de cartões para efectuar pagamentos será cada vez mais comum.

12. Os turistas procurarão destinos menos convencionais

A falta de confiança nas questões de saúde e segurança, aliado ao medo de contágio poderá levar a uma mudança dos destinos de viagem. Os turistas procurarão destinos menos convencionais para viajar depois do Covid-19, mais desconhecidos, mas onde pensem existir mais condições de segurança.

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13. Os locais de turismo de massa serão evitados

Em linha com as ideias do ponto anterior, os turistas evitarão, muito provavelmente, locais com multidões, como monumentos muito emblemáticos, com filas enormes para entrar em museus. Praias superlotadas , piscinas sem espaço para nadar, areais sem espaço para colocar uma toalha, todas poderão passar a ser imagens do passado. Mas até quando? Tudo dependerá do evoluir da situação.

14. O Turismo ao Ar Livre vai crescer

Com o evoluir da situação do Covid-19 no mundo, e com a nova realidade de termos de sobreviver e aprender a viver com ele, uma das áreas do turismo que poderá crescer é o Turismo de Natureza. As actividades ao Ar Livre sofrerão uma renovada procura, desde desportos radicais, como a escalada, até simples caminhadas ou trilhos de longa duração. Estamos em crer que o turismo enfrentará uma mudança clara de paradigmas.

15. Certificado de saúde ou imunidade poderão ser obrigatórios

Já se fala em “Passaportes de Imunidade” nos países asiáticos. A OMS já veio alertar para os seus riscos mas todos sabemos que este será, muito provavelmente, um dos caminhos que o mundo vai seguir. A par com o Passaporte, o documento de identificação nacional, e do Boletim de Vacinas, tão importante para viajar para fora do espaço europeu, o mundo poderá passar a requer novos documentos de viagem. Há já países a pedir um certificado de imunidade ou o resultado de um teste negativo ao Covid-19 para o processo de emissão de visto. Viajar depois do Covid-19 pode ser mais burocrático.

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16. A geo-localização poderá vir a ser uma realidade imposta

Em alguns países asiáticos já se usam aplicações de telemóvel que controlam os movimentos de pessoas infectadas e o contacto entre as pessoas. Vai debater-se muito o uso destas técnicas, e o necessário, ou não, consentimento por parte das pessoas. Mas, de uma forma ou de outra, a geo-localização será certamente um dos instrumentos usados para se poder viajar com maior sensação de segurança em tempos de pós-pandemia.

17. Os seguros de saúde de viagem poderão ser mais procurados

Viajar sem seguro de viagem será cada vez mais arriscado. Não porque o seguro cubra as despesas de cancelamento dos voos decorrentes de uma pandemia, mas porque os seguros de viagem cobrem o tratamento hospital e deslocações necessárias em caso de contracção da doença, mesmo o caso do Covid-19.

18. As pessoas passarão a ser mais exigentes em termos ambientais

Uma das grandes vantagens que pode sair desta pandemia é a maior consciência dos custos ambientais associados ao turismo. Ou seja, os turistas poderão ficar mais atentos à relação que estabelecem com a Terra, este planeta a que chamamos casa. Haverão mais cuidados com a qualidade ambiental dos espaços e com a preservação do Ambiente.

19. O turismo socialmente responsável deverá ser uma prioridade

Uma das maiores conquistas que esta nova Era de viajar depois do Covid-19 nos pode trazer é uma maior consciência social. É preciso preocupar-nos mais com o valor justo do trabalho, com os preços que pagamos a quem presta um serviço. Temos de deixar de pagar miseravelmente a quem trabalha na área do turismo, seja na China, na Índia ou em Portugal. Temos de pensar mais em contratar serviços que tragam rendimento às comunidades, alojando-nos, por exemplo, em unidades hoteleiras de população local e evitando as cadeias multinacionais.

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QUANDO PODEREMOS ENTÃO VOLTAR A VIAJAR DEPOIS DO COVID-19?

Esta é a pergunta que todos nós gostaríamos de ver respondida. E, especialmente, acompanhada com uma data concreta e brevemente. Mas a verdade é que ninguém sabe. E, no meio disto tudo, é a única certeza que temos. Porém é importante reflectir.

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NOTA – As fotografias deste artigo foram tiradas por nós nas últimas semanas de viagem. Tudo aquilo que aqui partilhamos é uma reflexão resultante de um exercício de pensamento. É uma opinião pessoal que resulta da nossa experiência e da forma como vemos o mundo e o turismo.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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26 Comentários

  1. Marcela diz: Responder

    Com certeza o turismo vai ser diferente depois do COVID. Ao meu ver os países mais desenvolvidos tomarão mais cuidados e terão muitas regras, ao passo que países mais pobres, que precisam do turismo para sobreviver, vão se abrir sem escrúpulos. Agora é esperar para saber.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Pode acontecer sim, mas esperemos que não. Pois também acredito, que se isso acontecer, as pessoas não vão sentir segurança para voltar a esses lugares.

  2. Excelente artigo Carla.

    Sem duvida que o turismo terá de se reinventar, com mudanças profundas que começam nos meios e terminam nas pessoas.

    No entanto parece me que a natureza humana não está acostumada a um confinamento tão longo e assim que houver um mínimo de segurança, vão iniciar suas viagens com as mudanças que descreve no artigo.

    Boas Viagens para todos

    Hugo Gonçalves

    1. Carla Mota diz: Responder

      Hoje escrevemos um artigo novo sobre o que todos podemos fazer para contribuir para um turismo melhor. Há muitas coisas que estão ao nosso alcance e que podem mudar para melhor. Espreita aqui https://www.viajarentreviagens.pt/recursos-para-viajantes/novo-turismo-mundial-sustentavel/

  3. Artigo fantástico, que nos faz pensar nas muitas mudanças que estão para chegar. Parabéns! Esperemos que a maior parte das mudanças contribua para tornar as viagens, o turismo e a nossa vida em geral neste Mundo mais sustentável, a todos os níveis. No entanto assusta ver a quantidade de plástico e outros materiais sintéticos que estão a ser usados como proteções, para testes, em restaurantes de take-away, em encomendas online, etc.. Muito deste material não pode ser reutilizado e em muitos casos este lixo não está a ser reciclado (também para evitar contágios). Será muito mau se aumentarmos definitivamente a poluição que fazemos a cada dia… Por isso é importante que cada um de nós faça o que estiver ao nosso alcance para evitar isto. Bora lá!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Muito boa sua reflexão, Diana. Muito obrigada. É mesmo verdade, viajar depois do Covid-19 também vai ter que lidar com isso. É tão triste. A poluição já era demais, agora é ainda mais problemática.

  4. Realmente as viagens depois do Covid-19 vão mudar. Torço pra que ao contrário das previsões, que as passagens aéreas internas no Brasil fiquem mais baratas. Louca pra que essa pandemia passe e possamos voar nossas tranças por aí! Adorei o post

    1. Carla Mota diz: Responder

      É isso mesmo. Pensamento positivo. É muito importante manter o ânimo e lutar por um mundo melhor para viajar depois do covid-19.

  5. Leo Vidal diz: Responder

    Acredito que haverá muita mudança nas viagens e infelizmente as viagens internacionais devem acontecer mesmo em 2021, já que muitos países devem manter fronteiras fechadas totalmente ou seletivamente até meio do segundo semestre de 2020.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Eu acredito que isso vá começar bem mais cedo, caso contrário, creio, as economias estariam completamente desfeitas e a fome e pobreza seria generalizada no mundo. Não creio que isso possa acontecer no mundo em mobilidade em que nos tornamos.

      1. Silvia diz: Responder

        Certo é que os sitios não desaparecem. A possibilidade de os visitar, isso já é outra coisa…Quando puder voltar a viajar, poderei já nem ter dinheiro nem saúde (a idade já vai mostrando o seu rosto cansado em mim e a pobreza começa a agravar se em mim) .Conheço vários sitios destes, eram a minha terapia de felicidade, viajar, ESTAR E SENTIR esses lugares, amo e sou natureza, não so ver MAS estar lá mesmo, em tempos melhores em que éramos livres. Cheguei a ser alpinista e AMAVA era o meu sentido de vida. Mas a crise destruiu o sonho e após 2014 nunca mais fiz o meu amado alpinismo. Mesmo assim fui fazendo algumas viagens quando pude mas muito menos do que queria ter feito. Empobreci , e mesmo com um curso, fui trabalhar sazonalmente em hotelaria. Agora nem a Sintra consigo ir. Agora temo que, mesmo com a gradual abertura de acessos e circulação, a hospitalidade e meios de receber vão ser frios ou inexistentes. Muitos sitios fecharão para sempre, o turismo rural será limitado aos mais afortunados que poderão pagar os preços de manutenção e higienização de espaços hoteleiros . O alojamento informal, o aluguer de casas, terminará durante muito tempo. (A nao ser casas de turismo rural de pessoas de posses, com elevado custo de aluguer) As pessoas locais terão medo de “estranhos” porque o alarmismo está a causar isso nas pessoas. Amei a pura felicidade de contemplar os Alpes, fascinar me com auroras boreais, rir e sorrir, partilhar o cansaço feliz com amigos a lareira, SENTIR O MUNDO é ser do tamanho verdadeiro. Principalmente em montanha. Ou vastas planícies e bosques. Quem me dera ter podido viajar mais. Acho que o turismo de paixão, informal e aventureiro, low cost (tenho escassos meios financeiros e com a minha idade já não vai melhorar), pelo menos para mim, terminou. Se havia algo que me definia era viajar. Ser natureza, parar aqui e acolá, por entre fragas e montados, e sermos recebidos num alojamento de valor barato mas com sorrisos mais valiosos que ouro. Poder dizer olá aos locais e sermos retribuidos. Saudades de ver sorrisos, sorrisos sem mascaras e cheirar o ar e o verde e os rios. Fui natureza. Agora sou desemprego e antidepressivos. Agora sou cimento e tristeza.

        1. Carla Mota diz: Responder

          Sílvia, precisa de se animar! Força! Vai ser só uma fase. Uma fase difícil, é certo. Revejo-me tanto no seu texto. O amor pelas montanhas, pela vida, pelos outros e pelos seus sorrisos. As coisas vão custar mesmo. Vamos passar todos momentos difíceis, mas podem ser momentos muito menos difíceis do que nos fazem pensar. O medo e a incerteza é o mais difícil, acredito. Mas vai passar rápido, vamos superar, e vamos reenguer-nos. Os nossos antepassados conquistaram o mundo com muito maiores desafios. Nós também vamos continuar a fazê-lo. Olhe para o espelho todos os dias de manhã e obrigue-se a um pensamento positivo. Eu faço todos os dias isso e resulta. Força! O que não vale é desanimar. Nunca!

  6. Excelente reflexão abordando tantos aspectos que a covid-19 irá trazer para o turismo. Concordo que o impacto será enorme e que todos teremos que nos adaptar a uma nova realidade. O mundo quase sem fronteiras que vivíamos não irá existir mais por um bom tempo.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Viajar depois do Covid-19 vai ser mesmo diferente, mas ainda assim muita coisa pode mudar para melhor. Saibamos aproveitar esta oportunidade.

  7. Boas reflexões. Certamente o mundo não será o mesmo após essa pandemia e nós, muito menos. Como mãe, vou pensar mil vezes em qual seria um próximo destino “mais seguro”. Embora não esteja fazendo planos mais, não sei mesmo quando voltaremos a viajar. Precisamos rever muitos dos nossos conceitos.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Precisamos pensar mesmo, mas a Indústria do Turismo não pode parar. Há muito mundo e viagens depois do Covid-19. Esta é só uma fase menos boa.

  8. Este é um belíssimo artigo e que reflecte de forma clara o dia seguinte a pandemia.
    Eu trabalho numa unidade hoteleira em Luanda/Angola e acho que pandemia veio agudizar ainda mais a já débil situação financeira dessas unidades. Antes da pandemia, a nossa aposta estava na criação de condições para trazer gente que gosta de aventuras e de explorar a Angola profunda que é simplesmente deslumbrante e com 80% do seu território por explorar.
    A ver vamos.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Esperemos que as coisas melhorem, brevemente, e que possamos retomar o sector do Turismo. Aproveitemos esta oportunidade para repensar o tipo de turismo que queremos e voltar com uma cara lavada. Penso que em Angola não enfrentam o problema e desafios do turismo de massa. Infelizmente ainda não conhecemos Angola, talvez no futuro possa acontecer.

      1. Jorge Carvalho Nunes Praceta diz: Responder

        Sou professor de Turismo e Guia Oficial de Turismo e por isso acho o vosso artigo bastante bem escrito e esclarecedor . Contudo, gostaria de saber se partilham da minha opinião que após a pandemia, possivelmente o Viajante voltará a reservar as suas viagens em agências de viagens, de forma a garantirem seguros de viagem ou em caso de voos cancelados serem colocados/protegidos em outros voos, ficarem alojados em hotéis com excelentes cuidados sanitários, possiveis repatriamentos e terem acesso um tipo de serviço mais personalizado às suas necessidades, etc…
        Ou seja, as plataformas digitais de reservas
        tão práticas e econômicas como a Booking.com, Skyscanner, GetyourGuide possivelmente irão perder muitos clientes e algumas outras plataformas digitais talvez poderão deixar de existir. Mas isso é apenas uma divagação da minha parte. 🙂
        Parabéns pelo Blog. Aqui também viajo connvosco 🙂
        Jorge Carvalho Nunes

        1. Carla Mota diz: Responder

          Olá Jorge, sim, pensamos que essa poderá ser também uma tendência. No entanto, só realçar que qualquer viajante tem direito a tudo aquilo que referiu, quer viaje de forma independente ou não (basta fazer seguro de viagem, entrar em contacto com embaixadas, empresas de aviação, etc.). Especialmente numa primeira fase poderá haver essa tendência. Mas achamos que isso também, muito provavelmente, se vai diluindo depois no tempo, especialmente com o aumento da confiança. O medo vai influenciar muito a forma como será feita a retoma do turismo, estamos em crer, por isso, até na escolha dos destinos, isso vai entrar na equação. No entanto, as viagens mais curtas e os destinos mais perto poderão não ver grandes alterações até numa primeira fase. Viagens maiores, de férias, aí sim podemos assistir a mudanças. Não creio que essas plataformas estejam em risco, especialmente porque vai continuar a haver imensa gente a viajar de forma independente. Basta pensar em todos os portugueses que queiram ir passar um fim de semana ao Algarve ou à Galiza, ou até visitar parentes a Paris ou a Singapura. As viagens independentes, de turismo ou por outras outras vão continuar a existir. Depois, com o aumento da confiança, as coisas voltarão a seguir, provavelmente, o mesmo rumo. Dito isto, claro, haverão sempre pessoas que vão continuar a usar as agências de viagem por variadíssimas razões e o medo será mais uma delas.

  9. Gostei do vosso artigo
    Depois disse: porque é que nos links de programar a sua viagem não está a sugestão da melhor maneira de viajar. De facto também estamos na Booking mas não é a mesma coisa
    Parabéns

    Graça Ferreira

    1. Carla Mota diz: Responder

      Graça, é nos links que partilhamos que conseguimos fazemos dinheiro, são o nosso salário. Estes links são o nosso trabalho. São eles que pagam a informação que aqui partilhamos. Estes links têm programas de afiliados não são publicidade gratuita.

  10. Dr Ricardo V S Moura diz: Responder

    Penso que a vacinação em massa vai atenuar tudo o relacionado com o turismo e não só.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Pode ser que sim, mas não nos livrará dos receios nem de pandemias futuras, que os investigadores acreditam que serão cada vez mais frequentes. Vamos acreditar que sim.

  11. Pedro Dias diz: Responder

    Creio que faltou só referir que esta crise, em nada tem a ver com as anteriores, a única comparação possível é à grande depressão, ainda assim, daqui a 6 meses veremos se não estaremos no limiar do colapso económico nunca antes visto… não podemos esquecer que milhares pediram moratórias aos bancos, que vão deixar de poder pagar, milhares estão em layoff porque o estado está a suportar salários, quando isso acabar, muitas empresas fecham, muitos vão para o desemprego… os economistas já prevêm desemprego a rondar os 25% em Portugal. Vai haver muita, mas muita pobreza, infelizmente a maioria de nós não vai poder voltar a viajar tão cedo… mas sonhar nunca fez mal a ninguém.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Pedro, até posso concordar com muito do que disse, mas esta tentativa de reflexão era apenas sobre o sector do Turismo. Confesso que a minha formação de História e Economia é muito básica para fazer previsões sobre economia geral mas partilho os seus medos e, também eu temo que os gloriosos anos passados nos tragam o mesmo que os “gloriosos anos 20” trouxeram. Esperemos que não, pois todos sabemos que isso só terminou com a Ascensão do Nazismo e a uma Guerra Mundial. Pode ser que o mundo tenha realmente aprendido com o passado. A ver vamos. Tal como disse… sonhar nunca fez mal a ninguém. 😉

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