Dia 34 – No coração do Vale Fergana, de Sary Mongol a Osh 🇰🇬 | Crónicas do Rally Mongol

Dia 34 - No coração do Vale Fergana, de Sary Mongol a Osh 🇰🇬 | Crónicas do Rally Mongol

Já estávamos em território do Quirguistão, mas as montanhas Pamir continuavam a fazer-nos companhia. E também a mítica Pamir Highway, que ainda não tinha terminado, pois faltava-nos percorrer o troço até à cidade de Osh.

Quando acordámos, uma neblina matinal escondia as montanhas Pamir da cordilheira Trans-Alay, no extremo norte das Pamir. Mas conforme o tempo foi passando, e depois do pequeno-almoço, a neblina foi levantando parcialmente, e as gloriosas montanhas em frente a Sary Mongol e Sary Tash foram revelando a sua magnificência. A cordilheira Trans-Alay estende-se para leste até à fronteira com a China, tocando a cordilheira Tian Shan, servindo de fronteira natural entre a região de Gorno-Badakshan no Tajiquistão e a província de Osh, no Quirguistão.

Quando partimos e percorremos os poucos quilómetros entre Sary Mongol e Sary Tash, o vale de Alay estendia-se perante nós, e os picos gelados exibiam-se no seu esplendor. Em particular, o Pico Lenine (7134 m), anteriormente conhecido como Pico Kaufmann e hoje denominado como Pico Ibn Sina, e um dos picos mais elevados das montanhas Pamir, dominava o horizonte.

A estrada até Osh continua a ser uma estrada de montanha, num troço tão espectacular como o que vem de Murgab, no Tajiquistão, mas em que se nota a transição para uma região de planície, em redor da cidade de Osh, em contraste com o planalto de altitude do Tajiquistão. Atravessámos passos de montanha acima dos 3500m de altitude, e a nossa Burra continuou a portar-se muito bem. Sem aquecer, foi subindo lentamente, até começarmos a longa descida para Osh, não sem antes passarmos num túnel que encurtou a antiga estrada em alguns quilómetros.

O troço de descida mais inclinada é também fabuloso, permitindo vistas incríveis do vale e da estrada serpenteante. Ao mesmo tempo, começava-se a ver as típicas yurts da Mongólia e do Quirguistão, e os cavalos a pastar livremente nos campos verdejantes.

Algumas horas depois da partida de Sary Mongol, chegávamos a Osh. Aproveitámos para explorar o milenar Bazar de Osh, e lá comprar o material que iríamos entregar no dia seguinte na Aldeia SOS da cidade. A seguir, almoçámos num restaurante que faz uns saborosíssimos laghman (massa típica da região).

Era tempo de partir, e encurtar distâncias relativamente ao nosso destino para o dia seguinte, a capital do Quirguistão, Bishkek. Não sabíamos onde iríamos ficar alojados, e encarámos a hipótese de montar as tendas e acampar, ou ficar alojados num campo de yurts, juntamente com famílias locais. No entanto, o que iria ser decisivo seria a distância que conseguiríamos cobrir nessa tarde.

A estrada em direcção a Osh, apesar de em bom estado, tinha muito movimento, em particular com muitos camiões, o que dificultou a nossa progressão. Assim, ao final da tarde, sabíamos que não iríamos chegar à região do Lago Toktogul onde seria mais fácil arranjar um campo de yurts. Sendo assim, acabámos por ficar perto da localidade de Karakol, onde arranjámos um óptimo motel, junto à estrada, e aparentemente quase a estrear. Jantámos lá e pudemos descansar de mais um dia cheio. O dia seguinte seria dedicado a chegar a Bishkek e visitar a segunda Aldeia SOS do nosso itinerário.

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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2 Comentários

  1. Fernando Pereira Pinto diz: Responder

    Parabéns, Excelente coragem, tudo de Bom.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada

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