Visitar a ILHA DO FAIAL, o que ver e fazer num lugar que “não é na Terra nem na Lua” é nos Açores

Visitar a ILHA DO FAIAL, o que ver e fazer num lugar que "não é na Terra nem na Lua" é nos Açores

Visitar a ilha do Faial é descobrir aquela que é, provavelmente, a ilha dos Açores em que se sente mais a força da Natureza. O Vulcão dos Capelinhos, em 1957-1958, entrou em erupção e acrescentou novas terras à ilha e a Portugal, mostrando o incrível poder da Natureza e permitindo que os habitantes do Faial, e os cientistas e curiosos que lá se deslocaram, testemunhassem a forma como todas as ilhas dos Açores nasceram do mar. Em particular, o interior da ilha do Faial é dominada pelo Vulcão Central da Caldeira, está última resultante de uma enorme cratera que abateu, e onde a última erupção se estima ter ocorrido há cerca de 1000 anos.

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VIAGEM PELA GEOGRAFIA DE PORTUGAL – DIA 87 – FAIAL, AÇORES . . 🇵🇹 Não é Terra nem é Lua. São os Capelinhos. O cenário envolvente do vulcão dos Capelinhos é de uma crueza tal que parece que estamos em Marte. Terra virgem, cinzas e poeiras vulcânicas até onde a vista alcança. É, provavelmente, o melhor local da ilha para se ver o pôr do sol, embora o astro rei pouco se tenha mostrado nos dias que lá passámos. Dos quatro dias que estivemos na ilha, fomos lá todos. Era uma espécie de íman que nos atraia de forma inesplicável. Era o nosso farol. Um farol para o mundo. . . 🇬🇧 It is neither Earth nor Moon. They are Capelinhos. The surrounding scenery of the Capelinhos volcano is so raw that it looks like we are on Mars. Virgin land, ash and volcanic dust as far as the eye can see. It is probably the best place on the island to watch the sunset, although the star king has shown little in the days we spent there. From the four days we were on the island, we all went there. It was a kind of magnet that attracted us in an inexplicable way. It was our lighthouse. A beacon to the world. . . . . . . . #sataazoresairlines #azoresairlines @azores_airlines_official #visitazores @visitazores #euficoemportugal #visitportugal #azores #açores #azoresportugal #açoresportugal #sapoviagens #fugasporportugal #forbestravelguide #cntraveller #bbctravel #natgeo #bbcworld #igersportugal #portugalcomefeitos #portugaldenorteasul #faial #faialisland

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Na costa, a magnífica baía da Horta é um abrigo natural para homens e barcos, e foi assim que se foi afirmando desde os primeiros tempos do povoamento da ilha. Hoje, a cidade da Horta é uma encruzilhada no Atlântico, atraindo veleiros de todo o mundo, e é o principal local de mergulho e observação de baleias no Arquipélago dos Açores. A ilha do Faial combina, assim, o poder da Natureza com a resiliência dos seus habitantes, resultando numa mistura que a torna uma das ilhas mais interessantes dos Açores. Visitar a ilha do Faial é uma aposta ganha.

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As histórias do Faial

A ilha do Faial é a mais ocidental do Grupo Central, e a quinta maior ilha do arquipélago dos Açores. É um dos vértices do “triângulo” do grupo central (juntamente com o Pico e São Jorge), separada da ilha do Pico por um estreito de 8 km, o canal do Faial. Apesar de a ilha do Pico ter uma área superior ao dobro da área da ilha do Faial, esta última tem uma população maior, cerca de 15.000 habitantes. Curiosamente, o Faial começou por ser só usado para pastoreio de gado, largado na ilha pelos moradores da Terceira, e os primeiros povoadores acabaram por ser um grupo de flamengos, que desembarcaram na ilha em 1465.

Não perca o nosso artigo com todas as dicas e roteiro sobre viajar no grupo central dos Açores, pelas ilhas do Pico, Faial e São Jorge.

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A génese vulcânica da ilha do Faial

O Faial tem uma forma pentagonal, com um comprimento máximo de 21 km, entre o Vulcão dos Capelinhos, a oeste, até Espalamaca, a leste, e uma largura máxima de 14 km, entre as Pontas dos Cedros, a norte, e do Forte, a sul. O seu ponto mais elevado é o Cabeço Gordo, próximo do bordo sul da Caldeira. É uma ilha que, historicamente, é muito afectada por sismos e erupções vulcânicas.

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Tal como todas as outras ilhas dos Açores, a ilha do Faial não é mais do que a fracção à superfície de uma enorme montanha que resulta da deposição de materiais vulcânicos. A ilha pode dividir-se em quatro complexos vulcânicos, sendo o mais antigo o Complexo Vulcânico da Ribeirinha, com cerca de 800.000 anos. O vulcão central da ilha, que domina o Faial e ao qual pertence a Caldeira, corresponde ao Complexo Vulcânico dos Cedros, com início há cerca de 400.000 anos, mas com actividade mais recente com início há cerca de 16.000 anos. No entanto, a actividade vulcânica mais recente na ilha do Faial abarca já o período histórico, pertencendo ao Complexo Vulcânico do Capelo, na região ocidental da ilha.

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Em termos de actividade sísmica, há dezenas de ocorrências registadas, sendo de destacar as crises sísmicas de 1862-1863, 1892-1894, e, no século XX, a ilha do Faial registou fortes sismos a 31 de Agosto de 1926, 13 de Maio de 1958 (associado à erupção dos Capelinhos), 23 de Novembro de 1973 e 9 de Julho de 1998, este último com uma intensidade máxima de VIII (ruinoso) na escala de Mercalli Modificada (que vai desde o I ao XII), causando 8 mortos e 150 feridos, para além de muitos estragos em estrutura e casas.

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O Faial e as travessias do Atlântico

O primeiro porto da Horta data do período filipino, mas foi só no final do século XIX, graças à construção do porto artificial, que a Horta se torna uma movimentada cidade portuária. Fruto da sua posição geográfica e da configuração da baía da cidade, a Horta rapidamente se torna um importante entreposto nas ligações marítimas Europa-América, mas não só. No início do século XX, a Horta torna-se num dos maiores nós de cabos telegráficos submarinos do mundo (em 1928 concentravam-se na Horta quinze cabos telegráficos submarinos), e também local de escala das então inovadoras travessias aéreas do oceano. Em particular, o hidroavião que fez a primeira travessia aérea do Atlântico Norte, em 1919, amarou na baía da Horta, seguindo depois para Ponta Delgada, Lisboa e Figueira da Foz, terminando em Plymouth, em Inglaterra.

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Sendo um nó de comunicações do Atlântico, a estrutura da própria cidade, e da ilha, altera-se. A Horta torna-se mais cosmopolita, com a afluência de diferentes nacionalidades, e a construção de estruturas de apoio aos visitantes, de alojamento e entretenimento, por exemplo. A partir dos anos 30 do século XX, a Horta figurava já na rota das carreiras comerciais da hidroaviação internacional, e nos anos 60, com o crescimento da navegação de recreio, passou a figurar no mapa das rotas dos veleiros. Hoje, a marina da Horta, o primeiro porto de recreio dos Açores, é um lugar mítico entre os navegantes, sendo local de escala obrigatória, não só nas travessias entre o continente americano e europeu, mas também em viagens de circum-navegação.

Se viajar para os Açores, não perca o nosso artigo sobre Lugares obrigatórios para visitar em SÃO MIGUEL.

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O Faial e a erupção dos Capelinhos

A Ponta dos Capelinhos faz parte do Complexo Vulcânico do Capelo, com cerca de 20 cones vulcânicos, sendo que a actividade neste complexo é contemporânea da última fase da construção do Vulcão Central da Caldeira. Os habitantes da ilha do Faial já tinham assistido a uma grande erupção nesta zona, em 1672-1673, no Cabeço do Fogo, mas foi já em pleno século XX, a cerca de 2km ao largo da Ponta dos Capelinhos, que se deu a maior erupção recente nos Açores, e uma das mais estudadas na altura pela comunidade científica internacional, uma vez que revelava aspectos nunca antes presenciados.

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A erupção dos Capelinhos iniciou-se a 27 de Setembro de 1957, como uma erupção submarina, e terminou a 24 de Outubro de 1958, tendo durado mais de um ano, e tendo passado por fases aéreas do tipo efusivo (emissão de lavas) mas, principalmente, explosivo, com a ejecção de cinzas e rochas. Eventualmente, a deposição dos materiais expelidos pelo vulcão fez com que a ilha recém formada se ligasse à ilha do Faial, constituindo um acrescento de alguns quilómetros quadrados à área da ilha. Os Capelinhos são, assim, o pedaço de terra mais jovem de Portugal, uma terra nova acrescentada ao continente, podendo ser considerado o extremo oeste da Europa, caso a ilha das Flores seja considerada parte da América insular (uma vez que assenta na Placa Tectónica Norte-Americana).

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Para os faialenses, este incrível fenómeno da natureza alterou profundamente a sua vida na ilha. Para além dos sismos constantes, os campos agrícolas ficaram soterrados pelas areias e cinzas expelidas e as habitações mais próximas do vulcão ruíram. Como consequência, há um impulso crescente para um êxodo migratório, ajudado por um decreto-lei assinado por dois senadores americanos (um deles o futuro presidente J.F. Kennedy), o “1958 Azorean Refugee Act”, que reconhecia o estatuto de refugiados ambientais às famílias afectadas e autorizava a sua imigração, levando a uma redução da população do Faial para quase metade. Hoje, pelo contrário, a extraordinária paisagem dos Capelinhos e o seu Centro Interpretativo atraem cada vez mais visitantes e são um motor a ser tido em conta na economia da ilha. Porque a força destruidora da Natureza só é igualada pelo seu poder criador.

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As baleias e o Faial

Juntamente com a ilha do Pico, o Faial foi uma das ilhas dos Açores onde a caça à baleia constituiu, desde meados do século XIX até ao final do século XX, uma importante actividade para a sua economia. Era na baía da Horta que os grandes navios baleeiros americanos atracavam no século XIX, e completavam as suas tripulações com homens açorianos, sendo que alguns, mais tarde regressados a casa, decidiram fundar o seu próprio negócio de caça ao cachalote. O animal, esse, o grande cachalote, era alvo de admiração, de receio e de cobiça. Admiração pelo seu poder e a sua graciosidade. Receio pela sua força e o seu tamanho. Cobiça pelo dinheiro gerado pelo negócio do óleo e farinhas da baleia.

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Até aos anos 80 do século XX, os lucros da caça à baleia criaram a riqueza de armadores e um importante acréscimo à economia de muitas famílias açorianas. Mas o negócio começou a entrar em declínio nos anos 60, fruto do aparecimento de produtos concorrenciais, e em finais dos anos 80 a caça à baleia chegou ao seu fim, ajudado pela defesa da preservação destas espécies.

Se quiser saber mais sobre a baleação nos Açores, não deixe de consultar o nosso artigo sobre visitar a ilha do Pico.

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Nos anos seguintes, a necessidade aguçou o engenho e os habitantes do Faial, cientes de que as baleias continuariam a ser residentes ou visitantes no arquipélago, souberam reconhecer a importância dos grandes cetáceos e as estruturas físicas e recursos humanos, antes alocados à caça à baleia, gradualmente foram reorientados para a observação de baleias. As fábricas de processamento das baleias foram transformadas em museus, os postos de vigia foram recuperados, e os homens continuam a sair ao mar, mas para acompanhar os visitantes que querem ver de perto os gentis gigantes.

Pode assistir aqui ao documentário “Fortuna Escorregadia”, produzido pela RTP1, sobre a transformação da baleação em observação de baleias, nos Açores.

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Mas não são só os turistas que são ajudados pelos homens do mar. Cientistas, como biólogos, e activistas da conservação animal são outros a quem as empresas açorianas deram as mãos para construir novas parcerias, com novos objectivos. As baleias continuam, assim, a desempenhar um papel na economia do arquipélago e a ocupar um lugar especial no coração de todos os faialenses.

Marque aqui o seu lugar numa tour de observação de baleias e golfinhos, a partir de Ponta Delgada.

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DICAS PRÁTICAS PARA VISITAR A ILHA DO FAIAL


Antes de visitar a ilha do Faial, deve planificar a sua viagem atempadamente e por isso deixamos aqui as nossas dicas práticas para visitar a ilha do Faial, nomeadamente quando visitar, como chegar lá, incluindo os novos procedimentos devido à pandemia Covid-19, como se deslocar no terreno, e onde dormir na ilha do Faial.

Pode fazer aqui o download do mapa da ilha do Faial.

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Quando visitar a ilha do Faial, nos Açores

O clima dos Açores é caracterizado por elevados índices de humidade do ar, chuvas regulares, ventos por vezes fortes, temperaturas amenas e baixa taxa de insolação. Os Invernos não são rigorosos, mas são chuvosos, sendo que pode ocorrer queda de neve nas terras altas, enquanto no Verão os dias são mais quentes e ensolarados, sendo que ainda assim são raros os dias de céu completamente limpo.

Sendo assim, a melhor altura do ano para visitar a ilha do Faial é no Verão, entre os meses de Junho e Setembro. Os meses de Verão são também aqueles em que decorrem as festividades mais importantes da ilha do Faial, tais como a Festa da Nossa Senhora das Angústias (em Maio), as festas dos Santos Populares, em particular em honra de São João, e as festas do Espírito Santo.

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Como chegar à ilha do Faial, nos Açores

Quando visitar a ilha do Faial, pode optar por chegar de avião ou de barco.

1. Chegar de avião ao Faial

Há voos directos para a cidade da Horta a partir de Lisboa, mas também pode chegar à ilha do Faial a partir de Ponta Delgada (São Miguel), Lajes (Terceira) ou da ilha das Flores. A melhor opção (e a única companhia que faz voos internos nos Açores) é a SATA Azores Airlines.

NOTA: A SATA disponibiliza um serviço de encaminhamento, de acordo com a disponibilidade de lugares, sem encargos para o passageiro, de passageiros em viagens no interior da Região Autónoma dos Açores, com origem ou destino em Portugal Continental ou no Funchal, que pretendam utilizar nas suas deslocações qualquer das gateways dos Açores (Ponta Delgada [PDL], Santa Maria [SMA], Terceira [TER], Faial [HOR], Pico [PIX]).

Pode pesquisar e reservar o seu voo para a ilha do Faial aqui.

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2. Chegar de barco ao Faial

Se estiver numa das outras ilhas do grupo central dos Açores (São Jorge, Pico, Graciosa, ou Terceira), também pode chegar à ilha do Faial por mar, numa ligação de ferry, usando os serviços da Atlântico Line. Nós chegámos ao Faial de barco, vindos da ilha do Pico, e de lá partimos para a ilha Graciosa. Em circunstâncias normais, durante o Verão, há também ligações com o grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) e ocidental (Flores e Corvo) mas, devido à pandemia de Covid-19, estas ligações marítimas não estão actualmente a funcionar.

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Procedimentos de entrada nos Açores (Covid-19)

No ano de 2020, a pandemia de Covid-19 começou por fechar os espaços aéreos a nível mundial e, agora que os voos começam a normalizar, os procedimentos de entrada e saída de países e lugares alteraram-se. Assim, viajar para os Açores e visitar São Jorge requer que tenha um resultado negativo num teste ao Covid-19.

Pode fazê-lo ainda no continente, até 72 horas antes do voo, ou pode fazê-lo à chegada aos Açores mas, nesse caso, terá de esperar pelos resultados no hotel sem sair (em princípio, o resultado ser-lhe-á comunicado em 24 horas). Em ambas opções, o teste é pago pelo Governo Regional dos Açores, nos laboratórios com os quais tem acordos.

NOTA: A realização do teste é condição obrigatória para viajar para os Açores e visitar São Jorge. Se não fizer o teste antes de viajar, e se recusar a fazer o teste à entrada no arquipélago, terá de regressar ao continente e pagar os custos da viagem de regresso.

Já nos Açores, se a sua estadia for de 7 ou mais dias, terá de repetir o teste de Covid-19, numa unidade de saúde açoreana, ao 6º dia a contar do dia em que fez o 1º teste.

Não deixe de consultar o nosso artigo com todas as dicas sobre viajar para os Açores em 2020.

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Seguro de viagem para os Açores (com cobertura de tratamento de Covid-19)

A IATI Seguros tem um seguro que é especialmente indicado para viagens para os Açores. Este novo seguro oferece cobertura em caso de contágio por Covid-19 (exames médicos, transporte sanitário, assistência médica, hospitalização, quarentena obrigatória e repatriação), assim como o Seguro de Cancelamento permite o cancelamento da viagem em caso de resultado positivo para Covid-19 (do próprio segurado, pais ou filhos), se isso impedir a viagem na data prevista. Além disso, tem também coberturas específicas para cicloturistas, autocaravanas, campers e campistas, e ainda para animais de estimação.

Pode fazer o seu seguro IATI ESCAPADINHAS aqui com 5% de desconto.

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Como deslocar-se na ilha do Faial, nos Açores

É verdade que, para se deslocar entre algumas localidades de São Jorge pode usar os serviços de autocarros “Farias Lda“, mas as ligações são pouco frequentes e limitadas, em grande parte, à linha costeira, não cobrindo muitos dos locais que quererá visitar na ilha. Sendo assim, a melhor opção para se deslocar quando visitar a ilha do Faial é alugar carro, dando-lhe a autonomia necessária para desfrutar de tudo o que o Faial lhe tem para oferecer.

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Onde dormir na ilha do Faial, nos Açores

O Faial é uma ilha bastante grande, mas a maioria das opções de alojamento concentram-se na cidade da Horta, que é a melhor opção, principalmente se tiver pouco tempo na ilha. Nós ficámos alojados nos Apartamentos Turisticos Verdemar, uma excelente opção, com um preço razoável e boa localização. Os apartamentos são óptimos para famílias e têm pequenas varandas com vista para a cidade da Horta e para o Pico.

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No entanto, se tiver mais tempo, há outras zonas da ilha nas quais será interessante ficar alojado, tais como a praia de Almoxarife, a Praia do Norte, a Ponta dos Capelinhos, Varadouro ou ainda perto do aeroporto.

Onde dormir na cidade da Horta, Faial

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Outros lugares interessantes onde dormir na ilha do Faial

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O QUE VER E FAZER QUANDO VISITAR A ILHA DO FAIAL


A ilha do Faial tem imenso a oferecer a quem a visita, por isso recomendamos que dedique pelo menos 3 dias a explorar a ilha, conhecendo lugares fantásticos e percorrendo belos trilhos, com um dia extra para a observação de baleias.

1. Visitar a cidade da Horta

A cidade da Horta é uma das mais emblemáticas dos Açores. De frente para o Pico, o movimento de barcos no Porto e de veleiros na marina, e os visitantes de diferentes nacionalidades, fazem da Horta a cidade cosmopolita dos Açores.

Pode fazer aqui o download do mapa da cidade da Horta.

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2. Admirar a Marina da Horta

Construída nos anos 80, foi o primeiro porto de recreio dos Açores e hoje é uma paragem obrigatória nos circuitos de veleiros no Atlântico e no mundo. Há a tradição, já de dezenas de anos, dos velejadores deixarem uma pintura sobre a sua embarcação nos paredões da Marina. Não deixe de admirar as obras de arte e absorver um ambiente único.

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3. Contemplar as vistas do Pico

Estando a ilha do Faial a tão curta distância do Pico (cerca de 8 km entre a cidade da Horta e a Madalena), e sendo que a montanha do Pico atinge 2351 m de altitude, é inevitável que esta domine as vistas a partir do Faial, especialmente se o estado do tempo colaborar. Uma das mais sensacionais vistas da montanha do Pico é a partir da marina da Horta, com veleiros dos quatro cantos do mundo em primeiro plano.

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4. Aprender a história da Horta no Forte de Santa Cruz

A Horta é uma cidade cheia de história e um dos seus locais mais emblemáticos é o Forte de Santa Cruz. Esta fortaleza repeliu corsários e foi o último bastião português a recusar obediência a Filipe I de Portugal (após a perda da independência em 1580), mas acabaria por ser tomada pelas forças espanholas, após a queda da ilha Terceira, sendo que o capitão-mor do Faial seria executado às portas do forte. No século XIX, o Faial foi ocupado pelos liberais, tendo recebido a visita de D. Pedro IV em 1832 e foi este que elevou a vila da Horta a cidade, a terceira no arquipélago, em 1833.

Hoje, este lugar histórico alberga a Pousada Forte da Horta, um hotel de charme onde poderá desfrutar de vistas deslumbrantes sobre a ilha do Pico e a Marina da Horta.

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5. Fazer observação de baleias no Norberto Diver

Criada em 1996, por Norberto Serpa, um “lobo-do-mar”, a Norberto Diver é hoje uma das empresas mais conceituadas na observação de baleias e mergulho (recreativo e profissional) nos Açores. Quando visitar a ilha do Faial, não deixe de partir à busca dos grandes cetáceos ou descobrir os encantos das profundidades das águas açorianas.

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6. Tomar um gin no Peter’s

O Peter Café Sport (conhecido simplesmente como Peter’s) é uma instituição histórica e cultural da cidade da Horta. Com uma longa tradição na hospitalidade e assistência aos velejadores, nomeadamente funcionando como lugar de encontro e posto de correio no Atlântico, é um dos bares mais famosos de Mundo e um local obrigatório quando visitar a ilha do Faial. Não deixe de provar o famos gin tónico, de frente para a marina da Horta e montanha do Pico.

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Outra experiência que não deve perder, principalmente de for do Norte de Portugal continental, é experimentar o que de mais perto estará de uma francesinha no arquipélago dos Açores, ou seja, a Açorianinha do Peter’s.

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7. Visitar o Museu da Arte de Scrimshaw

Ao lado do Peter’s, encontra-se o pequeno Museu de Scrimshaw, isto, a arte de gravar e esculpir dentes e ossos de cachalote. Ali, poderá aprender mais sobre esta curiosa arte e comprar um belo exemplar.

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8. Comer cataplana no Genuíno

O restaurante “Genuíno” é uma das referências gastronómicas da cidade da Horta. Num edifício histórico, cheio de objectos e histórias do mar, de frente para o Porto de Pim, não deixe de provar a deliciosa cataplana de peixe e marisco

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9. Conhecer as aventuras de duas voltas ao mundo

Quando for ao restaurante “Genuíno”, não perca a oportunidade de conversar com o dono do restaurante, o senhor Genuíno Madruga, o primeiro navegador português a cruzar o Cabo Horn em solitário (e o décimo homem a fazê-lo na história mundial) e ouvir as histórias de duas circum-navegações à vela em solitário.

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10. Petiscar na Taberna de Pim

A Taberna de Pim é um pequeno restaurante com vista para a baía e praia de Porto Pim e é um óptimo local para petiscar algumas tapas de carne e peixe numa esplanada com vista para o mar.

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11. Desfrutar da praia de Porto Pim

A praia de Porto Pim é a praia mais popular na ilha do Faial. Enquadrada pelo Monte da Guia e pela baía de Porto Pim, tem um areal extenso e as águas são cristalinas. Se o estado do tempo cooperar, não deixe de desfrutar do sol, mar e areia nesta bela baía que foi um dos locais onde os primeiros povoadores do Faial desembarcaram.

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12. Visitar a Fábrica da Baleia do Porto Pim

A baía de Porto Pim tem uma longa história no povoamento do Faial, tendo sido o centro da actividade baleeira da ilha nos séculos XIX e XX. Ali, foi construída a Fábrica da Baleia de Porto Pim, que funcionou até 1974. Esta foi depois transformado em museu, gerido pelo Observatório do Mar dos Açores, onde poderá aprender sobre as várias fases do processamento do cachalote para obtenção de óleo e farinhas.

Faça aqui o download do guia do museu da Fábrica da Baleia de Porto Pim.

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13. Apreciar as vistas do Monte da Guia

O Monte da Guia é um cone vulcânico ao lado da cidade da Horta, ligado ao resto da ilha por uma estreita faixa de terra. Do cimo, onde se encontra uma estrutura de apoio ao aeroporto da Horta, tem-se vistas espectaculares sobre a baía de Porto Pim e cidade da Horta, para um lado, e sobre as antigas crateras, hoje preenchidas pelo mar, para o outro lado.

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14. Visitar o Museu da Horta

Criado em 1977, o Museu da Horta tem um acervo heterogéneo, com colecções etnográficas, e objetos ligados às ocupações tradicionais, como o fabrico do linho, mas também às tecnologias modernas, como as estações do cabo submarino de comunicações do Atlântico Norte. Nós não tivemos tempo de visitar, mas não deixe de dar um saltinho ao Museu da Horta e também apreciar o próprio edifício onde se encontra, o antigo Colégio dos Jesuítas.

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15. Deliciar-se com os “Gelados do Atlântico”

É verdade que o arquipélago dos Açores não é conhecido pelo seu clima quente e dado a gelados, mas a verdade é que a gelataria “Gelados do Atlântico” é algo que não deve perder quando visitar a ilha do Faial.

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16. Deslumbrar-se com o vulcão dos Capelinhos

A melhor forma de perceber a história da erupção dos Capelinhos é visitar o local e admirar a beleza e poder da Natureza. Quando estiver na Ponta dos Capelinhos, tente imaginar como seria aquele lugar antes de 1957 e o poder extraordinário da Natureza para conseguir criar a paisagem que tem à sua frente.

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Neste momento, não é possível caminhar sobre o vulcão, mas apenas observar a partir do farol ou das falésias. Ainda assim, vale a pena, sendo um lugar obrigatório quando visitar a ilha do Faial.

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17. Visitar o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos

Nos 50 anos a seguir ao fim da erupção dos Capelinhos, quem visitava a paisagem criada pelo vulcão não tinha acesso a nenhuma explicação sobre o fenómeno e a sua história. Mas, desde 2008, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, construído no subsolo junto ao farol (de modo a conservar a paisagem), é o local privilegiado para perceber a geologia e a morfologia dos Açores, a erupção e as histórias das pessoas, tudo ilustrado com filmes, simulações, modelos, textos explicativos, fotografias e testemunhos. Uma visita obrigatória quando visitar a ilha do Faial.

Faça aqui o download do guia do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.

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18. Subir ao Farol da Ponta dos Capelinhos

Inaugurado em 1903, o Farol da Ponta dos Capelinhos era constituído por um edifício rectangular, de dois pisos, e por uma torre central de 20 metros de altura. Funcionou até Setembro de 1957, quando foi parcialmente destruído (e soterrado) pela erupção. Aquando da construção do Centro de Interpretação, foi reabilitado, sendo que o primeiro piso, actualmente soterrado, passou a fazer parte do Centro. Não deixe de subir ao seu cimo, para ter uma perspectiva diferente da paisagem em redor.

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19. Subir à falésia junto ao farol dos Capelinhos

Para ter uma perspectiva mais do alto do vulcão dos Capelinhos, não deixe de fazer o percurso a pé pelo cimo da falésia, podendo também apreciar o material acumulado na falésia, expelido pelo vulcão, por exemplo as chamadas bombas vulcânicas, fragmentos de lava que solidificam durante o voo assumindo uma forma ovóide.

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20. Deliciar-se com as piscinas naturais do Porto do Comprido

A Ponta dos Capelinhos não é só o vulcão, pois a sul do farol as piscinas naturais do Porto do Comprido esperam por si. Para chegar lá, basta seguir a estrada, a partir do farol, em direcção ao mar. Não deixe de nadar naquelas que são, provavelmente, as melhores piscinas naturais da ilha do Faial.

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21. Fazer o trilho do Cabeço do Canto (PRC01 FAI)

O trilho do Cabeço do Canto (PRC01 FAI) é um percurso circular, com 2,6 km de extensão e grau de dificuldade médio, que permite percorrer parte da cordilheira vulcânica da Península do Capelo. O Cabeço Verde, perto do início do trilho, é também acessível de carro, sendo que de lá terá vistas para vários dos cones vulcânicos da zona, como o Cabeço do Fogo, dispostos na orientação Este/Oeste, terminando com o Vulcão dos Capelinhos.

Pode fazer o download aqui do mapa e folheto deste trilho.

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22. Fazer o trilho dos Dez Vulcões (PR06 FAI)

Se é fã de Natureza e percursos pedestres, não pode perder o trilhos dos Dez Vulcões (PR06 FAI) quando visitar a ilha do Faial. Este trilho é um percurso linear, com 19,3 km de extensão e grau de dificuldade difícil, por isso deve dedicar um dia inteiro a esta actividade, mas será recompensado com uma paisagem vulcânica deslumbrante, culminando com o Vulcão dos Capelinhos. É melhor começar na Caldeira (para o trilho ser a descer) e só deve fazer o trilho com bom tempo (algo que nós não conseguimos).

Pode fazer o download aqui do mapa e folheto deste trilho.

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23. Visitar a Caldeira

A Caldeira do Faial é uma das paisagens mais famosas do arquipélago dos Açores, pela sua beleza, revestida de floresta Laurissilva semelhante à da ilha no período anterior ao povoamento, e imponência, com 2km de diâmetro e uma profundidade de 400m. A Caldeira é a cratera do principal edifício vulcânico da Ilha do Faial, e no seu fundo formou-se um pequeno cone vulcânico e uma lagoa, sendo que esta viu as suas águas escoarem para o interior da terra, no decorrer da crise sísmica de 13 de maio de 1958 (associada à erupção dos Capelinhos), desencadeando explosões freáticas pelo contacto do magma com a água.

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24. Fazer o trilho da Caldeira (PRC04 FAI)

Fazer este trilho é algo que não deve perder quando visitar a ilha do Faial, desde que o estado do tempo o permita (é aconselhável fazê-lo com bom tempo e boa visibilidade). Com a extensão de 6,8 km (2h30min de duração) e grau de dificuldade fácil, este belo trilho percorre a borda da Caldeira do Faial, passando pelo Cabeço Gordo, o ponto mais alto da ilha, com 1043 metros de altitude. Pode optar por combinar este trilho com o trilho dos Dez Vulcões, sendo que neste caso é aconselhável fazer apenas metade do trilho da Caldeira.

Pode fazer o download aqui do mapa e folheto deste trilho.

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25. Subir ao miradouro de Nossa Senhora da Conceição

A Norte da cidade da Horta, na Ponta da Espalamaca, a estrada costeira sobe e inflecte para o interior e, no cimo, encontra o miradouro de Nossa Senhora da Conceição, com uma imagem da Senhora da Conceição com cerca de 3 metros de altura, junto a uma cruz com mais de 28 m de altura. Dali, as vistas são espectaculares, de um lado, sobre a cidade e baía da Horta, do outro, sobre a praia do Almoxarife.

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26. Deitar-se na areia negra da praia do Almoxarife

A praia do Almoxarife, na freguesia homónima, pertencente ao concelho da Horta, tem um belíssimo areal, e é um óptimo local para tomar banho e estender-se ao sol na areia negra, tudo isto com a montanha do Pico no horizonte.

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27. Conhecer o poder de um sismo na Ribeirinha

Às 05:19h do dia 9 de Julho de 1998, um violento sismo de magnitude 5,8 na escala de Richter, com epicentro localizado a cerca de 16 km a NNE da cidade da Horta, atingia as ilhas do Faial, Pico e S. Jorge. O Faial viu destruídas, parcial ou totalmente, cerca de 1500 casas, e danos materiais significativos nas suas infraestruturas básicas. A freguesia da Ribeirinha foi uma das mais atingidas e ainda hoje é possível testemunhar o grau de destruição deste sismo, patente, por exemplo, nas ruínas da Igreja de São Mateus, construída em 1934.

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28. Meditar nas ruínas do Farol da Ponta da Ribeirinha

O Farol da Ponta da Ribeirinha foi inaugurado em 1919, com uma torre quadrangular de 14 m de altura e um edifício anexo para habitação dos faroleiros. Mas a 9 de Julho de 1998, o sismo provocou graves danos neste farol, levando à sua desactivação. Há planos para reconstruir o farol e transformá-lo num museu sobre o sismo, mas actualmente continua ainda em ruínas, um testemunho silencioso, mas gritante, do poder destrutivo da Natureza.

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29. Tomar banho nas piscinas naturais do Porto do Salão

As piscina naturais do Porto do Salão são um excelente local para desfrutar de um bom banho nas águas do Atlântico. Foram feitas algumas obras para facilitar o acesso, nomeadamente uma rampa em cimento.

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30. Conhecer os moinhos de madeira em Cedros

A freguesia dos Cedros é uma das maiores freguesias da ilha, contando-se muitas famílias espanholas entre os primeiros povoadores. Hoje, uma das atracções de Cedros são os vários moinhos de vento em madeira, alguns deles conservando ainda o mecanismo de moagem.

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31. Comer lapas no restaurante Aldina

Se estiver em Cedros, e for hora da refeição, não perca a oportunidade de comer no restaurante Aldina, onde a comida é regional, bem confeccionada e a preços razoáveis. Não deixe de experimentar os mexilhões e as lapas, as melhores da ilha.

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32. Contemplar as vistas no miradouro da Ribeira das Cabras

O Miradouro da Ribeiras das Cabras localiza-se na freguesia da Praia do Norte, com vistas fabulosas sobre a Fajã da Praia do Norte. Tem algumas mesas e bancos de pedra, por isso pode fazer aí um piquenique com uma bela vista.

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33. Fazer surf ou ver o mar na praia da Fajã da Praia Norte

Se for adepto do surf, não deixe de visitar a praia da Fajã, na freguesia da Praia do Norte. Mesmo que não seja, vale a pena fazer a estrada para lá chegar, uma vez que é uma praia belíssima, com o negro da areia a contrastar com o verde das falésias.

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34. Visitar a Queijaria do Morro

Atravessando de norte a sul a península do Campelo, acabará na costa sudoeste do Faial, entre a Ponta dos Capelinhos e o Morro de Castelo Branco. Ali, encontrará uma queijaria que não pode perder. Nós provámos queijos em todas as ilha dos Açores e, provavelmente, o queijo que mais gostámos foi o Queijo do Morro. Pode visitar a queijaria, aprender sobre o processo de fabrico e, no fim, comprar um ou dois queijos. Uma experiência a não perder quando visitar a ilha do Faial.

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35. Tomar banho nas piscinas naturais do Varadouro

As Piscinas naturais do Varadouro estão localizadas na Fajã do Varadouro, freguesia do Capelo, e são um óptimo local para relaxar, tomar banho de mar e de sol, e admirar a beleza da Natureza. Pode optar pelas piscinas fechadas (ideais para miúdos) ou pelo mar aberto. De uma forma ou de outra, o Varadouro será um lugar que não esquecerá quando visitar a ilha do Faial.

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36. Comer tapas ao final da tarde no restaurante “Varadouro”

Ao final da tarde, não deixe de admirar o pôr-do-sol e experimentar provar algumas tapas no restaurante “Varadouro”. Localização excelente, paisagem lindíssima, comida deliciosa, ou seja, não deixe passar esta oportunidade!

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37. Admirar de perto o Morro de Castelo Branco

O Morro de Castelo Branco é uma das paisagens mais espectaculares da ilha do Faial, resultante de uma erupção vulcânica com cerca de 30 mil anos e um importante local de nidificação para algumas espécies de aves marinhas. Pode estacionar no parque e fazer um pequeno percurso ao longo da costa e admirar as vertentes de 150m de altura do morro. O caminho que leva ao cimo do morro é demasiado perigoso para ser tentado, principalmente quando o estado do tempo está mau.

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38. Tomar banho nas piscinas naturais da Poça da Rainha

As piscinas naturais da Poça da Rainha estão localizadas na freguesia da Feteira, constituídas por rochas basálticas e um excelente local para mergulho e snorkeling.

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39. Encantar-se no miradouro da Ponta Furada

No caminho para a Horta, não deixe de parar no miradouro da Ponta Furada, e admirar a paisagem vulcânica que resulta da confrontação entre a lava que desce dos cones vulcânicos e o mar, com as suas águas refrescantes.

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40. Experimentar as piscinas naturais da Laginha

A Lajinha, na ilha do Faial, é constituída por escoadas basálticas muito fluídas, do tipo pahoehoe, que, sob a influência da erosão marinha, formaram arribas com arcos e grutas. Hoje, estas escoadas são aproveitadas pela população local, e pelos visitantes, para desfrutar do mar em piscinas naturais.

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VIAGEM PELA GEOGRAFIA DE PORTUGAL – DIA 87 – FAIAL, AÇORES . . 🇵🇹 No dia 27 de Setembro de 1957 nasceu uma ilha. Um vulcão submarino começou a expelir jactos de gases, cinzas e piroclástos que foram projectados a centenas de metros de distância. A actividade vulcânica continuou por mais de um ano, inicialmente com uma fase submarina e, posteriormente, fases subaereas com actividade efusiva e explosiva. As cinzas cobriram campos agrícolas e varreram o modo de vida destas gentes. O farol foi suterrado por cinzas assim como o ganha pão dos seus habitantes. Muitos faialeses emigraram para os EUA, ao abrigo de um decreto de lei criado especialmente para eles, dando-lhes um estatuto de refugiados ambientais. Esse decreto foi redigido por dois senadores, sendo um deles John F. Kennedy, futuro presidente dos EUA.. . . 🇬🇧 On September 27, 1957 an island was born. A submarine volcano began to expel jets of gases, ash and pyroclasts that were projected hundreds of meters away. Volcanic activity continued for more than a year, initially with an underwater phase and, subsequently, sub-aerial phases with effusive and explosive activity. The ashes covered agricultural fields and swept the way of life of these people. The lighthouse was buried by ashes as well as the livelihood of its inhabitants. Many Faialeses emigrated to the USA, under a law decree created especially for them, giving them status as environmental refugees. This decree was drafted by two senators, one of whom was John F. Kennedy, the future president of the USA. . . . . . #sataazoresairlines #azoresairlines @azores_airlines_official #visitazores @visitazores #euficoemportugal #visitportugal #azores #açores #azoresportugal #açoresportugal #sapoviagens #fugasporportugal #forbestravelguide #cntraveller #bbctravel #natgeo #bbcworld #faial #faialisland #cnntravel

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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10 Comentários

  1. Que top esse post super completo sobre a Ilha do Faial. Tenho muita vontade de conhecer os Açores. Vou usar seu post para organizar minha viagem quando for! Obriga por compartilhar.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada pela confiança.

  2. Que demais esse seu post sobre o que fazer na Ilha do Faial. Sou doida pra conhecer Açores para poder observar as baleias e fazer mergulho mas agora vi que tem muito mais para ver. Maravilhoso seu post, parabéns. Se Deus quiser, conhecerei Portugal em 2021.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Vai adorar, Luciana, tenho a certeza. O Faial é maravilhoso.

  3. Cintia Grininger diz: Responder

    Achei fascinante essa história da ilha que cresceu em território tão recentemente! Confesso que sabia muito pouco sobre os Açores mas parece ser um lugar incrível, com essa geografia tão peculiar.

    1. Carla Mota diz: Responder

      É maravilhoso! Os Açores são o segredo mais bem guardado de Portugal.

  4. Murilo Pagani diz: Responder

    Caramba, somente a Ilha do Faial já faz valer a pena a viagem a Açores!
    Cada vez de descubro um canto novo dessa região fico com mais e mais vontade de conhecer logo Portugal!

    Obrigado pelas dicas!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada Murilo. É maravilhoso o Faial.

  5. Cecília diz: Responder

    Que riqueza de detalhes neste post super completo sobre a Ilha do Faial e seus encantos. Quero poder um dia visitar esta ilha e ver de perto estes vulcões e esta região que já me deixou encantada só de ler este post. Vou usar suas dicas quando foi possível viajar pros Açores. Obrigada por compartilhar.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Muito obrigada pela confiança, Cecília.

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