Roteiro de lugares a explorar no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) | Portugal

Roteiro de lugares a explorar no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros | Portugal

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) é um dos mais belos parques naturais de Portugal, com uma morfologia cársica, onde os calcários são reis e senhores da paisagem. A rocha calcária concede à paisagem particularidades únicas, no que toca às suas formas de relevo, algumas de grande escala, outras de pormenor. Esta situação faz das Serras de Aire e Candeeiros um lugar fabuloso para explorar em Portugal.

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Quero pernoitar no PNSAC ou bem próximo, onde me posso alojar?

A cidade de LeiriaPorto de Mós ou Alcanena são, provavelmente os melhores locais para se alojar e daí partir para explorar os lugares de maior interesse. No entanto. Há outros locais que podem ser boas opções, nomeadamente, Alcobaça, Rio Maior, Ourém ou até Santarém.

  • Em Alcanena, tem o hotel Eurosol, uma opção boa na cidade.
  • Em Porto de Mós há belos alojamentos rurais. Há uma casa construída num moinho ou outras habitações locais com piscina e óptimas para o Verão ou passagem de ano.
  • Na última vez que estivemos no PNSAC ficámos em Leiria, no Hotel São Luís. Foi uma boa opção, especialmente para quem tem carro, porque o hotel é perto de muitos lugares de interesse e tem uma boa relação qualidade/preço. O pequeno almoço era fantástico. Viajei com amigos e num quarto triplo pagámos 25€/pessoa. Mas na cidade há outras belas opções como o Hotel Casa da Nora ou o Aparthotel Beira Litoral, um apartamento com uma vista fantástica sobre o castelo de Leiria. 
  • Em Rio Maior há um moinho de vento convertido em hotel. Nunca lá ficamos mas pareceu-nos muito giro. Gostávamos de experimentar na próxima visita à região.
  • Se procura hostels, há um em Santarém e outro em Alvados.

Para além das cidades, há vários alojamentos rurais nas Serras de Aire e Candeeiros que podem ser boas escolhas. Procure no booking.com porque há alojamentos maravilhosos em Alcaria e Alvados onde poderá desfrutar do espaço rural.

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Gosto de acampar, é possível?

Para além dos hotéis e alojamentos rurais, há parques de campismo. Numa das nossas viagens de Verão pelas Serras de Aire e Candeeiros, utilizámos dois campings. O Parque de Campismo do Arrimal, um camping rural pequenino e muito básico. Só quase tinha estrangeiros e sentimo-nos mesmo a viajar num lugar inóspito e longe de tudo. O segundo foi o Parque de Campismo de Pedreiras, bem próximo de Porto de Mós. São boas opções para os amantes do campismo rural ou viajantes com orçamentos muito limitados. Há ainda o Parque de Campismo dos Olhos d’Água, junto ao Alviela.

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Qual a melhor forma para explorar o PNSAC?

A melhor forma de explorar as Serras de Aire e Candeeiros é de carro. Para quem tem automóvel particular é simples, mas se não for o seu caso, é imprescindível alugar carro. Os transportes públicos entre as localidades são raros e para aceder aos principais locais de interesse vai mesmo precisar de carro.

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O que não posso perder numa viagem de carro nas Serras de Aire e Candeeiros?

1. ALGAR DO PENA

O Algar do Pena é a jóia do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Os algares são cavidades verticais, aquilo a que vulgarmente designamos grutas, mas ao contrário das subterrâneas que são geralmente horizontais, um algar é vertical.

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O Algar do Pena pode ser visitado na companhia do Olímpio, um espeleólogo apaixonado pelo carso.  Para visitar o Algar do Pena é impreterível marcar antecipadamente e está sujeito à disponibilidade. Marque porque vale mesmo a pena. É, provavelmente, o mais belo local do PNSAC. É como uma viagem ao interior da Terra.

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Nesta viagem há uma pequena apresentação inicial para contextualizar cientificamente aquilo que vai ver e, depois de equipado com capacete, entrará num elevador que o vai levar até cerca de 40 m abaixo do nível da superfície. A cavidade tem mais de 80 m de profundidade e, se for aventureiro, poderá agendar uma visita completa, que envolve descida com cordas e rappel até à base do algar. O algar está cheio de espeleotemas, como estalactites e estalagmites que decoram o seu interior e faz lembrar uma catedral. Para marcar veja aqui.

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2. CAMPOS DE LAPIÁS 

Os lapiás são formas que resultam da erosão dos calcários em contacto com a água. Há vários campos de lapiás no PNSAC que pode visitar, o campo da Pena Traseira é apenas um exemplo. Basta embrenhar-se num qualquer percurso pedestre pelas serras de Aire e Candeeiros para encontrá-los.

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A calcite, mineral de carbonato de cálcio constituinte do calcário, à medida que vai sendo dissolvida pelo dióxido de carbono presente na água vai provocando o alargamento das diaclases de tal maneira que vai dando origem a lapiás. Os lapiás são uma forma rendilhada que se assemelha a um “tabuleiro de xadrez” pois aparece frequentemente numa área  de média dimensão a que se designa campo de lapiás.

3. OLHOS D’ÁGUA DO ALVIELA

Os Olhos d’água do Alviela correspondem a uma zona onde “nasce” o rio Alviela, ou melhor onde existe um contacto litológico e o rio brota à superfície. Este local é a entrada para um complexo de grutas subterrâneas submersas e onde espeleologistas experientes mergulham. A gruta estende-se pelo menos por 120 metros. Ainda que não possa mergulhar no seu interior, vale a pena ver e conhecer o mais importante fenómeno hidrocársico de Portugal e das Serras de Aire e Candeeiros. Há ali uma bela praia fluvial. Pode ver mais aqui.

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4. SUMIDOURO DA RIBEIRA DOS AMIAIS

O sumidouro (ou perda) corresponde a um local onde uma linha de água superficial desaparece e passa a escorrer de forma subterrânea, no interior do calcário. Esta situação é típica das rochas calcárias pois são rochas constituídas essencialmente por carbonato de cálcio, que em contacto com a água é dissolvido, criando cavidades verticais (algares) e horizontais (grutas) típicas na região.

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A perda da ribeira dos Amiais é a mais bela de Portugal. É uma cavidade fenomenal, parece saída de um cenário de filme, onde a água da ribeira vai escorrer através de uma cavidade com mais de 250 metros de comprimento.

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A ribeira volta a aparecer 250 metros à frente, numa ressurgência, já mais perto da nascente dos Olhos d’Água do Alviela (Poço Escuro), dando origem a um canhão fluvial magnífico que se estende até ao Alviela. Pode ver mais aqui.

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5. POLJE DE MINDE

O Polje de Minde é uma depressão fechada e de fundo plano, delimitada por vertentes abruptas, uma delas uma escarpa de falha de origem tectónica. O polje é bem visível da auto-estrada A1, e tem 4 km de comprimento e quase 2 km de largura máxima.  O fundo plano do polje é muito fértil devido aos sedimentos areno-argilosos e, como tal,  a população há séculos que ali pratica agricultura. Há algumas ressurgências de água, que muito apoiam a irrigação dos terrenos agrícolas. No Inverno, o polje inunda com muita facilidade devido aos sedimentos que impermeabilizam o solo.

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6. PLANALTO DE SANTO ANTÓNIO

O magnífico planalto de Santo António é uma bela paisagem portuguesa, típica do centro do país e das Serras de Aire e Candeeiros.

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Percorrê-la é muito interessante, nomeadamente para contemplar os elementos paisagísticos típicos da região, como os muros de pedra calcária, empilhados para libertar o solo da rocha. É também muito típico os pequenos muros a envolverem as oliveiras plantadas nos campos agrícolas.

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7. DISJUNÇÂO PRISMÁTICA DE PORTELA DE TEIRA

Pode não ter a fama da Calçada dos Gigantes, na Irlanda do Norte, ou dos prismas basálticos de Hidalgo, no México, ou ainda dos prismas da Islândia, mas a par com os prismas basálticos de Pico Ana Ferreira, no Porto Santo, são dois belos exemplares de disjunção colunar prismática em Portugal. Este afloramento basáltico está associado ao vulcanismo da região de Lisboa durante a formação da Bacia Terciária do Tejo e do Sado.

8. FÓRNEA DE ALVADOS

A Fórnea de Alvados não se situa em Alvados mas sim em Alcaria. A fórnea é um anfiteatro natural erodido nos calcários e a sua génese resulta da combinação da erosão fluvial, na cabeceira da ribeira da Fórnea, e da existência de depósitos de vertentes cascalhentos, que testemunham paleoclimas mais frios. Uma das panorâmicas mais impressionantes da Fórnea é através do trilho PR6.

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9. GRUTA DE ALVADOS

A gruta de Alvados é um dos ex-libris do carso em Portugal. Descoberta em meados do século XX, foi desde logo explorada por espeleólogos e cientistas.

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A gruta é verdadeiramente fenomenal e visitá-la é obrigatório em qualquer visita às Serras de Aire e Candeeiros.

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10. GRUTA DE SANTO ANTÓNIO

Esta foi a primeira gruta aberta ao público em Portugal, e está bem próxima da gruta de Alvados.

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Aberta a visitas turisticas desde 1971, atrai imensos turistas nacionais e estrangeiros, embora sejam raras as filas. É um local obrigatório a visitar nas Serras de Aire e Candeeiros.

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11. GRUTAS DE MIRA DE AIRE

As grutas de Mira de Aire correspondem a um sistema de cavidades subterrâneas vasto e complexo, das quais a mais acessível é a gruta de Moinhos Velhos.

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Foi ali que os grandes espeleólogos portugueses começaram a explorar o carso português e é também por isso uma das grutas mais conhecidas nas Serras de Aire e Candeeiros.

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12. PEGADAS DE DINOSSAURO NA PEDREIRA DO GALINHA

A pedreira do Galinha é o melhor local em Portugal para testemunhar as pegadas de dinossauros tão comuns no Maciço Calcário Estremenho e um pouco por toda a Orla Meso-Cenozóica.

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As pegadas dos dinossauros designam-se por equinofósseis, e são marcas da progressão dos dinossauros saurópodes numa lama de sedimentos da região e que ficaram fossilizados aquando da transformação destes materiais em rochas sedimentares.

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Há cerca de 20 trilhos de pegadas fossilizados, um dos quais com quase 150 metros de comprimento, fazendo deste local um dos mais importantes do mundo.

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13. LAGOAS DO ARRIMAL

As duas lagoas do Arrimal, a grande e a pequena, são depressões naturais que resultam da erosão dos calcários, designadas por dolinas. Estas dolinas foram ocupadas por água da chuva que aí permanecem devido às argilas que impermeabilizam os calcários. Hoje as lagoas já foram impermeabilizadas artificialmente pois a presença de água para abastecer as populações é muito importante numa região onde não há praticamente água superficial.

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14. SALINAS DE RIO MAIOR

As salinas de Rio Maior correspondem a uma área onde existe halite, um mineral de cloreto de sódio que compõe a rocha de salgema que existe naquela região. A água salgada já é conhecida há séculos e desde muito cedo foi explorada na região para a produção de sal.

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As técnicas artesanais permitiam trazer a água salgada para a superfície, estende-la em tabuleiros e depois de evaporada a água, extrair o sal e o comercializar. As salinas ainda funcionam e o sal marinho está cada vez mais na “moda”, especialmente a flor-de-sal. Há ali um Centro de Interpretação onde vale a pena entrar e ouvir as explicações da Dona Lurdes, que através das palavras de forma muito descontraída nos leva a viajar pelas Serras de Aire e Candeeiros.

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Se visitar as salinas na altura do Natal não perca os Presépios de Sal. Veja o nosso video.

15. CARSOSCÓPIO

O Carsoscópio é o Centro de Interpretação do relevo cársico nos Olhos d’Água do Alviela. Para compreender as formas de relevo nos calcários é bom começar a visita por um centro de interpretação e assim ter uma explicação, ainda que simples, sobre aquilo que vai ver. Fará uma viagem pela origem do Maciço Calcário e perceberá melhor as formas típicas, bem como a biodiversidade existente nas grutas, nomeadamente os morcegos. Perceberá também a importância das águas na região. Se for estudante ou professor, a visita é gratuita.

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Adoro andar a pé e ouvi dizer que há trilhos magníficos nas Serras de Aire e Candeeiros. O que não posso perder?

1. PR1 (ALCANENA) Olhos de Água do Alviela

Este é um dos mais pequenos mas um dos mais belos trilhos nas Serras de Aire e Candeeiros. O trilho começa nas nascentes dos Olhos d’Água do Alviela, ao lado do Carsoscópio. O trilho é magnífico e permite ver a paisagem cársica das nascentes do Alviela, assim como o canhão fluvial da ribeira dos Amiais, a perda (ou sumidouro) da ribeira dos Amiais e algumas formações cársicas de pormenor pelo caminho. O ideal é fazer o trilho a caminho da perda da ribeira dos Amiais pelo trilho marcado, mas no regresso, desça pela ressurgência e canhão fluvial e, se houver pouca água, pode fazer o percurso pelo canhão fluvial até chegar aos Olhos d’Água (embora não seja permitido).

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Ponto de partida e de chegada: Olhos d’Água do Alviela, junto ao edifício da EPAL

Extensão: 2 km

Duração: 1 h

Dificuldade: baixa


2. PR6 (PORTO DE MÓS) Fórnea

Este é um dos mais famosos trilhos da região das Serras de Aire e Candeeiros, já que permite ver um anfiteatro natural no Maciço Calcário Estremenho. O trilho é pequeno e fácil. Deve deixar o carro estacionado na berma da estrada que liga Porto de Mós a Alvados, perto do café da Bica. O trilho está sinalizado mas não tem nada que enganar.

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Ponto de partida e chegada: junto ao Café da Bica (Alcaria)

Tipo de percurso: linear

Extensão: 2 Km

Duração: 1h

Dificuldade: média


3. PR1 (RIO MAIOR) Marinhas de Sal

As salinas de Rio Maior são o lugar ideal para caminhar e explorar a pé estes pequeno percurso. A principal atracção são as Marinhas de Sal, uma mina de salgema. O percurso percorre a parte lateral das salinas (há uma opção mais curta para quem só quer explorar as salinas e que demora cerca de 30 minutos) e depois entra na área rural envolvente, chegando à Fonte da Bica e ao vale tifónico, uma estrutura diapírica.

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Ponto de partida e chegada: salinas de Rio Maior

Tipo de percurso: circular

Extensão: 3 km

Duração: 1h30

Dificuldade: baixa


4. PR1 (SANTARÉM) Algar do Pena

Não coloque “Algar do Pena” no google maps! Se o fizer não vai lá ter. Depois de Porto de Mós siga as sinalizações da estrada. Está bem indicado. Quando chegar ao parque de estacionamento do Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta – Algar do Pena (CISGAP), estacione e siga as indicações do percurso PR1. É um percurso circular com cerca de 9 km e dificuldade baixa. Este trilho pela parte sul do planalto de Santo António permite-lhe ver campos de lapiás, pias e dolinas, formas típicas dos calcários nas Serras de Aire e Candeeiros, o Covão dos Porcos, uma área agricultada e agora voltada ao abandono. É um percurso ideal para combinar com a visita ao Algar do Pena.

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Ponto de partida e chegada: CISGAP

Tipo de trilho: Circular

Extensão: 9 km

Duração: 3 h

Dificuldade: baixa


Quero experimentar alguma da gastronomia típica da região, onde posso comer? 

Há alguns bons restaurantes na zona das Serras de Aire e Candeeiros. Daqueles que conhecemos, podemos mesmo recomendar os seguintes:

DOM LAMBUÇAS – Uma tasca/petiscaria no coração da Serra de Aire e Candeeiros, na povoação de Alcaria. Serve refeições ao almoço e ao jantar e tem um ambiente relaxado, típico e muito característico. Prove as favas guisadas ou o naco estufado com castanhas. É um local económico para comer, rondando os 10€/pessoa.

CANTINHO DA SERRA – Mais um bom restaurante de comida tradicional portuguesa bem próximo das salinas de Rio Maior. As entradas são o ex-libris do restaurante e se deixar, moelas, pezinhos de porco, presunto, queijo, ovos mexidos, morcela e ananás vão encher a sua mesa. A espetada de porco preto e o cabrito assado no forno são muito bons, bem como a ginginha servida no final da refeição. Prove também o mix de frutas em calda de sobremesa. A refeição ronda os 15€/pessoa.

TERTÚLIA DO MARQUÊS – Este é um pequeno restaurante em Leiria e com um bife da casa maravilhoso. Carne de boa qualidade e bem confeccionada. Gostámos muito e repetiríamos. O vinho da casa também não é mau. Pagámos cerca de 14€/pessoa.

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Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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22 Comentários

  1. Adorei o post e o lugar. Adoraria ver de perto as grutas, o olho d’água e a salina. Só acho uma pena os transportes públicos serem escassos, pois nem todo viajante dirige

    1. Rui Pinto diz: Responder

      È mesmo, mas nas zonas mais remotas tem que ser assim.

  2. Que lugares maravilhosos! Pelas fotos já da pra imaginar o quanto é bom visitar! Adorei as dicas, vou salvar aqui pra uma próxima visita ao país. As fotos estão incríveis!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Robba. 😀

  3. Aqui está uma viagem na minha terra :) fantástico o relato e o passeio. Como geóloga este é um local que me fascina! É também o local das muitas caminhadas dos escuteiros eheh e muitos passeios de mota hoje em dia. Obrigado por divulgarem a nossa terra!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada nós, Patrícia, por sermos sempre tão bem recebidos por essas serras. Quando voltar já sei a quem pedir dicas de “tascos” 😀

      1. Tascos é bom lol e a Tasquinha da D. Maria perto de Alcaria para a próxima merece uma passagem! um tasco à moda antiga :) qualquer coisa, aqui pela Batalha também se arranja um pão com manteiga :p

        1. Carla Mota diz: Responder

          Vou averiguar isso, Patrícia. A próxima vez que for aviso. bjs

  4. Muito bom o post! desconhecia os atrativos dessa região e estou já encantada com tanta beleza natural e tantos sitios incríveis para se conhecer!
    vou guardar este post como referência futura pois Portugal está nos meus planos pro próximo ano e com certeza vou querer conhecer essa região.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada pelo feedback, Simone. 😀

  5. Keul Fortes diz: Responder

    Uau! Estou encantada com tudo isso. Não tinha noção do qual lindo era! Preciso fazer um roteiro desse jeito. Deve ser incrível ver tudo isso ao vivo! Obrigada pelas dicas.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Keul. 😀

  6. Olha eu como habitante e transeunte desta região dou vos os parabéns ! Muito bom, e ainda por cima com o vosso olho técnico de sabedoria, obrigado, até eu fiquei a apreciar ainda mias toda aquela região, o saber puxa, e há coisas que não sabia, não tenho problemas nenhuns em admitir. Pronto, com isto tudo agora fiquei com vontade de explorar melhor a zona.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Francisco, é mesmo assim. Às vezes temos muito para descobrir nas “viagens na nossa Terra”. Até nós temos imensas coisas que não conhecemos aqui ao lado de casa. 😉

  7. Nossa, quanta coisa pra fazer! Fiquei realmente impressionada. Portugal está definitivamente na lista das próximas viagens e vou fazer questão de incluir essa região belíssima. Poder acampar é um plus, já que eu adoro!!! Muito legal. Já guardei o post! 😉

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Alessandra.

  8. Um amigo português já tinha me falado sobre o Monumento das Pegadas de Dinossauro e das cavernas na Serra de Aire, mas não sabia que havia tantas grutas! Deve ser fantástico!

    1. Carla Mota diz: Responder

      É maravilhoso. Se vier a Portugal tem que dar uma saltada lá para conhecer. Vale a pena.

  9. Ponderei explorar a região este Verão mas, por causa dos trágicos incêndios, acabei por adiar. Para além de conhecer mal a região, ainda não levei o meu pequeno explorador a uma gruta. O seu post será muito útil para quando planear uma visita por lá

    1. Carla Mota diz: Responder

      Não ardeu quase nada neste parque. Por isso continua lindo. 😀

  10. Não sabia desse outro lado de aventura de Portugal. Ual, que paisagens lindas e que caverna interessante. Adorei o post!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Victoria. 😀

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