O Zé já dormiu aqui, um alojamento local com preocupações sociais | Portugal

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Dizem que O Zé já dormiu aqui! Agora podem dizer que o Viajar entre Viagens também dormiu aqui! Pois é, nós gostamos de andar onde anda o Zé e por isso não podíamos deixar passar esta oportunidade de ficar num alojamento local da região do Douro, na altura das vindimas. Há muitos alojamentos no Douro, uns mais luxuosos do que outros, uns mais caseiros, uns com mais, outros com menos “alma” duriense. O Zé já dormiu aqui, apesar de não ser um alojamento luxuoso, tem tudo aquilo que é necessário para se sentir em casa e desfrutar de uma aldeia típica do Douro. Localizado no coração da aldeia de Celeirós do Douro, a casa é o lugar ideal para quem procura um lugar calmo, recatado, onde possa conhecer o modo de vida rural e as gentes do Douro. A casa fica paredes meias com as da população local e pode aproveitar o ritmo da aldeia para fazer dinamizar a economia local.

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A aldeia de Celeirós do Douro tem agora pouco mais de 80 habitantes e assiste a um despovoamento crescente, fruto do êxodo rural que se assiste em todo o interior. Apesar disso, a Anabela, proprietária da casa, empenha-se em fazer integrar o seu alojamento na comunidade, alertando para a importância de promover a economia local. Não faltam oportunidades de o fazer e, ao contrário dos cruzeiros de luxo, ali as pessoas contribuem mesmo para a promoção da melhoria da qualidade de vida dos habitantes da aldeia. Fazer compras na mercearia (que vê cada vez menos clientes) ou sentar-se na esplanada do velho café da aldeia para tomar o pequeno-almoço pode fazer toda a diferença. Nos meses de verão poderá cruzar-se com emigrantes em visita ao concelho, mas fora desta altura, há cada vez menos gente. A padaria, a carrinha do talho (às sextas-feiras) ou as carrinhas de roupas e drogaria (aos sábados de manhã) vão gostar de o ver por ali.

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A casa tem uma boa cozinha, devidamente equipada, uma sala fantástica com TV e com canais cabo e um quarto de casal espaçoso com casa de banho. É o lugar ideal para um casal poder privar de um ambiente de lar. Para além disso, há mais três quartos pequenos, ideais para crianças. Se o tempo permitir, pode-se aproveitar a mesa e cadeiras num quintal muito bonito, onde se sente a alma do Douro, com algumas vinhas e árvores de fruto. Se o tempo não ajudar, há uma varanda fantástica com vista sobre as vinhas da Quinta do Bucheiro e sobre o quintal.

O Zé já dormiu aqui, um alojamento local com preocupações sociais | Portugal

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Para usufruir da gastronomia local, é possível pedir a uma senhora da aldeia que lhe prepare um jantar caseiro. Pode ser uma boa forma de conhecer os sabores do Douro. Não provámos o jantar mas pelo que lemos no livro de visitantes, merecia. Para além disto, a Anabela tem na casa um guia com os contactos dos principais restaurantes da região. Como estávamos na época das vindimas, a Anabela recomendou-nos uma visita às lagaradas das quintas da aldeia, tentando inicialmente as da Quinta do Bucheiro. Tivemos mesmo sorte e apanhámos no sábado as lagaradas na quinta, uma altura fantástica para desfrutar da alma genuína do Douro.

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O Zé já dormiu aqui, e a Carla Mota e o Rui Pinto também, e recomendam uma visita não só à casa como a toda a aldeia. A alma destas gentes e desta região precisa cada vez mais de turistas conscientes que se preocupem com as comunidades e com o futuro sustentável do turismo e da região.

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Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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2 Comentários

  1. henrique mendes diz: Responder

    Boa tarde
    O meu nome é Henrique Mendes e embora viva desde miúdo em Santarém, cresci e fui criado posso dizer, pelas minhas tias no Cerro (parte alta da povoação de Celeirós quem desce em direcção a Pradelinha) e fico muito contente por ver o seu post. Esta é uma aldeia muito diferente do que era há 30 ou 40 anos a trás, mas mesmo assim, mantém todo o seu encanto. É uma das poucas aldeias que se pode gabar de ser reconhecidas como a maior e melhor na produção de vinho fino (mais conhecido por vinho do Porto) até à década dos anos 70 altura em que colapsam ou começam a perder a sua influencia algumas das prestigiadas famílias da aldeia. A quinta de cariz palaciana com capela do século XVIII que muito bem teve a oportunidade de fotografar, é hoje, propriedade de um senhor que com uma idade já na casa dos 90 anos é apelidado carinhosamente por “menino antónio” pelos mais velhos da aldeia. Respeito e tradição, são ainda para estas gentes sinónimo de reconhecimento de vivências antigas. Infelizmente já não pode ver o famoso ícone do Capa Negra da Sandeman na parede da antiga adega logo há entrada da povoação e da qual faziam parte as vinhas hoje da famosa Quinta do Portal, fundada em 1992 e cujo o enólogo residente (Paulo Coutinho) tem como grande curiosidade o facto de ter nascido em Celeirós do Douro. Mas as lagaradas…….de certo que compensaram a visita pelo sitio, ambiente e gentes.
    Tenho muitas saudades da “minha” aldeia mas fico muito mais feliz quando vejo que outros que por ali passaram também o foram e saíram bem mais enriquecidos.
    Obrigado pelo seu post.

    Henrique Mendes

    1. Carla Mota diz: Responder

      Henrique, muito obrigada pelo seu testemunho. É muito bom ver que os portugueses têm fortes raízes à terra. Obrigada mais uma vez.

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