Dias 141 a 144 – MÉDIO SEPIK, a descida do rio Sepik (de Ambunti a Pagwi, Korogo e Wewak) | Papua Nova Guiné

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Quando planeámos a expedição de descida do rio Sepik, sabíamos que a região do Médio Sepik era a que já tinha mais contacto com o turismo, portanto não tão selvagem como o Alto Sepik, mas também sabíamos que era aí onde as tradições culturais e manifestações artísticas se mantinham mais presentes. Era por isso imprescindível combinar as duas regiões na nossa expedição.

Veja aqui a nossa aventura pelo Alto Sepik. (os primeiros 4 dias de viagem)

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DESCENDO O MÉDIO SEPIK


Depois de termos descido de Vanimo até Ambunti, num percurso pelo rio Dio (um afluente do sepik) e pelo Alto Sepik, era tempo de explorar o Médio Sepik, as suas aldeias, e as famosas e características “casas dos espíritos”.

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Dia 5: Explorando a região de Ambunti

O dia começou com um bom pequeno-almoço feito pelo Joseph, com umas panquecas de banana deliciosas. A noite tinha sido descansada, não fora o barulho dos cães e gatos por baixo da casa. O JK, apesar de só ter dois anos, porta-se muito bem e não fez barulho a noite toda (apesar de dormirmos todos na mesma divisão).

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A seguir, o Joseph e nós tivemos uma conversa acerca da logística da viagem. A verdade é que a descida do rio Sepik como nós a fizemos ainda não tinha sido feita por outros turistas, e por isso Joseph não tinha uma noção exacta dos custos envolvidos, como por exemplo, o custo de alugar um carro privado para nos levar de Vanimo até Green River. Sendo assim, Joseph precisava que nós lhe déssemos mais algum dinheiro para cobrir essas despesas imprevistas. Depois de termos acordado um valor, combinámos que daríamos a Joseph o dinheiro no final da expedição, em Wewak, até porque não tínhamos trazido dinheiro suficiente connosco.

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Depois de tratados estes pormenores práticos, estava na altura de explorarmos um pouco a região à volta de Ambunti, em particular a montante, numa zona onde vive o povo kwoma. Voltámos ao nosso barco, mas desta vez já sem os nossos companheiros de viagem pelo Alto Sepik. Tínhamo-nos despedido deles no dia anterior, pois a viagem que tínhamos pela frente, no Médio Sepik, não era tão exigente, e por isso não era necessário tanta “mão-de-obra”. Em contrapartida, além do Joseph e de Jeremy, ganhámos novos companheiros de viagem, nomeadamente Rachel e JK, além de duas filhas de Joseph e um sobrinho.

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Dirigimo-nos para montante e viajámos no Sepik cerca de duas horas, até enveredarmos por um afluente chamado Mariwai. Nesse afluente, não percorremos uma grande distância até chegarmos a uma aldeia com o mesmo nome. Aí, primeiro, demos uma volta pela aldeia e admirámos a construção do telhado de uma casa e também uma “modernice” adaptada dos tempos modernos, isto é, uma casa com dois andares.

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Depois fomos visitar a principal atracção da aldeia, a sua haus tambaran, a casa dos espíritos. Nesta região, esta casa simboliza o lugar mais sagrado da aldeia, onde os homens e os líderes dos clãs se reúnem para discutir assuntos importantes, e onde se realizam cerimónias especiais, como rituais de iniciação, ou seja, de entrada na vida adulta.

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A casa tem uma estrutura em madeira, aberta em dois lados, e um grande telhado inclinado, e é ricamente trabalhada por dentro, com representações de histórias e lendas, assim como de animais, pessoas e deuses. Para se conseguir perceber tudo o que está representado seria necessário saber tanto da história e cultura destes povos como os líderes dos respectivos clãs, mas a ideia geral é que a casa dos espíritos é um local de renascimento; os rapazesentram, mas saem de lá homens.

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Na região do Médio Sepik, uma das tradições mais impressionantes relacionados com os ritos de iniciação são os cortes feitos nas costas e peito dos rapazes e cujo efeito final é uma pele a imitar a do crocodilo. Nesse mesmo dia, já depois de termos regressado a Ambunti, Jeremy mostrou-nos as suas próprias marcas, feitas quando tinha 23 anos, durante três dias de cerimónias e várias semanas de repouso e aplicação de remédios tradicionais para as feridas sararem. O resultado é realmente impressionante!

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Aproveitámos a hora de maio calor e almoçámos na aldeia, à sombra, e onde (para além de repetirmos as panquecas do pequeno-almoço), também experimentámos um peixe frito do rio. Estava, então, na altura de regressarmos. Fizemos o mesmo percurso para trás e retornamos a Ambunti. Nesse dia, voltaríamos a dormir com a família de Joseph.

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Ao chegarmos a Ambunti, a Carla teve um pequeno percalço. Cada saída do barco no Alto Sepik tinha sido uma aventura, e em Ambunti não era diferente. Não havia nenhuma estrutura fixa onde o barco pudesse atracar e tínhamoss de caminhar em cima de umas tábuas flutuantes e uns troncos para chegar à margem. O Joseph e a Carla foram os primeiros e o tronco não aguentou… Resultado, a Carla enterrou-se na lama do rio, segurou a máquina fotográfica e tripé fora de água, mas o telemóvel ainda se molhou (felizmente sem consequência). A Carla é que ficou toda suja de lama e teve de “lavar” as calças e as botas um pouco mais acima no rio, em frente à casa onde dormíamos.

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Nesse dia tivemos um pouco mais de tempo disponível e aproveitámos para conhecer um pouco melhor Ambunti e a sua comunidade. Com a Rachel, fomos andar um pouco e visitar a zona da escola. Ambunti tem uma escola que vai até ao 6ºano e recebe crianças de muitas aldeias em redor. A iniciativa de construção desta escola, como muitas outras coisas no Sepik, foi da igreja que aí se instalou. Em Ambunti, a igreja católica está presente desde 1958, mas noutras partes do rio Sepik e do resto da Papua Nova Guiné, também são muito relevantes a igreja protestante e várias igrejas evangélicas. Em Ambunti, os missionários católicos já partiram, mas a sua missão de educar permaneceu.

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Depois fomos ver como uma população passa o tempo quando não há electricidade (logo televisões, computadores, smartphones…) nem centro comerciais ou estádios de futebol. O que fazem as pessoas? Jogam Bingo! Em Ambunti, a comunidade reúne-se à tarde e fazem-se maratonas de Bingo, em que cada um que joga contribui com uma quantia pequena (para comprar o direito de usar um cartão com os números) e quem for o primeiro a fazer Bingo ganha uma quantia razoável, nos padrões locais. Enquanto lá estivemos, o Jeremy ganhou uma das rondas e recebeu 20 kinas.

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Mas o ritmo de vida é ditado pelo sol e o seu movimento, e quando o sol se põe é altura das pessoas regressarem a suas casas. Assim, também nós regressámos a “nossa” casa, para conversarmos um pouco, brincarmos com o JK, e comermos o jantar.

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Nesse dia não tivemos direito a gerador e foi tudo feito a luz de frontal ou lanterna, logo a hora de ir dormir surgiu naturalmente. É assim o ritmo de vida no Sepik.

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Dia 6: Descendo o Médio Sepik de Ambunti a Savanaut

Neste dia dissemos adeus a Ambunti. Era tempo de descer mais o rio Sepik e explorar mais a fundo o Médio Sepik. Despedimo-nos da família de Joseph, isto é, da família que ficava em Ambunti (por exemplo, a mulher de Joseph), porque partiam connosco os mesmos companheiros que nos tinham acompanhado no dia anterior. Depois do pequeno-almoço, e de termos arrumado tudo e carregado o barco, estávamos prontos para iniciar a jornada do dia.

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Desta vez, voltámos a descer o rio Sepik, agora em pleno Médio Sepik. Pagwi é uma vila a cerca de três horas de distância de Ambunti e é a principal porta de entrada no rio Sepik, para quem vem de Wewak, como a esmagadora maioria dos turistas que visitam a região, principalmente em Agosto, quando muitas das aldeias organizam festivais culturais onde são exibidas danças e cerimónias.

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Enquanto descíamos em direcção a Pagwi, resolvemos lançar o drone directamente a partir do barco, mas a coisa ia correndo mal. Havia algum vento, mas a principal dificuldade foi que a corrente do rio era bastante forte e, mesmo com o motor parado, o barco descia o rio com uma velocidade considerável. Ou seja, foi particularmente difícil aterrar o drone pois este, mesmo estando estacionário, deslocava-se rapidamente relativamente ao barco (física simples, mas da qual não me lembrei quando lancei o drone!). Com alguma ginástica e cuidado, lá conseguimos apanhar o drone em pleno voo e prosseguimos viagem.

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Passámos Pagwi, e seguimos para jusante, a zona onde se concentra a maior parte das aldeias mais características do Médio Sepik. Não íamos ter tempo para as visitar a todas, mesmo as mais importantes, mas resolvemos visitar três aldeias relativamente perto de Pagwi, todas pertencentes ao povo niaura. A primeira foi Korogo, onde visitámos uma casa de espíritos, maior do que a de Mariwai, mas menos trabalhada. No seu interior, existem 4 bancadas onde se sentam os diferentes clãs quando acontecem as reuniões de líderes. Algumas das estátuas exibidas eram muito belas e enigmáticas e são um excelente exemplo da magnífica arte do Médio Sepik.

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Assistimos também a uma demonstração da actuação com instrumentos musicais relacionados com as casas dos espíritos, recriando o que é feito nos festivais culturais e cerimónias, nomeadamente, com tambores e flautas de bambu.

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Aproveitámos para almoçar em Korogo, embora tenha sido uma refeição (muito) ligeira! Dali, voltámos a subir o rio Sepik, e dirigimo-nos para uma aldeia chamada Kadangai, que não se situa nas margens do Sepik, mas sim numa lagoa que está ligada ao Sepik por uma série de canais estreitos, que tivemos de percorrer lenta e cuidadosamente, desviando-nos de troncos caídos na água. O canal que chega à lagoa é uma visão extraordinária, com muitas canoas, e pessoas em diferentes tarefas do quotidiano, como pescar, lavar roupa, ou tomar banho. As crianças, essas, claro, usam o rio para brincar!

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Logo que desembarcámos (mais uma vez com muita ginástica!), aproveitámos para fazer voar o drone, pois a luz estava muito boa e a paisagem era espectacular. Perguntámos ao Joseph se não haveria problemas, ao que ele respondeu que não.

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Claro que atraímos a atenção de grande parte da aldeia, e depois de aterrarmos o drone, tivemos uma pequena conversa com um dos líderes da aldeia, que nos questionou sobre a razão de voarmos o drone e porque não pedimos autorização primeiro. Explicámos o nosso trabalho sobre o Sepik, e dissipadas todas as dúvidas, fomos convidados a dar uma volta à aldeia e visitar a casa dos espíritos. A aldeia é bastante grande, e tem muito peixe a secar, muito mais do que aquele que tínhamos visto até então. Dizem-nos que a lagoa tem muito peixe e bom.

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Apesar de termos tido direito a uma visita guiada, não sabemos se foi do (quase) incidente diplomático relacionado com o drone, mas nunca nos sentimos muito bem-vindos naquela aldeia, pois pareceu-nos que as pessoas não pareciam interessadas em ter forasteiros como visitas. A aldeia é grande e interessante, mas a paisagem em redor é bastante mais impressionante, sendo que existe também uma parte da aldeia na outra margem da lagoa.

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Dissemos adeus a Kadangai, e voltámos ao Sepik fazendo o mesmo caminho para trás. Subimos novamente o rio e desembarcamos na aldeia onde iríamos dormir nessa noite, a aldeia de Savanaut, que se espraia ao longo da margem direita do Sepik, com Pagwi no horizonte.

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Em contraste com Kadangai, a recepção em Savanaut foi triunfal. Fomos muito bem recebidos e as crianças acompanharam-nos, não nos largando e andando de mãos dadas connosco enquanto visitámos a aldeia, depois de já nos termos instalado na casa de uma família. Em Savanaut, em final de tarde, a população passava o tempo em diferentes actividades. Um grupo jogava às cartas junto da margem do rio, os rapazes jogavam futebol, e outro grupo regressava da igreja (adventista do sétimo dia).

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Depois do sol se pôr, regressámos à nossa casa em Savanaut, onde conversámos com as pessoas e esperámos pelo jantar. Foi montada uma cozinha improvisada no exterior, e uma fogueira para fritar o peixe. Apesar do peixe ter muitas espinhas, estava saboroso e foi um jantar muito agradável, com toda a gente junta. Foi um belo último jantar da expedição.

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Depois recolhemos à cabana e deitámo-nos. Desta vez, partilhámos a cabana com as filhas e sobrinho de Joseph (embora com uma divisão a meio). Jeremy, Rachel e JK dormiram na igreja, e Joseph deve ter dormido na casa da família.

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Dia 7: Savanaut – Pagwi – Wewak

Durante a madrugada, instalou-se uma enorme tempestade sobre o Sepik e choveu torrencialmente durante mais de uma hora. Mas tínhamos de nos levantar bastante cedo, pois íamos fazer a curta viagem até Pagwi para apanhar o transporte para Wewak.

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Felizmente, a chuva já tinha parado quando carregámos o barco e dissemos adeus a Savanaut e à família que nos tinha acolhido. A viagem até Pagwi foi feita sob um céu cinzento, e rapidamente nos aproximámos da movimentada vila, com muitas canoas encostadas na margem e muita gente a chegar e já a ir embora, por exemplo para Ambunti.

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Era tempo de despedidas. Tínhamos convivido com estas pessoas durante dias, tínhamos vivido uma grande aventura com Joseph, e tínhamos criado também laços de amizade. Iremos continuar em contacto, mas por agora era tempo de dizer adeus. Despedimo-nos de Jeremy, Rachel e JK, e Joseph fez-nos companhia na viagem em PMV até Wewak.

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A viagem durou cerca de cinco horas, com várias paragens pelo meio. O dia estava muito cinzento, e apanhámos chuva em vários troços do caminho. Chegados a Wewak, fomos ao nosso hotel fazer o check-in e depois saímos para levantar dinheiro e pagar a Joseph o que faltava. Finalmente, era tempo de nos despedirmos de Joseph, com a promessa de um dia voltar. A verdade é que a PNG é um enorme país, com centenas de tribos, com línguas e tradições distintas, e com uma natureza, em grande parte, (ainda) em estado quase intocado.

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Dia 8 – Wewak

Mas por agora tinha chegado ao fim uma fase da nossa visita à PNG. Estava na altura de descansar, recarregar baterias (do equipamento e de nós!), fazer o download de fotos e vídeos, actualizar as redes sociais e escrever os artigos do blogue. A descida do rio Sepik tinha sido tão intensa que nós sentíamos que ainda não tínhamos tido tempo para processar tudo o que tínhamos vivido e testemunhado. Essa reflexão terá de ficar para mais tarde.

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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2 Comentários

  1. Rui Fernandes diz: Responder

    Enganei-me e escrevi o meu comentário no post 134 a 136 em vez de ser neste último, abraço

    1. Carla Mota diz: Responder

      Já vimos, obrigada pelo apoio.

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