HEBRON – PALESTINA | A realidade da cidade colonato da Cisjordânia

Visitar HEBRON - Testemunhando a dura realidade de uma cidade colonato | Palestina

A cidade de Hebron localiza-se no coração da Cisjordânia e é um dos locais mais “quentes” do conflito Israelo-palestiniano. Hebron é uma cidade cisjordana que para quem está mais atento à geopolítica do Médio Oriente dispensa apresentações. Hebron é um dos focos de conflito entre israelitas e palestinianos e é uma cidade onde o controle da autoridade palestiniana se perde de dia para dia.

HEBRON - PALESTINA | A realidade da cidade colonato da Cisjordânia

Resolvemos visitar Hebron a partir de Belém. Depois de visitarmos um campo de refugiados palestinianos na cidade, apanhámos uma sherut. Em menos de uma hora chegámos a um dos maiores palcos deste conflito entre Israel e a Palestina, Hebron.  

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Quem controla a Cisjordânia e Hebron

Pelo caminho para Hebron percorremos aquilo que é designada como Zona B, ou seja, áreas da Palestina controladas militarmente pelo exército de Israel mas com população civil palestiniana. Pela estrada para Hebron vemos tanques de guerra, jipes, soldados armados e muita população civil a caminhar pelas ruas de terra batida.

A Cisjordânia, na Palestina, está dividida actualmente, do ponto de vista prático, em três zonas distintas. 

  • ZONA A – Áreas controladas política e militarmente pela Autoridade da Palestina e com população palestina.
  • ZONA B – Áreas da Palestina controladas militarmente por Israel com população predominantemente palestina.
  • ZONA C – Área administrada e controlada política e militarmente por Israel. É povoada por palestinos e israelitas. Deveria ter passado para controlo da Autoridade Palestiniana de acordo com o Acordo de Oslo, em 1995, mas nunca chegou a acontecer. Corresponde a 61% do território da Cisjordânia.
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VISITAR HEBRON NA CISJORDÂNIA – PALESTINA

Quando chegámos a Hebron, na Palestina, saímos no coração da cidade muçulmana do bairro moderno de Hebron. Hebron insere-se na chamada Zona A, controlada militar e civilmente pela Autoridade Palestiniana e, à chegada começamos a ver as placas que proíbem a entrada de militares israelitas em Hebron. No entanto, a Autoridade Palestiniana já não controlava a totalidade da cidade de Hebron. Apenas 80% desta cidade de Hebron estava sob a sua alçada e 20% sobre controlo de exército israelita. Isto à data de 2010, quando visitámos Hebron. Hoje a percentagem será bastante menor. 

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Quando estávamos em Jerusalém um muçulmano aconselhou-nos a não nos aproximarmos da Mesquita de Ibhraim ou do Túmulo dos Patriarcas em Hebron (a mesma coisa mas com designações diferentes consoante se trate de muçulmanos ou israelitas). No entanto, uma vez em Hebron, e depois de percorrer as ruas da parte nova da cidade, constatamos que ali, aparentemente, nada diferia do resto das cidades árabes da Cisjordânia onde tínhamos estado como Ramalah ou Belém. Sendo assim, resolvemos arriscar e descer as ruas até ao núcleo da cidade antiga de Hebron em direcção ao souq e à mesquita fruto de tanto conflito directo na cidade de Hebron.

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Entrar na Cidade Velha de Hebron sobre controle militar de Israel 

Pelo caminho até à cidade velha de Hebron fomo-nos apercebendo que, se em Belém sentimos o conflito, ali em Hebron estávamos a caminhar em cenário de guerra. As ruas da parte antiga de Hebron estão barricadas por taipais de ferro e aço e os soldados israelitas condicionam o nosso trajecto. Não vamos para onde queremos, mas somos seguidos e levados em direcção à mesquita, pela rua principal de Hebron. Nós, e todos os palestinianos, só nos podemos dirigir por um caminho porque todos os outros caminhos, estradas e ruas foram tapadas. Arame farpado e redes fecham entradas e ruas em Hebron.

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As armas dos soldados israelitas seguem os nossos movimentos do alto das torres de vigia em Hebron. São snipers e não estão ali para brincar, apesar da maioria deles parecerem crianças, já que o exercito israelita é composto, maioritariamente, por jovens dos 18 aos 21 anos, homens e mulheres, que são obrigados a cumprir serviço militar obrigatório. Dois anos as mulheres, três anos os homens. É assustador percorrer esta rua de Hebron sobre a mira das armas. Porém estamos ali em Hebron apenas um dia. Como será viver ali toda à vida e chamar casa a Hebron? 

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As redes de sarapilheira camufladas cobrem os edifícios de Hebron e começamos a ver aquilo que até então só tínhamos visto em filmes e telejornais. Ainda bem que decidimos visitar Hebron, apesar do risco associado, porque quando ali chegamos vimos aquilo que a TV não mostra e os rádios não comentam nem contam. Vimos os palestinianos e a forma como vivem em Hebron. Não vimos a Autoridade Palestiniana ou o Hamas, vimos os palestinianos de Hebron que são pessoas como nós.  

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Íamos a descer a rua de Hebron quando um homem palestiniano convida-nos a visitar a sua casa e beber um chá. Depois de alguma relutância por parte do Rui, consigo convencê-lo e fomos. Aceitámos o convite e ele abriu-nos as portas de casa em Hebron. As janelas, essas, não abriam.

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Subimos para a casa do palestiniano e passamos por um soldado israelita em Hebron. Pergunta-me o que faço ali em Hebron. Respondo que sou viajante e estou a visitar Hebron. Olha para mim com um ar incrédulo. Não percebe porque estou ali em Hebron. Aquilo não é um destino de férias. O que me levaria ali? Desconfia. Pergunta-me que opinião tenho sobre o que se passa ali em Hebron e o conflito. Digo que não sei, não tenho opinião, estou em Hebron para ver com os meus próprios olhos. E embora tenha uma ideia formada sobre o conflito, agora que estou ali, em Israel e na Palestina, confesso que sei cada vez menos e passei a ter mais dúvidas do que certezas, sobre tudo e todos. A principal razão, talvez porque tenho medo, até de pensar. Tenho medo do perigo que corro. Tenho medo do que nos possa acontecer mas tenho medo do que possa acontecer a quem conversa connosco e quem nos conta o que ali acontece em Hebron.

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O palestiniano continua a mostrar os sinais da ocupação israelita nas ruas de Hebron, tudo na frente do soldado, como se não tivesse medo. Sinto-me desconfortável. Parece-me provocatória aquela atitude, a do soldado israelita e a do palestiniano. Como se eu fosse uma lente de televisão em que cada um faz a sua campanha. É uma sensação difícil de explicar. Ainda hoje não consigo exprimir o que senti em Hebron naquele momento, mas talvez o maior sentimento tenha sido medo. O soldado israelita em Hebron não passa de uma criança que não deve ter mais de 19 anos, aliás, deixa-nos depois para ir brincar com uma criança israelita do colonato de Hebron.

Porém, há uma diferença tremenda entre aquele soldado israelita e o palestiniano ali em Hebron. O soldado está fortemente armado e o palestiniano não. Isso faz toda a diferença neste local da Palestina.  

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Depois do convite para o chá, entramos na casa do palestiniano em Hebron. Mostra-nos o quarto com a janela tapada por ferro e com soldadura exterior. As janelas estão cobertas por grades e não entra luz na casa. Foram soldadas por fora pelos soldados israelitas de Hebron.  

Conta-nos que todos os dias, melhor, todas as noites, os colonos israelitas em Hebron lhes infernizam a vida. Mostra-nos os restos dos cocktails molotof que os colonos atiram durante a noite e que ainda se vêem na entrada da casa e numa das janelas com grades. Mostra-nos o filho, praticamente cego pelo ácido que os colonos lhe atiraram à cara. A criança não tem mais do que 6 anos. Fico horrorizada. A criança não. Parece brincar normalmente na sala enquanto tomamos chá ali em Hebron.

De repente, a meio da conversa e das nossas questões sobre Hebron, abre a camisa e exibe as marcas das balas no corpo. Duas, uma no ombro, outra no peito. Diz-nos que é uma sorte ainda estar vivo e que os israelitas sabem disso. Não queria acreditar! Não sei o que me aconteceu. Se o choque, o medo, a minha indiferença até ao momento em que entrei em Israel ou se algo que ainda não conheço. Algo tomou conta de mim. Onde estou eu? Senti-me mal. Senti-me muito mal. Tive medo. Queria fugir. Fugir dali, da casa, de Hebron, da Palestina, de Israel, de um lugar que me fazia medo e terror. De um lugar onde se vive sobre um regime de terror. E só estava ali em Hebron há alguns minutos! Como seria viver naquele local em Hebron ou noutro qualquer da Palestina? Como será viver em Gaza onde fomos proibidos de entrar? Se nos permitiram entrar em Hebron e o que vemos é aquilo, o que se esconderá em Gaza onde não nos deixam entrar? Só posso concluir que será muito pior do que Hebron.  

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Ainda tomamos chá com a família palestiniana em Hebron enquanto nos falava das dificuldades de viver ali e depois subimos ao telhado da casa. Do outro lado da casa, agora dividida, vivem colonos judeus colocados por Israel em Hebron. Vemos os soldados armados a brincar com as crianças judias. O palestiniano mostra-nos os depósitos de água no telhado baleados pelos colonos. Em Hebron e por toda a Palestina a água potável é muito rara. Em momentos de maior tensão entre Israel e a Palestina, os soldados israelitas disparam sobre os tanques palestinianos deixando a população sem água e forçando a sua rendição. A água ali faz a diferença entre a vida e morte. para se ter uma ideia, a água desviada do curso do rio Jordão, em Israel deixou de levar a água do rio à Cisjordânia, na Palestina, e o rio Jordão já não desagua no Mar Morto há muitos anos.

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Os colonatos judeus em Hebron e na Cisjordânia

Em Hebron existem 500 colonos judeus a viver numa área desapropriada aos palestinianos e entregue aos judeus, os colonatos judeus de Hebron. Para manter a segurança destes colonos em Hebron existem 4000 soldados. Todos os colonos têm porte de arma e exibem-nas como sinal de superioridade. Disparar sobre um palestiniano ali é considerado legítima defesa pois considera-se que os palestinianos são ameaças à segurança de um israelita dos colonatos.

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As ruas da medina e o colonato de Hebron

As ruas estreitas de Hebron que levam à mesquita de Ibrahim estão cobertas de arame farpado que acumulam quantidades de lixo impressionantes que os colonos atiram das casas que ocupam por cima. Os colonos geralmente ocupam o primeiro andar dos prédios de Hebron e os palestiniano aos judeus o rés-do-chão. Esta distribuição não é alietória. Os soldados israelitas tiram os palestinianos das suas casas e entregam-nas a judeus que são convidados a vir morar para os colonatos. Os colonatos de Hebron, ao contrário do resto da Cisjordânia, não é um bairro judeu dentro da cidade palestiniana. O colonato judeu em Hebron são as casas dos palestinianos, de onde estes foram expulsos.

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A mesquita de Ibraim e o Túmulo dos Patriarcas

Uma vez chegados à mesquita de Ibhraim tentamos entrar naquele que foi o cenário de dois dos maiores palcos de horror neste conflito: o Massacre de 1929, em que os muçulmanos mataram 67 judeus e, o Massacre de 1994, em que um judeu abriu fogo sobre os muçulmanos que oravam na mesquita na comemoração do final do Ramadão, matando 29 e ferindo 125 palestinianos. O judeu israelita que perpetuou este massacre de 1994 é hoje um herói em Hebron e tem, inclusive, direito a uma estátua em frente ao Túmulo dos Patriarcas ali em Hebron.

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Quando vimos a Mesquita de Ibhraim percebemos claramente a razão de tão ávido conflito. O mesmo edifício é uma mesquita para os muçulmanos e uma sinagoga para os judeus. Tudo no mesmo edifício. Tem duas portas fortemente militarizadas. A do lado esquerdo permite entrar na mesquita muçulmana. Como estamos em período de Ramadão não pudemos entrar por esse lado por não sermos muçulmanos. Vamos pela porta do lado direito e entramos no Túmulo dos Patriarcas, o mesmo edifício em Hebron mas do lado Judeu e agora uma sinagoga.

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Depois de nos perguntarem (mais uma vez) se tínhamos bombas, armas, facas, etc. e de certificarem que éramos cristãos e não muçulmanos, lá conseguimos entrar no túmulo e ver a fonte de todos os conflitos em Hebron. É indescritível a sensação de estar ali dentro. Dentro do edifício, que parece ser uma sinagoga normal, há o túmulo de Jacob e Abrão (Ibhraim para os muçulmanos) e as respectivas esposas. O mesmo profeta. O mesmo homem. Nomes diferentes. Religiões diferentes. A mesma guerra.

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Os túmulos sagrados estão no centro do edifício e consigo ver os palestinianos muçulmanos do outro lado a orarem dentro da mesquita em direcção aos mesmos túmulos. A sinagoga é também muito sui geniris já que, como ocupa o edifício da mesquita, exibe passagens do corão nos azulejos da parede no seu interior. Do lado da Sinagoga oram os judeus, em direcção aos mesmos túmulos. Uma imagem surreal.

A parte da cidade de Hebron que é um colonato judeu

Saímos dali, olhamos para as ruas desertas que hoje são o colonato judeu de Hebron. As ruas que outrora pertenceram ao souq muçulmano foram fechadas a cadeados e as dobradiças das portas soldadas. Hoje por cima têm as casas dos colonos judeus que, nalguns casos, ocupam-nas paredes meias com os palestinianos, como na casa que visitamos.

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A sensação de percorrer esta cidade de Hebron, nomeadamente a parte velha é indescritível e por muito que tente passar a emoção e contradição de sentimentos que me assolaram sinto que não o consigo fazer. Quando apanhámos a sherut de regresso a Belém, ainda na Palestina, vinha em estado de choque. Sentia-me mal e não conseguia assimilar tudo aquilo que tinha visto. O que se passa ali? Porque é que o Homem é tão mau com os da mesma espécie? Como é possível viver assim, tanto de um lado como do outro? Porquê ali? podia ser noutro local?

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Pelo caminho de regresso em Hebron, vejo crianças a brincar com armas de plástico (acho eu) e a passearem nas ruas com pistolas de brincar na mão. Dois dias depois vejo na Skynews de Israel que quatro colonos judeus foram mortos em Hebron e que isso levou o exercito israelita a matar nove palestinianos e a prender outros tantos. Algum dia isto terá um fim?

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Vale a pena ver estes vídeos sobre o que se passava em Hebron à data de quando a visitamos. Agora, estará muito pior. Fica a sugestão.

Nós visitámos Hebron, na Cisjordânia, Palestina, em 2010, aquando de uma viagem de dois meses pelo Médio Oriente em que visitámos o Egipto, Jordânia, Síria, Israel e Palestina.

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Se vai visitar Israel e a Palestina estes são alguns artigos do nosso blogue que lhe podem interessar

  • CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINA – Um artigo com a explicação dos conflitos que assolam o Médio Oriente nos territórios de Israel e Palestina. Um artigo de leitura obrigatória para quem viaja no Médio Oriente.
  • VISITAR HEBRON – Um artigo sobre a nossa visita à cidade de Hebron, um dos locais mais perigosos na Cisjordânia, Palestina e da nossa experiência intensa na cidade.
  • VISITAR BELÉM – O nosso artigo sobre a visita à cidade de Belém, onde visitámos o local de nascimento de Cristo, o muro que divide Israel da Palestina e um campo de refugiados da ONU, construído em 1948 mas ainda em actividade.
  • VISITAR NAZARÉ – Um artigo sobre a nossa experiência de viagem na Nazaré, na Cisjordânia, Palestina.
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  • VISITAR QUMRAM – Qumram é uma localidade na Cisjordânia, Palestina, onde foram descobertos os manuscritos do Mar Morto. O relato da nossa visita.
  • VISITAR TZFAT – A nossa visita à cidade de Tzfat, no norte de Israel, e próximo da fronteira com o Líbano.
  • VISITAR CESAREIA – Um artigo sobre a nossa visita às ruínas romanas de Cesareia, em Israel, cheio de dicas de viagem.
  • BAIRRO MEA SHEARIM – Nos subúrbios de Jerusalém existe um bairro de judeus ortodoxos muito interessante e que visitamos durante a nossa viagem por Israel. Pode ver tudo neste artigo.
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  • FRONTEIRA ENTRE JORDÂNIA E ISRAEL – O nosso artigo sobre o cruzamento de fronteira por terra entre a Jordânia e Israel, na nossa viagem pelo Médio Oriente.
  • TRANSPORTES NO MÉDIO ORIENTE – Um artigo sobre os modos de transporte que usamos para viajar no Médio Oriente, cheio de curiosidades e momentos de humor.
  • VIAJAR NO MÉDIO ORIENTE – Um artigo criado para responder à questão de se é seguro viajar no Médio Oriente. Veja tudo aqui.
  • ROTEIRO MÉDIO ORIENTE – O artigo com o roteiro que fizemos na nossa viagem no Médio Oriente, desde o Egipto, Jordânia, Síria, Israel e Palestina.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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12 Comentários

  1. Afonso Martins diz: Responder

    Suas palavras são impactantes e conseguimos ver tudo através delas, inclusive o sentimento no ar em Belém. Estive sozinho sozinho em Israel em Outubro de 2019, com apenas 30 palavras em inglês, pouco dinheiro, mas cheio de DEUS. Me colocaram muita pressão e não visitei Belém nem Hebrom, Jericó, Mar Morto Massada. Muito agradecido por relatar sua aventura.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada

  2. Tiago Jesus Camargo da Silva diz: Responder

    Olá. Foram de transporte público para Hebron ? Qual a rota que fizeram ? Foram directos de Jerusalem ou foram até Belém e de lá para Hebron ?

    1. Carla Mota diz: Responder

      Fomos por Belém.

  3. Adriana Mendes diz: Responder

    Relato sensacional! Gostei muito do seu blog pq foge do padrão tradicional, onde só é mostrado os pontos turísticos de forma bastante desconectada com a realidade dos seus habitantes. Parabéns! Fiquei muito instigada a conhecer Hebron e poder conhecer a realidade além do que é mostrado na mídia. Meu receio, porém, é que pretendo visitar Israel sozinha, então tenho dúvidas se é muito perigoso visitar Hebron nessas condições (mais do que o “aceitável”). O que você acha? Há alguma outra opção além de ir por conta própria? Obrigada!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Acho tranquilo e possível. Digo VAI!

  4. Fernanda diz: Responder

    gostaria muito de ir ao tumulo dos patriarcas mas tenho receio de ir so meu esposo e eu…estaremos em Israel em setembro…pode me dizer como é para entrar em Hebron? Tem algum procedimento especial?

    1. Carla Mota diz: Responder

      É só apanhar o bus e levar passaporte. Veja como está a situação antes de ir. É muito volátil.

  5. Isadora diz: Responder

    Carla, que otimo relato, consegui me projetar la. voce retratou muito bem a situacao sem vender uma parcialidade dos fatos narrados, fiquei mais interessada em vivenciar isso com meus proprios olhos. Vou procurar saber como esta a situacao por la quando chegar em jerusalem e, se em hebron as coisas estiverem relativamente sob controle vou dar uma volta por la.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Vai mesmo. Visitar Hebron é uma experiência única.

  6. Patricia diz: Responder

    Carla, adorei o seu relato! Obrigada!
    Em fevereiro estarei indo pra Israel. Vc acha q é tranquilo ir em Hebron meu esposo, eu e meu filho, que tem 5 anos? Iriamos por conta própria. Vc foi por conta própria? Foi de táxi ou ônibus?

    1. Carla Mota diz: Responder

      Eu fui por conta própria de bus. O melhor é perguntar em Jerusalém antes para ver como estão as condições de segurança. Eu penso que dá para ir.

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