Visitar Wellington é viajar para os antípodas de Portugal, literalmente do outro lado do mundo, e pôr os pés em território austral, numa pequena cidade que é a capital da Nova Zelândia, onde a arquitectura moderna é varrida pelos ventos do Estreito de Cook. Os habitantes de Wellington têm uma qualidade de vida e uma proximidade com a natureza difíceis de igualar, mas também sabem que vivem numa terra agreste, de natureza em estado bruto, e que mantém a aura de território inexplorado.
Wellington acabou por ser a nossa última paragem na Nova Zelândia. Quando estávamos em Picton, iríamos partir para um circuito na ilha Sul, voltando algumas semanas mais tarde para passar de ferry para Wellington. No entanto, foi nessa altura que a pandemia do Covid-19 começou a atingir em força Portugal e a Europa. A perspectiva do fecho do espaço aéreo europeu e a incerteza de como o estado de emergência nacional, declarado em Portugal, iria evoluir obrigaram-nos a uma intensa reflexão, e levaram-nos a pôr a nossa volta ao mundo em pausa e a regressarmos a Portugal.
Leia o artigo sobre a nossa história de viagem em tempos de Covid-19.
Assim, chegados a Wellington antes do tempo, e com o destino da viagem traçado, os nossos dias na cidade foram completamente atípicos. As horas eram passadas quase integralmente em comunicação com Portugal, sempre à espera de novidades, primeiro preocupados com a compra de passagens aéreas de volta e, depois, nervosos aguardando o dia de partida. Acabámos por visitar poucos lugares na cidade, mas ao partir prometemos que um dia voltaremos à Nova Zelândia para fazer aquilo com que tínhamos sonhado.
DICAS PARA VISITAR WELLINGTON
Wellington fica na ponta sudoeste da ilha Norte da Nova Zelândia, e é o principal ponto de entrada no país, juntamente com Christchurch, na ilha Sul. Wellington é servida por um aeroporto internacional, com ligações a Brisbane, Melbourne e Sydney, na Austrália.
Quando visitar Wellington
A melhor altura para visitar Wellington é nos meses entre Novembro e Março, com menor precipitação e temperaturas mais elevadas, sendo que Janeiro e Fevereiro são os meses mais quentes, mas mesmo então as temperaturas máximas raramente ultrapassam os 25ºC. A influência marítima faz com que o Inverno também não exiba temperaturas muito baixas (nunca abaixo de 0ºC), mas a 41ºS, Wellington é a capital mais meridional do mundo, e é considerada a cidade mais ventosa do mundo, por isso, em qualquer altura do ano, um casaco é sempre bem-vindo!
Chegar a Wellington de ferry
Outra alternativa para chegar a Wellington é vir da ilha Sul, de ferry, numa viagem que dura cerca de 3 horas e meia. Há duas companhias a fazer a travessia de ferry entre Picton (Ilha Sul) e Wellington (Ilha Norte), a Interislander e a Bluebridge.
Como se deslocar em Wellington
- Uma óptima forma de se deslocar na ilha Norte da Nova Zelândia é, claro, alugar carro, mas é uma opção cara, especialmente se lhe juntar o seguro contra todos os riscos e o combustível.
- A melhor forma de explorar a cidade de Wellington é a pé, mas outra boa opção é utilizar o autocarro hop-on hop-off, que tem várias paragens no centro da cidade, por exemplo, o Miradouro Oriental Mt Victoria, o Zoológico, o Parlamento e o Museu Te Papa.
Viajar na Nova Zelândia com a Stray Travel
Outra opção para se deslocar na Nova Zelândia, e que foi aquela que nós escolhemos, é de autocarro com a Stray Travel. Com o Freestyle Pass “Everywhere”, válido por 12 meses a partir do primeiro dia de viagem, definimos o nosso itinerário, onde parar, onde dormir e quantos dias passar em cada local.
Consulte aqui os horários dos autocarros da Stray na Nova Zelândia, assim como os pontos de pick-up ao longo do percurso.
Depois de comprar o passe, é só preciso fazer login na aplicação Stray Mate, onde se faz a reserva das viagens, e onde se pode também reservar, se for o caso, alojamento com tarifa Stray, e actividades várias (sendo as datas flexíveis, podendo alterá-las a qualquer momento na app).
Visite aqui o site da Stray Travel, escolha o seu passe e comece a preparar a sua viagem.
Fazer seguro de viagem
Viajar na Nova Zelândia não exige seguro de viagem mas é aconselhável fazê-lo principalmente porque vai deslocar-se e fazer actividades na natureza. Nós recomendamos o seguro de viagem da IATI, aquele que usámos na nossa viagem.
Compre aqui o seu seguro de viagem IATI e se usar este link terá 5% de desconto
ONDE ALOJAR-SE QUANDO VISITAR WELLINGTON
Nós ficámos alojados no Hotel Waterloo & Backpackers, uma óptima opção, a norte do centro da cidade, mas perto do terminal de ferries. Tem quartos confortáveis (o nosso tinha casa de banho partilhada, mas apenas comoutro quarto), uma cozinha comum e um óptimo restaurante no rés-do-chão. Outra boa opção perto do terminal de ferries é o The Dwellington.
- No centro de Wellington, há outros hostels de qualidade, tais como o YHA Wellington e o The Marion Hostel.
- Se quiser mais conforto, e ficar alojado em hotéis de topo, experimente o Doubletree By Hilton Wellington, o Sofitel Wellington, ou o InterContinental Wellington. Em frente ao mar, duas excelentes opções são o QT Wellington e o Ohtel.
O QUE VER E FAZER QUANDO VISITAR WELLINGTON
Aconselhamos a ficar em Wellington pelo menos dois dias, para ter tempo de desfrutar da cidade e fazer uma actividade na região. Ficam aqui as nossas sugestões sobre o que ver e fazer quando visitar Wellington.
1. Passear na marginal de Wellington
Quando visitar Wellington, é inevitável percorrer a marginal de Wellington, ao longo do Lambton Harbour, onde o centro da cidade encontra o mar e a Oriental Bay. Ali concentram-se muitas dos pontos de interesse da cidade, como o Museum of Wellington City & Sea, a Civic Square e o museu Te Papa.
2. Conhecer a Civic Square
A Civic Square é uma praça em traços futuristas que é o epicentro da acção cultural de Wellington. Ali tem uma bela vista da marina e da baía, e os edifícios das City Libraries e da Town Hall, e a poucos passos do Museu Te Papa.
3. Conhecer a história da Nova Zelândia no Museu Te Papa
Este é um dos sítios obrigatórios quando visitar Wellington. O Museu Te Papa Tongarewa, que se traduz por “caixa de tesouros”, é mesmo isso, um local onde encontrará tesouros históricos e onde poderá aprender muito sobre a história, geologia e fauna e flora da Nova Zelândia. O eu acervo é tão grande que será uma boa opção fazer uma visita com a ajuda de um especialista.
4. Apreciar a arquitectura de Wellington
Wellington tem uma arquitectura moderna e dando um passeio a pé pelo centro da cidade é possível admirar alguns dos edifícios mais emblemáticos de Wellington, como a Beehive e o Parlamento da Nova Zelândia, a Estação de Caminhos-de-Ferro, e as City Libraries.
5. Desfrutar das vistas do Mount Victoria
O Mt Victoria Lookout é um ponto obrigatório a visitar se quiser ter uma vista global da cidade e da baía. Pode caminhar até lá, ou enquadrar uma visita lá numa excursão pela cidade.
6. Fazer um jantar especial acompanhado de vinho neozelandês
Nós sabíamos que Wellington seria (por agora!) o nosso último destino na Nova Zelândia, por isso quisemos fazer um jantar especial. Faça como nós, experimente um dos muitos excelentes restaurantes da cidade e acompanhe com uma garrafa de vinho neozelandês.
O QUE VISITAR A PARTIR DE WELLINGTON
Se tiver alguns dias extra na região, Wellington é uma excelente base para explorar a ponta sul da ilha Norte da Nova Zelândia. Ficam aqui as nossas sugestões sobre o que ver e fazer a partir de Wellington.
1. Conhecer os kiwis, e outra vida selvagem da Nova Zelândia, na ilha de Kapiti
Se tiver um dia extra na região de Wellington, não deixe de visitar a Kapiti Island, uma ilha a cerca de 50 km de Wellington, e que é uma reserva natural onde não há predadores e onde existem pássaros raros (ou mesmo extintos) na ilha principal, como os famosos kiwis, símbolo nacional da Nova Zelândia, e que também são a alcunha dos seus habitantes.
Marque aqui a sua excursão à Kapiti Island Nature Reserve, a partir de Wellington.
2. Descobrir a magia do cinema filmado na Nova Zelândia
A beleza natural da Nova Zelândia não passou despercebida até em Hollywood. Se gosta de cinema, junte-se a uma excursão por alguns dos cenários mais marcantes dos filmes da trilogia de “O Senhor dos Anéis”, realizado por Peter Jackson (ele próprio natural da Nova Zelândia), na região de Wellington, e acabe o dia nos estúdios de Miramar e na Weta Cave, onde são criados os efeitos especiais que fazem a magia do cinema.
3. Explorar a região vinícola de Martinborough
A cerca de 60 km a oeste de Wellington, encontra-se uma pequena vila, Martinborough, que é a capital de uma região vinícola que, fruto de um micro-clima, produz um afamado pinot noir. Se é apreciador, não deixe de visitar esta região.
Reserve aqui o seu lugar numa excursão à região vinícola de Martinborough.
4. Fazer a viagem de ferry até Picton
Se, depois de visitar Wellington, vai explorar a ilha Sul, então não voe e vá de ferry, e desfrute da beleza singular da paisagem que caracteriza a ponta norte da ilha Sul da Nova Zelândia. Os ferries navegam entre Wellington e Picton várias vezes ao dia, naquela que é considerada uma das viagens de barco mais bonitas do mundo. Pode escolher entre as empresas Interislander e Bluebridge.
Este artigo foi realizado durante a nossa viagem de Volta ao Mundo em 2019/2020. DIA 251 e 252 – VISITAR WELLINGTON, a capital mais meridional do mundo | Nova Zelândia (Mar 2020)