O nome que os aztecas lhe deram: Teotihuacán, “o lugar onde os homens se tornam deuses”. Mesmo coberta de terra e vegetação, o plano geral da cidade era ainda visível. Uma enorme avenida estendia-se num eixo norte-sul, ladeada por restos de edifícios que os aztecas acreditavam serem túmulos reais. Mais afastadas, pirâmides de vários tamanhos e formas enchiam o recinto. No extremo norte da avenida, em terreno mais elevado, chegava-se a uma grande praça ladeava por doze pirâmides e, ao fundo, uma enorme pirâmide, por eles chamada Pirâmide da Lua, dominava o horizonte. A leste e a meio da avenida de Teotihuacán, uma ainda maior pirâmide, a pirâmide do Sol, dominava todas as vistas do recinto. Representações de Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, e Tlaloc, o Deus da chuva, abundavam em todos os edifícios.
O povo azteca considerava esse terreno sagrado e, dada a sua grandeza, acreditavam que esta cidade teria sido construída por gigantes. A realeza azteca fazia peregrinações as ruínas, ao local onde acreditavam que os deuses se tinham sacrificado para por o Sol em movimento.
Visitadas actualmente por milhares de turistas diariamente, Teotihuacán continua a ser um local de peregrinações, agora principalmente de movimentos New Age, que aqui se reúnem nos equinócios para aproveitar as energias que o local é suposto fazer convergir. O que se pensa serem apenas 10% da antiga cidade foram escavados e parcialmente reconstruídos. Os estudos efectuados revelam que a cidade de Teotihuacán foi fundada há cerca de 2000 anos, sendo que floresceu entre 250 e 600 d.C. Pensa-se que terá sido a maior cidade do mundo na época, com cerca de 125.000 habitantes e capital de um vasto império que modelou os impérios mais pequenos que se seguiriam no tempo por toda a mesoamérica. Nada se sabe das causas da queda de Teotihuacán. Invasores externos, “inimigos” internos, esgotamento de recursos, colapso social… Resta-nos especular.