Descer o RIO TSIRIBIHINA – À aventura no oeste de Madagáscar

Descer o RIO TSIRIBIHINA - À aventura no oeste de Madagáscar

Descer o rio Tsiribihina, em Madagáscar, é uma experiência única que permite um contacto próximo com um lado mais rural e inóspito de Madagáscar, numa sucessão de paisagens fabulosas, variando entre falésias, formações rochosas calcárias e bancos de areia, e aldeias onde ainda reina o modo de vida tradicional malgaxe, tudo banhado por um rio selvagem povoado de crocodilos e várias espécies de pássaros. A descida do rio Tsiribihina é assim algo a não perder no oeste de Madagáscar, podendo ser combinada com uma visita ao Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, classificado como património mundial da UNESCO. O rio Tsiribihina é assim uma das aventuras a não perder em Madagáscar. A descida do rio Tsiribihina deve ser bem preparada e com contactos de confiança.

O rio Tsiribihina em Madagáscar

O rio Tsiribihina é um dos principais rios de Madagáscar, resultante da junção de dois rios, perto da cidade de Miandrivazo, o Mania e o Mahajilo, que nascem no planalto central de Madagáscar, alimentados pela chuva e humidade das montanhas. As águas de cor barrenta do rio Tsiribihina correm em direcção à costa ocidental de Madagáscar e ao Canal de Moçambique, onde desagua perto da cidade de Belo sur Tsiribihina. O rio Tsiribihina é um rio tropical selvagem, caracterizado por um caudal que varia imenso entre a época seca (entre Abril e Novembro) e a época das chuvas (entre Dezembro e Abril), com águas de cor da terra que as alimenta com detritos e nutrientes, e com ainda uma população considerável de crocodilos. A paisagem nas margens do rio Tsiribihina é dominada pelos calcários, que constituem altas falésias ou bancadas estratificadas junto à água, mas também pelos imensos bancos de areia, pontuados por pequenas aldeias, e inúmeros campos de arroz, onde trabalham os malgaxes.

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A descida do rio Tsiribihina

A descida do rio Tsiribihina pode ser feita em piroga (canoa escavada num tronco) ou em barco a motor. A primeira opção no rio Tsiribihina é a melhor, pois é a mais tradicional e menos invasiva em termos de barulho e poluição, e foi essa pela qual optámos. O ponto de partida é junto à aldeia de Masimkampy, cerca de 20 quilómetros a sul da cidade de Miandrivazo, e o ponto final da descida do rio Tsiribihina (se for feita em piroga) é a aldeia de Tsaraotana/Antsirakaka, a cerca de 40 km da cidade de Belo sur Tsiribihina, sendo esta cidade o ponto final se a descida do rio Tsiribihina for feita em barco a motor. O percurso completo da descida do rio Tsiribihina em piroga totaliza mais de cem quilómetros e demora dois dias e meio, sendo organizada por agências locais, normalmente sediadas em Antsirabe ou Morondava (ver o nosso guia de Madagáscar de “como organizar a descida do rio Tsiribihina).

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DESCER O RIO TSIRIBIHINA EM MADAGÁSCAR


Para descer o rio Tsiribihina, nós optámos por contratar os serviços de uma agência local (no caso, sediada em Morondava), e todos os pormenores foram tratados via email com antecedência (ver o nosso guia de Madagáscar “como organizar a descida do rio Tsiribihina” com dicas práticas). O nosso guia do rio Tsiribihina, Bernis, encontrou-se connosco no dia em que chegámos a Antsirabe, vindos de Toliara e Anakao, e a ligação entre nós foi imediata. Bernis é um homem de meia idade muito simpático, sempre com um sorriso na boca, com quatro filhos (duas filhas e dois filhos) e já trabalha em turismo há anos. Pagámos o que faltava do preço do tour em dinheiro e combinámos com Bernis a hora de saída para a descida do rio Tsiribihina.

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1. Dia zero da descida do rio Tsiribihina

No primeiro dia da nossa excursão pelo rio Tsiribihina, o objectivo era chegar o mais perto possível do rio, para depois iniciar a descida propriamente dita. Sendo assim, deveríamos fazer a viagem de jipe entre Antsirabe e Miandrivazo, uma cidade muito perto do ponto de acesso ao rio Tsiribihina.

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1.1. Preparativos para a descida do rio Tsiribihina

Tal como tínhamos combinado no dia anterior, Bernis veio ter connosco ao nosso hotel às 9.30h, juntamente com o veículo todo-o-terreno e um jovem condutor, Manantsoa. Mas nem tudo estava em ordem. Apesar dos esforços de Bernis na noite anterior, não tinha conseguido uma bomba com combustível, tendo ficado a promessa que no dia seguinte o combustível chegaria às bombas de Antsirabe entre as 10 e as 12h. Como Bernis nos disse, havia cerca de um mês e meio e a crise energética tinha chegado também a Madagáscar, com subida acentuada de preços e falta ocasional de produto nas bombas um pouco por todo o país.

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Deixámos Manantsoa com o jipe e fomos ao mercado Sabotsy de Antsirabe recolher provisões para os dias no rio Tsiribihina. Bernis começou por comprar um cesto de vime tradicional e foi lentamente percorrendo as ruelas do mercado e enchendo o cesto com batata, cenouras, tomates, ervilhas, pimentos, pepinos e cebolas. Tudo para o mesmo cesto, numa atitude muito mais sustentável do que os nossos hábitos modernos, tão dependentes do plástico (de utilização única, muitas vezes).

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A seguir, apanhámos um “pousse-pousse” para ir ter com Manantsoa, que estava na fila da bomba de gasolina, noutra zona de Antsirabe. O “pousse-pousse” é um riquexó, não motorizado, nem sequer puxado por um homem de bicicleta, mas sim mesmo puxado por um homem a pé. Estes homens são muito pobres e este trabalho é o seu ganha-pão, mas a verdade é que nos causa bastante desconforto usar um veículo puxado à força humana. Quando começámos a subir uma rua inclinada, saímos do riquexó e acompanhámo-lo a pé. Finalmente, chegámos junto de Manantsoa e acabámos por ter de esperar um pouco que chegasse a nossa vez de atestar o veículo de combustível. Para além de motas, carros e jipes, havia muitas pessoas na bomba com bidões para encher de combustível. Estávamos então prontos para iniciar a nossa viagem em direcção ao rio Tsiribihina.

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Depois de sairmos da bomba de gasolina, fizemos uma paragem rápida numa pastelaria para comprar alguma coisa para um almoço volante a caminho do rio Tsiribihina. Decidimo-nos por uns folhados de carne e uma “apple pie” de sobremesa. Quando regressámos ao jipe, fomos rodeados de crianças pedintes. A verdade é que já viajávamos então em Madagáscar havia mais de duas semanas, em transporte público, e nunca tínhamos sido abordados daquela forma, talvez porque o jipe todo-o-terreno atrai mais atenções do que viajar em “táxi brousse”. Acabámos por dar alguma da nossa comida (nunca damos dinheiro para não “alimentar” um ciclo vicioso de mendicidade), pois demo-nos conta que as crianças tinham mesmo fome. A pobreza em Madagáscar é inegável, mas a pobreza urbana acaba por ser mais degradante do que a pobreza rural, pois no campo as pessoas acabam por ter sempre acesso a um campo agrícola e a uma horta (pelo menos nas zonas onde há água em abundância) e isso não acontece nas cidades grandes.

1.2. Em direcção a Miandrivazo e ao rio Tsiribihina

Saímos enfim de Antsirabe em direcção a Miandrivazo e ao rio Tsiribihina. A estrada RN-34 que liga estas duas cidades é asfaltada, mas o piso está em muito más condições em certos troços, principalmente já mais perto de Miandrivazo, o que leva a que uma viagem de 220 km demore cerca de 5 horas. Saíamos da zona central montanhosa de Madagáscar (Antsirabe encontra-se a 1500m de altitude) para chegar a uma zona já muito mais baixa (Miandrivazo encontra-se a 100 m de altitude), já perto da costa ocidental de Madagáscar e muito perto do rio Tsiribihina.

Logo à saída de Antsirabe, Bernis aproveitou para nos mostrar aquilo que levou à fundação da cidade pelos franceses, as suas águas termais. Numa pequena aldeia à saída de Antsirabe, as fontes fornecem água termal que os habitantes aproveitam para massagens e banhos terapêuticos. Na porta dos balneários, um cartaz proclamava a eficácia das águas como prevenção contra o Covid-19!

Mais à frente na estrada, pudemos observar o fabrico artesanal de pipocas, em que dois homens rodavam um recipiente fechado em cima de uma fogueira (mantida acesa por um fole), sendo que depois de pronto, era aberto com um grande estrondo dentro de uma barraca. As pipocas eram então metidas dentro de sacos para serem vendidas no mercado de Antsirabe. Mais à frente, parámos para comer o nosso almoço. Encostámos o jipe à berma e foi mesmo ali que comemos os nossos folhados e a tarte de maça, surpreendentemente saborosos.

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1.3. Das montanhas aos rios de Madagáscar e ao rio Tsiribihina

Na viagem de Antsirabe para Miandrivazo, fomos atravessando zonas montanhosas, com a paisagem marcada por desabamentos ravinamentos, cicatrizes provocadas pela erosão causada essencialmente pela água das chuvas. Das montanhas correm também os rios de Madagáscar em direcção ao mar, e com essa água é arrastada parte da riqueza mineral do país. São muitas as aldeias pela estrada fora, em que a população se dedica essencialmente à actividade mineira, quer na terra quer na água dos rios. O sonho de encontrar ouro e outros metais preciosos leva muitos habitantes de Madagáscar a deslocar-se das suas terras natais em busca de um rendimento que, de outra forma, lhes seria muito improvável. No entanto, o lucro é muito pouco naquele extremo da cadeia de produção, e aldeias como Dabolava, onde parámos para ver as mulheres a peneirar a água do rio, exibem uma pobreza bastante marcada.

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Vimos o pôr-do-sol ainda em movimento a caminho do rio Tsiribihina. Tínhamos saído de Antsirabe cerda das 12h e a viagem tinha demorado quase seis horas. Já com o dia a escurecer, chegámos enfim a Miandrivazo, onde ficámos alojados num pequeno hotel na estrada nacional. No dia seguinte, a aventura pelo rio Tsiribihina iria começar.

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2. Primeiro dia da descida do rio Tsiribihina

No primeiro dia de descida do rio Tsiribihina, iríamos finalmente entrar nas águas do rio e percorrer cerca de 40 km no sentido jusante. No final do dia, iríamos acampar a primeira noite no rio Tsiribihina.

2.1. Masimkampy, o acesso ao rio Tsiribihina

Tomado um pequeno almoço rápido no nosso hotel, saímos de Miandrivazo às 6.30h a caminho do rio Tsiribihina. Seguimos primeiro pela estrada nacional que liga Miandrivazo a Morondava, na costa ocidental de Madagáscar, mas passados poucos quilómetros, enveredámos por uma estrada secundária, em terra batida, em direcção à aldeia de Masimkampy, onde acontecia o mercado semanal. As ruas estavam cheias de pessoas, as bancas estavam a abrir, e as crianças saudavam-nos com uma exclamação que iríamos ouvir inúmeras vezes nos dias seguintes “salama vazaha!”, sendo vazaha a designação para estrangeiro (branco) e salama o “olá” malgaxe.

Foi ali que dissemos adeus a Manantsoa (sendo que o jipe regressou a Antsirabe) e passámos tudo para uma carrinha de caixa aberta, na qual nos dirigimos para as margens do rio Tsiribihina. Pelo caminho cruzámo-nos com várias pessoas que se deslocavam a pé para a aldeia na margem do rio Tsiribihina, a fim de irem ao mercado, e carroças puxadas a zebus, carregadas de produtos agrícolas para serem vendidos no mercado de Masimkampy.

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2.2. Início da aventura no rio Tsiribihina

Tivemos então o primeiro vislumbre do rio Tsiribihina, uma grande massa de água de cor barrenta em frente dos nossos olhos. Na nossa margem do rio Tsiribihina, encontravam-se alguns barcos a motor, alguns de dois andares, fazendo pensar que, numa época pré-Covid, o rio Tsiribihina tivesse tido uma muito maior presença turística. Naquele dia, éramos aparentemente os únicos “vazahas” a iniciar a descida do rio Tsiribihina, mas ao sairmos demos conta que, na outra margem, um grupo de três pessoas também se preparava para a mesma aventura no rio Tsiribihina.

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O nosso veículo (e quase casa) nos dias seguintes no rio Tsiribihina seria uma piroga, uma canoa tradicional, escavada num tronco de árvore, movida por um ou dois remadores. No nosso caso, e uma vez que teríamos de transportar todo o material necessário, foram carregadas duas pirogas, cada uma com dois remadores. Os nossos lugares na piroga foram devidamente transformados numa quase poltrona, com as mochilas grandes a servirem de costas e os colchões (que iríamos usar na tenda durante a noite) a servirem de assento. Descalçámo-nos, e metemos os pés na água do rio Tsiribihina. A sua lama meteu-se entre os dedos dos pés e sentimos o seu fundo macio. Sentámo-nos na piroga, esticámos as pernas, levantando os pés já com a lama quase seca. Nos dias passados no rio Tsiribihina não seria preciso calçado.

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Logo que as pirogas iniciaram a sua marcha no rio Tsiribihina, e as vozes da margem iam ficando distantes, o silêncio do rio Tsiribihina foi-se instalando, quebrado apenas pelo som dos remos a cortar a água, e o chilrear de pássaros que cruzavam as águas. As pirogas são mesmo o meio de transporte mais importante no rio Tsiribihina, principalmente naquela parte mais a montante do rio Tsiribihina, onde a profundidade do rio não é muita. Cruzámo-nos com várias pessoas, adultos e crianças, que vinham em sentido contrário, subindo o rio Tsiribihina, talvez em direcção ao mercado semanal de Masimkampy. Em certos pontos, a profundidade do rio Tsiribihina permitia a passagem a pé de uma margem a outra, como as quatro mulheres com quem nos cruzámos, duas delas (adolescentes) completamente nuas. Nas margens, rapazes tomavam banho, alguns deles também nus. Sentimos que, ali, nas águas e margens do rio Tsiribihina, aquela era a forma natural de ser e estar, sem preconceitos ou pudores.

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2.3. Almoço nas margens do rio Tsiribihina

Durante a manhã, Bernis (que ia na outra piroga), ia-nos fazendo os preparativos para o almoço no rio Tsiribihina, descascando a batata e os vegetais, e adiantando alguma da cozedura dos alimentos. Por volta do meio dia, atracámos num grande banco de areia, um dos muitos que constituem as margens do rio Tsiribihina, mas apenas na época seca, pois na época das chuvas são inundados pelas águas. Na época seca, as pessoas que habitam as aldeias mais acima (protegidas da fúria do rio na época das chuvas) descem e montam acampamentos provisórios, de forma a estarem mais perto da água do rio Tsiribihina e dos campos agrícolas, nomeadamente os campos de arroz.

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Era o caso de Chahambano no rio Tsiribihina, o local onde almoçámos, com a companhia de dezenas de crianças da aldeia, que brincavam nas margens do rio Tsiribihina. Para gáudio da pequenada (surpresa e medo, em alguns casos), levantámos o drone para captar uma vista aérea do rio Tsiribihina. As crianças estavam sideradas com o “helicóptero”, e perseguiam-no, correndo em várias direcções. De seguida, foi a hora de almoçar no rio Tsiribihina. Bernis presenteou-nos com arroz com carne estufada, acompanhado de uma mistura de legumes salteados, com tomate, cenoura, pimento e pepino. Uma delícia, principalmente se pensarmos que foi preparado numa piroga em movimento no rio Tsiribihina!

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2.4. A descer o rio Tsiribihina

A nossa descida do rio Tsiribihina foi feita em Agosto, bem no meio do Verão do hemisfério norte, mas a época mais seca e “fria” de Madagáscar. Nas terras mais altas de Madagáscar central, as noites, e até os dias, são mesmo frescos, mas no rio Tsiribihina o calor, mesmo nesta altura do ano, faz-se sentir e entre as 11h e as 13h é intenso. A piroga no rio Tsiribihina não tinha sombras, e o sol não dava tréguas, mas às vezes corria uma leve aragem. No entanto, quando as margens do rio Tsiribihina eram mais altas, com falésias ou colinas, o ar era muito mais abafado, e depois de almoço o cansaço fazia-se sentir. O ondular do barco e o barulho da água do rio Tsiribihina convidava a uma sesta…

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As margens do rio Tsiribihina iam alternado em altura, desde falésias de pedra calcária, onde os pássaros faziam ninhos, até zonas mais abertas, onde os bancos de areia se estendiam quase até ao horizonte, com algumas montanhas ao fundo. Em alguns casos, a linha de demarcação do nível das águas na época das chuvas no rio Tsiribihina era bem visível. Mas, fosse como fosse, as margens eram quase sempre nuas de vegetação maior e os pequenos desabamentos de terra eram constantes conforme passávamos, alimentando as águas do rio Tsiribihina e emprestando-lhe a sua cor característica. A floresta de Madagáscar desapareceu em grande parte do seu território e isso também se sente nas margens do rio Tsiribihina.

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2.4. Acampamento no rio Tsiribihina

Ao final da tarde, atracámos em Anuxiampela, um lugar onde existe uma magnífica queda-de-água, com várias piscinas naturais de água límpida no rio Tsiribihina. Um local maravilhoso para um bom banho. E convinha aproveitarmos, pois não havia outra água limpa nas redondezas! Junto à queda-de-água, uma grande árvore albergava um grupo de lémures curiosos que se aproximavam de nós. Eram lémures castanhos de face vermelha e tanto saltavam agilmente de ramo para ramo, como caminhavam no chão junto a nós, aparentemente sem qualquer medo.

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Foi ali, num pequeno banco de areia junto ao rio Tsiribihina, que montámos acampamento para passar a noite. Montámos a tenda, e Bernis foi adiantando o jantar, uma mistura de batata e vegetais. A noite foi caindo no rio Tsiribihina, e o magnífico céu do hemisfério sul foi-se revelando, com a “estrada” celeste da Via Láctea a destacar-se. No início da noite, ainda passaram no rio Tsiribihina alguns barcos a motor com locais, mas a partir das nove da noite o silêncio imperou no rio Tsiribihina e a noite foi tranquila.

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3. Segundo dia da descida do rio Tsiribihina

O segundo dia da descida do rio Tsiribihina seria totalmente dedicado, de manhã à noite, a percorrer dezenas de quilómetros nas águas do rio, aproximando-nos da zona mais a jusante, onde o rio Tsiribihina assume maior caudal e profundidade.

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3.1. O rio Tsiribihina como fonte de vida

No rio Tsiribihina, o ritmo de vida segue o movimento do sol. Deitamo-nos com ele e levantamo-nos à primeira luz do dia. A Lua, essa, imperou durante quase toda a noite, com um luar forte, apesar de não estar cheia. Tomado o pequeno-almoço, desmontada a tenda, e arrumado o material todo novamente nas pirogas, era altura de partir.

No início desse segundo dia da descida do rio Tsiribihina, passamos pela primeira aldeia situada mesmo nas margens do rio, de seu nome Bejidro. Ali, era por demais evidente a dependência que as pessoas têm do rio Tsiribihina, usando-o como fonte da preciosa água, tão necessária para a vida. As mulheres lavavam a roupa no rio, as crianças brincavam, uns lavavam-se, e algumas mulheres recolhiam água, talvez já para adiantar o almoço.

Para além disso, o rio Tsiribihina é uma via essencial para a comunicação entre estas populações isoladas. Nesta zona de Madagáscar não há estradas, apenas caminhos, e o rio apresenta-se como a via privilegiada de transporte de pessoas e mercadorias. A partir de Bijedro, passámos a ver vários barcos a motor que serviam de transporte colectivo em ambos os sentidos do rio Tsiribihina.

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3.2. O ritmo de vida no rio Tsiribihina

Era por volta da uma da tarde, e o calor apertava. Depois de atracarmos novamente num banco de areia, e de nos terem fornecido uma sombra improvisada (feita com os remos e um tolde), fomos agraciados com mais um excelente almoço, mais uma vez com arroz e vegetais, com carne de zebu cortada às tirinhas.

De seguida, fomos descendo o rio Tsiribihina, sendo que os remadores manobravam com cuidado as pirogas para ir circundando os bancos de areia a meio do rio. O nível da água estava bastante baixo, e em algumas zonas a areia prendia as pirogas. De repente, lembrámo-nos da nossa grande aventura no rio Sepik, na Papua Nova Guiné!

Perto de uma aldeia, passámos por um casal de pescadores. O senhor tinha camarões tigre na piroga e a senhora tinha peixe do rio. Bernis comprou peixe à senhora e desconfiávamos que já tínhamos peixe fresco para o jantar! As feições das pessoas no rio eram mais africanas, mas com uma mistura da Oceânia, fazendo-nos lembrar mais uma vez a Papua Nova Guiné.

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3.3. O equilíbrio frágil da sustentabilidade ambiental

Na descida do rio Tsiribihina, a simbiose dos humanos com a paisagem e com o rio é evidente, mas também não é menor o conflito entre ambos. Vimos homens a cortar árvores nas margens, e a prática das queimadas é constante, de forma a preparar o terreno para cultivo. Os incêndios florestais são também um problema em Madagáscar e pudemos ver o fumo de um no horizonte.

Conforme íamos descendo o rio Tsiribihina, o rio ia crescendo em largura e profundidade. Entrávamos então numa zona onde os crocodilos habitavam e partilhavam o espaço com os humanos. Vimos um a descansar nas margens e a mergulhar rapidamente, e ouvimos outros que não nos deram tempo de os vermos. A convivência entre humanos e crocodilos não é fácil. Por um lado, os crocodilos são espécie ameaçada e protegida, sendo ilegal a sua caça. Por outro lado, quando os crocodilos excedem certas dimensões e atacam pessoas, estas reagem e pressionam as autoridades para os matar, ou então fazem “justiça” pelas próprias mãos.

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Foi o que aconteceu dois dias antes de descermos o rio Tsiribihina. Bernis ouviu dizer na aldeia de Masimkampy, antes de embarcarmos, que tinham morto um grande crocodilo e que o tinham deixado exposto nas margens do rio. Neste segundo dia de descida no rio Tsiribihina, íamos passar pelo local e esperávamos ainda ver qualquer coisa. E assim foi. Perto de uma aldeia, mesmo junto à água, os restos de um enorme crocodilo estavam rodeados de corvos que debicavam o que restava. Desembarcámos e pudemos apreciar a beleza que aqueles restos ainda exibiam. Os pássaros tinham reduzido o crocodilo a pele e ossos, mas a carcaça, ainda com a boca aberta, permitia-nos um vislumbre da magnificência daquele animal.

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3.4. Segunda noite de acampamento no rio Tsiribihina

Nos meses que antecedem a época das chuvas, de Agosto a Novembro, à tarde levanta-se vento no rio Tsiribihina, particularmente nas zonas onde as margens são mais baixas e os espaços são mais abertos. Com o vento, a ondulação levanta e o normal fluir do rio Tsiribihina é contrariado por uma contracorrente, que dificultava a progressão das pirogas e exigia um esforço suplementar dos remadores. Depois de almoço, Bernis passava sempre para a frente da nossa piroga, e nesse dia teve de colaborar também ele com o remar constante contra a corrente.

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O segundo dia de descida do rio Tsiribihina foi ainda mais longo do que o primeiro, com navegação desde as primeiras horas da manhã até ao final da tarde. Já o sol se tinha posto por trás das montanhas quando atracámos num grande banco de areia para montar o nosso acampamento. Havia algumas pessoas nas margens, mas a aldeia ficava ainda distante. Bernis foi adiantando o jantar enquanto montávamos a tenda e nos tentávamos proteger dos mosquitos que, pela primeira vez no rio Tsiribihina, se faziam sentir em grande número. O cair da noite também trouxe alguns morcegos, que nos sobrevoavam e caçavam os mosquitos, revelando o equilíbrio perfeito da natureza.

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À segunda noite da descida do rio Tsiribihina, começava já a existir uma rotina no acampamento. Sentávamo-nos junto dos remadores e de Bernis (o único que falava inglês ou francês) e assistíamos à vida simples daqueles homens, e à solidariedade entre eles. Apesar do esforço físico do dia, os homens estavam bem dispostos e brincavam uns com os outros. Bernis cozinhava e o nosso apetite ia crescendo. O peixe fresco do rio Tsiribihina foi frito e depois misturado com os vegetais, num estufado delicioso, acompanhado de esparguete. Só depois de sermos servidos é que os homens jantavam uma refeição à base de arroz com algum acompanhamento vegetal. Nessa noite, ainda se juntaram a eles alguns homens da aldeia próxima, que surgiam da escuridão assobiando para dar conta da sua presença.

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O céu do rio Tsiribihina ainda se revelou mais espectacular do que o da noite anterior, estando nós num espaço mais aberto. O arco da Via Láctea estendia-se de uma ponta à outra da esfera celeste, e ainda conseguimos combater os mosquitos de forma a capturar aquele céu em fotografia. Mas era tempo de recolher à tenda e dormir, pois o dia seguinte no rio Tsiribihina começaria ainda antes do sol nascer.

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4. Terceiro dia da descida do rio Tsiribihina

Só a manhã do terceiro dia da descida do rio Tsiribihina seria dedicado à descida do rio. A grande aventura no rio Tsiribihina terminaria na aldeia de Antsirakaka, mas outras aventuras em Madagáscar se seguiriam.

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4.1. Acordar nas margens do rio Tsiribihina

A noite foi bastante fria, e a condensação na tenda fazia pingar no seu interior. Levantámo-nos e a neblina matinal cobria o rio Tsiribihina de uma névoa branca que lhe emprestava um ar misterioso. Quando acordámos já se encontravam no acampamento algumas mulheres e crianças da aldeia. Damos alguma comida que temos aos adultos e brincamos com as crianças, deliciando-os com um voo matinal do drone por cima do rio Tsiribihina. O sol entretanto já tinha nascido mas também ele se escondia por trás da neblina.

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4.2. O rio Tsiribihina como dádiva e ameaça

Depois do pequeno-almoço, estava na altura de prosseguir a nossa descida do rio Tsiribihina. Tínhamos pela frente apenas mais duas a três horas no rio. Nesta zona mais a jusante do rio Tsiribihina, a cultura do arroz impera nas margens do rio. Os agricultores lançam as sementes do arroz e, depois dos caules crescerem cerca de 20 cm, replantam-nos nos patamares de areia nas margens do rio. A colheita é feita em Outubro-Novembro, antes das chuvas e subida das águas do rio Tsiribihina.

Na parte final da descida do rio Tsiribihina, fomos cruzando novamente com várias aldeias, algumas distantes, ouvindo-se apenas vozes, ou vendo-se vultos a trabalhar na margem mais distante, ou ainda ouvindo as crianças a gritar “vazaha!”. Nas aldeias mais perto da água, pudemos ver uma construção curiosa que os aldeões usam para se proteger do ataque de crocodilos, em particular quando as mulheres recolhem água ou lavam roupa, e que consistem em longas traves espetadas na água, formando um semicírculo que protege quem se ali aproxima da água.

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4.3. O fim da descida do rio Tsiribihina

Eram cerca das dez da manhã quando vislumbramos a aldeia ribeirinha de Tsaraotana, o ponto final da nossa aventura no rio Tsiribihina. As mulheres lavavam a roupa no rio, as crianças tomavam banho e os homens descarregavam mercadorias de um barco. As crianças acenavam-nos e chamavam-nos de vazaha. Subimos as margens do rio Tsiribihina e dissemos adeus aos remadores. Começariam nesse mesmo dia a viagem de regresso, contra a corrente do rio Tsiribihina (usando longos paus para empurrar a piroga em vez dos remos), de volta à aldeia de Masimkampy.

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Nós carregámos o jipe que nos esperava e, juntamente com o Bernis e o motorista, iniciámos a viagem pelas estradas de terra batida de Madagáscar, em direcção ao nosso próximo destino, o Parque Nacional Tsingy de Bemaraha. Era tempo de dizer adeus ao rio Tsiribihina, e a uma grande aventura no oeste de Madagáscar.

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DICAS PRÁTICAS PARA DESCER O RIO TSIRIBIHINA


Para poder desfrutar da sua viagem a Madagáscar e ao rio Tsiribihina, é essencial ter em conta alguns pormenores antes de viajar e planear a sua visita antecipadamente. Deixamos então aqui algumas dicas práticas para descer o rio Tsiribihina.

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1. Como organizar a descida do rio Tsiribihina

2. Como chegar a Antsirabe, Miandrivazo ou Morondava

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3. Onde dormir em Antsirabe

Em Antsirabe, as opções de alojamento não são muito variadas, mas há algumas excelentes opções no centro da cidade.

4. Onde dormir em Miandrivazo

Em Miandrivazo há muito poucas opções de alojamento, mas o EDEN DE LA TSIRIBIHINA fica a alguns quilómetros da cidade, na estrada de acesso ao rio Tsiribihina, retirando algum tempo à viagem que terá de fazer no primeiro dia da descida do rio Tsiribihina.

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5. Onde dormir em Morondava

Em Morondava, ficámos alojados (no final da nossa tour pelo rio Tsiribihina) no hotel Chez Maggie, uma excelente opção situada em Nosy Kely, a língua de areia a sul do centro de Morondava, e onde se encontra a praia de Morondava. Ficámos num bungalow espectacular, todo em madeira, situado entre a piscina e a recepção, com jardins e chalets em volta. A Carla ainda teve tempo de dar um mergulho!

Descer o RIO TSIRIBIHINA - À aventura no oeste de Madagáscar

A praia de Morondava é acessível através da saída das “traseiras” do Chez Maggie, junto ao restaurante. Este serve comida saborosa, num ambiente relaxado. O dono, Gary, é um contador de histórias fenomenal e acabámos a noite a falar sobre Madagáscar e a Etiópia, um dos nossos próximos destinos, e que Gary visitou várias vezes quando era guia de rafting nos anos 80, acabando por se fixar em Madagáscar.

Descer o RIO TSIRIBIHINA - À aventura no oeste de Madagáscar

Outras boas opções para dormir em Morondava são o Select Hôtel e o Kimony Resort.

6. Seguro de viagem para visitar Madagáscar

A IATI tem um seguro que é ideal para viajar para Madagáscar e descer o rio Tsiribihina. Todos os seguros da IATI cobrem tratamento por contágio por coronavírus e essa informação consta no certificado da apólice, já que alguns países pedem um seguro obrigatório com esta cobertura. Porém, se fizer o seguro do pack de seguro de viagem + seguro de cancelamento opcional, este cobre o cancelamento da viagem caso o segurado, seus pais ou filhos testem positivo para COVID-19 antes de ir para Madagáscar. E além disso, o seguro IATI Cancelamento também tem esta causa coberta. Sendo assim, este é, claramente, o melhor seguro do mercado neste momento para viajar para Madagáscar e descer o rio Tsiribihina.  

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Descer o RIO TSIRIBIHINA - À aventura no oeste de Madagáscar

Se for viajar para Madagáscar estes são os nossos artigos que não pode perder

  • VIAJAR EM MADAGÁSCAR – Tudo o que precisa de saber para viajar em Madagáscar este neste artigo em forma de guia de viagem. Tem informações detalhadas de como chegar, se deslocar, visto de entrada, condições de entrada, roteiro de viagem, transportes, hotéis, tours, o que visitar e o que ver e fazer nos diferentes locais de Madagáscar. Essencial para preparar a viagem ao rio Tsiribihina.
  • VISITAR ANTANANARIVO – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para visitar Antananarivo, a capital de Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • VISITAR FIANARANTSOA – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para visitar a cidade de Fianarantsoa com informação detalhada para visitar o parque de Ranomafana e a a reserva de Anja em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • VISITAR ANTSIRABE E VER UM FAMADIHANA – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para visitar a cidade de Antsirabe com informação detalhada para tentar ver um ritual de Famadihana em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • VISITAR ISALO – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para visitar o Parque Nacional de Isalo em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • VISITAR ANAKAO – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para visitar as praias de Anakao e a ilha de Nosi Ve, em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • DESCER O RIO TSIRIBIHINA – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para fazer a descida do rio Tsiribihina, em Madagáscar.
  • VISITAR MORONDAVA – Um artigo com todas as dicas e tudo o que precisa de saber para visitar a cidade de Morondava com informação detalhada para visitar a Avenida dos Baobabs e o Parque Nacional Tsingy, em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • VISITAR A ILHA DE SAINTE MARIE – Um artigo com tudo o que precisa de saber para visitar a ilha de Sainte Marie com informação detalhada para explorar este paraíso em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
  • VISITAR A ÎLE AUX NATTES – Um artigo com tudo o que precisa de saber para visitar a Île aux Nattes com informação detalhada para explorar este paraíso em Madagáscar. Ideal para combinar com a descida do rio Tsiribihina.
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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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