Roteiro para um dia em Quioto (fora do centro) | Japão

roteiro quioto

Quioto é a cidade histórica mais importante do Japão, capital desde 794 a 1868, e há imensas coisas a fazer e lugares a visitar, tanto no centro da cidade, como nos seus arredores. Dependendo do tempo que se tem disponível, é quase inevitável fazer escolhas e deixar algumas coisas por fazer. Procurámos assim aproveitar ao máximo os dias que tínhamos em Quioto, e por isso o tempo que passámos na cidade foi muito cansativo, mas também muito proveitoso. Resolvemos dividir os pontos de interesse naqueles que estão localizados dentro e fora do centro da cidade. Começámos pelos últimos. Ficámos alojados num hostel perto da estação ferroviária, o que foi uma boa opção pois a nova estação é o centro de diferentes opções de mobilidade dentro da cidade e também para ligações para fora da centro.

1. Kinkaku-ji

Na manhã do primeiro dia, apanhámos o autocarro 205 à frente da estação em direcção ao Templo Kinkaku-ji, conhecido pelo Pavilhão Dourado. Originalmente uma casa de campo de um senhor feudal do século XIV, foi transformado em templo budista após a sua morte, de seu nome Rokuon-ji. Chegámos lá ainda antes do templo abrir (só abre às 9:00h), e formámos fila com centenas de japoneses. Quando chegámos à margem do lago, ficamos boquiabertos com a beleza do templo, realçada pelo bonito céu azul e pela luz da manhã. Os dois andares superiores do edifício são cobertos em folha dourada, o que provoca um efeito hipnótico sobre os que para ele olham. Na realidade, o edifício que é hoje admirado é uma réplica fiel do original, destruído num fogo-posto em 1950. Mas esta réplica não deve ficar a dever nada ao original! Demos uma rápida volta pelos jardins do templo, mas rapidamente seguimos o nosso itinerário.

2. Daitoku-ji

Voltamos a apanhar o autocarro 205 e saímos um pouco mais à frente para visitar o complexo de templo Daitoku-ji, com uma atmosfera muito mais calma, com poucos visitantes àquela hora da manhã. Conhecido pelos seus jardins zen, este complexo tem vários templos no seu interior, podendo visitar-se apenas alguns. Optámos pelo templo Ryogen-in, fundado em 1502, tem quatro jardins de estilos diferentes, e o seu Hojo, o salão de meditação, é o mais antigo do Japão. O jardim principal representa o universo, com o musgo a representar o mar, e as pedras as montanhas. Tem também o jardim de pedra mais pequeno do Japão. Outra das atracções é a pintura de um dragão nas portas deslizantes de uma sala do templo.

3. Santuário Shimogamo

Dali seguimos a pé até ao santuário Shimogamo, dedicado à divindade da trovoada, data do século VI e tinha como função assegurar boas colheitas de arroz. Actualmente, as preocupações dos crentes estão mais viradas para o mundo dos negócios, e, para além disso, o fim de ano é uma altura propícia para se apresentar os desejos para o ano novo. O santuário estava cheio de japoneses que entusiasticamente prestavam homenagem às divindades, e escreviam os seus desejos. Saímos pela entrada principal e seguimos em direcção à estação de metro mais próxima, Demachiyanagi. Dali, seguimos para a estação de Fushimi Inari, para visitarmos o que é, provavelmente, o santuário xintoísta mais conhecido do Japão, e o principal de um conjunto de mais de trinta mil santuários Inari espalhados pelo país.

4. Santuário Fushimi-Inari Taisha

É um local de homenagem à divindade guardiã das colheitas (Inari Okami), negócios, prosperidade e bem familiar, desde que, no século VIII, as montanhas Hygashiyama, a sul de Quioto, foram escolhidas como lar da divindade. O símbolo por excelência deste santuário é o conjunto de milhares de toriis, oferecidos ao santuário por crentes de todo o país, de cor vermelha, que se diz simbolizar a força da vida e combater feitiços, e com mensagens escritas de desejos formulados e outros concretizados. A figura guardiã do santuário é a raposa, que serve Inari Okami, e simboliza o espírito que transmite os desejos dos homens à divindade. As multidões eram enormes, traduzindo a devoção intensa dos japoneses e a curiosidade dos ocidentais. Era hora de almoço, mas foi um em andamento, no comboio de regresso a Quioto.

5. Floresta de bambu de Arashiyama

Mal chegamos à estação de Quioto, apanhámos um comboio em direcção ao nosso próximo destino, o distrito de Arashiyama. Mas enganámo-nos na estação, e acabámos por ter de voltar para trás, o que nos atrasou bastante e não nos deixou muito tempo para explorar esta zona da cidade. Acabámos por visitar de passagem o templo Tenryu-ji, um dos principais templos da escola Rinzai do budismo zen japonês, do século XIV, mas cujos edifícios actuais datam do século XIX. No entanto, a zona florestada e jardins, por trás do salão principal, mantém a sua forma original, e foi a primeira Área Cénica Histórica designada pelo governo japonês, sendo, desde 1994, Património Cultural da UNESCO. Foi por esse jardim que atravessamos em direcção à floresta de bambu de Arashiyama, perto da entrada norte do templo, com uma atmosfera única, apesar dos milhares de pessoas que percorriam a estrada e tiravam fotografias. A luz já não era a melhor, pois o sol já se tinha escondido por trás das montanhas, mas, ainda assim, a sensação criada pelas árvores esguias e altas de bambu, que nos rodeavam, era hipnótico.

Regressámos à estação de Saga Arashiyama, e voltamos ao centro de Quioto. Mas o dia ainda não tinha terminado! Ainda fomos no autocarro 206, da estação de Quioto para o bairro de Gion, onde explorámos este bairro histórico e fizemos compras. Finalmente, terminámos este dia frenético jantando num restaurante próximo do nosso hostel cujo único prato é uma iguaria largamente apreciada, algo que se traduzia na fila de pessoas que todos os dias podíamos observar à porta do restaurante. Depois de nos deliciarmos com um “Kyoto style beef”, estava na hora de regressar ao hostel e finalmente descansar. No dia segunte, iríamos deixar Quioto por um dia para visitar a cidade histórica de Nara.

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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