Dia 19 – Só os malucos cruzam o deserto do Irão 🇮🇷 durante 3 dias (e este foi apenas o primeiro) | Crónicas do Rally Mongol

Dia 19 – Só os malucos cruzam o deserto do Irão 🇮🇷 durante 3 dias (e este foi apenas o primeiro) | Crónicas do Rally Mongol

Matt assinou a nossa burra pela manhã e desejou-nos boa sorte para a nossa epopeia pelo deserto. Até ele sabia que atravessar o deserto iraniano de carro não ia ser fácil, especialmente no verão, num carro sem ar condicionado.

Para trás ficaria Isfahan mas não sem antes fazermos um “check up na burra”. Fomos à Renaut de Isfahan, onde mudámos o óleo e os filtros. Matt tinha-nos dado a morada e chegar lá não tinha sido difícil mas encontrar o lugar certo deu algum trabalho, especialmente quando a polícia nos mandou parar. Estávamos num lugar pouco turístico e a policia estranhou. Pediu-nos os passaportes e telefonou para o hotel para confirmar a nossa história. Com a história confirmada, fomos escoltados pela polícia até ao stand. Esperamos pela burra com ar condicionado, chá e bolachinhas e muita simpatia iraniana.

Pouco menos de uma hora depois estávamos prontos para seguir viagem em direcção ao deserto.

De Isfahan a Khur, o nosso objectivo do dia, a estrada atravessa inicialmente o deserto rochoso, que progressivamente vai dando lugar a algumas dunas de areia. Os camelos vão aparecendo na beira da estrada.

O calor do deserto é tal que está menos quente dentro da burra com os vidros abertos do que com eles fechados. O ar que vem do exterior queima. Decidimos percorrer os quilómetros com os vidros fechados. Assamos, literalmente, e desidratamos.

Quando chegamos a Khur, já o sol se estava quase a pôr, mas como estava a ficar mais fresco decidimos conduzir um pouco mais e ir até Garmeh, um oásis no deserto ali bem perto. Fomos escoltados até a uma casa familiar por dois miúdos armados de caçadeira, que treinavam tiro ao “pacote de sumo”.

Quando chegamos, encontramos o Mullah a brincar com as crianças da aldeia. Enquanto os rapazes foram tratar de arranjar alojamento para passarmos a noite, agarrei na minha polaróide e fui ter com eles. Adoro tirar fotografias mas poder oferecer as fotografias que tiro com a polaróide a crianças e velhos enche-me o coração.

A nossa casa tem um pequeno curral em frente, com camelos, cabras e coelhos. A camela Camila fez logo amizade com o Zé.

Descansámos um pouco na casa mas saímos quase logo para o café da aldeia, onde fomos experimentar hambúrgueres de carne de camelo. Payam, o rapaz do café, preparou-nos a comida no momento. O jantar demorou a sair, comemos quase às 23h, mas estava muito bom. O nosso dia tinha sido intenso mas o dia seguinte seria ainda mais…

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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