VIAJAR NAS MOLUCAS – INDONÉSIA | Dicas, roteiro de viagem (dia-à-dia) e o que visitar nas Ilhas das Especiarias

VIAJAR NAS MOLUCAS – INDONÉSIA | Dicas, roteiro de viagem (dia-à-dia) e o que visitar nas Ilhas das Especiarias

Viajar nas Molucas é o sonho de qualquer amante de viagens culturais e histórias, recheado de paisagens avassaladoras e dramáticas, ao mesmo tempo que praias idílicas. Vulcões, praias de areia branca, recifes de coral, florestas, falésias e grutas calcárias. As Molucas têm tudo! A presença portuguesa ainda se sente ali mas o que inunda o ar são os aromas das especiarias. Esta ainda é a terra das Especiarias.

Veja o nosso documentário sobre as Ilhas das Especiarias e inspire-se.


COMO CHEGAR ÀS ILHAS MOLUCAS NA INDONÉSIA

Para chegar às Molucas tem várias hipóteses. O maior aeroporto é Ambon, que serve de base para explorar a região, mas as Molucas são mais de mil ilhas pelo que o ideal é voar para Ternate e depois ir descendo para sul, passsando pelo maior número de locais possível. A beleza das Molucas reside na sua diversidade pelo que, para conhecer esta região o melhor é dedicar-lhe no mínimo 3 semanas. O roteiro que se segue é feito com início em Ternate e final em Ambon, pelo que o ideal é combinar voos internacionais com voos domésticos. A melhor opção é marcar um voo internacional para Jacarta ou Bali, os dois aeroportos internacionais com ligações com Ternate e Ambon. Pode pesquisar os melhores preços e horários no skyscanner e depois escolher um voo que lhe agrade. Depois marque um voo doméstico de ida para Ternate e de volta de Ambon. Um voo de ida de Jacarta ou Bali para Ternate custa cerca de 80€/pessoa. Um voo de Ambon para Jacarta ou Bali ronda o mesmo preço. Para os voos internos recomendamos que utilize os serviços da NusaTrip (através da Skyscanner) porque são comuns mudanças de horários e cancelamentos e eles são a única agência que faz “refund” dos bilhetes. Confirme se tem bagagem, se não tiver, deve acrescentar e actualizar o preço. Pode voar de Portugal para Bali ou Jacarta por pouco mais do que 400€/pessoa.


PASSAPORTE E VISTO PARA A INDONÉSIA E PARA VIAJAR NAS MOLUCAS

O visto da Indonésia é fácil de obter, especialmente se quiser permanecer no país por um curto período de tempo – 30 dias. No entanto, se desejar prolongar a sua estadia, é mais caro e dá mais trabalho. Quando viajar nas Molucas, Ambon é a cidade onde poderá estender o visto.

Veja este nosso artigo para saber como pode tratar do visto para a Indonésia para 60 dias ou mais.


SEGURO DE VIAGEM PARA A INDONÉSIA E PARA VIAJAR NAS MOLUCAS

As autoridades indonésias não exigem, para entrar ao país, ter um seguro de viagem para cobrir despesas médicas e hospitalares. Deve, no entanto, adquirir o seguro no seu país de origem, antes da viagem. Nós fizemos o seguro em Portugal, mas não nos exigiram nada à entrada. É altamente recomendado que faça seguro. Nunca viaje para a Indonésia sem seguro!  Nós usamos e recomendamos que faça o seguro IATI EstrelaSe usar este link terá 5% de desconto. Não facilite.


DINHEIRO E CUSTO DE VIDA NAS MOLUCAS

Viajar na Indonésia pode ser bastante económico, e as ilhas Molucas não são excepção. No enatanto, há uma regra básica, quanto mais remoto é o local, mais caro é o serviço e os produtos. Sendo assim, as Molucas têm preços que variam muito. Ternate, Tidore e Ambon são locais económicos. Já Banda, Kei e Ora Beach são locais mais caros. A moeda da Indonésia é a rupia sendo que 1€ é equivalente a aproximadamente 15 000 rupias. Para ter uma ideia dos preços médios praticados nas ilhas Molucas:

  • Uma garrafa de água – 5 000 rupias
  • Refeição de Mie Goreng na rua – 25 000 rupias
  • Dormida numa homestay básica – 200 000 rupias
  • Preço médio de dormida em alojamento nas praias com 3 refeições – 500 000 rupias/pessoa por dia.
  • Preço médio de Tour de barco nas ilhas – 300 000 rupias/pessoa

Na Indonésia não consegue andar com muito dinheiro já que as caixas multibanco só permitem fazer levantamentos pequenos, geralmente não mais de 2 000 000 rupias (135€) no mesmo levantamento. E só dão notas de 50 000 ou 100 000 rupias, o que significa que vai sair de lá cheio de notas. O ideal, para evitar taxas bancárias, é fazer como nós e usar o cartão Revolut. Com este cartão até 200€/mês não paga taxas, e mais de 200€/mês paga taxas mas são mais baixas do que no banco (no nosso caso mais baixas que no BPI e na CGD). Se ainda não tem o seu cartão Revolut pode pedi-lo aqui.

Veja aqui o nosso artigo sobre como pedir o cartão Revolut e como escapar ao pagamento do envio.


INTERNET PARA VIAJAR NAS MOLUCAS

O acesso à internet nas Molucas é fácil e rápida. Quase todos os hotéis, homestays, guesthouses, restaurantes e cafés têm wifi livre, embora nem sempre funcione bem, especialmente nos locais mais remotos como Banda, Kei ou Ora Beach. No entanto, se quiser, pode fazer como nós e comprar um SIM Card indonésio à chegada ao aeroporto de Jacarta, ou então na cidade de Ternate ou Ambon. Nós compramos um no aeroporto de Jacarta por 300 000 rupias com 12Gb de internet para um mês. Dá para ser recarregado e 30 Gb custa cerca de 165 000 rupias. Tenha apenas em atenção que a internet nas ilhas Molucas tem rede local, por isso, o seu cartão indonésio pode não funcionar. Precisará de carregar internet com dados locais mas pode usar o mesmo cartão SIM.


QUAL A MELHOR ALTURA PARA VIAJAR NAS MOLUCAS

A melhor altura para viajar nas Molucas é… quase todo o ano! É verdade! No entanto, há uma época alta, onde o estado do mar é melhor e os barcos circulam com mais frequência. Esta altura é entre Outubro a Maio, sendo que geralmente em Janeiro não opera. Esta será a melhor altura para ir para as Molucas porque há barcos rápidos a fazer a ligação entre Ambon e Banda, assim como as travessias de barco no Pelni, entre Banda e Kei são mais fiáveis e frequentes. Para além disso os barcos para Ora Beach são mais frequentes. O estado do mar também afecta o mergulho e o snorkel. A visibilidade nos meses de Junho a Setembro não é tão boa e pode ser complicado andar no mar com a agitação marítima. De Maio a Setembro terá que apostar mais nos voos para fazer as ligações entre ilhas.


VIAJAR NAS MOLUCAS EM LIVEABOARD

Se é praticante de mergulho, a melhor forma de viajar nas Molucas, em particular no Mar de Banda, é na modalidade de liveaboard, ou seja, barcos em regime de tudo incluído (dormida, comida e 2-3 mergulhos por dia).

Se quiser experimentar um liveaboard no Mar de Banda, pode pesquisar e fazer a sua escolha aqui.


VIAJAR NAS MOLUCAS DE PELNI

A melhor forma de conhecer as ilhas Molucas é a bordo dos barcos nacionais da Indonésia, o Pelni. No entanto, este barcos são relativamente lentos, embora liguem quase todas as ilhas. No entanto, o seu maior defeito é só libertarem os horários e datas das viagens apenas com um mês e meio de antecedência, tornando difícil preparar a viagem com antecedência.

Sendo assim, para viajar nas Molucas o ideal é combinar barcos e voos, sendo que será importante voar entre alguns locais onde os barcos são muito raros, como é o caso da ilha de Kei, onde o barco só passa a cada 12 dias. Para cada uma das ilhas que apresentaremos neste roteiro vamos deixar indicação do tipo de barcos que poderá usar, no entanto, para outras ilhas, ou fazendo o percurso noutro sentido, pode haver mais (ou menos) ligações. O roteiro que aqui partilhamos foi aquele que nós fizemos. Resultou de um trabalho de pesquisa prévio, onde combinamos os barcos da Pelni com voos e outros barcos rápidos de forma a conseguir cobrir o máximo de ilhas possível nas Molucas (para 3 semanas), voando o mínimo possível.

DICA – Para mais informações sobre horários do Pelni consulte o site da Pelni. Os horários só são divulgados cerca de um mês e meio antes da data da viagem.

Algumas dicas básicas para viajar no Pelni na Indonésia e nas Molucas:

  • Desenhe o seu itinerário e programa o número de dias que vai ficar em cada uma das ilhas em função dos horários e dias em que existe barco.
  • Dê sempre um dia a mais do que o previsto em cada ilha para o caso de haver alterações nos horários dos barcos. Assim não corre o risco de ficar sem tempo para desfrutar da ilha ou de perder algum voo de ligação.
  • Marque o seu bilhete de barco nos escritórios da Pelni com a maior antecedência possível. Pode marcar em Ambon, Ternate, Banda Neira ou Tual (Ilha de Kei).
  • Quanto mais cedo marcar os seus bilhetes no Pelni melhor são os lugares. Se for dos primeiros a marcar até consegue ter bilhetes em cabines pelo mesmo preço.
  • Antigamente podia-se comprar bilhetes do Pelni em cabine dupla ou de quatro pessoas. Hoje isso já não é permitido e tem de se comprar bilhetes normais. Se quiser uma cabine, quando chegar ao barco procure alguém da tripulação e peça-lhe uma cabine. Geralmente custam entre 400 000 e 600 000 rupias/noite. Não são todas iguais. Há cabines com wc e outras sem. No entanto, todas têm fichas para carregar baterias e luz, de dia e de noite. Tem que usar o seu saco-cama.
  • Há lugar para carregar baterias em todas as classes do Pelni.
  • Confirme o horário e dia de partida do seu barco nos dois dias anteriores à viagem. Às vezes há atrasos e só através do site terá informação actualizada e fidedigna.
  • Esteja no porto de embarque uma hora antes da hora do barco. O procedimento de entrada no barco é lento.
  • Nos momentos de embarque e desembarque do Pelni há muita confusão. Consta-se que há vários carteiristas que actuam junto das multidões. Nós não tivemos problemas mas fomos alertados por várias pessoas, por isso tenha cuidado com os seus pertences.
  • Para viagens longas no Pelni leve saco-cama, água e alguns snacks.
  • O Pelni tem vendedores ambulantes e um bar. No bar vendem bebidas e noodles, assim como têm água quente.
  • Há barcos que estão cheios de baratas. Nós apanhamos dois. O Ngapullu é fantástico. O Ceramai está cheio de baratas.
  • Viajar no Pelni é uma experiência cultural e estes barcos são o retrato da Indonésia, um país com milhares de ilhas. Sendo assim, encare estas viagens como descoberta e desfrute.

ALOJAMENTOS NAS MOLUCAS

Quando viajar nas Molucas deve marcar o seu alojamento com antecedência. Não existem muitas opções por isso esgotam muito rápido. Um conselho bastante útil e que é válido para todos os locais onde vai viajar nas Molucas: raramente falam inglês nos alojamentos por isso deve marcar antecipadamente pelo booking e assim já sabe quanto vai pagar. Uma vez nos alojamentos, use o google translate para comunicar. É muito útil. Muitas vezes eles têm staff amigo que fala inglês e podem servir de intermediários pelo whatsapp. Viajar nas Molucas é viajar em zonas remotas por isso vai sentir a barreira linguística. Vá apenas preparado e aproveite pois vai visitar um dos lugares mais bonitos do mundo.


ROTEIRO PARA VIAJAR NAS MOLUCAS – INDONÉSIA – DURANTE 20 DIAS


Viajar nas Molucas exige tempo e paciência já que a maioria das ilhas são lugares remotos e de difícil acesso. Para aceder à maioria das ilhas terá que fazer várias viagens de barco e isso exige tempo. Geralmente a mudança de ilha demora praticamente um dia completo.

Dia 1 – Ternate

Este será o seu primeiro dia a viajar nas Molucas e, conforme a hora de chegada do seu voo, pode aproveitar para conhecer a cidade. Ternate tem muitos motivos de interesse mas pode ainda visitar a cidade noutro dia.

ONDE DORMIR EM TERNATE, NAS MOLUCAS (4 noites)

Ternate não tem muitas opções de alojamento por isso deve marcar o seu o mais cedo possível. Nós ficámos alojados no Hotel Archie, (também conhecido como Reddoorz near Pantai Falajawa 2), um hotel bem no centro de Kota Ternate, quase em frente à marginal, a uma distância conveniente do mercado e do centro comercial. Os quartos são confortáveis, e têm ar-condicionado, uma benção em Ternate! Alguns funcionários falam inglês (outros, não), e podem ajudá-lo a alugar moto. Alugamos lá por 100 000 rupias/dia.

Outras opções para se alojar em Ternate são:

Dia 2 – Ternate

Ternate e Tidore são as ilhas das especiarias, nomeadamente do cravinho. Dedique dois dias completos para conhecer a ilha quando viajar nas Molucas . Para começar a preparar estes dias em Ternate, veja o nosso artigo. Vai encontrar ali toda a informação necessária para explorar a ilha. No entanto, para ser mais fácil organizar o seu roteiro a viajar nas Molucas, neste dia comece a circular a ilha para norte e não perca:

  • Forte Orange (Beteng Orange)
  • Palácio do Sultão – Karaton
  • Forte Tolukko (Beteng Tolukko)
  • Pantai Tobololo
  • Batu Angus
  • Pantai Sulamadaha
  • Pantai Jikomalamo
  • Danau Tolire Kecil
  • Danau Tolire

A melhor forma de explorar Ternate e alugando mota. Pode alugar mota no hotel onde se alojar, geralmente cerca de 100 000 rupias/dia. Alugue mota para 3 dias, dois em Ternate e um em Tidore.

Para o ajudar a preparar estes dias, consulto o nosso artigo sobre visitar Ternate, cheio de dicas.

Dia 3 – Ternate

Este será mais um dia para explorar a ilha de Ternate e conhecer o seu passado ligado à história das especiarias e legado português. Não perca a parte sul da ilha de Ternate e pare nestes locais durante o seu itinerário.

  • Forte Kalamata (Beteng Kalamata)
  • Forte São Pedro (Beteng Kota Janji)
  • Danau Laguna
  • Forte Kastela (Beteng Kastela)
  • Pantai Kastela

Dia 4 – Tidore

Neste dia pegue na sua moto e vá até ao porto de ferry (não o de barcos rápidos) para Tidore. O porto fica em Bastion mas um pouco à frente do porto de barcos expressos. Apanhe um ferry de manhã cedo (geralmente entre as 7h e as 8h da manhã) para Tidore. Leve a mota consigo e explore a ilha ao longo do dia. Regresse no barco da tarde. O último é geralmente entre as 16h e as 17h.

Neste dia na ilha de Tidore não deixe de visitar:

  • Plantações de cravinho
  • Praisa da costa ocidental
  • Benteng Tahula
  • Benteng Torre
  • Soasio
  • Pantai Tugulufa
  • Pantai Akesahu
  • Pantai Gurua Mangofa

Prepare melhor esta parte da sua viagem com a ajuda deste artigo sobre visitar Tidore.

Dia 5 – Ternate – Ambon

Para explorar as Molucas em tempo útil é conveniente fazer alguns voos domésticos e este é um deles. Voe entre Ternate e Ambon de forma a poupar aqui algum tempo. Marque o seu voo usando a skyscanner mas recomendamos que utilize os serviços da NusaTrip porque são comuns mudanças de horários e cancelamentos e eles são a única agência que faz “refund” dos bilhetes. Confirme se tem bagagem, se não tiver, deve acrescentar e actualizar o preço.

Do aeroporto para a cidade – Quando chegar ao aeroporto de Ambon pode apanhar um táxi para Kota Ambon (cidade de Ambon) que custa cerca de 170 000 rupias. Mas a forma mais económica de ir para o centro é apanhar um bemo (van partilhada) em frente à saída do aeroporto (lado oposto da estrada). Apanhe o bemo vermelho para Kota Ambon. Custa 10 000 rupias por pessoa.

DICA – Para quem quiser viajar nas Molucas de forma mais lenta é possível apanhar o Pelni, o barco de transporte de passageiros e mercadorias entre Ternate e Ambon mas a viagem demora cerca de 1 ou 2 dias, dependendo do barco.

Na cidade de Ambon – Quando chegar a Ambon visite a cidade e explore o pouco que resta da história portuguesa. Não perca o bairro do mercado, o que resta do forte português em frente ao monumento à Paz Mundial. Ambon não é uma cidade bonita mas é um hub importante para ligar alguns dos mais belos locais das Molucas.

ONDE DORMIR EM AMBON, NAS MOLUCAS (1 noite + 1 noite entre Ora Beach e Banda + 1 noite possivelmente no final da viagem)

Ambon funciona para os visitantes apenas como Hub de ligação entre as ilhas mas é quase certo que terá que pernoitar na cidade em algum momento. Sendo assim, as melhores opções de alojamento são:

  • Alojamento barato e com boa relação preço/qualidade – Nós ficamos em dois alojamentos distintos em Ambon. Primeiro ficamos no OYO 791 Tanah Tinggi Guest House. Os quartos são bons, sem luxos, claro, e o banho fantástico (vai mesmo valorizar isto porque nas ilhas os banhos são muito precários). No entanto, aqui o procedimento de check in é mais complicado porque tem que confirmar numa app e por whatsapp a sua chegada. Ficamos duas vezes aqui e gostamos. Pagamos cerca de 160 000 rupias/noite por um quarto duplo. Outra opção, que foi onde ficamos da última vez, e que gostamos ainda mais, é o OYO 1478 Clean & Comfort Residence. A localização deste é mais central, embora não sejam longe um do outro e a distância faz-se bem a pé. Mas este segundo é mais perto do terminal de bemos que é mais conveniente para chegar ao aeroporto e ao terminal de Tulehu. O banho é igualmente fantástico e, tal como o nome sugere, é imaculadamente limpo.
  • Alojamento mais requintado e com glamour – Se procura um pouco mais de conforto, uma das melhores opções é o The City Hotel e o Biz@ Hotel Ambon, bem no centro da cidade. Outra opção é o Swiss-Belhotel Ambon mais conceituado, também próximo do centro, ou The Natsepa Resort and Conference Center, a 14 km do centro. Perto do aeroporto ou do terminal de Tulehu não há hotéis pelo que terá mesmo que se deslocar para perto de Ambon. Achamos que vale a pena ficar no centro da cidade, já que assim terá uma experiência mais urbana também nas Molucas.

Dia 6 – Ambon – Ora Beach

Viajar nas Molucas envolve alguma logística em termos de transporte e este dia é um deles. Sendo assim, siga os passos seguintes para viajar de Ambon para Ora Beach.

  1. Apanhe um transporte para o porto de Tulehu, a 25 km da cidade. Pode ir de táxi e a viagem demora cerca de 1 hora e custa 170 000 rupias. A opção mais barata é novamente o Bemo, que custa 20 000 rupias/pessoa e demora também cerca de uma hora.
  2. Uma vez no porto de Tuhehu apanhe o barco para Amahai, em Pulau Seram. Há dois barcos por dia, um às 9h e outro às 14h. A viagem demora cerca de 2 horas e custa 117 000 rupias/pessoa.
  3. Quando chegar a Amahai, apanhe um bemo para Masohi. O bemo custa 10 000 rupias/pessoa. Pode também apanhar um táxi para Masohi por 50 000 rupias ou um táxi directamente para Saleman, em Ora Beach, por cerca de 700 000 rupias.
  4. Em Masohi há carros partilhados que saem para Saleman (em Ora Beach) ao principio da tarde. Geralmente saem por volta das 14h ou 15h. Geralmente só há um carro por dia a fazer este trajecto. Pode encontrar estes carros em frente ao terminal de bus de Masohi. Se não quiser esperar, ou não arranjar carro partilhado terá que apanhar um táxi por 700 000 rupias para Saleman.
  5. Uma vez em Saleman, a aldeia onde fica Ora Beach, é preciso apanhar um barco para chegar ao seu alojamento (a anão ser que fique alojado mesmo na aldeia). Contacte o seu alojamento para o irem buscar. Peça o número do whatapp do alojamento e avise-os da hora da sua chegada. Geralmente este transfer está incluído no preço do alojamento.

Quando chegar ao seu alojamento em Ora Beach já não terá muito tempo para desfrutar do local mas de certeza que ainda dará tempo para um mergulho no recife de coral em frente. Aproveite!

ONDE DORMIR EM ORA BEACH, NAS MOLUCAS (4 noites)

Nós ficámos alojados no Oracave Eco-lodge e adorámos! Tem a localização perfeita, não estando logo ao lado da povoação, mas também não estando a uma distância muito grande. Temos a sensação de estarmos sozinhos no paraíso, mas estamos a 15 minutos de barco de Saleman. As instalações são simples, mas confortáveis, limpas e com o essencial. O Oracave Eco-Lodge apostou na qualidade e não na quantidade. Só tem três cabanas, em cima de água, com a falésia por trás e o mar azul-turquesa pela frente. Cada cabana tem a sua casa de banho privativa, e um alpendre virado para o mar. Lindo!

O preço da estadia inclui três refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar) e um pequeno snack à hora do lanche. A comida é confeccionada no local, com produtos frescos! O peixe é a especialidade, mas as refeições são variadas e muito saborosas. O preço ronda os 50€/pessoa por dia com todas as refeições.

Do Oracave Eco-Lodge pode organizar viagens de barco para visitar os pontos de interesse em redor. No final do dia, sabe que voltará para a sua cabana em cima da água. Maravilhoso!

Pode marcar a sua estadia no Oracave Eco-lodge aqui.

Dia 7 – Ora Beach

Aproveite o dia para conhecer esta zona das Molucas que é verdadeiramente maravilhosa. Contrate um barco, com ou sem guia, para o levar a conhecer o Golfo de Saleman, nomeadamente:

  • Hatupia Cliff
  • Caverna subaquática
  • Ora Beach
  • Dutch Spring
  • Butterfly Garden

Consulte este nosso artigo para saber como fazer e o que visitar em Ora Beach.

Dia 8 – Ora Beach

Aproveite o dia para relaxar e fazer snorkel no recife de coral em frente ao seu alojamento.

Dia 9 – Ora Beach

Aproveite este dia para conhecer uma das paisagens mais belas das Molucas, Pulau Tujuh, as sete ilhas. Vá de barco desde o seu alojamento e faça snorkel nos melhores recifes de coral da Indonésia. Aproveite as praias desertas de um das sete ilhas e passe um dia maravilhoso.

Dia 10 – Ora Beach – Ambon

De manhã será dia de fazer a viagem de regresso de Ora Beach para Ambon. O procedimento será igual ao do dia de ida, mas agora no sentido inverso. Os carros partilhados de Saleman para Masohi saem da aldeia por volta das 8h da manhã por isso convém estar lá um pouco antes dessa hora. Há barcos de Amahai para Ambon também duas vezes por dia, às 10h e às 15h. Quando chegar a Tulehu, volta a apanhar um bemo ou táxi para Ambon.

Dia 11 – Ambon – Banda Neira

Este será mais um dia dedicado às travessias, por isso a questão da gestão dos transportes é importante. Siga estas dicas para chegar de Ambon às Ilhas de Banda:

  1. De manhã apanhe novamente um táxi ou bem para o porto de Tulehu, pois é também de lá que saem os barcos rápidos para as Ilhas de Banda. Infelizmente não há alojamentos perto do porto pelo que terá que dormir em Ambon (ou próximo).
  2. Apanhe o fastboat, o Bahari Express 2B, de Tulehu para Banda Neira. O barco sai às 9h da manhã de sábado e terça-feira, entre Outubro e Maio (cuidado que em Janeiro não há), e custa 425 000 rupias/pessoa. A viagem demora entre 6 e 7 horas. O barco faz o trajecto contrário às 4ª feiras e domingos, também às 9h da manhã.

DICA – Para chegar às Ilhas Banda pode também ir de ferry, no Pelni. O ferry sai de Ambon, demora cerca de 8 horas e custa 105 000 rupias/pessoa. Os dias a que existe barco variam muito de mês para mês. Há dois barcos por mês da Pelni entre Ambon e Banda, são o Nggapulu (este vai para Tual, nas ilhas Kei) e o Pangrango. Consulte os horários do Pelni para ver se existe barco nos dias em que pretende viajar. Nos meses de Maio a Setembro, e Janeiro, o Pelni é a única opção para chegar de barco às ilhas de Banda. Outra opção é voar. Há voos de Ambon para Banda, numa avioneta de 10 lugares. Na época alta há voos duas vezes por semana. Para comprar bilhetes de avião para estes voos terá que entrar em contacto com uma agência local porque os bilhetes são colocados à venda apenas localmente. O barco é a melhor opção para chegar e sair das ilhas de Banda.

ONDE DORMIR NAS ILHAS DE BANDA (4 NOITES)

Nós ficámos alojados no Maulana Hotel, uma referência na cidade, quer pela sua história, quer pela sua localização. Mesmo ao lado do porto, o Maulana Hotel ocupa um edifício histórico, de arquitectura colonial, junto à água e virado para o vulcão Gunung Api Banda. A localização é excelente, o cenário envolvente é lindo, mas o melhor é o ambiente que se lá vive, sendo os donos muito simpáticos, sempre prestáveis e muito conhecedores das ilhas Banda e da sua história. Os quartos são simples, mas confortáveis.

O Maulana Hotel é uma óptima base para explorar as ilhas Banda, pois lá conseguirá organizar transporte ou tours para as outras ilhas, e não será difícil partilhar despesas com outros viajantes que queiram fazer o mesmo.

Pode reservar a sua estadia no Maulana Hotel aqui.

Dia 12 – Ilhas Banda

Banda Neira é a capital do arquipélago de Banda. É uma cidade super interessante e com um passado e arquitectura colonial digna de uma distinção UNESCO. Faz lembra Malaca ou as cidades sul-americanos. No entanto, Banda parece que parou no tempo. Dedique o primeiro dia da sua viagem a explorar a cidade, a conhecer o seu legado histórico e a forma como passado e presente convivem.

Para não perder nada nas ilhas, veja o nosso artigo sobre Visitar as Ilhas de Banda.

Dia 13 – Ilhas Banda

Um dos dias que vai passar em Banda deve, obrigatoriamente ir a Pulau Run e a Pulau Nailaka. Pulau Run é uma das ilhas das especiarias, nomeadamente noz-moscada, macis, canela, cravinho e amêndoa, mas para quem procura praia e snorkel o destino é Pulau Nailaka, um paraíso na Terra.

Há duas formas de visitar Pulau Run e Pulau Nailaka.

  1. A forma mais barata de visitar a Pulau Run é apanhar um barco público de Banda Neira (geralmente saem ao fim da manhã mas tem que perguntar no porto), e regressar no dia seguinte ou passado dois dias. Isto porque não dá para ir e vir no mesmo dia de Banda Neira para Pulau Run em transporte público. Uma vez em Pulau Run, deve apanhar um barco privado para Pulai Nailaka. Esta opção exige-lhe pelo menos duas noites em Pulau Run. É boa opção para quem viaja com tempo. Se optar por esta forma, deve acrescer aqui mais dois dias de viagem.
  2. A opção mais prática e cómoda é arranjar um tour em Banda Neira para Pulau Run e Pulau Nailaka. Normalmente estes tours param também em Pulai Ai, que vale também a pena. Os preços dos barcos para apenas duas pessoas são proibitivos, podem tingir 5 000 000 rupias, pelo que deve juntar-se a um grupo. A sua melhor chance é o The Maulana Hotel (mais uma razão para se alojar aqui), onde o podem juntar a um grupo inclusive de mergulho. Nós marcamos o tour através do hotel e fomos com um grupo de 4 raparigas indonésias, e um casal com a filha finlandês. Éramos 9 pessoas e pagámos 300 000 rupias/pessoa. É um preço muito justo e é muito difícil conseguir mais barato, mesmo indo de forma independente para Pulau Run.

Dia 14 – Ilhas Banda

Neste dia nas Ilhas Banda deve aproveitar para mais um passeio pelo arquipélago. A ilha de Pulau Hatta (ou Pulau Rozengain, é o mesmo). Aqui o snorkel e a praia são fabulosos. Pode chegar aqui da mesma forma do que a Pulau Run, ou em barco público (mas vai ter que pernoitar na ilha), ou em tour. Os tours no The Maulana Hotel são a melhor opção porque vão integrá-lo num grupo de mergulho, embora possa só fazer snorkel e praia. Pode, no entanto, marcar e fazer também mergulho.

Dia 15 – Ilhas Banda

Se não visitou Pulau Ai no tour para Pulau Run, não deixe de visitar a ilha. Aqui pode ir e vir no mesmo dia de barco público, basta estar atento aos horários, perguntando no porto de Banda Neira.

Dia 16 – Banda Besar – Banda Neira – Tual (Ilhas Kei)

Aproveite o último dia nas ilhas Banda para ir a Banda Besar. Atravesse de barco público de manhã para Biao. O barco custa 5 000 rupias/pessoa (por travessia). Uma vez em Bial alugue mota (nós alugamos uma através do The Maulana Hotel). Não há onde alugar por isso trate antecipadamente com alguém em Banda Neira. Custou-nos 200 000 rupias/dia.

Uma vez em Biao, em Banda Besar explore a ilha, dando volta a toda a ilha (tem uma estrada que circunda a ilha, embora em alguns lugares em más condições). Durante o trajecto não perca:

  • Beteng Holandia
  • Beteng Concordia
  • Plantações de noz-moscada em Lonthor
  • Pantai Timbararu
  • Pantai Taliu
  • Pantai Waisamar

Quando regressar a Banda Neira, prepare tudo para embarcar a bordo do Pelni (sai geralmente por voltas das 20h) para rumar a Kei.

ATENÇÃO – O horário e data do Pelni de Banda Neira para Tual (ilhas Kei) deve ser o centro de programação do seu itinerário. Tudo o resto deve ser marcado em função deste barco. Confirme os horários dos barcos com frequência no site da companhia.

Dia 17 – Ilhas Kei

Depois de passar a noite a bordo do Pelni vai chegar a Tual ainda de manhã. Apanhe um táxi ou Oljek para o seu alojamento. O oljek custa entre 20 000 e 50 000 rupias e o táxi entre 100 000 e 200 000 rupias, dependendo da sua capacidade de negociação. Recomendamos vivamente que se aloje na praia de Pasir Patang (também conhecida por Pantai Ngurbloat) ou nas proximidades. É claramente a melhor praia da ilha e uma das melhores do mundo. Aproveite o resto do dia para descansar.

Para não perder nada nas ilhas, veja o nosso artigo sobre Visitar as Ilhas Kei.

Dia 18 – Ilhas Kei

Aproveite o dia a viajar nas Molucas para conhecer dois dos lugares mais belos das ilhas de Kei – Ilha Baeer, a Pequena Raja Ampat, e Pulau Adranan. Ilha de Baeer é um pequeno paraíso na terra e Pulau Adranan não lhe fica atrás. O melhor é visitar as duas juntas, num dia.

COMO CHEGAR – Para visitar estas ilhas a forma mais económica é alugar mota (cerca de 80 000 rupias/dia) em Pasir Patang. Depois conduzir até Dullah. Nesta aldeia é preciso alugar um barco. O preço varia entre 500 000 e 700 000 rupias para ir e vir das duas ilhas (dependendo da sua capacidade de negociação).

Dia 19 – Ilhas Kei

Aproveite o dia para ir até uma das zonas mais bonitas das ilhas de Kei, a praia de Ngurtavur, uma língua de areia em frente à ilha de Pulau Woha. Este local não tem nada por isso, para passar ali o dia, deve levar snacks e água consigo. É mais bonito com a maré cheia.

COMO CHEGAR – Para chegar a Ngurtavur o ideal é alugar mota e conduzir até ao porto de Debut. Em Debut é necessário apanhar um barco para Ngurtavur. O barco pode-se apanhar no porto e custa cerca de 700 000 rupias/ida e volta. Este foi o preço que pagámos mas ficamos com a sensação que era possível ter feito mais barato por isso negoceie. Uma vez em Ngurtavur é necessário pagar 200 000 rupias para estar lá com o barco. Não sabemos se este pagamento é oficial mas a verdade é que apesar de termos reclamado nos entregaram um recibo do pagamento.

Pode aproveitar o início ou o final deste dia para visitar a Gruta de Air Goa Hawang. É uma gruta de águas cristalinas maravilhosa para um mergulho na água fresca. A entrada custa 20 000 rupias/pessoa.

Dia 20 – Ilhas Kei – Ambon

No dia seguinte, apanhe o voo de volta de Langgur, na ilha Kei, para Ambon. Voe entre Langgur e Ambon de forma a poupar aqui algum tempo. Marque o seu voo usando a skyscanner mas recomendamos que utilize os serviços da NusaTrip porque são comuns mudanças de horários e cancelamentos e eles são a única agência que faz “refund” dos bilhetes. Confirme se tem bagagem, se não tiver, deve acrescentar e actualizar o preço. Em Ambon apanhe o seu voo de regresso.

Para chegar de Pasir Patang ao aeroporto um táxi custa cerca de 200 000 rupias e demora cerca de 30 minutos. Se tiver mais tempo, fique mais alguns dias em Kei, vale mesmo a pena e este lugar é mesmo um paraíso na terra.

DICA – Pode também viajar no Pelni entre Tual, nas ilhas Kei, e Ambon, mas isso demora muito tempos (geralmente entre 1 e 2 dias) e só há barcos a cada 12 dias. Terá que fazer pesquisa mas esta é uma excelente forma de viajar nas Molucas.

DICA EXTRA – Viajar nas Molucas é fantástico mas pode juntar a isso um bocadinho de Papua. Se tiver ainda tempo, pode voar para Sorong e de lá apanhar um barco para ir passar uns dias a Raja Ampat. Outra opção é ir de Pelni de Tual para Sorong ou de Ambon para Sorong (esta opção tem barcos mais frequentes).

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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4 Comentários

  1. Jose Pontes diz: Responder

    Obrigado pela vossa partilha. Fantástico roteiro! Uma pergunta, nos sítios onde ficaram mais tempo, Kei, Ora beach, há dive centers para mergulho?

    1. Carla Mota diz: Responder

      Sim e não. Em Kei e Banda há muitos centros de mergulho e podem marcar mergulhos ao dia ou por semana. Em Ora Beach não vi. Mas em Ambon vimos muitos barcos de liveaboard que acho que operam lá.

  2. Fantástico Carla, obrigado por este roteiro tão detalhado. Agora é esperar pelo de Raja Ampat e fazer as malas… 😉

    1. Carla Mota diz: Responder

      Do que conheço, as Molucas são a pérola da Indonésia. E combinado com Raja Ampat é ouro sobre azul.

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