Dia 32 – Subir o MONTE SEMERU, dia de aproximação | Volta ao Mundo

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Logo de manhã, tal como planeado, o táxi estava à nossa espera à porta do RedDoorz de Malang. O taxista era um velhote com cara simpática, mas que não dizia uma palavra de inglês. Certificamo-nos que sabia para onde queríamos ir, e partimos. Íamos em direcção a Tumpang, e ao ponto de encontro, a partir do qual o grupo de quatro pessoas partiria para a aldeia de Ranu Pani, onde íamos partir para subir o Monte Semeru, iniciando com um dia de trekking de aproximação.

Veja aqui os relatos da nossa viagem da Volta ao Mundo

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Com a ajuda do Google Maps, lá ajudámos o taxista a chegar ao nosso destino, um pouco fora do centro de Tumpang. Lá, voltámos a encontrar os donos da homestay e conhecemos os nossos companheiros de aventura no Monte Semeru: Shyam e Rodrigo, indiano e filipino, respectivamente, mas ambos a viver em Singapura. Juntamente com o guia e os carregadores, seria este grupo com que íamos subir o Monte Semeru em dois dias, com uma noite na base do vulcão.

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Subir o Monte Semeru

Sabíamos que seria um desafio. O Monte Semeru, ou Gunung Semeru, é a montanha mais alta de Java, e um vulcão activo, com duas explosões por hora, aproximadamente. O primeiro dia, no entanto, não é difícil. O trekking de aproximação faz-se por terreno muito diverso, que se vai alterando conforme vamos subindo em altitude, com subidas e descidas contantes, de forma que o ganho de altitude é relativamente pouco, ou seja, saímos de Ranu Pani a cerca de 2200 m de altitude e chegamos a Kalimati, um acampamento na base do vulcão, a cerca de 2700 m de altitude.

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De jipe até Ranu Pani

A viagem de jipe de Tumpang a Ranu Pani demora cerca de 1 hora, numa estrada de montanha muito bonita, que percorre uma crista da montanha, com vale dos dois lados. Pelo caminho, passamos pela borda da caldeira do Bromo, do lado oposto ao da King Kong Hill, e mais uma vez temos uma vista espectacular sobre a caldeira, desta vez com o Bromo escondido, mas com a caldeira a exibir o seu esplendor.

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Ficámos a saber que existe também um percurso pedestre deste lado, que pode começar na aldeia de Ngadas, desce à caldeira e depois sobe ao topo do Bromo. E, como ficámos a saber no dia anterior, o Monte Bromo está já aberto, seria uma excelente opção. Isto, se tivéssemos tempo! Mas não… É tempo de subir ao Monte Semeru e depois seguir viagem.

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Antes de chegarmos a Ranu Pani, fomos com o guia obter um certificado médico (muito rápido!) que é obrigatório para quem tenta subir ao Monte Semeru, desde que supostamente houve algumas mortes na subida por ataque cardíaco. Pesámo-nos (não vou revelar valores…) e foi-nos medida a tensão arterial (nem perguntei…). Aparentemente, está tudo ok e estamos preparados fisicamente para o esforço.

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Ranu Pani e o início da caminhada

Na aldeia de Ranu Pani, o guia paga a entrada no Parque para os dois dias e estamos prontos para começar. Como pagámos a tour sem direito ao guia, será um dos carregadores a acompanhar-nos durante todo o caminho. Mas o Shyam e o Rodrigo, que vieram por uns dias a Java só para subir ao Monte Semeru e pagaram uma tour de ida e volta de Surabaya, seguem sempre junto a nós, um pouco atrás ou à frente. O nosso carregador, Roidil, não diz uma palavra de inglês (o guia é quase igual…), mas também não é preciso. O que é preciso é que tudo corra bem.

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Os carregadores fazem aqui um trabalho que não podia deixar de ser extremamente penoso. Carregam as tendas, colchões, sacos-cama, comida e água. Nós carregamos uma mochila pequena com o material fotográfico, uma garrafa de água e a nossa roupa para a subida ao cume.

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Experimentei a carga de Roidil, cerca de 20kg, um peso suportável, mas ele carrega aquilo, não numa mochila (o que seria razoável), mas nas pontas de um pau que leva ao ombro. Isso é que, para mim, seria insuportável. Além disso, usa como calçado umas galochas, que neste tempo são extremamente desconfortáveis e quentes. Ou então, está prever chuva…

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Até ao lago Rani Kubolo

A primeira parte da caminhada do dia liga Ranu Pani ao lago Ranu Kubolo, a cerca de 11 km de Ranu Pani, e a 2400 m de altitude. No início, caminhamos por floresta tropical, muito húmida, mas menos húmida do que seria na época das chuvas. Aliás, a melhor época para subir ao Monte Semeru é entre Maio e Outubro, quando a probabilidade de chuva ou nebulosidade é muito menor e, consequentemente, a probabilidade de céu límpido no topo é maior.

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Gradualmente, a vegetação vai mudando e a neblina vai-se dissipando, e de vez em quando vamos tendo um vislumbre do cone do Monte Semeru. É uma visão realmente impressionante e pensamos para nós próprios como será possível subirmos aquilo. Mas as montanhas são feitas passo a passo, sem pensar em como é que é possível, mas sim que é possível fazê-lo.

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O nosso carregador, apesar da carga, estabelece um passo rápido, e vai liderando o caminho. E nós seguimos, parando de vez em quando para tirar fotos. Após quase três horas de caminhada, chegamos ao lago Ranu Kubolo que, com o sol, é uma bela visão. Num dos extremos do lago, encontra-se um acampamento. São muitos os indonésios que fazem este trilho, a maioria muito jovens, e alguns acampam ali, normalmente no percurso de volta do Monte Semeru.

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É hora de almoço, e altura de sermos mimados. Mesinha e cadeiras (mais uma coisa que os carregadores trazem, esta dispensável) são montadas junto ao lago e é-nos servido um chá com bolachas e um almoço simples, mas saboroso (massa à bolonhesa mas com molho agridoce) e até arranjaram uma opção vegetariana para o Shyam. Depois de descansarmos um pouco, estava na hora de continuarmos a caminhada.

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Até Kalimati na base do Monte Semeru

Aliás, o início estava diante dos nossos olhos. Uma subida muito íngreme, mas curta. A seguir, entramos numa paisagem diferente, de estilo savana. As árvores mudam, e a cor predominante deixa de ser o verde, para passar a ser o amarelo e o castanho. Depois de atravessarmos um belo vale, entramos naquela que seria a subida mais exigente do dia, não tão íngreme como a de depois do almoço, mas muito longa.

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É ali que fazemos a maior parte do ganho de altitude que temos de fazer para chegar a Kalimati. Antes de chegarmos, temos ainda uma visão global e límpida do Monte Semeru e, pel primeira vez, somos testemunhas de uma explosão no topo. Uma nuvem de fumo branco eleva-se nos ares e dissipa-se, formando um longo rasto.

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Chegados a Kalimati, estamos mesmo na base do vulcão. A vegetação ainda se faz sentir, inclusive nas encostas do vulcão. Só a partir de determinada altitude, desenhada quase a régua, a vegetação desaparece completamente e sobra só rocha vulcânica e cinza. É esse o percurso que teremos de fazer durante a noite. Ao contrário de outras experiências, como a subida ao vulcão Cotopaxi, no Equador, onde a subida é feita durante a noite por razões de segurança (durante o dia, o gelo dos glaciares que cobrem o vulcão torna-se instável), aqui é mais por uma razão prática, pois subindo de noite, assiste-se ao nascer do sol no topo e pode-se descer a tempo de fazer todo o caminho de volta a Ranu Pani nesse mesmo dia.

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Uma noite fria e desconfortável

Depois do sol se pôr, o frio (que até ali não se tinha feito sentir) instala-se e é difícil aguentar parado. As tendas são montadas, e é-nos trazido o jantar já de noite. Um jantar digno de quem vai tentar subir o Monte Semeru! Banana frita, arroz branco com carne guisada e noodles fritos, em quantidades que, depois de nós os quatro comermos à vontade, até sobrou. A verdade é que também não convém comer demasiado. Vamos deitar-nos logo a seguir ao jantar, cerca das sete e meia da tarde, e vamos levantar-nos cerca da meia-noite e meia, para começar a andar à uma da manhã.

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Os sacos-cama são finos, não adequados para estas temperaturas (está com certeza abaixo de 10 °C), mas temos dois cada um, metidos um no outro. Além disso, trouxe um lençol que se mete dentro do saco-cama e dá 5 °C extra de conforto térmico. A Carla passa algumas dificuldades com o frio, principalmente nos pés e mãos, e as horas que passamos na tenda são de um sono intermitente, pois o terreno é muito duro e os colchões são finos, tendo de mudar de posição frequentemente. À meia-noite e meia, como combinado, é tempo de levantar. A aventura de subir o Monte Semeru agora é que ia começar.

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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