DIAS 60 a 61 – Subir o monte RINJANI em Lombok | Volta ao Mundo

DIAS 60 a 61 - Subir o monte RINJANI em Lombok | Volta ao Mundo

Após os dias passados a relaxar em Gili Trawangan e Gili Air, sabíamos que tínhamos pela frente dias completamente diferentes, de desafio físico, mas com a recompensa de termos acesso a uma das paisagens mais espectaculares de toda a Indonésia: a caldeira vulcânica do monte Rinjani, uma das montanhas consideradas sagradas na Indonésia, juntamente com os montes Agung e Bromo.

Veja aqui os relatos da nossa viagem da Volta ao Mundo

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As dádivas e as maldições dos vulcões

Nos tempos antigos, as pessoas adoravam o Sol, a Lua e os vulcões (Terra) como deuses, e na realidade o eram, uma vez que forneciam a luz, a água e a fertilidade necessárias à vida humana. Mas todas as divindades têm duas faces, uma de criação e outra de destruição. Os vulcões, criadores de terras férteis, são também, por vezes, capazes de destruir em poucos minutos o que levou uma vida (humana) a construir.

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E o monte Rinjani não é diferente. Motor do clima do norte de Lombok, pólo atractor de nuvens e chuva, e emissor de cinzas ricas em nutrientes, torna a região em seu redor uma das mais férteis da Indonésia, na qual se produz arroz, tabaco e fruta que alimenta a ilha de Lombok.

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Recentemente, o monte Rinjani assumiu ainda de outra forma o papel de motor da economia da ilha, atraindo milhares de turistas todos os anos, que se maravilham com a beleza da paisagem. Muitos são os habitantes de Lombok, principalmente da região norte, que ganham a vida com a vinda e estadia dos turistas, e que descansam durante a época das chuvas, de Janeiro a Março, quando o Parque Nacional do monte Rinjani está fechado.

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Mas, a 29 de Julho e 5 de Agosto de 2018, a natureza mostrou a sua outra face, e a região foi abalada por um forte sismo, que destruiu várias aldeias, matou centenas de pessoas e fez colapsar, de um momento para o outro, a actividade turística na ilha. Hoje, muitos habitantes do norte de Lombok ainda lutam para refazer as suas vidas, reconstruindo as suas casas e regressando aos seus trabalhos.

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Os turistas, esses, estão lentamente a voltar, mas enquanto a subida ao cume do monte Rinjani estiver interdita, é expectável que os números não se aproximem daqueles dos últimos anos. No entanto, se a região não registar mais actividade sísmica, é previsível que o governo indonésio permita a subida ao cume na próxima temporada de 2020.

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Subir o monte Rinjani

Subir ao topo do Monte Rinjani (3726m), o segundo vulcão mais alto da Indonésia , está interdito por razões de segurança, desde o sismo de 2018, que atingiu magnitude 7,0. A região continuou a apresentar actividade sísmica até Abril deste ano, com muitas réplicas, e o governo indonésio não quis arriscar a perda de vidas permitindo a subida ao cume.

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Quando o Parque estava aberto, a opção mais popular era um trek de três dias (2 noites), começando na aldeia de Senaru, subindo à borda da cratera (1 noite), descendo ao lago para usufruir das nascentes quentes, e novamente subir à borda da cratera, desta vez mais perto do cume. Na segunda noite, subia-se ao cume e depois descia-se para a aldeia de Sembalun Lawang.

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Pode contratar-se companhias em Kuta ou Senggigi, ou até mesmo em Bali, mas sempre que possível damos preferência a empresas locais, resultado do empreendedorismo dos habitantes que vivem de perto as graças, mas também as vicissitudes da mãe natureza. Foi o caso da Hajar Trekking Senaru, uma empresa sediada na aldeia de Senaru, fundada por Hajar, que trabalhou durante anos para outras companhias, mas depois decidiu abrir o seu próprio negócio.

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Este corria muito bem até 2018, mas o sismo destruiu 75% da aldeia de Senaru, incluindo a sua casa, e o escritório da empresa. Os meses que se seguiram foram muito difíceis, sem trabalho, com o Parque Nacional fechado aos turistas, e a viver em tendas, à mercê do frio e da chuva.

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Hoje, passados os dias mais difíceis, e com a ajuda do governo indonésio, Hajar e os seus empregados reconstroem o escritório e tentam recuperar o negócio, mas sabem que 2019 será um ano de transição lenta. No entanto, têm esperança no futuro e para isso também trabalham.

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Preparar a subida ao monte Rinjani

Nós preparámos tudo antecipadamente online, ainda em Portugal, mal Hajar nos confirmou que a temporada de 2019 iria funcionar, mas apenas com a subida à cratera. Ficou combinado que nos iriam buscar ao porto de Bangsal, pois nós viríamos de Gili Air. E assim foi. Desembarcados em Bangsal, esperámos só um pouco até que o motorista enviado por Hajar nos encontrou. Em Bangsal conhecemos também um casal muito jovem de Singapura, que irão fazer a subida connosco.

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A viagem de Bangsal a Senaru demorou quase duas horas, por entre arrozais e campos de cultivo de tabaco. Pelo caminho, passámos por várias pontes provisórias, que substituíram aquelas destruídas pelo sismo, sendo que as obras de construção de infra-estruturas permanentes estão a decorrer.

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Senaru encontra-se a 600m de altitude e é o melhor ponto de acesso ao Parque Nacional do monte Rinjani. Tem alguns alojamentos locais e foi num desses que ficámos, conhecendo pessoalmente Hajar e ouvindo a sua impressionante história pessoal. Ficámos alojados num quarto com vista para o monte Rinjani, que depois da neblina da tarde se dissipar, se revelou imponente no horizonte.

Pode aproveitar a zona para conhecer as quedas de água próximas. Veja este tour que o leva às melhores quedas de água de Lombok.

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Hajar fez-nos também um briefing de como seriam os dois dias seguintes, com alguns pormenores práticos. Seremos acompanhados de um guia e três carregadores, e o preço do tour inclui as refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar) e bebidas. Jantámos e depois recolhemos ao quarto. É tempo de descansar, porque os dias seguintes prometem ser cansativos.

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Material necessário

Calções e t-shirt transpirável para a subida, bons sapatos ou botas de montanha com apoio nos tornozelos, calças e casaco quente para a noite na borda da cratera (gorro e luvas para os mais friorentos), e um casaco impermeável/resistente ao vento (o estado do tempo no topo é sempre instável).

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A tenda e os sacos-cama são fornecidos pela agência. No caso da Hajar Trekking, este material revelou-se muito bom, com tendas de marca reconhecida e sacos-cama artesanais mas muito quentes. Um (ou dois) bastão de caminhada é essencial, principalmente para o dia da descida, e pode ser fornecido pela agência, também.

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Quanto a comida e bebidas, estes são fornecidos pela agência, mas convém levar uns chocolates, bolachas ou barras energéticas para um snack a meio da manhã ou da tarde.

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Geografia da região do monte Rinjani

Como em outros casos que já visitamos, por exemplo, na ilha do Fogo, em Cabo Verde, e, já na Indonésia, os montes Bromo (Java) e Batur (Bali), as enormes caldeiras vulcânicas são um testemunho de um vulcão muito maior do que os actuais, aí existente na antiguidade. Desaparecido o gigante antigo, sem dúvida fruto de enormes erupções, restou uma caldeira, com falésias muito inclinadas e, em alguns casos, com um lago no fundo, como no caso do Batur e da cratera de Ijen.

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Em quase todos os casos, estas caldeiras mantêm actividade na actualidade, sendo que os locais mais activos têm erupções recentes e formam cones secundários no interior da caldeira, mais pequenos do que os seus antepassados, mas igualmente impressionantes para quem os visita nos dias de hoje. Estes vulcões activos, normalmente, não são os pontos mais altos da caldeira, mas são eles que moldam a morfologia actual do terreno e ditam o ritmo de vida na região.

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No caso do Rinjani, o ponto mais alto da caldeira é o cume propriamente dito do monte Rinjani, e atinge os 3726 m de altitude, mas onde se regista actividade vulcânica, com uma periodicidade aproximada de 4 anos, é em baixo, no fundo da caldeira, junto ao lago, onde está o cone vulcânico do monte Baru, que atinge os 2351 m. É este cone que periodicamente expele lava e cinzas, mas que nos últimos três anos tem estado calmo.

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Subida ao monte Rinjani

Neste momento, os acessos ao lago e ao cume estão interditos aos turistas, por isso, e apesar de a região estar agora calma, a única opção possível para nós era subir apenas até à borda da cratera, num dia, e descer noutro, a partir da aldeia de Senaru.

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Primeiro dia: a subida

Apesar de não subirmos ao cume, sabíamos antecipadamente que iria ser uma subida ainda assim muito exigente pois os números não enganam: em apenas cerca de 10 km de distância percorrida, sobe-se dos 600m de altitude de Senaru para 2640m de altitude do acampamento na borda da cratera, consituindo 2040m de desnível vertical!

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Não é para todos, mas também não é apenas para superatletas; como em qualquer montanha, cada pessoa deve encontrar o seu ritmo (cardíaco, de respiração e de esforço), e não deve exigir mais do que isso ao seu corpo.

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De Senaru à entrada do Parque

Depois do pequeno-almoço no nosso alojamento, e de nos despedirmos de Hajar, iniciámos a caminhada ainda por estrada, na companhia do nosso guia e do casal de Singapura, cerca das oito da manhã.

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A paisagem é rural, com campos cultivados e casas de pessoas que trabalham na terra, juntamente com as suas famílias. As obras de reconstrução do caminho, e de algumas casas, continuam e não deixam esquecer que a tragédia do sismo é ainda muito recente.

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Alguns carregadores passam por nós de moto, com a carga atrás, sendo o já tradicional pau com dois cestos nas extremidades. Após cerca de meia hora de caminho, encontramos a entrada oficial do Parque Nacional, onde o guia pagou os nossos bilhetes. Estava na hora de iniciar oficialmente a subida ao monte Rinjani.

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Da entrada do Parque a Pos I (1000m)

A partir daí inicia-se uma subida quase sem interrupções de terreno plano. Existem três pontos de paragem no caminho (designados Pos I, II e III), e é aí que normalmente se pára para descansar, beber ou comer.

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Fazemos grande parte do caminho completamente envoltos em floresta tropical. É bom, porque as árvores dão imensa sombra, mas a humidade é muita e transpira-se imenso. Além disso, como quase não há abertas na densa vegetação, a paisagem torna-se um pouco monótona, apesar de bela. As raízes das árvores são o elemento fundamental no terreno, segurando o solo, e permitindo passos mais seguros.

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O casal de Singapura vai com um ritmo muito acelerado, mais à frente, com o guia. Um pouco para trás, seguimos nós, mais lentos, mas com um ritmo certo. Por vezes, o declive do terreno dá um pouco de tréguas, mas é sempre a subir. Depois de cerca de uma hora e meia de subida, chegamos ao Pos I, onde parámos para descansar um pouco e a beber água.

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De Pos I a Pos II (1500m)

A Carla, como tem um ritmo mais lento, resolveu partir mais cedo de Pos I. Passado pouco tempo junto-me a ela, e um pouco mais tarde somos ultrapassados pelos nossos companheiros.

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Naquele dia, não eramos, claro, os únicos a subir ao monte Rinjani. No total, seriam cerca de 50 pessoas, divididas em alguns grupos. A maior parte eram turistas ocidentais, mas a tendência dos últimos anos é um claro aumento dos turistas asiáticos, principalmente da China, Singapura e Malásia.

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O caminho continua a ser feito em floresta tropical e as pernas ressentem-se pois a subida é ininterrupta e com um desnível considerável. O casal de Singapura continua com um ritmo mais acelerado do que o nosso, mas agora mantemo-nos juntos durante mais tempo. Às vezes somos ultrapassados por elementos de outros grupos, e nesta secção começam também a passar por nós algumas pessoas que vêm a descer.

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No entanto, é em Pos II, ao qual chegamos passadas duas horas de caminhada, que se juntam mais pessoas, a maior parte a subir, mas também alguns a descer. É aí que os carregadores nos preparam o almoço, um mie goreng do qual já começávamos a ter saudades.

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De Pos II a Pos III (2000m)

Depois de almoço, e de descansarmos um pouco, era tempo de nos pormos a caminho novamente. E, de novo, eu e a Carla saímos do acampamento mais cedo, com a promessa do guia em nos apanhar mais acima.

O caminho continuou a ser muito íngreme, mas o terreno começou a mudar. Com o ganho de altitude, a vegetação começou a mudar, e deixamos claramente a floresta tropical para trás, passando a haver vegetação mais rasteira e alguns pinheiros.

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Os nossos companheiros e o guia é que nunca mais apareciam, e o tempo ia passando. Fomos subindo gradualmente, com um ritmo constante. Passada uma hora e meia de caminhada, chegámos a Pos III. Decidimos aí descansar, e esperar pelos nossos companheiros.

O tempo, no entanto, passava. Muitas das pessoas que estavam para trás, chegavam, descansavam, e partiam. Mas os nossos companheiros não chegavam e nós queríamos prosseguir pois o objectivo era chegar à borda da cratera ainda com luz do sol.

Eram já 13.30h e decidimos partir para cima. Não tínhamos notícias do guia, mas não podíamos esperar mais.

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De Pos III a Pelawangan I (2640m)

O último troço da subida é o mais difícil. Por um lado, já levamos nas pernas mais de cinco horas de subida. Por outro lado, com a falta de árvores, o terreno torna-se mais solto, com uma fina camada de areia e pó fino, que torna a progressão mais complicada.

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A sombra que as árvores nos davam mais abaixo também desapareceu, e o sol torna a subida mais penosa. Só muito de vez em quando há uma sombra que nos permite descansar. Começamos, enfim, a ter noção do nosso objectivo, aproximando-nos da borda da cratera. Não temos, claro, a visão da cratera ainda, mas já se vê que estamos a chegar perto.

A parte final da subida é por uma crista rochosa, que é necessário percorrer com cuidado. O cansaço é já muito, e as dores musculares fazem-se sentir.

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Finalmente, chegamos ao acampamento de Pelawangan I cerca das 15.15h, mais de sete horas depois do início da subida. Não tínhamos notícias do guia e tínhamos passado pelos carregadores na parte final da subida, por isso não sabíamos onde parar. O acampamento era muito espelhado por diferentes locais, mais ou menos próximos da borda da cratera. Quem chega primeiro, monta tenda nos lugares com vista melhor.

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Na borda da cratera do Rinjani

Encontrávamo-nos a poucos passos da borda da cratera, na sua ponta noroeste. Resolvemos não parar e prosseguir em direcção à extremidade da cratera. Aí já estavam algumas tendas montadas. A paisagem é absolutamente fabulosa. No entanto, nunca é totalmente desimpedida, pois existem aí algumas árvores que tapam parcialmente a vista.

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Ainda assim, a visão da cratera, com o cume do Rinjani ao fundo, e o cone do monte Baru na base da cratera, rodeado do lago. Quando chegámos, ainda batia alguma luz na cratera, por isso tratámos de tirar fotos, inclusive com o drone.

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O cone do monte Batur parece estar mesmo ali, mas a dimensão da cratera é tal que de onde estávamos eram cerca de 3-4 km em linha recta até ao cone vulcânico. Nem mesmo de drone nos aproximámos, pois estava um vento forte e não quisemos afastar muito o drone de nós.

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O pôr-do-sol no monte Rinjani

As cores do pôr-do-sol intensificavam a beleza da paisagem, e fomos percorrendo uma parte da borda da cratera, para ter acesso a diferentes perspectivas.

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A dada altura, um dos nossos carregadores veio ter connosco e disse-nos onde estavam as nossas tendas, mas só depois de o sol baixar o suficiente para deixar de iluminar a cratera é que regressámos às tendas. Nesta altura, tivemos as primeiras notícias dos nossos companheiros. O rapaz tinha sentido muitas caimbras nas pernas e tinham subido muito lentamente, juntamente com o guia. Mas já tinham chegado, e estava tudo bem.

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Das nossas tendas, tínhamos uma das melhores visões do pôr-do-sol, e apesar da neblina no horizonte, ainda pudemos vislumbrar novamente o monte Agung iluminado pelo sol poente. Depois de o sol se pôr, ficou bastante mais frio, mas nada que se comparasse ao frio que passámos no acampamento do monte Semeru, apesar de a altitude ser praticamente a mesma em ambos os casos.

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Comemos um pequeno snack de banana frita acompanhado por um chá quente e ficámos a admirar as cores que o céu ia assumindo. Pouco tempo depois, foi servido o jantar, que comemos fora da tenda, e depois de estarmos à conversa um pouco, resolvemos recolher e ir dormir, pois no dia seguinte iríamos acordar cedo para ver o nascer do sol.

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Segundo dia: a descida para Senaru

Se é verdade que a descer todos os santos ajudam, também é verdade que nas descidas é preciso redobrar os cuidados para não haver quedas ou lesões. O uso do bastão é essencial, e como íamos percorrer o mesmo caminho do dia anterior no sentido inverso, sabíamos exactamente o que nos esperava.

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Nascer-do-sol na cratera do Rinjani

A primeira coisa que fizemos foi levantar-nos ainda a primeira claridade do dia aparecia no horizonte e subimos os poucos metros que nos separavam da extremidade da cratera. Aí esperámos pelo nascer do sol.

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A cratera, no entanto, não é logo iluminada pelo sol, pois este nasce praticamente por trás do cume do Rinjani, que projecta a sua sombra sobre toda a cratera e especialmente sobre o cone do monte Baru.

Na extremidade nordeste da cratera, não há falésias, sendo terreno aberto e nascendo aí o rio Sungai Putih. Nessa direcção é possível assistir ao nascer do sol, mas de onde estávamos, só com o drone conseguimos ver alguma coisa.

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Como não podíamos esperar muito tempo, resolvemos descer com a cratera só parcialmente iluminada, para tomar o pequeno-almoço, e depois de desmontadas as tendas, estávamos prontos para iniciar a descida.

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Descida para Senaru

A verdade é que tínhamos pela frente sempre algumas horas de descida, e o nosso guia disse-nos que queria que descêssemos todos juntos. Mas os nossos companheiros, pouco experientes em trekking, desciam com muito medo e muito lentamente. Mesmo ficando para trás para tirar fotos, rapidamente os alcançávamos e os ultrapassávamos.

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Acabámos por acordar com o guia que desceríamos à frente, e esperaríamos por eles em cada um dos acampamentos.

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E assim fizemos. Nos acampamentos de Pos III e Pos II, esperámos ainda bastante tempo por eles, e todas as pessoas que tinham subido connosco no dia anterior nos ultrapassaram na descida. Ao mesmo tempo, muitas pessoas passavam por nós no seu percurso de subida.

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Almoçámos no acampamento Pos I, e depois dali o terreno já não era tão inclinado nem escorregadio, por isso acabámos por descer juntos até à entrada do Parque Nacional, e depois até ao locl onde a carrinha do Hajar Trekking nos esperava. Ao todo, tínhamos demorado seis horas a descer e éramos as últimas pessoas a descer da montanha nesse dia.

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Ainda passámos pelo escritório de Hajar, ainda a ser reconstruído após o sismo, onde descansámos e conversámos um pouco com Hajar. O trek tinha sido um sucesso, tudo correu bem, e tanto o guia como os carregadores da Hajar Trekking Senaru tudo fizeram para nos ajudar a chegar ao nosso objectivo. É pena que não tenhamos podido subir ao cume do Rinjani, pois a vista daí deve ser de outro mundo. Fica mais esta razão para voltarmos.

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Pode também marcar o seu tour de dois dias ao Monte Rinjani antecipadamente através do GetYourGuide.

Em direcção a Kuta Lombok

Mas o dia ainda não tinha acabado, pois tínhamos ainda de nos deslocar para o nosso próximo destino, Kuta. Hajar providenciou o nosso transporte, juntamente com o casal de Singapura, que iria ficar em Senggigi.

Eram cerca das três da tarde quando saímos do escritório de Hajar. Despedimo-nos e começámos a descer o vale que nos levaria à estrada costeira, que circunda a ilha de Lombok. Voltámos a passar pela zona do porto de Bangsal e as Gili novamente à vista.

Dali seguimos para sul, passando por Senggigi, uma zona balnear, onde nos despedimos do casal de Singapura, e por Mataram, a capital da ilha. Finalmente, quase às seis da tarde, chegámos a Kuta (por vezes designada Kuta Lombok, para a distinguir de Kuta, em Bali), onde iremos ficar por três noites.

Tinha chegado ao fim a aventura da subida ao monte Rinjani, ficando a promessa de um dia voltarmos para subir ao cume, e também para vermos como o povo de Lombok soube recuperar das adversidades que a mãe natureza lhe põe às vezes pela frente.

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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