Dia 30 – Subir ao VULCÃO BARTOK, e dizer adeus ao Monte Bromo

Dia 30 – Subir ao VULCÃO BARTOK, e dizer adeus ao Monte Bromo

A nossa intenção era subir ao topo do vulcão Bartok e assistir a outro nascer do sol. O Bartok está no centro da caldeira, mesmo junto ao monte Bromo, e de lá, as perspectivas sobre a cratera activa são únicas. Mas o cansaço e a falta de horas de sono levaram-nos a que só nos levantássemos às cinco da manhã. Loucura…

Dia 30 – Subir ao VULCÃO BARTOK, e dizer adeus ao Monte Bromo

Subir o vulcão Bartok

Resolvemos poupar-nos um pouco e não fizemos a descida para a caldeira a pé. Apanhámos novamente boleia de moto, descemos até à caldeira e atravessámos o Mar de Areia até à base do vulcão Bartok. O dia começava a clarear quando começámos a subida. Os números não enganam: 289 m de desnível em apenas 1,4 km de distância, ou seja, cerca de 25% de inclinação média.

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Dia 30 – Subir ao VULCÃO BARTOK, e dizer adeus ao Monte Bromo
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O terreno é também difícil. O chão é basicamente cinza vulcânica mais ou menos compactada. É difícil progredir quando o solo desliza por baixo dos nossos pés. No início a vertente não é assim tão inclinada, mas passado pouco tempo entramos numa crista que é muito inclinada e subimos a custo. A respiração é pesada, o ritmo cardíaco acelera, e é preciso fazer algumas pausas para recuperar o fôlego e tirar fotos.

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Conforme subimos, o sol também se vai elevando no horizonte e lançando cores vibrantes nas vertentes do Bartok, mas também no Monte Bromo. Este vai-se revelando à medida que vamos subindo e vamos tendo uma perspectiva cada vez mais global da cratera.

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No topo do vulcão Bartok

Quando finalmente chegamos ao topo do vulcão Bartok, a visão da caldeira e do Monte Bromo é de outro mundo. Parece que estamos noutro planeta, que somos pioneiros na exploração espacial, que pisamos terrenos nunca antes desbravado ou observado por olhos humanos. É por momentos destes que vale a pena o esforço físico, o cansaço e todos os sacrifícios.

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Lançamos o drone e conseguimos uma nova perspectiva da fabulosa paisagem que nos rodeia. Passado algum tempo, chegam algumas pessoas que também arranjaram energia para subir ao topo do vulcão Bartok. Chegam ofegantes e cheias de pó, como nós devemos ter chegado duas horas antes. Mas ficam pouco tempo, e rapidamente descem. Nós continuamos a tirar fotos e a fazer vídeo, enquanto nos deixamos encantar uma última vez pela beleza da natureza no seu estado primordial.

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É tempo de descer. Resolvemos fazer o mesmo percurso para baixo. Temos de ter cuidado para não escorregar, ou fazer movimentos bruscos que possam magoar os joelhos. A protecção da boca e nariz é essencial pois a quantidade de pó que levantamos ao descer a vertente é brutal. Na descida, os braços são tão importantes como as pernas, e o bastão é uma ajuda preciosa para apoiar e minimizar o esforço dos joelhos.

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De volta a Cemoro Lawang

Muito mais rapidamente do que subimos, estávamos novamente na base do vulcão Bartok. Dali, voltámos a pagar os serviços de duas motos que nos trouxeram de volta à aldeia de Cemoro Lewang. Eram cerca das dez da manhã, mas não tínhamos muito tepo a perder, pois queríamos ir para outra cidade, Malang, e os transportes que saíam de Cemoro Lawang eram poucos e sem hora certa. E, antes, ainda tínhamos de tomar banho e reorganizar as nossas mochilas.

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Depois de pronto, dirigimo-nos ao local onde os autocarros partem em Cemoro Lawang. Lá, encontrámos um pequeno autocarro à espera de pessoas e quando nós chegámos, juntamente com mais três raparigas, a lotação ficou completa e pudemos sair logo. Que sorte! O autocarro ia até Probolinggo, onde iríamos arranjar outro autocarro com destino a cidade de Malang.

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Em viagem para Malang

A viagem correu sem problemas, fazendo o percurso inverso que tínhamos feito dias antes. Pelo caminho ainda fomos conversando com um casal francês que, como nós, está a viajar pelo mundo durante um ano, mas com três filhos, dois rapazes e uma rapariga, com 8, 9 e 10 anos de idade! Isto é que é coragem…

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Quando chegámos a Probolinggo, o autocarro parou junto a uma agência de venda de bilhetes de autocarro. Aproveitámos e comprámos logo um bilhete para um autocarro “Express” para Malang. Quando estava a chegar a hora, o autocarro que deveríamos apanhar apareceu, mas parou uma centena de metros mais à frente e partiu, sem termos tempo de lá chegar! Demo-nos conta que tínhamos sido enganados… A estação de autocarros era ali mesmo ao lado e tínhamos comprado os bilhetes num revendedor, a um preço mais alto. O senhor lá nos disse que outro autocarro viria, pouco tempo depois, por isso resolvemos esperar.

Passado vinte minutos, um dos senhores chamou por nós, levou-nos à estação de autocarros, do outro lado da estrada, e meteu-nos num autocarro com destino a Malang. Lá dentro, deram-nos um bilhete que era bastante mais barato. Erro de principiantes… No entanto, o importante é que o autocarro ia mesmo para Malang, e o termo “Expresso” aplicava-se porque enveredou pela auto-estrada em parte do percurso.

Chegados a Malang, ainda não tínhamos acabado a viagem… Estávamos num terminal de autocarros nos arredores da cidade e ainda precisávamos de chegar ao nosso hotel. Aí, conseguimos contornar quem nos queria meter num táxi, e descobrir a angkot que nos levaria ao centro. A viagem ainda durou quase uma hora, porque as angkot são lentas e param muitas vezes para apanhar clientes.

Veja aqui os relatos da nossa viagem da Volta ao Mundo

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Finalmente em Malang

Finalmente, cerca das cinco da tarde, chegámos à rotunda principal de Malang, onde se encontra o antigo edifício administrativo colonial holandês, Balai Kota, e também o nosso hotel, RedDoorz near Balai Kota, da rede RedDoorz, uma cadeia de hotéis em Java de preço baixo mas de boa qualidade. Na realidade, não é bem uma cadeia, porque os hotéis são todos diferentes. É mais uma rede de hotéis unidos por um nome, mas que podem variar bastante em qualidade e estilo.

Este hotel é simples, mas tem um quarto espaçoso e está num local agradável, recuado do barulho do trânsito na rotunda. Aproveitámos o resto do dia para trabalhar no blogue e escrever sobre o nascer do sol no Monte Bromo e a subida ao topo do vulcão Bartok. Jantámos também no nosso hotel uns noodles fritos muito saborosos.

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Dia 30 – Subir ao VULCÃO BARTOK, e dizer adeus ao Monte Bromo

Tínhamos chegado um dia antes do planeado a Malang para no dia seguinte podermos tratar da organização de uma tour ao Monte Semeru, o ponto mais alto de Java. Temos a opção de 2 ou 3 dias, mas depende do preço que conseguirmos arranjar e que companhia. Veremos o que conseguiremos arranjar.

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DICAS PARA VISITAR O MONTE BROMO e BARTOK

Pode visitar o Monte Bromo em tour desde Yogyakarta, de Surabaya ou de Bali. Veja aqui as melhores opções:

  • Se procura tour privado desde Surabaya pode marcar aqui. Este é um tour de um dia e é o mais popular pois é o mais barato dos tours que vai encontrar para o Bromo.
  • Se procura um tour de dois dias, desde Surabaya para ver o pôr-do-sol, com pernoita no Bromo,marque aqui. Este tour também é bem popular.
  • Se procura um tour de três dias que faça Bromo e Monte Ljen, desde Surabayamarque aqui.
  • Se procura um tour desde Yogyakarta, de 4 dias, que vai ao Monte Bromo, Vulcão Ljen e Borobudur, marque aqui.  Este é um dos tours mais bem sucedidos para quem quer comodidade e fazer o melhor de Java desde Yogyakarta.
  • Também é possível visitar o Monte Bromo e o vulcão Ljen desde Bali, num tour de 3 dias. Pode marcar o seu tour aqui. Este tour é muito popular porque visita os pontos mais populares de Java desde a ilha de Bali. Marque com antecedência.
Dia 30 – Subir ao VULCÃO BARTOK, e dizer adeus ao Monte Bromo

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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