DIAS 64 a 67 – De BARCO DE LOMBOK ÀS FLORES | Indonésia

DIAS 64 a 67 - De BARCO DE LOMBOK ÀS FLORES | Indonésia

Estava na hora de dizer adeus a Lombok e olá à ilha das Flores. Claro que podíamos voar entre as duas ilhas, mas qual era a graça disso? Resolvemos, em vez disso, embarcar (literalmente!) numa aventura de quatro dias, fazendo o percurso de barco de Lombok às Flores. E nem a propensão da Carla em enjoar no mar nos fez mudar de ideias!

Veja aqui os relatos da nossa viagem da Volta ao Mundo

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Viagem de barco de Lombok às Flores

Como já tínhamos lido relatos de viagens de barco de Lombok às Flores que não correram nada bem, incluindo motores que deram o berro e barcos à deriva durante horas, contratámos uma companhia fidedigna e com um historial de profissionalismo. Claro que ninguém está livre de acontecer algo inesperado, mas convém não arriscar nestas coisas, e se preciso até pagar um pouco mais.

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A principal razão pela qual nos decidimos por esta aventura (para além da própria aventura!) foi o facto do itinerário incluir alguns dos sítios que iríamos fazer mal chegássemos às Flores, nomeadamente visitar o Parque Nacional de Komodo (as ilhas de Komodo e de Rinca, onde se podem observar os famosos dragões de Komodo), explorar a ilha de Padar e fazer snorkelling na Manta Bay com mantas gigantes. Desta forma, quando chegássemos a Labuan Bajo, nas Flores, já não precisaríamos de comprar tours de um ou dois dias para estas actividades.

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Há duas classes de bilhetes para este itinerário de barco de Lombok às Flores, a deck class (classe de convés) e a cabin class (classe de cabine). A lotação anda entre as 25 e as 45 pessoas, dependendo do barco.

Deck class

Dorme-se na parte de cima do barco, numa parte coberta do convés, em regime de dormitório, juntamente com as outras pessoas. É fornecido um colchão, uma almofada e um cobertor. Existem cacifos para guardar objectos mais valiosos. A bagagem maior não é permitida no convés, sendo guardada no porão do barco. As baterias de telemóveis e máquinas fotográficas têm de ser carregadas no espaço comum do barco.

É a melhor opção para quem viaja sozinho, tem bagagem não muito volumosa, e quer fazer amigos durante a viagem.

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Cabin class

Dorme-se em cabines para duas pessoas na parte de baixo do barco. A cama é de casal, são fornecidos dois cobertores e duas toalhas. Toda a bagagem pode ir para dentro da cabine. A cabine tem uma ventoinha e uma tripla para carregar baterias.

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Como nós tínhamos duas mochilas grandes e material fotográfico, resolvemos optar pela cabine, já que nos dava mais liberdade na gestão da bagagem. Além disso, o preço por pessoa não é muito mais caro nesta opção.

Ambas opções incluem 3 refeições por dia, chá, café e água mineral (usando uma garrafa fornecida pela empresa que pode ir enchendo), e material de snorkelling (máscara e tubo, mas não barbatanas). Existe um chuveiro simples ao ar livre onde se pode passar o corpo ao sair do mar, e duas casas de banho, com um pequeno lavatório.

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Primeiro dia

O preço da viagem inclui o serviço de Pick up a partir de Mataram, Senggigi ou o porto de Bangsal (por exemplo, para quem vem de Bali ou das Gili). nós estávamos em Kuta e pagámos 100.000 rupias extra por pessoa para nos virem buscar ao nosso alojamento em Kuta Lombok.

1. Registo no escritório

Depois de irmos buscar duas raparigas britânicas (que já tínhamos conhecido aquando da subida ao monte Rinjani) a um party hostel em Kuta Lombok, dirigimo-nos então ao escritório da empresa, em Ampenan, perto de Mataram. Aí chegados, por volta das 10 da manhã, fizemos o registo e o pagamento (em dinheiro local) da tour.

Foi depois oferecido um pequeno-almoço, mas como nós já tínhamos comido no Same Same Bungalows, em Kuta Lombok, só petiscámos um pouco. Estivemos depois à espera que chegassem todas as pessoas. Neste dia vão partir 3 barcos, com muita gente, e por isso acabámos por esperar ainda bastante tempo.

Foi feito um pequeno briefing sobre a viagem, por um jovem de rastas, com indicação das regras de segurança e de uma breve descrição do itinerário.

As bebidas extra (cerveja, refrigerantes) têm de ser contabilizadas para os 4 dias e pagas no escritório, sendo depois levadas para o barco pela organização.

2. De Ampenan a Lombok Kayangan

Saímos do escritório por volta das 11 da manhã, e fomos em mini-autocarros até ao lado oposto da ilha, em direcção ao porto de Lombok Kayangan. A viagem demorou cerca de duas horas e meia.

Quando chegámos, o nosso barco já nos esperava, assim como a mochila grande do Rui. A mochila da Carla chegou um pouco mais tarde. Fomos apresentados à tripulação, e escolhemos a cabine que iríamos ocupar nos próximos 4 dias.

O nosso barco não é dos maiores da empresa, e isso é bom, pois assim não leva muita gente. O nosso grupo é constituído por cerca de 20 pessoas, todas muito jovens, maioritariamente da Alemanha e Holanda. Só duas cabines foram ocupadas (num total de 4), uma por nós, e outra por um casal holandês.

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3. Ilha de Kenawa

Partimos finalmente por volta das três da tarde. Foi servido o almoço na parte de baixo do convés, à frente das cabines. Arroz, peixe e uma salada fantástica fizeram as nossas delícias.

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Conhecemos uma compatriota, a Adriana, uma jovem que irá trabalhar para Bruxelas, mas que aproveitou o tempo livre que tinha antes desse compromisso e veio viajar para o Sudeste Asiático. É sempre bom voltar a falar português com outras pessoas, e matar saudades de Portugal, embora neste caso, a Adriana pouco tempo passa em Portugal! É muito simpática e foi uma excelente companhia durante a viagem.

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A nossa primeira paragem do dia foi na ilha de Kenawa, onde desembarcámos usando um barco pequenino que segue atracado ao grande. Na ilha, fizemos uma pequena caminhada, e subimos a um monte, de onde assistimos a um belo pôr-do-sol, desta vez com o monte Rinjani como pano de fundo.

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4. Gili Bola

Depois de o sol se pôr, regressámos ao barco e levantámos âncora. O mar está tranquilo, e a lua está quase cheia. É um prazer enorme estar no convés do barco e olhar para o mar enquanto o barco avança no seu curso, e até nos conseguimos imaginar como os descobridores portugueses que por aqui navegaram há 500 anos.

O jantar foi servido em movimento, e sabíamos que só iríamos parar quando atracássemos ao largo da ilha Gili Bola, ms isso só estava previsto para as dez da noite. E também não chegaríamos a desembarcar, porque às três da manhã arrancaríamos, aí sim, em direcção à primeira paragem do dia seguinte.

Sendo assim, estivemos um pouco à conversa, mas depois recolhemos à cabine para aproveitar dormir enquanto o barco estava parado, pois não saberíamos como depois estaria o mar.

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Segundo dia

Estava previsto o segundo dia da viagem de barco de Lombok às Flores ser um longo dia de navegação, sendo aquele em que iríamos passar mais tempo em movimento. Era por isso importante que o estado do mar cooperasse. Seria assim?

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1. Ilha de Moyo

A noite foi bem dormida enquanto o barco estava parado, mas depois de o barco começar a navegar por volta das três da manhã, o barulho dos motores fazia-se sentir bastante dentro das cabines.

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O barco atracou ainda antes de o sol nascer junto da ilha de Moyo. Podíamos descansar novamente. Mas acabámos por nos levantar quando o sol começava a iluminar a água transparente. Tomámos o pequeno-almoço, e desembarcámos para fazer uma pequena caminhada a uma queda de água no interior da ilha.

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A queda de água é gira, tendo umas formações calcárias que nos fizeram lembrar (tomadas em conta as devidas diferenças em proporção) Pamukale, na Turquia.

Regressámos depois à praia, onde fizemos snorkelling. A água é muito transparente, e com a temperatura ideal, e os corais eram bonitos, embora não em grandes quantidades.

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Mas estava na altura de levantarmos âncora, pois o dia ia ser longo em navegação, não sem antes ter tido de visitar um dos outros barcos em busca das minhas havaianas, que tinham entretanto desaparecido. Recuperado o importante acessório, estava na altura de partir.

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2. Navegar ao largo da ilha de Sumbawa

A ilha de Sumbawa é uma ilha grande que se encontra entre Lombok e Flores. Durante o dia todo, navegámos ao longo de Sumbawa, sempre com a costa à vista. A parte de cima do convés era o ponto de encontro, onde nos estendíamos para banhos de sol, conversávamos com os outros passageiros, líamos um livro, ou ouvíamos música.

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As refeições eram também um momento especial do dia, onde todos se reuniam no espaço comum e partilhavam opiniões sobre a comida e sobre como estava a correr a viagem.

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3. Desfrutar da água

A meio da tarde parámos próximo de uma praia de areia negra e quase toda a gente se atirou do barco para a água. Ali a profundidade não permitia avistar o fundo, por isso o equipamento de snorkelling não era necessário.

Foram momentos para descontrair, mergulhar e nadar um pouco, embora a corrente fosse um pouco forte.

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Dali seguimos viagem e começámos a afastar-nos um pouco mais da costa, e o mar começou a ficar agitado. O barco balouçava bastante e a Carla teve de se refugiar na cabine, pois sentia-se mal disposta se estivesse sentada no convés.

Quem aguentou o balouçar do barco pôde desfrutar de um belo pôr-do-sol em movimento, com o sol a pôr-se por trás das montanhas da ilha de Sumbawa.

O jantar foi servido, mas a Carla não chegou a sair da cabine. Comeu só uma fruta e mais nada. E era melhor assim, porque o mar não dava tréguas e parecia que estava a ficar pior.

4. Dormir em movimento

Como só iríamos atracar quase no dia seguinte, a noite iria ser passada em movimento, com o barulho dos motores, mas principalmente com o balouçar do barco. Pouca gente aguentava no convés, por isso quase todos recolheram às suas camas cedo, pouco depois do jantar.

A noite foi difícil, mas o dia seguinte seria uma recompensa para o sacrifício.

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Terceiro dia

Para este dia estavam reservados dois pontos altos da viagem, os encontros com dois animais especiais, as mantas gigantes e os dragões de Komodo.

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1. Manta Point

Depois de uma noite agitada e mal dormida, nada melhor do que acordar com o mar sereno e flat como se fosse um lago. Estávamos ancorados no chamado Manta Point, a norte da ilha de Komodo, onde manhã cedo é quase certo encontrar mantas gigantes a nadar.

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Tomamos o pequeno-almoço e aguardámos que alguém avistasse mantas para o barco se dirigir para a zona. E assim foi. Pouca distânica tivemos de percorrer até se ver as mantas mesmo do próprio barco. Estava na hora de entrar na água!

E logo que mergulhámos, demos de caras com várias mantas gigantes, que nadavam por baixo de nós. Um espectáculo que não nos cansamos de ver! A graciosidade e leveza destes animais é algo difícil de igualar.

Quando as mantas gigantes começam a sentir a presença de pessoas na água, têm tendência a afastar-se, e é quase impossível acompanhá-las, principalmente sem barbatanas.

Ainda nadamos em várias direcções, e tivemos mais alguns avistamentos, mas não voltámos a estar tão perto como quando saltámos do barco.

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2. Pink Beach (praia cor-de-rosa)

De Manta Point, rumámos em direcção a Pink Beach, que como o nome indica, é uma praia cujas areias têm uma tonalidade cor-de-rosa. Isto deve-se ao facto de existirem corais com essa cor que, depois de mortos, calcificam e, por acção da água, se partem em minúsculos pedacinhos que acabam por fazer parte do areal da praia.

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O efeito é mais notório junto à água, e quando a água do mar sobe e desce ao sabor das ondas. É um local maravilhoso, e quando lá chegamos a praia era só para nós.

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Fizemos voar o drone, para ter uma perspectiva diferente desta invulgar praia e depois também aproveitamos para experimentar a água. A Pink Beach é também um óptimo lugar para se fazer snorkelling.

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3. Dragões de Komodo

Da Pink Beach, voltámos a partir, desta vez em direcção à ilha de Komodo, lar dos famosos dragões de Komodo, os maiores lagartos do mundo e desde há séculos fontes de histórias fantásticas contadas por marinheiros que passavam por estas águas e avistavam estes animais de aparência pré-histórica.

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Diz-se que inspiraram as figuras dos dragões chineses e realmente as suas características são impressionantes: podem atingir 3 m de comprimento, cerca de 100 kg, e têm garras e mandíbulas que assustam qualquer um. Não se sabe por que razão os dragões de Komodo estão circunscritos às ilhas de Komodo e Rinca (e alguns poucos na costa oeste de Flores), mas hoje são, juntamente com o mergulho, a razão da fama mundial deste Parque Nacional.

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Os dragões caça, pequenos animais, mas também podem caçar animas de grande porte, como búfalos, pois uma dentada é suficiente para matar um animal pois os dragões segregam saliva com bactérias mortíferas. Têm é de ser pacientes, pois a morte de um búfalo pode acontecer apenas duas semanas após a dentada.

Existem percursos pedestres curtos, médios e longos na ilha de Komodo que permitem a observação dos dragões, mas as caminhadas têm de ser obrigatoriamente guiadas, e os guias vão dando informações enquanto vigiam o terreno.

A caminhada que fizemos na ilha de Komodo acabou por ser um pouco decepcionante, uma vez que foi um pequeno percurso, quando poderia ter sido mais longo e demorado, e consequentemente com mais hipóteses de ver dragões num ambiente selvagem.

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No entanto, vimos alguns exemplares destes magníficos animais nas proximidades do acampamento, em particular perto do café, supostamente porque os animais sentem o cheiro de comida. Os dragões mexem-se muito pouco, podendo estar um mês sem se alimentar, tendo algumas semelhanças com os crocodilos na forma de estar.

Apesar de a visita não ser muito impactante no que diz respeito à sensação de vida selvagem, o mero facto de estarmos a poucos centímetros destes animais é uma sensação única.

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4. Dormir ao largo da ilha de Padar

No final da tarde, dirigimo-nos para a ilha de Padar, entre as ilhas de Komodo e e de Rinca. Foi ali que ancorámos, mas infelizmente do lado da sombra da ilha, e não podemos assistir ao pôr-do-sol, mesmo depois de termos pedido para moverem o barco. Incompreensível.

Ficou a promessa de assistirmos ao nascer do sol na ilha de Padar no dia seguinte. Isso implicava levantarmo-nos às 4.30 da manhã, logo não nos podíamos deitar tarde.

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Depois do jantar estivemos à conversa com um casal de argentinos que viveram na Austrália mas que iam regressar a casa. O ambiente no barco era bom, mas não havia a onda “party” que caracteriza algumas destas viagens.

Como tínhamos de nos levantar cedo, convinha ir dormir para podermos descansar, aproveitando que o barco passaria a noite ancorado.

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Quarto dia

Era o último dia da viagem de barco de Lombok às Flores. Estava-nos reservada uma aventura e um novo encontro com os dragões de Komodo, desta vez na ilha de Rinca.

1. Nascer do sol na ilha de Padar

Como combinado, acordámos ainda noite cerrada e fomos no barco pequeno até à ilha de Padar. Este teria de fazer três viagens para conseguir transportar toda a gente para a ilha. Não foi combinada hora de regresso, mas depois de o sol nascer deveríamos regressar ao barco.

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Na pequena ilha de Padar, pode fazer-se uma breve caminhada, atingindo o seu ponto mais alto. Daí têm-se vistas fabulosas sobre a ilha e as suas vizinhas, num miradouro que se deveria chamar das mil ilhas, tal a quantidade de ilhas que aparecem até findar o horizonte.

Aí assistimos ao nascer do sol, mas também esperámos que o sol atingisse uma certa altura para poder dar cor à fabulosa paisagem. Fizemos também voar o drone para uma perspectiva do alto, e quando demos conta, ninguém do nosso barco se encontrava connosco.

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2. Abandonados na ilha

Eram oito da manhã e tínhamos descido do cimo da ilha de Padar para a zona do porto. Quando lá chegámos, não havia sinais do pequeno barco que nos tinha trazido, nem dos restantes companheiros. Sabíamos que nos tínhamos demorado um pouco mais, mas estávamos convencidos que esperariam por nós. Afinal…

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Não tínhamos contacto da tripulação, e mesmo se tivéssemos, não havia rede de telemóvel. Como o tempo passava, resolvemos pedir a outros pequenos barcos que nos levassem até ao nosso barco. Este estava ancorado numa zona que não se via do porto, por isso apontávamos por gestos para onde ele deveria estar.

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Depois de duas tentativas falhadas, lá conseguimos que um pequeno barco nos levasse. Mas, quando chegámos ao outro lado da ilha, o nosso barco já lá não estava! Não sabíamos o que havíamos de dizer um ao outro, nem ao senhor que ns tinha trazido até ali… Aparentemente, tínhamos sido abandonados!

A nossa cabeça já estava a mil, e concebíamos planos para o que deveríamos fazer a seguir. Tentar contactar a empresa (como?), regressar ao porto e esperar (por quanto tempo?) ou tentar chegar ao barco usando outros meios (para onde e como?).

Estávamos ainda absortos nos nossos pensamentos quando ouvimos chamar por nós de outro pequeno barco. Eram do nosso barco e estavam à nossa procura! Rapidamente passámos de um barco para outro e dirigimo-nos para o barco grande.

Quando chegámos, fomos saudados com aplausos do resto dos passageiros. Contaram-nos que tinham dito à tripulação que faltavam duas pessoas, mas que eles não tinham ligado inicialmente, levantando âncora e zarpado. Perante a insistência dos passageiros, contaram e recontaram as pessoas e lá chegaram à conclusão que não estavam todos. Deram a volta para trás e foram à nossa procura. Felizmente, tudo acabou bem, mas ainda nos vimos perdidos no arquipélago das ilhas dos dragões de Komodo.

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3. Ilha de Rinca (Dragões de Komodo)

Nesta ilha, um pouco mais pequena do que a ilha de Komodo, é possível também observar os dragões. Estima-se que existam cerca de 1000 exemplares na ilha, numa proporção de mais de 3 machos para uma fêmea.

Os dragões da ilha de Rinca são um pouco mais pequenos do que os de Komodo, e com uma coloração mais acastanhada. No entanto, mostram-se mais activos, e conseguimos observar alguns em movimento, com o seu andar (lento) de lagarto e língua bifurcada a cheirar o ambiente.

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Oficialmente, estes animais não são alimentados, mas a verdade é que os exemplares que se encontram junto à cafetaria não deixam muitas dúvidas. Fizemos também um percurso a pé, onde vimos uma fêmea (mais pequena do os machos) junto a um ninho, um monte de terra onde os ovos (entre 15 a 30) são postos e onde se dá o longo processo de gestação (9 meses).

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Curiosamente, os dragões são também canibais, podendo comer os ovos ou os bebés recém nascidos, por isso os dragões que saem dos ovos estão totalmente por conta própria e vivem os dois primeiros anos de vida no topo das árvores para fugir aos adultos.

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4. Pink Bay (Baía cor-de-rosa)

Depois de mais um encontro com os dragões, estava na hora de seguirmos para o último local da viagem de barco de Lombok às Flores, a chamada Pink Bay, uma praia espectacular, com águas azuis-turquesa, onde pudemos nadar, tomar banhos de sol e fazer snorkelling.

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Foi um lugar especial para terminar esta viagem especial de barco de Lombok às Flores .

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5. Fim da viagem de barco de Lombok às Flores

Depois de Pink Bay, estava na hora de partir em direcção a Labuan Bajo, na ilha das Flores. A ilha de Rinca está mesmo encostada à costa oeste da ilha das Flores, por isso a viagem foi rápida. A viagem de barco de Lombok às Flores tinha sido muito boa, e aconselhamos vivamente.

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Chegámos a Labuan Bajo por volta das quatro da tarde. Despedimo-nos dos nossos companheiros e da tripulação e fomos a pé até ao nosso alojamento, um hostel especializado em mergulho. Nós temos o curso de mergulho PADI Open Water (tirado nas ilhas Perhentian, na Malásia), mas só mergulhámos uma vez na ilha Cozumel, no México, desde então. Não temos assim experiência para as águas do Parque Nacional de Komodo. Fica para uma próxima oportunidade.

Nota: Para quem assim o desejar, é possível passar a última noite no barco, já atracado no porto de Labuan Bajo, incluído no preço da viagem de barco de Lombok às Flores .

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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8 Comentários

  1. Cintia Oliveira diz: Responder

    Olá querido! Douglas e eu acabamos de chegar em Flores e corremos para pegar algumas das dicas do que fazer por aqui com vocês. Adoramos todas elas. Beijo nosso

    1. Carla Mota diz: Responder

      Olá Cíntia. Bjinhos grandes. Aproveitem bem. Vão amar! <3

  2. Uma experiência increível. Adorei o vosso relato de viagem e as fotos como sempre estão fabilosas!!! boa continuação. :*

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Lily. 😀

  3. João diz: Responder

    grande relato, parabéns!!!
    qual o nome da empresa onde reservaram a tour se barco até as Flores?
    Assim como vcs, também eu já li histórias de viagens que correram mal por essas bandas.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Está tudo explicado no artigo do roteiro para viajar em Lombok.

  4. Fantástico relato, companheiros. Continuação de boa viagem para vocês!

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Filipe. Esta viagem de barco entre Lombok e as Flores foi top. Bjinhos

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