Os Himalaias indianos e o vale de Spiti, de Manali a Kaza | Índia

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Depois de explorar Manali era hora de rumar ao Vale de Spiti. Apanhámos um táxi partilhado em frente ao Hotel Kiran eram 6 horas da manhã.

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ESTRADA DE MANALI A KAZA

A estrada de Manali a Kaza é uma viagem épica numa estrada que é mantida em funcionamento pelo esforço das autoridades, e daqueles que a usam, todos os dias durante os três meses em que isso é possível.

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À semelhança da estrada de Manali a Leh, manter esta estrada aberta durante três meses por ano é um objectivo nacional, e fulcral para a ligação do vale de Spiti ao resto do território indiano, ou ao resto do mundo.

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Percorrê-la é, por si só, uma experiência inesquecível, pelas paisagens, pela aventura, mas principalmente pela coragem das gentes simples que percorrem aqueles projectos de estradas, muitas vezes arriscando a vida, para conseguirem apenas sobreviver e ajudar os seus a ter uma vida melhor.

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Até chegar ao Passo de Kunzum, a 4551 m, ainda se percorre o vale de Chandra, muito rochoso, cheio de moreias glaciares e depósitos de vertente.

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Antes de subir para o Passo de Kunzum, os carros param na aldeia de Batal, a última aldeia do vale de Chandra.

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Depois é sempre a subir, serpenteando as montanhas cheias de glaciares e com vistas maravilhosas e de cortar a respiração.

Veja o video com o episódio 1 desta nossa aventura!

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Quando os carros chegam a Kunzum, onde se encontram várias stupas cheias de bandeiras de oração, os condutores circulam-nas pedindo bênção às montanhas para o resto da travessia. Aqui começa o vale de Spiti.

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O vale de Spiti é maravilhoso, com montanhas cobertas de neve e gelo glaciar, ponteado, aqui e ali, por aldeias tibetanas.

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Aldeias pequenas, com casas cobertas de vegetação seca e caiadas de branco. As aldeias de Losar, Pangmo e Morang são fabulosas.

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A população com a pele curtida pelo sol e pela altitude, é a face dos Himalaias. Não há como enganar. Esta é outra Índia.

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Dicas

  • Há táxis partilhados de Manali para Kaza. Custam 1000 rupias por pessoa e demoram cerca de 10 horas, dependendo do estado da estrada. Os táxis devem ser reservados no dia anterior, em frente ao Hotel Kiran. Procure os rapazes tibetanos que andam por lá. Nós pagámos metade do bilhete adiantado. Pode confiar. Os táxis saem às 6 horas da manhã.

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ALDEIA DE KAZA

A capital do distrito de Spiti tem uma população a rondar os 1700 habitantes, e é o maior núcleo habitacional desta região tão remota e tão pouco populosa.

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A sua localização é espectacular, nas margens do rio Spiti, num vale deslumbrante e majestoso a uma altitude de mais de 3600 m, numa região desértica, com uma precipitação anual inferior a 170 mm.

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Tal como no Ladakh, a presença de exilados e a cultura predominante tibetana fazem com que os visitantes se sintam mais no Tibete do que na Índia. Aliás, devido à perseguição sem tréguas das autoridades chinesas e ao processo de aculturação em curso, há quem diga que os Himalaias indianos já são mais Tibete do que o próprio.

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Deambular pelas pequenas ruas, quase sem trânsito, de Kaza é uma experiência por si só.

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À volta de Kaza é possível visitar uma série de pequenas aldeias, invariavelmente dominadas cultural e geograficamente pelos mosteiros tibetanos. Era para lá que nós íamos.

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Dicas

  • Não perca a stupa de Gompa, colorida, e bem no centro da cidade. Esta stupa fica na parte nova da cidade, logo ao lado do Mosteiro de Kaza, um conjunto de vários edifícios e que vale a pena visitar. Na parte velha da cidade, do outro lado do vale seco, há um bazar caótico, típico dos Himalaias, com bandeiras de oração, alguns artigos tradicionais, roupas e legumes. É também ali que existem alguns cafés e restaurantes.
  • Não existe ligação à internet no Vale de Spiti. Mesmo que os hotéis onde se alojar digam que sim, não vai funcionar. A sua melhor opção é a internet satélite num micro internet-café, no bazar, em frente a Shambhala Homestay. Fora de Kaza, não há internet.
  • Kaza é o melhor local para se fixar e a partir dali explorar o vale e as montanhas circundantes. Pernoite ali pelo menos duas ou três noites.
  • O melhor alojamento em Kaza é o Hotel Deysor, uma espécie de instituição na cidade. Recebe viajantes de todo o mundo, tem quartos espaçosos, muito limpos e decorados de forma tradicional. Parece uma casa tibetana com muita comodidade. Tem um restaurante/bar com boa comida. É o melhor local para conhecer e conversar com os aventureiros que percorrem de carro, de mota ou de bicicleta o vale de Spiti.

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  • Para passar de Sundo a Rekong Peo, para sair do Vale de Spiti, é necessário ter uma permissão. Essa permissão só pode ser tirada em Kaza ou Rekong Peo. Nós tiramos em Kaza, no Assistant Deputy Commissioners Office (abre das 10h – 13h30 e das 14h – 17h, de segunda a sábado), bem perto do Hotel Deysor. A permissão é gratuita, e demora cerca de 30 minutos a tirar. No entanto, precisa de ter um impresso que se compra na drogaria Ashoka (Ashoka Stationers) (do outro lado da praça), três fotografias de passe, fotocópias do passaporte e da folha do visto. É fácil de obter.
  • Para conhecer o vale de Spiti pode apanhar vários autocarros locais. Esta é a forma mais barata, mas muito lenta, porque geralmente só há um autocarro por dia. Para optimizar o seu tempo, o ideal é contratar um táxi em Kaza. Há uma União de Taxistas no bazar, pelo que os preços são fixos. Isto é muito bom para si e para a população. Pagará preço justo pelos serviços prestados.

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Veja aqui o video da nossa aventura no Vale de Spiti. 

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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