Dia 1 a 5 – De Guimarães 🇵🇹 a Istambul 🇹🇷 e eu na Gronelândia | Crónicas do Rally Mongol

Dia 1 a 5 - De Guimarães 🇵🇹 a Istambul 🇹🇷 (finalmente juntei-me aos carapaus) | Crónicas do Rally Mongol

A chuva no Verão sempre teve um efeito nostálgico sobre mim. Aliás, a de Inverno também. Mas este ano foi especial. Enquanto os meus parceiros de viagem começavam a percorrer as estradas da Europa que nos levariam até à Mongólia, eu percorria, a pé e de barco, os trilhos e fiordes gelados da Gronelândia.

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O calor do Verão da Europa dava lugar ao frio do Árctico, embora por aqui também lhe chamem Verão. Estranho, quando de 15 dias, apenas num, tivemos o prazer de contemplar os raios de sol desde o nascer até ao momento em que ele se pôs. E ele, esse sol, quase nunca se pôs verdadeiramente. É Verão e por ali, acima do Circulo Polar Árctico, o sol não se põe. Está acima da linha do horizonte 24 horas por dia e, embora tivesse chovido quase todos os dias, num dos dias contemplei o sol da meia-noite. Glorioso, tal como me recordava dele na última vez que o tinha visto. Magistral, tal como o imaginei desde o dia em que sonhei vê-lo. E gélido, tal como a minha memória sensitiva me permitia lembrar. É assim o Árctico.

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Ainda que longe de tudo e de todos, mas perto de um grupo maravilhoso de 10 viajantes, a chuva e o frio do Verão na Gronelândia, não deixa nenhum viajante desiludido. Todos os dias os glaciares e icebergs preenchem a nossa visão e todos os dias agradecemos conhecer um lugar assim. É por isso que todos os que escolhem conhecer a Gronelândia são especiais.

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Estava em Nuuk, capital da Gronelândia, quando os meus companheiros de viagem saíram de Guimarães. Era meia-noite em Portugal. Eram 21h em Nuuk. O sol brilhou o dia todo, nesse dia. Foi o único em que tal aconteceu. Os rapazes saíram pela noite, negra e escura. Eu, estava num local onde a noite já não aparecia há meses. Eu também já não a via há vários dias. A venda dos olhos era agora um dos meus bens mais preciosos e que me ajudava a dormir.

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A mais de 4000 km de distância, Guimarães parecia-me do outro lado do mundo, mas era em Istambul que me juntaria à equipa. Não conseguia sentir a emoção de participar no Rally Mongol. Ali, na Gronelândia, aquela viagem parecia-me despropositada, talvez fruto da tranquilidade e simplicidade do território. No entanto, sabia que dali, rumaria a Istambul, onde me juntaria a todos eles e mais um capítulo da minha vida se iria iniciar.

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Quase todos os dias os meus novos amigos nomádicos (viajantes da Nomad) brincavam com o facto de ir dali para o Rally Mongol, incentivando-me a levar toalhetes e fazendo apostas sobre quem ia chegar ao fim e como. E eis que o dia 18 chegou. O dia em que deixaria a Gronelândia para trás, aquele território tão hostil e remoto (que me preenche por dentro e por fora) e que rumaria a Istambul.

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Sair de Ilulissat não foi fácil. O voo para Kangerlussuak foi adiado mais de 5 vezes e quase foi cancelado. Deixei 4 amigos para trás quando rumei a Kangerlussuak. Aí corri para apanhar o voo para Copenhaga. Cinco minutos de escala, não mais. O avião esperava pelos passageiros de Ilulissat para continuar.

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Em Copenhaga um jantar de Kebab, a única coisa aberta para me alimentar a caminho da Turquia. Pedi um Turkish Brod. Talvez um bom prenúncio. Um copo de vinho tinto depois, na companhia de excelentes novos amigos, quatro horas passadas no aeroporto durante a noite e estava pronta para me juntar aos carapaus. Chegara a hora de apanhar o voo das 6h55 para Istambul. Na cidade que divide o Oriente do Ocidente, a Europa da Ásia, era hora de vestir outra camisola. Era hora de entrar noutra aventura.

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Crónicas das aventuras dos 5 primeiros dias só com rapazes ao volante: Carapaus de Corrida. A partir daqui, a Carla entrará na aventura!

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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