Dia 10 – Deixamos a Turquia 🇹🇷 e chegamos a Batumi, na Geórgia 🇬🇪 | Crónicas do Rally Mongol

Dia 10 - Deixamos a Turquia 🇹🇷 e chegamos a Batumi, na Geórgia 🇬🇪 | Crónicas do Rally Mongol

Tínhamos dormido com as águas do Mar Negro a poucos metros das nossas tendas, montadas num parque de merendas nos arredores de Trabzon. Infelizmente, tínhamos ficado ao lado da auto-estrada, e o movimento durante a noite foi muito, por isso a noite não foi muito bem descansada. No entanto, a alvorada foi bastante cedo, e desmontadas as tendas e arrumado o material na nossa “burra de carga”, era tempo de arrancar pois tínhamos uma longa jornada pela frente, com destino final a cidade de Batumi, na Geórgia.

O primeiro objectivo do dia era visitar o mosteiro de Sumela, um mosteiro cristão ortodoxo que constitui uma das imagens icónicas da Turquia. Para isso, percorremos de manhã cedo a marginal de Trabzon e dirigimo-nos para Maçka e o Altindere Vadisi Milli Park. Não são muitos quilómetros, e a estrada percorre paisagem que faz lembrar os Alpes. No entanto, quando lá chegámos, tivemos uma grande desilusão, pois o mosteiro está fechado para obras de restauro. Temos visto isto repetir-se nos últimos dias na Turquia, que parece ser um país apostado em renovar o seu património histórico e cultural, por vezes com uma qualidade duvidosa, tal como no restauro da Hagia Sophia, em Istambul.

Ainda deu para assistir a um pequeno filme sobre a história do mosteiro e da sua importância na região, e de tirar umas fotos da construção pendurada no penhasco quase vertical, mas não pudemos visitar o seu interior. Sendo assim, voltámos para trás, e parámos para comer alguma coisa e fazer algumas compras, já que não sabíamos quanto tempo iríamos passar na passagem da fronteira para a Geórgia.

Quando passámos novamente em Trabzon, apanhámos ainda algum do trânsito normal de uma cidade de quase 1 milhão de habitantes. Mas, passado o centro da cidade, a estrada era boa e a progressão era rápida, apesar dos semáforos frequentes, já que a “auto-estrada”, na realidade, é uma espécie de estrada nacional.

Continuando sempre ao longo da costa do Mar Negro, passámos por Rize, e finalmente nos aproximámos de Sarp, a fronteira entre a Turquia e Geórgia. Chegámos lá por volta das 14.00, e tivemos de esperar cerca de uma hora e meia na fila de carros. O calor era muito, e apetecia tomar um banho no mar, mas tínhamos de estar junto do carro. Aproveitámos para comer um almoço volante, enquanto avançávamos na fila. Finalmente, chegou a altura em que o Agostinho, proprietário da nossa “burra de carga” seguiu com a carrinha para a alfândega, enquanto os outros passavam individualmente pelas formalidades da passagem da fronteira.

Passada mais uma hora, estávamos cá fora, e esperávamos pela carrinha, que ainda demorou a aparecer. Depois de comprado o seguro para a carrinha, e tomadas umas bebidas frescas, seguimos para Batumi, a poucos quilómetros de distância. Ao todo, demorámos quatro horas na fronteira. Nada mau! Mas com a mudança de fuso horário (mais uma hora na Geórgia), quando chegámos a Batumi eram quase 20.00h.

Fizemos o check-in no nosso hostel, cujo proprietário era uma personagem, e ainda tivemos tempo de tomar um merecido banho nas águas do Mar Negro, celebrando o facto de termos entrado num novo país e termos iniciado uma nova etapa no nosso Rally Mongol. Depois do banho, jantámos na marginal algumas especialidades da gastronomia georgiana, tal como a khachapuri, uma espécie de pizza recheada com quantidades enormes de queijo. Era então tempo de voltar ao hostel e descansar. No dia seguinte, a viagem continuava.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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