Visitar o PALÁCIO DE VERSALHES a partir de Paris (e deixar-se encantar pela vida na corte) | França

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Século XVIII, Palácio de Versalhes. Um colossal edifício, com 580 m de fachada, numerosas divisões, salões sumptuosos e aposentos luxuosos, situado numa pequena vila perto de Paris. Os aposentos Reais acomodavam o rei Luís XVI e no apartamento da rainha dormia Marie Antoinette. O palácio albergava também a numerosa corte. No Salão dos Espelhos, faziam-se as recepções de Estado; na Capela Real, a família real e a corte assistiam à missa; no Gabinete do Conselho, o rei recebia os ministros e a sua família. Marie Antoinette, para fugir à pressão da corte, refugiava-se num palácio a cerca de 1,5 km do edifício principal, o Petit Trianon, e brincava nos jardins. Na gigantesca propriedade, a realeza percorria os enormes e bonitos jardins, que exibiam arbustos com desenhos geométricos, estátuas clássicas e fontes. Navegavam o Grand Canal e o Petit Canal, em festas sumptuosas, e refrescavam-se junto dos lagos artificiais.

Visitar o Palácio de VERSALHES a partir de Paris (e deixar-se encantar pela vida na corte) | França

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Quando, em 1661, Luís XIV ordenou o começo da construção do complexo, Versalhes era uma pequena aldeia e o local era uma reserva de caça de seu pai com apenas uma modesta casa. Hoje, pertence aos subúrbios da capital francesa, e o Palácio de Versalhes é uma das maiores atracções turísticas mundiais, fascinando milhares de visitantes todos os dias, que percorrem os salões onde se fez história, passeiam-se pelos jardins, e testemunham in loco como vivia o Rei-Sol e a corte mais poderosa da Europa no século XVII. E tal como aqueles que no passado passavam por aquelas portas, não se deixa de sentir um assombro e um encanto pelo luxo, beleza e requinte.

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COMO CHEGAR A VERSALHES

A nossa experiência

De Paris, chega-se fácil e rapidamente ao Palácio de Versalhes apanhando a linha RER C, que passa no centro da cidade, e de onde se pode apanhar um comboio com direcção a Gare de Versailles, Chateau Rive Gauche, por exemplo nas estações de St Michel Notre Dame ou Invalides. Nós optámos por partir de Invalides, pois ficava mais perto do apartamento que alugamos em Paris, e rapidamente chegámos a Versalhes. Comprámos os bilhetes de entrada numa agência em frente à saída da estação ferroviária, e até ao Palácio de Versalhes foi um curto passeio a pé (cerca de 10 minutos).

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Com a ajuda do guia áudio, em português, fomos percorrendo os salões, as capelas, e os aposentos, aprendendo um pouco da história associada. Infelizmente, os apartamentos da Rainha estavam encerrados para obras de renovação. O requinte da Galeria dos Espelhos é notável, mas impressionou-nos mais o Salão da Guerra, com os seus grandes quadros representando as maiores batalhas da longa história bélica de França, e a Capela Real, uma impressionante obra de arquitectura em mármore.

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Fora do edifício, percorremos os jardins num pequeno “comboio” turístico que parte junto da escadaria frente aos jardins. O tempo estava muito cinzento, por isso optámos por não percorrer a pé os jardins, encurtando a nossa estadia em Versailles, pois no mesmo dia ainda pretendíamos visitar Chartres e a sua catedral. O percurso passa pela Fonte de Neptuno, e segue para o Grand Trianon. Parámos ali, e após a visita, seguimos a pé para o Petit Trianon. Dali regressámos novamente de carro, passando pelo Grande Canal, e subindo de volta para o palácio. Durante este percurso entre jardins e fontes num ambiente bucólico e tranquilo, não pudemos deixar de pensar que este local também foi palco de épocas conturbadas, e que, no seu período mais turbulento, a própria existência do Palácio de Versalhes esteve em perigo.

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Uma história conturbada

Em Outubro de 1789, dentro da propriedade, tudo parecia seguir as mesmas rotinas da vida de corte. Mas fora da propriedade, a França estava em tumulto. Havia três meses, no mesmo dia em que Luís XVI participava numa caçada sem êxito e escrevia, numa página do seu diário, a palavra “rien”, a Bastilha tinha sido tomada, seguindo-se à formação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O país não estava só mergulhado numa profunda crise política e económica; a Revolução Francesa, um dos marcos políticos da história da Humanidade, estava em curso.

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No dia 6 de Outubro de 1789, após manifestações nos mercados de Paris, uma multidão de milhares de pessoas marcha sobre Versalhes, e a família real é obrigada a deslocar-se para Paris. O palácio é selado e escapa por pouco à fúria e aos tempos conturbados que se seguiriam. Mas Luís XVI continua desligado da realidade e convencido que a revolução deve-se à actuação de meia dúzia de radicais e que continua a ter o apoio do povo francês. Em 1791 tenta fugir de França para reunir um exército e reconquistar o poder. Mas os seus planos falham; é preso e acusado de traição. A 21 de Setembro de 1792, a Assembleia Nacional declara a República, a monarquia é abolida e Luís XVI é destituído de todos os seus títulos. Julgado por conluio com potências estrangeiras e crimes contra o Estado, é condenado à morte. A 21 de Janeiro de 1793, Luís XVI é guilhotinado na agora Place de la Concorde.

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Quanto a Marie Antoinette, sobreviveria mais alguns meses. Mas não sem sofrer um longo processo de desacreditação junto do povo francês, sendo acusada de conspiração e de corrupção, e ainda de prática de orgias em Versalhes e de incesto, tendo esta última acusação sido feita pelo próprio filho, controlado pelos revolucionários. Foi julgada e condenada à morte. E, ao contrário do rei, foi exposta e vilipendiada no caminho até à guilhotina, onde encontrou o seu fim a 16 de Outubro, tendo sido o seu corpo atirado para uma vala comum no Cemitério de Madeleine.

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Mas o Palácio de Versalhes sobreviveria aos seus antigos proprietários, escaparia ao período de Terror que se seguiria, e cedo se afirmaria como Museu da República, estatuto que ainda hoje mantém. Continua a ter ainda hoje algumas funções políticas e é ali que alguns chefes de estado são recebidos e onde são feitas emendas à constituição francesa. Mas, acima de tudo, se existe um símbolo da monarquia absoluta e do ancién regime, esse símbolo continua a ser Versalhes. É por isso que também ali que se dirigem as visitas de estudo das escolas francesas. Porque ali a história continua, de certa forma, viva. As personagens passaram, mas algo de si ficou. E esse algo é aquilo que ali traz tantas pessoas e continua a fazer do Palácio de Versalhes um local para onde os olhares e a curiosidade de todos os que visitam França se dirigem.


Onde se alojar em Paris

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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5 Comentários

  1. Claudia Pimenta diz: Responder

    Boas! Obrigada pelas dicas! Sabem dizer-me qual é o preço do bilhete de comboio RER C5?

    1. Carla Mota diz: Responder

      Cláudia, o preço actual não sei mas deve conseguir descobrir no google maps.

  2. Dina Silva diz: Responder

    Gostei das vossas sugestões. Obrigada!

  3. caetano diz: Responder

    obrigadissimo. a seguir na íntegra

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Caetano. Espero que seja útil. 😀

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