VISITAR COPENHAGA – DINAMARCA | Dicas do que ver e fazer, com indicação de hotéis

DICAS de viagem para visitar COPENHAGA (com indicação de hotéis e hostels) | Dinamarca

Copenhaga é uma cidade magnífica, cheia de atracções turísticas. Tem também vários lugares menos conhecidos mas igualmente dignos de uma visita mais prolongada. São necessários no mínimo dois dias para conhecer a cidade. Mas, o ideal é fazer um roteiro de três dias pois permite conhecer melhor a cidade e alguns lugares fora dos roteiros tradicionais. É, contudo, uma cidade cara para se viajar, pelo que a visita deve ser devidamente programada de forma a poder tornar-se um destino em conta.  

DICAS de viagem para visitar COPENHAGA (com indicação de hotéis e hostels) | Dinamarca

DICAS GERAIS


Marcar o alojamento atempadamente pela internet porque permite poupar bastante dinheiro; – Procurar viajar fora dos meses de Julho e Agosto porque os preços do alojamento baixam para menos de metade; – Procurar um hostel que ofereça jantar incluído (é o caso do Downtown Hostel) o que vai permitir poupar imenso dinheiro; – Escolher um hostel com cozinha, o que permite comprar comida no supermercado e cozinhar. As refeições são extremamente caras em Copenhaga. O preço da comida no supermercado não é muito diferente daquele no supermercado ao lado da nossa casa. – Usar garrafas recicláveis e encher água da torneira todos os dias de manhã. A água de Copenhaga é de boa qualidade. É apenas um comportamento sustentável; – Se tens cartão de estudante, cartão Jovem ou cartão de professor lea-o contigo. Dá grandes descontos nos museus e nos monumentos. – Visita o Museu Ny Carlsberg Glypotek ao domingo pois a entrada é grátis. – Escolher bem os lugares onde se vai almoçar. Dar preferência às comidas de rua, como cachorros, pizzas e sandes. São económicas e permitem aproveitar melhor o dia.  


TRANSPORTES


Como ir: Os voos Lisboa-Copenhaga da easyjet são eram bastante em conta. Nós voamos para a capital da Dinamarca por apenas 35€/pessoa. A bagagem de mão foi suficiente para uma escapadela de 5 dias, o que permite poupar o dinheiro da bagagem de porão. Para chegar a Lisboa apanhamos um autocarro no Porto e em 3 horas chegamos a Sete Rios e daí apanhamos o metro directamente para o aeroporto. Agora a Easyjet não voa para Compenhaga, mas há voos da Ryanair a partir do Porto.


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Acesso ao aeroporto: Há várias hipóteses chegar e sair do aeroporto de Copenhaga. O metro é a opção mais rápida e frequente, mas também poderá usar o comboio ou o S-train. 


Dentro da cidade: Há várias opções para te deslocares dentro da cidade de Copenhaga, desde o metro, o S-train, o comboio e o barco. Os bilhetes servem para todos os meios de transporte mas só são válidos para cerca de uma hora e meia. Isso significa que para chegar a qualquer lugar não interessa quantos transportes vais usar, mas sim as zonas em que te vais deslocar. Se vieres do aeroporto para o centro da cidade deves adquirir um bilhete de 3 zonas (36 Dkk) e apanhar o metro. Mesmo que depois precises de trocar de linha ou para um autocarro, continuas com o mesmo bilhete. Os bilhetes adquirem-se em máquinas automáticas disponíveis em todas as estações ou nos autocarros. Pode-se pagar os bilhetes em dinheiro (moedas) e em cartão multibanco (também aceita os cartões portugueses).


Metro: a rede de metro é bastante diminuta mas possivelmente adequada a toda a área que vais utilizar. A estação de Kongers Nytorv é a mais central e dá acesso ao porto – Nyhavn – e aos principais lugares turísticos da cidade. A estação de Chirstianshavn dá acesso ao bairro de Cristiania. A estação de Lufhavnen é a estação que sai directamente no terminal 3 do aeroporto.   Para já só existem duas linhas de metro (M1 e M2), mas estão mais a ser construídas. Quando as novas linhas de metro (M3 e M4) estiverem prontas o mapa do metro será este:

DICAS de viagem para visitar COPENHAGA (com indicação de hotéis e hostels) | Dinamarca

O site do metro permite planificar a viagem e ver as conexões necessárias, assim como informação prática sobre o acesso à cidade desde o aeroporto. https://intl.m.dk/#!/


S-train: o S-train permite explorar a área metropolitana de Copenhaga saindo do centro da cidade. Usa os mesmos bilhetes que o metro e com o mesmo sistema de zonas. As linhas estão identificadas por ordem alfabética.

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  A estação de Osterport permite explorar a área da Cidadela e da Pequena Sereia. Para quem quiser visitar a galeria de arte de OrdrupGaard deve apanhar o S-train linha C até Klamperborg e aí apanhar o autocarro 388 até à galeria (bilhete de 4 zonas – 48 Dkk/pessoa). Para visitar o castelo de Frederiksborg deve-se apanhar também o S-train, linha E para Hillerod, aí apanhar um autocarro local: 301, 302 ou 324. Também é possível caminhar desde a estação até ao castelo mas o percurso demora cerca de 20 minutos.


Comboio: É possível apanhar o comboio no aeroporto até København H (estação central). Se está a programar viagens de comboio convém estar atento a que a maioria dos comboios regionais começam com IC, ou OR para o regional entre København H e Malmö, na Suécia. Essas não são as únicas designações, mas são as mais comuns. A linha que vai de Helsingor e passa por Copenhaga a caminho de Malmo, na Suécia, é a mais usada para os passeios diários e ligação à Suécia. Para planificar a sua viagem pode clicar neste site: https://www.rejseplanen.dk/bin/query.exe/en?


DICAS de viagem para visitar COPENHAGA (com indicação de hotéis e hostels) | Dinamarca

Barco: O porto de Copenhaga atravessa a cidade e separa-a de Christianshavn e Amager, duas ilhas a sudeste. É um porto limpo que oferece praias, passeios de caiaque, e uma bela vista da cidade. É possível deslocar-se para cima e para baixo do porto utilizando o “bus-barco” com as linhas 901 e 902. Há seis paragens, sendo que a viagem começa em Nordre Toldbod  e vai até Det Kgl. Bibliotek (Biblioteca Black Diamond). A viagem total de ida e volta dura cerca de uma hora. Pode ser uma forma barata de fazer o “cruzeiro” de Copenhaga.


Autocarro (bus): Copenhaga tem um sistema de bus complexo e denso mas para quem vai passar muito tempo na cidade pode ser uma boa opção. Os autocarros apresentam uma informação visual do nome da próxima paragem o que é bastante acessível, embora esta informação não esteja disponível em todas as linhas. Nas ruas pode-se encontrar paragens de autocarro procurando por um poste amarelo com os números e itinerário do bus no topo. Há autocarros regulares desde as 06:00 até à meia-noite. Para descarregar o mapa completo da rede de bus de Copenhaga carregue aqui.  


NOTA: A multa por andar sem um bilhete válido nos transportes urbanos é muito pesada (750 Dkk, 127 dólares, 100 €), por isso não vale a pena arriscar.   Há um site oficial sobre Copenhaga com alguma informação importante. Podes também pesquisar aqui. https://www.visitcopenhagen.com/copenhagen-tourist


ALOJAMENTO


HOTÉIS

Copenhaga é uma cidade relativamente cara e o alojamento mostra exactamente isso. É difícil arranjar um hotel com preços acessíveis. A vantagem é que os hotéis são caros mas são magníficos, com um atendimento e luxo magistral.

APARTAMENTOS

Se viaja em grupo pode ser boa opção alojar-se num apartamento. Estes são alguns dos melhores e mais bem localizados na cidade.

HOSTELS

Há vários hostels onde é possível alojar-se em Copenhaga. Nós optamos pelo Downtown Hostel pela localização, preço, por oferecer cozinha equipada e pelo facto de oferecer jantar todas as noites. O Downtown hostel foi a nossa opção. O hostel é bastante central, fica localizado perto do Parlamento, entre os canais e a ruas comerciais da cidade. Para quem viaja em “budget” esta é uma excelente opção. O hostel tem cozinha, o que permite preparar as refeições todas, desde o pequeno-almoço, almoço e jantar. Para além disso, todos os dias o hostel oferece jantar aos seus clientes. Basta aparecer cerca de 1 hora antes da hora marcada para assegurar a refeição (só há 30 refeições por dia para os primeiros a chegarem).

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Nós escolhemos um dormitório duplo com wc e marcamos pelo booking.com com quase dois meses de antecedência. Esta marcação permitiu-nos arranjar o quarto por 30€/pessoa. Este preço é óptimo tendo em conta que ficamos num quarto duplo, com casa-de-banho privada, no centro da cidade. O hostel dá para marcar através do booking.com.

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Outros hostels onde já ficamos e que também recomendamos:

ONDE DORMIR

HOTÉIS

Copenhaga é uma cidade relativamente cara e o alojamento mostra exactamente isso. É difícil arranjar um hotel com preços acessíveis. A vantagem é que os hotéis são caros mas são magníficos, com um atendimento e luxo magistral.

APARTAMENTOS

Se viaja em grupo pode ser boa opção alojar-se num apartamento. Estes são alguns dos melhores e mais bem localizados na cidade.

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SEGURO DE VIAGEM PARA VIAJAR NA EUROPA (cobre Covid-19 e teste positivo)

A IATI tem um seguro que é especial para viagens na Europa. Este novo seguro cobre actividades como cicloturismo, trilhos, roadtrips, autocaravana, campers, etc. O cancelamento da viagem por conta do Covid-19 não está coberto (se fizer apenas o seguro simples) por se tratar de uma pandemia, mas todos os seguros da IATI cobrem tratamento por contágio por coronavírus e essa informação consta no certificado da apólice, já que alguns países pedem um seguro obrigatório com esta cobertura. Porém, se fizer o seguro do pack de seguro de viagem + seguro de cancelamento opcional, este cobre o cancelamento da viagem caso o segurado, seus pais ou filhos testem positivo para COVID-19. E além disso, o seguro IATI Cancelamento também tem esta causa coberta. Sendo assim, este é claramente, o melhor seguro do mercado neste momento.  Pode fazer o teu seguro IATI ESCAPADINHAS aqui com 5% de desconto.


O QUE VISITAR?


Glipoteca Ny Carlsberg ao domingo;Museu Nacional de CopenhagaGaleria Nacional de CopenhagaNyhavn (porto de Copenhaga) – Igreja de Mármore – Igreja Russa – Igreja do Nosso Salvador, em Christiania – Bairro de ChristianiaCidadelaPequena Sereia – Praça da Câmara Municipal – Parlamento dinamarquêsRender da guarda real no Palácio Amalienborg

Monumentos/visitas que cobram entrada mas onde vale a pena ir:

Subir à torre da igreja do Nosso Salvador, em ChristianiaCastelo e museu de RosemborgTour de barco pelos canais

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca
Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Nyhavn é o novo porto marítimo de Copenhaga e é também a imagem de marca desta magnífica cidade. Enquanto passeio por Nyhavn sinto-me a viajar. As casas coloridas fazem-me lembrar o Camiñito, em Buenos Aires, um antigo porto marítimo da capital argentina. As diferenças não são assim tantas. Apesar de Nyhavn ser um porto novo, a verdade é que os dois se converteram ao turismo e já não vemos pescadores, marinheiros ou comerciantes de peixe nas imediações. Quando muito, vemos inúmeros restaurantes de peixe e marisco que praticam preços completamente proibitivos (pelo menos para nós). É aí que reside a principal diferença entre os dois portos: na Argentina os preços altos ainda cabem na minha carteira, na Dinamarca, não.       

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Nyhavn foi escavado por prisioneiros suecos na segunda metade do século XVII e os mercadores ocuparam a área circundante transformando-a no centro comercial da cidade, atraído investidores e, por conseguinte, prosperidade. Navios de todo o mundo atracavam no porto, sempre repleto de marinheiros, “damas-generosas” e bares. Era o porto perfeito para quem navegava os sete-mares durante vários meses. Mas, dessa altura, infelizmente, só resta o edifício nº 9. Durante a Guerra Napoleónica, Nyhavn foi bombardeado e esta parte da cidade acabou por decair, transformando-se numa zona negra da cidade, associada à prostituição e consumo excessivo de álcool pelos marinheiros.       

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | DinamarcaDicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | DinamarcaDicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Hans Christian Andersen viveu mais de 20 anos em Nyhavn. Curiosamente passou pelas casas nº 20, 67 e 18. Durante este período escreveu grande parte das suas obras, talvez inspirado pela “dark zone”. Curiosamente os artistas acabam por residir sempre em lugares assim, atraídos pelos baixos preços dos alugueres e pelas fontes de inspiração abundantes. Basta pensar em Montmartre, em Paris.      

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Na entrada do porto existe uma âncora que lembra os soldados dinamarqueses mortos na II Guerra Mundial. Em frente a esta âncora pode-se descer e entrar num barco que, durante uma hora, percorre os canais de Copenhaga e nos mostra alguns dos ex-libris da cidade. Nós não entramos nesse.   

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Existem duas companhias que operam “Boat tours” em Nyhavn, no porto de Copenhaga. 

  1. Canal Tours Copenhaguen tem viagens mais frequentes mas ao dobro do preço da outra companhia que opera em Nyhavn (75 Dkk, no Inverno e 95 Dkk, no Verão). A vantagem desta companhia é que o bilhete é válido para 48 h, no Inverno, e 24 horas, no Verão, e o visitante pode subir e descer do barco nas 4 docas onde atraca. Esta é a única companhia que oferece viagens em português. No verão há barcos a todas as horas das 10 h às 19 h. No Inverno os barcos saem no seguinte horário:    Gammel Strand: 10, 11.15, 12.35, 13.55 e 15.20 Nyhavn: 10.20, 11.40, 13.00, 14.20 e 15.45 The Little Mermaid: 10.45, 12.05, 13.25, 14.45 e 16.05 Christianshavn: 11.00, 12.20, 13.40, 15.00 e 16.20   Há também uma “Grande Tour” que dura uma hora, custa 75 Dkk e saí de Nyhavn com o seguinte horário:    10/1 – 15/3: das 10.15 am – 3.45 pm 16/3 – 9/5: das 9.30 am – 5 pm 10/5 – 20/6: das 9.30 am – 6 pm 21/6 – 24/8: das 9 am – 9 pm 25/8 – 19/10 das 9.30 am – 5 pm   2. Nós escolhemos a companhia Netto- Baden, onde pagamos 40 Dkk para uma viagem de uma hora, mas sem a possibilidade de sair e entrar. Fica muito mais barato e como já tinhamos calcorreado a cidade toda a pé achamos que era mesmo a melhor opção. Basta caminhar 50 metros do lado direito do porto para encontrar a doca desta companhia.    

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca
Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

  A viagem começa pela admiração do magnífico porto. É diferente vê-lo das ruas que o ladeiam ou do canal. Do canal tem-se uma sensação diferente, uma sensação de envolvência. Do lado direito está o Palácio de Charlottenborg e várias mansões luxuosas; do lado esquerdo as antigas casas de madeira reconstruídas e pintadas a cores vivas. Pelo canal vemos atracados no porto vários barcos antigos, alguns dos quais pertencentes à colecção do Museu Nacional. O porto ganha assim uma áurea ainda mais especial.    

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

Quando se sai do canal entra-se no Inderhavnen, o porto interior da cidade e daí a viagem prossegue em direcção ao canal de Christiania, atravessando o interior desta ilha e saindo mesmo em frente à biblioteca “Black Diamond”. Daí, a viagem segue pelo canal de Frederlksholms, circulando a ilha de Slotsholmen onde se situa o palácio de Christianborg. Quando sai deste canal, o barco volta ao Inderhavnen e dirige-se para norte, passando pela Ópera, pela Casa de Espectáculos, pelo Palácio de Amalienborg e segue em direcção à estátua da Pequena Sereia. É interessante ver a sereia deste lado, é como se ela estivesse sentada no porto de costas para o mar. 

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca

  A viagem termina novamente no porto de Nyhavn. E, apesar do céu nublado e do frio, nós fizemos o passeio todo na parte exterior do barco. Felizmente não choveu, mas os japoneses e russos que nos fizeram companhia não sairam em nenhum momento do aconchego quente da parte coberta do barco. Apesar do frio, esta foi uma excelente forma de nos despedirmos desta magnífica cidade. No dia seguinte regressamos para tirar fotografias com o céu completamente limpo. Copenhaga reservou-nos sol um passeio final.   

Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca
Dicas para visitar NYHAVN e fazer um PASSEIO DE BARCO pelos canais de Copenhaga | Dinamarca
Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga (e deixar-se encantar) | Dinamarca
Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga (e deixar-se encantar) | Dinamarca

Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga | Dinamarca

O frio continua a apertar mas no nosso último dia em Copenhaga o sol espreitou no horizonte. Estava bastante envergonhado e, embora se escondesse muitas vezes por trás das nuvens, insistia em aparecer para exibir as cores da cidade. Foi neste contexto, e depois de fazer uma longa caminhada para chegar ao Niels Bohr Institut (e voltar) que visitamos o magnífico Castelo de Rosenborg.   O castelo de Rosenborg foi originalmente construído como uma casa de veraneio no século XVII, projectado por Christian IV. Foi construído em estilo renascentista holandês, típico dos edifícios dinamarqueses durante este período, e foi ampliado várias vezes. O castelo foi usado pelos réis dinamarqueses como residência real até 1710. Após o reinado de Frederico IV, Rosenborg foi utilizado como residência real só duas vezes e ambas foram durante emergências; a primeira foi após o incêndio do Palácio de Christiansborg em 1794, e a segunda vez foi durante o ataque britânico em 1801.  

Quarto de Christian IV
Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga (e deixar-se encantar) | Dinamarca

  Uma visita a este castelo é claramente obrigatória. Em termos arquitectónicos, o castelo é magnífico e, no que diz respeito ao seu interior, é dotado de uma vasta riqueza nos frescos dos tectos, no mobiliário, nas obras de arte penduradas na parede ou simplesmente nos mosaicos e paredes construídos em mármore e pedra.  

A sala de mármore
Sala escura

  O “Long Hall”, localizado no terceiro andar, é o espaço mais emblemático do castelo. Foi concebido como salão de baile, mas posteriormente foi usado como Sala Real de recepção e para banquetes. Apresenta doze tapeçarias retratando vitórias do rei na Guerra Escandinava. O tecto de estuque exibe o Brasão de Armas rodeado pelos símbolos das Ordens do Elefante e da Dannebrog dinamarquesa. Os relevos laterais retratam acontecimentos históricos, desde os primeiros anos do reinado de Frederico IV, incluindo a libertação dos servos.  

Salão Real
Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga (e deixar-se encantar) | Dinamarca

  A cadeira de coroação dos réis absolutistas e o trono das rainhas com os três leões de prata em frente são um dos ex-líbris do castelo.  

Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga (e deixar-se encantar) | Dinamarca
Visitar o CASTELO DE ROSENBORG em Copenhaga (e deixar-se encantar) | Dinamarca

  Na cave do castelo estão expostas colecções reais, com artefactos que abrangem uma vasta amplitude de cultura dinamarquesa real. Alguns desses artigos pertenceram à nobreza e à aristocracia. A exposição das jóias da coroa dinamarquesa é um dos lugares mais apreciados, onde, para além das coroas reais está exposto o tapete da coroação. Os jardins do castelo são muito agradáveis e, no verão, serão um bom lugar para repousar e almoçar. Agora, com este frio de Inverno, optamos por um passeio rápido e seguimos para o porto de Copenhaga.  

Dados práticos: Horário: 3ª a domingo (9 h – 17 h) Preço: 90 Dkk (adulto); 60 Dkk (estudante)  

Visitar o Museu Nacional da Dinamarca em Copenhaga - NATIONALMUSEET | Dinamarca
Visitar o Museu Nacional da Dinamarca em Copenhaga – NATIONALMUSEET | Dinamarca

Visitar o Museu Nacional da Dinamarca em Copenhaga – NATIONALMUSEET | Dinamarca

Quando chegamos a Copenhaga tínhamos vários lugares que queríamos conhecer e um leque bastante alargado de museus que desejávamos visitar. O Museu Nacional da Dinamarca era um deles e foi precisamente por aí que começamos. Era domingo e o museu estava cheio de crianças e famílias que festejavam o Carnaval.  

Átrio do Museu Nacional

  O Museu Nacional  da Dinamarca é o maior museu histórico-cultural do país. O museu sita no Palácio do Príncipe no centro de Copenhaga, construído por Nicolai Eigtved entre 1743 e 1744 para os príncipes Frederik V e Louise. O palácio foi convertido em museu e deixou de ser usado pela família real.  

Ala do palácio preservada no museu

  O Museu Nacional possui uma vasta e interessante colecção etnográfica, com antiguidades orientais e de várias civilizações mundiais. É um prazer “viajar” no museu, deambulando pela cultura mongol, sul-americana, do Árctico, etc.  

Utensílios e costumes do Árctico.
Trajes tradicionais da Gronelândia.

  O museu abrange 14 mil anos de história da Dinamarca, desde os caçadores de renas da Idade do Gelo, Vikings e obras de arte criadas em louvor de Deus na Idade Média, quando a Igreja teve um papel enorme na vida dinamarquesa. O acervo do museu inclui tesouros nacionais de destaque com mais de 3.000 anos de idade, a Idade do Bronze, e uma incrível colecção de achados arqueológicos da Era Viking, muitos dos que nunca foram mostrados em exposições anteriores.  

Pedra rúnicas – Em geral estas pedras comemoravam a morte de homens importantes e calcula-se que existam mais de 3500 pedras na Escandinávia.
Barco viking
Caldeirão de Gundestrup do século I a.C.

  Estão também expostas moedas dinamarquesas da Era dos Vikings, moedas de Roma e Grécia antiga, bem como exemplos de cunhagem de moedas de outras culturas. Além disso, o Museu Nacional mantém a maior e mais variada colecção da Dinamarca de objectos das culturas antigas da Grécia e da Itália, Médio Oriente e Egipto.  

Estátua de Shiva

  A exposição referente ao Médio Oriente está ao nível dos melhores museus europeus. O museu tem uma colecção de objectos que foram recuperados durante a escavação dinamarquesa de Tell Shemshara no Iraque, em 1957. Além disso, há exposições sobre histórias da vida quotidiana e especial ocasiões na Dinamarca.  

Cornos de ouro de Gallehus

Dados práticosHorário: 10 h – 17 h (terça a domingo) – Encerra à 2ª feira. Preço: Entrada grátis Site do museu:https://natmus.dk/en/the-national-museum-of-denmark/

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca
Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

Visitar Christiansborg e o PARLAMENTO DINAMARQUÊS em Copenhaga | Dinamarca

Chovia em Copenhaga. O céu cinzento e escuro não convidava a sair do quarto. O aquecimento central promove a preguiça e as janelas embaciadas adivinham o frio exterior. Sair da cama não custa, o que custa é sair do quarto, vestir o casaco, o cachecol, o gorro e as luvas. Esse é o desafio matinal: enfrentar o frio árctico que nesta altura do ano ainda chega a Copenhaga. Estão 4º C lá fora mas há tanta coisa para ver que decidimos enfrentar o frio e o chuvisco de sorriso nos lábios e ir a Christiansborg. Não tínhamos feito grandes programas para a nossa estadia na capital dinamarquesa. Começamos por rumar ao Palácio de Christiansborg que ficava mesmo por trás do nosso hostel, depois de cruzar a ponte de mármore que liga à pequena ilha de Slotsholmen. A falta de sol escurecia o edifício e o frio e chuva desencoraja os visitantes. Andamos sozinhos a visitar o castelo de Christiansborg.  

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

  Outrora residência oficial da família real dinamarquesa, um forte incêndio obrigou-a a mudar-se de Christiansborg para o palácio de Amalienborg. Hoje, o palácio de Christiansborg tem várias salas usadas como museus, outras como locais de recepção para eventos de estado e uma ala usada como sede do parlamento dinamarquês. O grande Hall ou Salão Real é a parte mais famosa do palácio. Optamos por não entrar no salão real porque depois de conhecer o magnífico hall pareceu-nos demasiado caro para aquilo que iríamos ver.   

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

  Decidimos passar para os restantes edíficios que têm entrada gratuita. Foi durante este percurso que encontramos o edifício do parlamento dinamarquês. Não sabíamos como se processava a entrada mas, mesmo assim, resolvemos tentar. Descobrimos que só é possível conhecer o parlamento em visita guiada, ainda que gratuita, ao domingo. Mas, para isso, é preciso recolher os bilhetes que são colocados na entrada pela manhã. A verdade é que foi o frio e a chuva que nos permitiram encontrar na entrada três bilhetes para a visita das 13 h. Recolhemos dois e prosseguimos a nossa visita ao palácio.   

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

  À hora marcada estávamos prontos para conhecer a sede da democracia dinamarquesa. Fomos muito bem recebidos por um dinamarquês de meia idade, com um sentido de humor peculiar sobre a política e os políticos dinamarqueses.   

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

O Folketinget ou Assembleia do Povo em dinamarquês, é a sede da democracia dinamarquesa, uma das democracias mais igualitárias e incontestáveis do mundo. No parlamento sentam-se 179 representantes, 175 da Dinamarca, dois da Gronelândia e dois das ilhas Faroé. Outrora o parlamento funcionou num sistema de duas câmaras mas, desde a constituição de 1953, que o parlamento tem uma só câmara.   

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

  A primeira Constituição da Dinamarca, assim como as outras que se seguiram estão expostas no edifício. A primeira constituição data de 1849 e estabelece a estrutura da democracia dinamarquesa, os direitos do cidadão ou direitos humanos, tais como liberdade de expressão e a liberdade de reunião, destinadas a proteger o cidadão contra as violações de seus direitos por parte do Estado. Mas, nesta primeira constituição as mulheres e os mais pobres e desprotegidos não tinham igualdades de direitos. Essas conquistas foram acontecendo ao longo do século XX nas constituições que se seguiram,  uma das quais conhecida como “a constituição das mulheres”, já que só 80 anos depois é que conseguem o direito a voto.  

Uma visita ao parlamento dinamarquês e ao Palácio de Christiansborg de Copenhaga | Dinamarca

  Mesmo depois de conhecer um dos parlamentos mais emblemáticos do mundo e de ouvir as piadas do nosso “guia”, ficamos com a sensação que o descontentamento nos políticos e na política mundial está a alastrar-se pelo mundo. Aquela sensação de desfasamento entre a vida da população e a vida da classe política também se sente aqui. Estranhamente, aqui há muito menos motivos de insatisfação do que em Portugal. Será que os dinamarqueses aceitariam a degradação e corrupção política que se assiste a nível nacional? Confesso que fiquei com muitas dúvidas.


Dados práticos para ChristiansborgHorário: 13 h (visitas guiadas em inglês ao domingo) – Inverno
              12 h e 14 h (visitas guiadas em inglês ao domingo) – Verão
              Deve-se recolher os bilhetes de manhã.  Preço: Grátis

Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca
Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca

Visitar a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca

Sopra um vento frio. O céu está tão negro. Parece que vai chover a qualquer momento. Mesmo assim resolvemos ver a estátua da Pequena Sereia e a Cidadela neste fim de tarde. Acabávamos de chegar a Copenhaga de comboio. O mesmo comboio que segue para Malmo, na Suécia. Vínhamos de visitar a exposição de Van Gogh fora da cidade. Estávamos um bocado cansados mas ao mesmo tempo ansiosos por conhecer mais esta área da cidade. Nem o frio, nem o vento, nem sequer a ameaça de chuva nos travou. O comboio parou na estação de Østerport e depois de nos agasalharmos com os cachecóis, gorros e luvas, dirigimo-nos para a Cidadela. Infelizmente não há perspectiva nenhuma que faça jus à vista aérea da Cidadela. Nós bem subimos e descemos os morros mas nada. Não há um plano perfeito para tirar a fotografia desta que é melhor e mais bem preservada fortificação do norte da Europa. O tempo esse, também não ajuda. A cada minuto que passa parece mais negro. As brasileiras que se cruzam connosco no recinto da cidadela parecem desanimadas com o frio e com a chuva, mas tal como nós, deslumbradas com a cidade.  

Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca
Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca
Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca
Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca

  A cidadela tem uma planta em hexágono (só visível do céu) e integrava um sistema continuo de rampas e bastiões que cercava a Christianshavn. Todas essas estruturas acabaram por desaparecer, ora destruídas, ora integradas na malha urbana. A citadela ou Kastellet é o que resta dessa faixa defensiva composta por vários bastiões. Lá dentro existe um moinho, uma igreja e vários edíficios utilizados para fins militares. Mas, o que atraí os dinamarqueses a este local, especialmente num fim de tarde de inverno, não é o espaço histórico. É sim, o parque. Há dezenas de jovens a correr, a patinar e a passear os animais de estimação. Mesmo no frio do inverno, o parque é um lugar de eleição.    

Visitar e compreender a cidadela de Copenhaga (uma viagem no tempo) | Dinamarca
A Pequena Sereia de Copenhaga, um conto de Hans Christian Andersen | Dinamarca
A Pequena Sereia de Copenhaga, um conto de Hans Christian Andersen | Dinamarca

A Pequena Sereia de Copenhaga e Hans Christian Andersen | Dinamarca

Junto ao porto de Copenhaga jaz a estátua de uma sereia. É a Pequena Sereia do conto de Hans Christian Andersen, um conto infantil que eternizou a imagem da beleza e bondade das sereias entre as crianças e jovens.

“Muito longe da terra, onde o mar é muitoazul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas,todas muito bonitas, e donas das vozes mais belas de todo o mar,porém a mais nova destacava-se, com sua pele fina e delicada comouma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, nãotinha pés mas sim uma cauda de peixe. Ela era uma sereia.”

A Pequena Sereia de Copenhaga, um conto de Hans Christian Andersen | Dinamarca

Conta o conto que quando a Sereia fez 15 anos subiu à superfície dos mares para conhecer os humanos. Foi aqui que viu um navio onde viajava um príncipe que prendeu a sua atenção.  

“A sereiazinha ficou horas admirando seu príncipe, e sódespertou de seu devaneio quando o navio foi pego de surpresa poruma tempestade e começou a tombar. A menina viu o príncipe cair nomar e afundar, e se lembrou de que os homens não conseguem viverdentro da água. Mergulhou na sua direcção e o pegou já desmaiado,levando-o para uma praia.”  

O navio naufragou mas a sereia havia salvo o seu príncipe, por quem se apaixonou. A sereia tudo tentou fazer para voltar à terra. Mas para tal acontecer, teve que entregar a sua bela voz a uma bruxa dos mares e trocar a cauda de peixe por pernas que lhe davam dores horríveis enquanto caminhava. Mas, a sereia estava decidida a passar por todos estes sacrifícios para ver o seu príncipe e tentar ser feliz ao seu lado. Para trás teve que deixar a sua família.    

“A sereia olhou de longe o palácio onde nasceu e cresceu, soltou um beijo na sua direcção e nadou para a praia.Assim que bebeu a poção, sentiu como se uma espada lheatravessasse o corpo e desmaiou.”  

O príncipe encontrou a sereia e gostou muito dela. Mas, havia um problema. O príncipe encontrava-se encontrava-se apaixonado por uma bela jovem que o tinha salvo de um naufrágio. Como não tinha visto bem a jovem não sabia que esta era a Sereia. Tão pouco, a sereia lhe podia contar. A sua voz tinha ficado com a bruxa dos mares. O tempo passava e entre o príncipe e a sereia nascia uma bonita e bela amizade, embora dolorosa para a sereia.   

“A beleza da sereia encantou o príncipe, e ela passou aacompanhá-lo em todos os lugares. À noite, dançava para ele, eseus olhos se enchiam de lágrimas, tamanha dor sentia nos pés.Quem a visse dançando ficava hipnotizado com sua graça e leveza, eacreditava que suas lágrimas eram de emoção. …Todas as noites a sereia ia refrescar os pés na água domar. Nessas horas, suas irmãs se aproximavam da praia para matar asaudade. Sua avó e seu pai, o rei dos mares, também apareciam para vê-la, mesmo que de longe.” 

Mas, a  sereia tinha sido avisada pela bruxa do mar:   

“Pense bem, menina. Depois de tomar a poção você nuncamais poderá voltar à forma de sereia… E se o seu príncipe se casar com outra você não terá uma alma imortal e morrerá no dia seguinte ao casamento dele.”  

A sereia aceitou mas nunca pensou que tal pudesse acontecer. No entanto, a família do príncipe tinha marcado o seu casamento com uma jovem princesa vizinha. Quando o príncipe a viu, apaixonou-se por ela, pensando que era a jovem que o tinha salvo naquela fatídica noite. Os príncipes casaram e a pequena sereia estava condenada a morrer. Mas, havia ainda uma hipótese: matar o príncipe na noite do seu casamento.    

“A sereia viu suas irmãs, pálidas e sem a longa cabeleira, nadando ao lado do navio. Em suas mãos brilhava um objecto.— Nós entregamos nossos cabelos para a bruxa do mar em troca desta faca. Você deve enterrá-la no coração do príncipe. Só assim poderá voltar a ser uma sereia novamente e escapará da morte. Corra, você deve matá-lo antes do nascer do sol. A sereia pegou na faca e foi até o quarto do príncipe, mas ao vê-lo não teve coragem de matá-lo. Caminhou lentamente até amurada do navio, mergulhou no mar azul e, ao confundir-se com as ondas, sentiu que seu corpo ia-se diluindo em espuma.”  

A Pequena Sereia do conto de Hans Christian Andersen jaz no porto de Copenhaga olhando os navios que ali entram e saem diariamente. A sereia, esculpida por Edvard Eriksen, em 1913, parece observar os barcos turísticos que chegam às centenas. A sua estátua eternizou este magnífico conto infantil e nós, sentados ao lado da estátua, não podemos deixar de ficar comovidos enquanto lemos este pequeno conto.    

Ao som do reggae em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca
Ao som do reggae em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

Uma visita a Christiania é uma “viagem” dentro de Copenhaga. Christiania é a “free town” como gosta de sublinhar quem por lá vive e circula. O som do reggae ecoa no ar. Ainda estamos a alguns metros do bairro de Chistiania e já se ouvem os batimentos de alguns tambores e o “sound” nas ruas. Como dizem os meus saudosos amigos argentinos “muito boa onda”. ♪♫  ♩♫♭♪♯♬♮♫♯  

Ao som do reggae  em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

  Na nossa visita a Christiania conhecemos o Ramon, um argentino imigrado em Copenhaga há mais de 30 anos. “Tengo que relajarme al final del día“, dizia ele. Eu trabalho, não sou um “malandro” mas “si usted no fuma un porro no se siente bien“, acrescenta. “Vengo aquí todos los días”, termina.    Sabíamos que Christiania era um mundo à parte. Já tinha ouvido rumores de que era um dos lugares a não perder em Copenhaga mas, confesso, esperava algo menos explicito. À entrada um cartaz exibe as 3 regras da cidade:   1. Divirta-se. 2. Proibido tirar fotografias (o consumo de droga continua a ser ilegal). 3. Não corra (pode causar o pânico)  

Ao som do reggae  em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

  Christiania é um bairro auto-proclamado autónomo com cerca de 850 habitantes numa das zonas mais nobres da cidade de Copenhaga. A criação deste bairro data de 1971, quando um quartel militar abandonado foi ocupado por moradores vizinhos. Os moradores arrombaram as cercas para utilizar uma área desocupada como um parque infantil para os seus filhos. Nesta altura havia falta de edíficios em Copenhaga e esta atitude foi vista como um acto de protesto contra o governo dinamarquês. Os hippies que existiam na zona aproveitaram esta ideia e juntaram-se ao movimento já que esta era uma excelente oportunidade para construir uma sociedade a partir do zero. Estavam assim reunidas as condições para a criação de um espaço livre e o grupo proclamou a criação da Cidade-Livre de Christiania.    As autoridades civis em Copenhaga consideram Christiania como uma grande comunidade, mas a área tem um status único, sendo regulado por uma lei especial, a Lei de Christiania, de 1989, que transfere partes da supervisão da área do município de Copenhaga para o estado.    “O objectivo de Christiania é criar uma sociedade auto-regulada em que cada indivíduo é responsável pelo bem-estar de toda a comunidade. A nossa sociedade será economicamente auto-sustentável e, como tal, a nossa aspiração é ser firmes em nossa convicção de que a miséria física e psicológica pode ser evitada.” Lê-se na Lei de Christiania.    

Ao som do reggae  em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

  Mas, o espírito de Christiania rapidamente evoluiu para um movimento hippie, depois um movimento squatter, colectivismo e anarquismo. As regras de Christiania proíbem o roubo, violência, armas, facas, coletes à prova de balas, drogas pesadas e bikers’colors (um gang de motociclistas). Os moradores só pagam impostos, taxas de água, luz  e recolha do lixo desde 1994.   Há várias actividades que são e sempre foram muito populares, nomeadamente a meditação, yoga e o teatro. Aquando da criação da Cidade-Livre, o seu líder, Ludvigsen, realçou a importância da aceitação dos toxicodependentes que não podiam lidar com a sociedade regular.   

Ao som do reggae  em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

  A sua rua principal, Pusher Street, tornou-se famosa pois haxixe e erva foram vendidos abertamente nas bancas permanentes até 2004. No entanto, as regras proíbem drogas duras, como a cocaína, anfetaminas, ecstasy e heroína. O comércio de hash é controverso, mas como as regras exigem um consenso não pode ser removido a menos que todos concordem. A ideia de legalização da maconha é um dos ideais dos cidadãos em Christiania.   

  Mas, apesar do espírito e da crença inicial se manter, muitos problemas surgiram nesta cidade, nomeadamente o tráfico de drogas e uso de drogas duras (que não são teoricamente toleradas em Christiania). Muitos dinamarqueses têm visto Christiania como uma experiência social bem sucedida. No entanto, há anos o estatuto jurídico da região está num limbo devido à especulação imobiliária dos terrenos e aos problemas associados.   Christiania tem sido fonte de controvérsia desde a sua criação. O comércio de estupefacientes, especialmente cannabis foi tolerada pelas autoridades até 2004. No entanto, desde essa altura, as medidas para normalizar o estatuto jurídico da comunidade levaram a conflitos, investidas policiais e negociações. Houve inclusive vários episódios violentos, nomeadamente um tiroteio com um morto e dois feridos em 2005, o linchamento de um jornalista que tentava fazer uma reportagem para a TV em 2007 e um ataque com granadas em 2009.   

Ao som do reggae  em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca

  Após amargas negociações, que resultaram temporariamente na área a ser isolada para o público em 2011, os moradores de Christiania concordaram em criar um fundo colectivo para adquirir formalmente a terra ocupada (ainda que abaixo dos preços do mercado).    De realçar que neste momento Christiania é considerada a quarta maior atracção turística de Copenhaga e recebe cerca de meio milhão de visitantes por ano. Alguns dinamarqueses orgulham-se desta “marca” de estilo de vida dinamarquês, supostamente progressista e liberal. À parte da imagem inequívoca associada ao consumo e tráfico de droga, Christiania desempenha claramente uma função social: acolhe vários pensionistas, imigrantes, beneficiários de instituições sociais, mães solteiras, sem-abrigo, desempregados, gronelandeses, etc. Para além disso, serve de inspiração para vários estudantes, músicos, artistas, intelectuais e académicos.  

  Ao sair de Christiana vemos um cartaz que diz “You are now entering the European Union”. É essa claramente a sensação. Christiana contrasta fortemente com o resto da cidade de Copenhaga. É mesmo uma “viagem dentro da viagem”. E a nossa viagem segue agora  ao som do reggae.  ♪♫♩♫♭♪♯♬♮♫♩♫♭♪♯♬♮♬♪♫  

Ao som do reggae  em CHRISTIANIA, um bairro que é quase outra Copenhaga | Dinamarca
Visitar o Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca
Visitar o Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

Visitar o Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

Mesmo para quem não tem uma veia militarista, a visão de um conjunto de soldados, todos vestidos de igual, e com movimentos e passos sincronizados ao som de um ritmo certo, é algo que nos faz apetecer marchar ao lado deles. Foi isso que senti quando, em Copenhaga, acompanhamos a marcha da Guarda Real, quase desde o seu início, até chegar à praça em frente à sede da monarquia dinamarquesa, o palácio (Slot) de Amalienborg.

Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

Uma das alas do palácio Amalienborg está aberto ao público, mas contentamo-nos a vê-lo de fora, uma vez que a entrada era algo cara e já tínhamos em mente visitar outro palácio, o Rosenborg Slot.

Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

Com a escolta da polícia municipal, os soldados e a banda de música atravessam as ruas e rotundas, fazendo parar o trânsito, e atraindo as atenções. Na sua marcha, a Guarda Real percorre algumas das ruas mais comerciais do centro da cidade, sendo o alvo das máquinas fotográficas de turistas e locais (estes últimos, menos, uma vez que o desfile acontece diariamente).

Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

Quando chegam à praça do palácio Amalienborg, segue-se um protocolo composto de movimentos e músicas ensaiadas, culminando no render da guarda e troca de bandeiras. Todo esta encenação é seguida de perto por dezenas de pessoas que tentam aproximar-se para a foto ideal, sendo por vezes chamados à atenção pelos polícias dinamarqueses (de uma forma civilizada, entenda-se!).

Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

É uma cerimónia simples, mas evocativa e simbólica, num país que tem a monarquia mais antiga da Europa. É por isso incontornável, para quem passa alguns dias em Copenhaga, assistir e deixar-se levar pelos ritmos de marcha militar e pela sensação de continuidade de poder que uma monarquia dá aos seus súbditos.

Palácio de AMALIENBORG, os soldadinhos de chumbo de Copenhaga | Dinamarca

O facto das repúblicas europeias e respectivos sistemas políticos estarem a passar uma profunda crise económica e de identidade, ao passo que os países mais ricos e melhor organizados da Europa são monarquias (ainda que com sistemas parlamentares de governo), nomeadamente, a Dinamarca, Suécia, Holanda e Noruega, faz-nos pensar, não?

Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga - Statens Museum for Kunst | Dinamarca
Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga – Statens Museum for Kunst | Dinamarca

Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga – Statens Museum for Kunst | Dinamarca

Um dos museus que é obrigatório visitar em Copenhaga é o Statens Museum for Kunst, ou Museu Real das Belas Artes (https://www.smk.dk/en/). É a Galeria Nacional do país, uma vez que tem a maior colecção de arte da Dinamarca, tendo sido inicialmente concebido para albergar colecções de arte que pertenciam à família real, mas hoje é um museu aberto a todos, de entrada grátis (excepto exposições temporárias), e que se encontra num edifício histórico, perto dos Jardins Botânicos, desde 1896. . Veja aqui as nossas dicas para viajar em Copenhaga.  .

Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga - Statens Museum for Kunst | Dinamarca
Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga - Statens Museum for Kunst | Dinamarca

Lá dentro, o Statens Museum for Kunst está muito bem organizado, com informação detalhada para os visitantes, em folhetos pormenorizados e ilustrados.

Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga - Statens Museum for Kunst | Dinamarca

A colecção permanente do Statens Museum for Kunst está divididas em temas, sendo de destacar:

“Arte Europeia 1300-1800” (https://www.smk.dk/en/visit-the-museum/exhibitions/european-art-1300-1800/rooms-in-european-art/), onde destacam um “Retrato de Martinho Lutero”, de Lucas Cranach den Aeldre, a “Queda dos Titãs”, de Corbelis Cornelisz van Haarlem , e o “Festival de Veneza do Bucentauro”, de Francesco Guardi.

“Retrato de Martinho Lutero”, de Lucas Cranach den Aeldre
“Queda dos Titãs”, de Corbelis Cornelisz van Haarlem
“Festival de Veneza do Bucentauro”, de Francesco Guardi

“Arte Francesa 1900-1930” (https://www.smk.dk/en/visit-the-museum/exhibitions/french-art-1900-1930/watch-the-video/), onde se distingue um dos quadros mais famosos de Henri Matisse, um retrato da sua mulher, Amélie Matisse, em que a noção de profundidade, que normalmente é conseguido com um jogo de luz e sombras, é alcançado por diferentes planos de cor (o quadro é também conhecido por The Green Line).

Rene Decartes, Frank Hals
Dançarina, de André Derain                                   The Green Line, de Henri Matisse.

Trata-se assim de uma excelente escolha para admirar arte de grande qualidade e interesse histórico.

Galeria Nacional da Dinamarca em Copenhaga - Statens Museum for Kunst | Dinamarca

Dados práticos do Statens Museum for KunstHorário: Terça-Feira a Domingo 10.00-17.00 h
Quarta-feira 10.00-20.00 h
Segunda-Feira fechado Preço: Grátis

NY Carlsberg... Provavelmente a cerveja mais amante de arte do mundo | Dinamarca
NY Carlsberg… Provavelmente a cerveja mais amante de arte do mundo | Dinamarca

NY Carlsberg… a cerveja mais amante de arte do mundo | Dinamarca

A cervejaria Carlsberg foi fundada por J.C. Jacobsen em 1847, sendo que o negócio cedo prosperou internacionalmente, devido a uma estratégia expansionista e uma qualidade baseada na ciência: já em 1875 a cervejaria inaugurou, de forma pioneira, um laboratório para estudar e desenvolver formas de melhor utilizar a levedura no processo de fabricação de suas cervejas. O filho do fundador, Carl Jacobsen, tinha um grande gosto pela arte, particularmente escultura, e a sua fortuna permitia que fosse um comprador assíduo e patrono das artes. Foi ele que, por exemplo, encomendou (e pagou!) a estátua da Pequena Sereia em 1913.    

Jovens raparigas, de Renoir

Aquando de uma desavença com o pai, Carl fundou uma nova cervejaria (Ny Carlsberg) e tornou-se competidor do pai. O negócio ia correndo bem e a sua colecção de arte ia aumentando. De tal forma que ele e a sua mulher resolveram ceder a colecção ao estado dinamarquês, resolução esta que não ficará alheia ao facto das aquisições serem tantas e tão dispendiosas que quase levaram Carl à falência!  

Moinhos e barcos perto de Zaddam, de Monet

Um acordo com o pai levou à criação da fundação Ny Carlsberg, que possibilitou a construção de um edifício para albergar a vasta colecção. E hoje, a Gliptoteca (da raíz grega glyphein, esculpir, e theke, um local de armazenamento) Ny Carlsberg (https://www.glyptoteket.com/) é o museu com a maior colecção de arte antiga no norte da Europa.

Jardim interior do museu

O edifício está centrado à volta de um belo jardim interior, e a colecção, que inicialmente se concentrava em escultura e arte antiga, tem agora contribuições de diversas épocas, nomeadamente um conjunto impressionante de arte francesa e dinamarquesa impressionista (a mulher de Gauguin era dinamarquesa e o museu recebeu dezenas de trabalhos deste pintor). A ala nova do museu, inaugurada em 1996, que alberga também obras de Cézanne, Van Gogh, Monet, Renoir é a principal atracção.

Auto-retrato de Cézanne
Rosas cor-de-rosa, de Van Gohg

  Outro ponto de interesse é a colecção de esculturas de bronze de Degas, em que se inclui a famosa “Pequena Dançarina” (só existem no mundo 3 colecções destas completas).  

Pequena dançarina, de Degas

  Uma visita incontornável para os amantes de arte, e também para os amantes de cerveja desenvolverem o gosto pela Belas Artes! A cereja no topo do bolo… o ingresso é gratuito ao Domingo!  

A mulher espanhola, de Picasso

Dados práticos:Horário: Terça a Domingo, 11.00-17.00 h; fechado à Segunda Preço: 75 DKK; gratuito ao Domingo

Avaliação: *****

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

Outros monumentos a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) na Dinamarca

Em termos arquitectónicos, Copenhaga é, claro, uma típica cidade escandinava, com a característica construção em tijolo vermelho. No centro da cidade, há inúmeros monumentos, edifícios e igrejas que retratam diferentes épocas da sua história, e que são pontos obrigatórios para o turista. Segue-se uma lista dos principais monumentos de Copenhaga, longe de exaustiva, mas que procura ser ao mesmo tempo variada, e reflectindo os nossos gostos.  

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

1. Borsen

Provavelmente o edifício mais emblemático da cidade e um dos principais monumentos de Copenhaga, albergou até 1974 a Bolsa de Copenhaga, uma das mais antigas da Europa, e é um edifício imponente. Foi construído no reinado de Christian IV, em 1619-1640. A sua espiral é identificável na silhueta da cidade, com as suas quatro caudas de dragão entrelaçadas. O seu interior não está aberto ao público.  

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

2. Rådhus

O edifício que alberga a Câmara Municipal da cidade situa-se na praça homónima, foi construído em 1905 e é encimado pela torre do relógio com 105 m de altura. A sua fachada principal tem uma estátua dourada do bispo Absalon, que fundou a cidade em 1167. O seu interior pode ser visitado pelo público e é possível subir à torre.   

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

3. Vor Frue Kirke 

A Catedral da cidade, cuja fundação foi em 1191, está agora num edifício que data de 1829, com um estilo neoclássico. No seu interior, destacam-se as esculturas de Thorvaldsen representando Cristo (eternizando a postura dos braços abertos) e os doze apóstolos. É um dos principais monumentos de Copenhaga.  

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

4. Rundetårn 

A “Torre Redonda” é uma marca arquitectónica da cidade, também devendo-se ao reinado de Christian IV. Foi inicialmente construída como observatório astronómico, com uma igreja e biblioteca a ela adjuntos. Hoje é mais um ponto de observação da cidade e um local de exposições.  

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

5. Marmorkirken

Fazendo lembrar a Catedral de S. Paulo em Londres ou a de S. Pedro em Roma, esta igreja domina os céus da zona de Amalienborg Slot, com uma cúpula com mais de 30 m de diâmetro. O seu estilo é neobarroco, tendo sido a sua construção iniciada em 1749, mas por motivos financeiros apenas acabada em 1894. No seu interior, a visão da nave circular e da cúpula é impressionante. Pode subir-se à cúpula deste que é um dos principais monumentos de Copenhaga.     

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

6. Alexander Nevsky Kirke

Perto da Marmorkirken, encontra-se este pedacinho da Rússia em plena Copenhaga, mandada construir em 1883, no estilo característico bizantino-russo da Igreja Ortodoxa. Está aberta apenas durante as cerimónias religiosas.   

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

7. Ópera de Copenhaga

Uma das óperas de construção mais caras do mundo, foi inaugurada em 2005, com o financiamento (mais tarde dedutível nos impostos, dizem os mais cínicos!) de Mærsk Mc-Kinney Møller, filho do fundador do grupo Maersk, uma das maiores empresas mundiais. Situada em frente ao Amalienborg Slot, mas do outro lado do rio, esta visão futurista domina essa zona da cidade e é agora também um dos principais monumentos de Copenhaga.

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

8. Vor Frelsers Kirke

A poucos minutos de Christiania, a Igreja de Cristo Nosso Salvador é um dos edifícios mais interessantes de Copenhaga. Data de 1695, mas a sua sua torre é mais tardia (1752), elevando-se a 95 m de altura, com uma escada interior em espiral, mas passando a exterior nos últimos metros. De lá tem-se uma visão soberba da cidade. Na subida passa-se pelo enorme carrilhão, o maior da Europa do norte. Dentro da igreja, sentimo-nos maravilhados face à grandeza e beleza do órgão de tubos com mais de 200 anos e a sua música harmoniosa que inunda o espaço.   

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

9. Sankt Petri Kirke

Um edifício histórico no Bairro Latino (a zona da Universidade), a Igreja de S. Pedro é a mais antiga da cidade e o edifício mais antigo do centro de Copenhaga, datando do século XV. Nas suas catacumbas, podem visitar-se capelas sepulcrais com os túmulos de alguns dos membros das famílias alemãs mais influentes da Dinamarca. Infelizmente, na altura que visitamos a igreja, as capelas estavam fechadas para obras.

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

10. Holmens kirke

Igreja do outro lado do canal em frente ao Slotsholmen, com uma bela arquitectura em estilo holandês renascentista, datando de 1641. Foi aqui que a actual monarca (Margarida II) fez os seus votos matrimoniais em 1967.

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

11. Gefionspringvandet

A fonte Gefion fica na zona do porto, perto da cidadela. A fonte (de 1908) descreve a criação da ilha de Zelândia, em que a cidade foi construída, representando a deusa Gefjun a liderar um grupo de 4 bois que puxam um arado. A lenda conta que o rei Gylfi prometeu à deusa o território que ela conseguisse arar numa só noite; ela transformou os seus 4 filhos em bois e a terra arada foi lançada ao mar entre a Suécia e a ilha de Fyn, Dinamarca. Ao seu lado encontra-se a bonita e única igreja anglicana na Dinamarca, a igreja de St. Alban’s.

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

12. Praça Gammeltorv

A praça Gammeltorv é a praça velha da cidade e situa-se aproximadamente a meio entre Nyhavn e os jardins de Tivoli, ao longo da avenida Stroget. A fonte Caritasbronden no meio da praça dá um ar clássico a uma das avenidas mais comerciais e cosmopolitas da cidade. Escondidas por trás da praça e da Stroget existem várias ruas estreitas, ruelas e pracetas que são o coração do Bairro Latino.   

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca

Além destes monumentos de Copenhaga, a cidade é profícua em ruas e praças fotogénicas, com edifícios coloridos e arquitectura atraente. O Sol é que nesta altura do ano se mostra pouco… Mesmo assim, é muito agradável passear pelo centro da cidade (todo ele passível de ser percorrido a pé ou de bicicleta) e apreciar o ambiente e sentir o pulsar da cidade e das suas gentes. Veja as nossas dicas aqui.   

Lugares e monumentos obrigatórios a visitar em COPENHAGA (e que não pode perder) | Dinamarca
Livros, bibliotecas e livrarias em Copenhaga (o delírio de um viajante nerd) | Dinamarca
Livros, bibliotecas e livrarias em Copenhaga (o delírio de um viajante nerd) | Dinamarca

Livros, bibliotecas e livrarias de Copenhaga (um viajante nerd) | Dinamarca

Sempre fui um amante de livros. E um comprador compulsivo, apenas controlado pelas limitações orçamentais! Ao longo dos tempos fui construindo uma biblioteca considerável, principalmente nas áreas de Física, Matemática, História, Filosofia ou Religião. Não ia resistir às livrarias de Copenhaga!  

Black Diamond

Livros, bibliotecas e livrarias de Copenhaga (um viajante nerd) | Dinamarca

Lembro os meus tempos de adolescente, em que percorria as livrarias da minha cidade-natal, o Porto, na busca de novidades ou livros mais antigos que tivessem sido entretanto adquiridos. Já mais tarde, comecei a pesquisar a bibliografia e a encomendar livros através de livrarias, que os mandavam vir do estrangeiro.

Veja aqui as melhores dicas para visitar Copenhaga.

Black Diamond
Black Diamond
Black Diamond

Com o aparecimento da internet, a compra e venda de livros sofreu uma revolução. Se antigamente era necessário uma pessoa deslocar-se a Paris ou Londres para visitar alfarrabistas de modo a pesquisar e comprar os livros da sua escolha, hoje em dia as colecções de livrarias estão à distância de um clique. É possível pesquisar e comprar livros directamente a livrarias por todo o mundo, dispensando o intermediário da livraria nacional (claro está que isto não é nada bom para o negócio das livrarias nacionais).

Black Diamond
Black Diamond

Um mercado particularmente em alta é o dos livros usados e antigos. Como em tudo, há para todos os gostos e carteiras. Livros de ficção ou não-ficção, mais ou menos técnicos, mais ou menos antigos ou raros, há de tudo à venda. É preciso é ter dinheiro… Existem mercados de livros virtuais, como o Abebooks, que reúnem centenas de vendedores de todo o mundo, e onde é possível pesquisar, ter uma lista de “desejáveis” (e receber um e-mail quando surgem novidades) e, claro, comprar o livro que nos agrada, com custos de envio variáveis, conforme o vendedor e a distância que o livro percorrerá até chegar a nossa casa.

Café e livraria Paludan
Café e livraria Paludan
Café e livraria Paludan

A revolução digital é também uma faca de dois gumes; a proliferação dos e-books, ou livros em formato digital, (juntamente com os seus leitores, ou e-readers), a par de uma campanha contra o consumo de pasta de papel e o aumento de dióxido de carbono na atmosfera, levaram a que muitos já anunciem profeticamente o “fim dos livros”. É perfeitamente lógico e admissível que, se a evolução tecnológica da humanidade continuar ao ritmo dos últimos 100 anos, o livro em papel se torne obsoleto e se transforme, num futuro mais ou menos longínquo, num objecto de interesse arqueológico. É bem conhecida a evolução do próprio livro impresso, que já passou por grandes alterações de estilo e de tecnologia, assim como a tecnologia vídeo/áudio dos nossos tempos de juventude que já se tornou obsoleta (cassetes áudio, cassetes VHS, discos de vinil…).

Café e livraria Paludan
Café e livraria Paludan

Mas, enquanto eles não desaparecem, é preciso saber cuidar deles e apreciá-los pelo o que eles são: a suma do conhecimento, sentimento ou imaginação humana, gravada, não pelo fogo em pedra, mas pela tinta em papel. E é um prazer imenso folhear um livro mais velho do que nós, com as marcas de uma história de vida, sentir o seu cheiro, tocar as folhas amarelecidas pelo passar dos anos. Era hora de explorar as livrarias de Copenhaga.

“Herman H.J. Lynge and Son”

1. Black Diamond

Na cidade, a paixão pelo livro é bem patente e daí ter belíssimas livrarias de Copenhaga.  Podemos passar dias percorrendo corredores cheios de estantes com livros antigos e novos, baratos e caros, tanto nas inúmeras livrarias ou alfarrabistas nas ruas da cidade, como no interior da universidade (esta restrita a alunos), ou na Biblioteca Nacional (https://www.kb.dk/en/dia/index.html). Esta última é uma mistura do passado e do futuro, sendo que o acervo histórico mora agora num edifício futurista, denominado “Black Diamond”, onde além de consultar as obras do arquivo, se pode descansar nos seus espaços de lazer ou assistir a espectáculos variados.  

2. Vangsgaards Antikvariat

De volta ao centro da cidade… Já tinha comprado, pela internet, livros de um alfarrabista em Copenhaga, “Vangsgaards Antikvariat” (https://www.vangsgaards.dk/). Estava na hora de visitar o local em pessoa. Logo na montra, a primeira edição da “Guerra dos Mundos” de H.G. Wells, de 1898. Preço: 6000 DKK, ou seja, à volta de 800 euros! Não é para quem quer, é para quem pode… Lá dentro, um labirinto de corredores e uma secção à parte de livros raros e valiosos. Mas já fui lá com um propósito em mente: a colecção de livros da biblioteca pessoal de Niels Bohr e seu filho Aage Bohr (também físico e vencedor do prémio Nobel em 1975). Todos os livros da biblioteca do pai estão numa gama de preços acima das minhas posses, por isso devo contentar-me com os do filho! Um exemplar único de “Física Estatística” de Landau e Lifshitz, com uma dedicatória à mão do segundo autor dirigida ao filho de Bohr. 70 euros… Caro? Talvez. Mas vale a pena. É que todos os livros são únicos, mas uns são mais únicos do que os outros! Uma das melhores livrarias de Copenhaga.

“Vangsgaards Antikvariat”
“Vangsgaards Antikvariat”

3. Herman H.J. Lynge and Son

Outro locais a visitar são o alfarrabista “Herman H.J. Lynge and Son” (https://www.lynge.com/), onde podemos encontrar o senhor Herman Lynge e seu filho, rodeados de livros por todos os lados! Ou o café-livraria Paludan, onde se juntam dois prazeres nas mesmas instalações, podendo beber-se um chocolate quente nos pisos de cima, rodeados de estantes, ou deambular pelos corredores da cave em busca de um livro desejado.

4. Tranquebar Book Café

Para os amantes das viagens, Copenhaga também não desilude! Como andávamos à procura de mapas e guias para a nossa aventura do verão (segredo…), também fizemos uma ronda pelas livrarias especializadas no ramo. O Tranquebar Book Café é uma livraria-café completamente dedicada a livros e guias de viagens, com um ambiente selecto, mas ao mesmo tempo relaxado.  A Arnold Busck é uma livraria geral, mas com muitos livros de viagem e uma colecção fantástica de guias Lonely Planet. A Nordisk Korthandel é mais uma livraria dedicada por completo às viagens e é muito variada no que respeita a mapas, globos e guias. Nenhum viajante se pode queixar de falta de escolha! Ao vir embora, tenho a certeza que Copenhaga é uma daquelas cidades únicas e inesquecíveis para os amantes de livros, e imagino-me em velhote a ter uma livraria destas, rodeado de tesouros… Quem sabe! Ai… livrarias de Copenhaga!

Se vai viajar para a Europa do Norte, estes são alguns artigos que temos no nosso blogue que lhe podem interessar

  • VISITAR ESTOCOLMO – Tudo o que precisa de saber para visitar Estocolmo está neste artigo cheio de dicas para aproveitar o melhor da capital da Suécia.
  • VISITAR A LAPÓNIA SUECA – Tudo o que precisa de saber para visitar Abisko e Kiruna, no norte da Suécia.
  • VISITAR COPENHAGA – Tudo o que precisa de saber para visitar Copenhaga está neste artigo cheio de dicas práticas para explorar o melhor da capital da Dinamarca.
  • VISITAR COPENHAGA – Um artigo extenso mas cheio de dicas práticas para visitar a cidade de Copenhaga com tudo o que precisa de saber, nomeadamente passeios de barco, lugares a visitar, como comprar bilhetes, livrarias, galerias de arte, museus, hoteís, etc.
  • VAN GOGH EM COPENHAGA – Um artigo com tudo o que fizemos em Copenhaga para tentar ver o maior número de obras possíveis sobre Van Gogh em Copenhaga.
  • FÍSICA EM COPENHAGA – Um artigo sobre a visita ao instituto Niels Bohr em Copenhaga, pela mão do físico Rui Pinto.
  • VISITAR HELSÍNQUIA – Um artigo com a nossa experiência a visitar Helsínquia, a capital da Finlândia.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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8 Comentários

  1. Cristina Barros diz: Responder

    Olá, vou passar um dia em Copenhaga e gostaria de saber se no aeroporto é possível guardar bagagem para poder conhecer a cidade livremente.
    Obrigada.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Não tenho a certeza. Não a consigo ajudar. Lamento.

  2. WARNER diz: Responder

    Parabéns Carla Mota, gostei muito do seu post. Irei em maio com meus pais e gostaria de uma sugestão. Onde ficar proximo aos pontos turisticos? E como chegar ao porto, dado que iremos fazer um cruzeiro que sairá de Copenhague.
    Sou um amigo fraterno do Brasil 🙂

    1. Carla Mota diz: Responder

      O hostel que deixamos aqui o link é no centro. É super bem localizado. Ainda que não fique no hostel, toda aquela zona é uma boa opção.

  3. A. diz: Responder

    Tb fiquei no Downtown. Nós ainda apanhamos uma noite com uma festa na cave, e com cerveja grátis. Em relação ao transportes, compramos o passe também pela internet. Mas só usamos uma vez. A cidade faz-se bem a pé. Foi uma das minhas viagens mais baratas, numa das cidades europeias mais caras. heheh Boas Viagens!

    1. Carla Mota diz: Responder

      É isso mesmo. É preciso saber fazer as coisas. 😀 Obrigada pelo feedback, Aldina.

  4. Raquel Ribeiro diz: Responder

    Obrigada pelas dicas! No Carnaval visitei Copenhaga e as vossas dicas foram um óptimo “instrumento de trabalho” para organizar a visita. Continuação de boas viagens! 🙂

    1. Carla Mota diz: Responder

      Obrigada, Raquel. Muito obrigada pelo feedback.

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