Visitar a ILHA DO FOGO, a ilha vulcão e as erupções que marcam uma vida | Cabo Verde

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A ilha do Fogo é um lugar único, mágico e enigmático e por muito que se diga ou escreva sobre a ilha do Fogo, nunca será suficiente.

A chegada à ilha do Fogo e os preparativos para explorar a ilha

Há lugares únicos no mundo que têm um encanto particular, provocando assombro naqueles que o visitam. Sentimo-nos privilegiados por estarmos ali, por podermos comungar daquele espaço, nem que seja por breves momentos. Sentimos que o mundo é um lugar maravilhoso no universo. Sentimos a força criadora da natureza em todo o seu esplendor. O vulcão Fogo, e a sua caldeira, é um desses locais.

ILHA DO FOGO, a ilha vulcão e as erupções que marcam uma vida | Cabo Verde

Quando se desce do avião para aterrar na ilha do Fogo, pode-se ter uma vista espectacular sobre toda a ilha, fruto de um céu azul completamente despido de nuvens, mas há que ter sorte. De cima, tem-se a noção que o vulcão não só domina a ilha, mas que o vulcão é a ilha. Aproximando-se pelo leste, vê-se as vertentes inclinadas que descem desde o cimo do vulcão até ao mar, e tem-se um vislumbre da caldeira a oeste. O declive desta parte da ilha é mais suave, e consequentemente é aí que se concentram a maior parte das povoações e da população, aproveitando os terrenos férteis e menos inclinados. Mas o percurso do avião é rápido, e a descida para o aeroporto também. Sendo assim, uma melhor vista da caldeira e do topo do vulcão tem de esperar pela subida in loco. Era esse o nosso principal objectivo ao visitar a ilha do Fogo.

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No entanto, quando chegámos ao aeroporto da Ilha do Fogo, ao contrário do que costumamos fazer, não tínhamos nada combinado, mas sabíamos o que queríamos. E, como sempre, não tínhamos muito tempo, apesar de termos reservado para o Fogo o maior número de dias para uma só ilha desta nossa incursão pelo arquipélago de Cabo Verde.

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Felizmente, pudemos contar com o desembaraço do nosso taxista, Domingos, que, através dos seus contactos, nos arranjou um programa à medida dos nossos desejos e do tempo disponível. Sendo assim, teríamos essa tarde e a manhã seguinte para conhecer São Filipe, e depois Domingos levar-nos-ia até à Chã das Caldeiras, a pequena povoação localizada na caldeira do vulcão. Aí ficaríamos hospedados na Casa do Alcindo, primo de Domingos, e que também trabalha como guia. Ele é que nos acompanharia até ao cume do vulcão no dia seguinte e, finalmente, no nosso últimos dia na ilha, desceríamos da caldeira até à povoação de Mosteiros, onde o Domingos estaria à nossa espera para nos levar até ao aeroporto, onde tínhamos marcada uma ligação para a Praia às 17.00h. Entretanto as nossas mochilas grandes teriam sido transportadas de Chã das Caldeiras até São Filipe e estariam à nossa espera quando lá chegássemos. Os preparativos estavam feitos para conhecer a Ilha do Fogo. Restava esperar que tudo corresse como nós esperávamos.

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A subida até Chã das Caldeiras

Como estava combinado, no dia seguinte, depois de termos explorado a bela cidade de São Filipe, e de termos almoçado um saboroso frango de churrasco, o Domingos foi ter connosco e fomos buscar as mochilas ao nosso alojamento, com vista para o mar e para a ilha da Brava. Era hora de conhecer melhor a Ilha do Fogo.

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Logo no início da viagem na ilha do Fogo, ainda não tínhamos saído dos bairros periféricos de São Filipe, o nosso motorista recebeu um telefonema e perguntou-nos se são nos importaríamos de dar uma boleia a uma mulher grávida, Zenita, (e à sua filha de 6 anos) que tinha vindo a São Filipe para uma consulta. É que os transportes colectivos na ilha do Fogo são muito limitados, sendo a ligação entre a Chã das Caldeiras e São Filipe feita apenas muito cedo de manhã e à hora de almoço. Aquela hora, já não havia outra alternativa senão pagar um táxi. Mas a Zenita não precisou de o fazer, e o facto de termos uma residente de Chã das Caldeiras acrescentou qualidade e autenticidade à nossa subida a tão singular localidade.

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A viagem é longa, demorando cerca de 2 horas a chegar à orla da caldeira, mas íamos tão absorvidos pela paisagem, que o tempo parecia não ter qualquer importância. Inicialmente, a estrada sobe bastante, mas depois seguimos paralelamente às encostas do vulcão. Só quando chegamos à povoação de Achada Furna é que começou a verdadeira subida. Enquanto a estrada serpenteava encosta acima, íamos vendo o negro e espectacular testemunho da erupção de 1951: uma enorme torrente de lava que teve início junto à orla da caldeira e escorreu para oeste, chegando quase até ao mar.

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Da estrada, mesmo não se tendo uma visão integral do fenómeno, era impressionante ver a escala do material expelido pelo vulcão e a profunda alteração que este provocou no terreno por ele engolido. Mas, ao chegarmos à entrada da caldeira e do Parque Natural do Fogo, a 1700 m de altitude, é que temos uma visão assombrosa do vulcão e começamos a compreender a verdadeira magnitude e extensão do poder desta maravilha da natureza.

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A erupção de 2014-2015 e a luta da população de Chã das Caldeiras

Conforme percorremos a nova estrada que bordeia a caldeira, encostada à lava recente, Zenita explica-nos, com emoção na voz, a história brutal, e ao mesmo tempo maravilhosa, da mais recente erupção do vulcão da ilha do Fogo e das suas consequências para a população que vive junto a ele. Depois de chegarmos à Casa de Alcindo, onde ficaríamos alojados por duas noites, Alcindo e a sua mulher, Letizia, contam-nos a mesma história de tragédia, bravura, e esperança. Até há pouco mais de um ano, Chã das Caldeiras era uma localidade no interior da caldeira e tinha mais de 1300 habitantes, distribuídos por 2 principais centros habitacionais: Portela e Bangaeira.

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Mas o mundo destas pessoas, incluindo a nossa companheira de viagem, mudou naquele Domingo de 23 de Novembro de 2014. No dia anterior, à noite, as pessoas começaram a sentir os primeiros sinais do vulcão da Ilha do Fogo. Sons graves, pequenos tremores, sinais que pareciam indicar que o vulcão estava prestes a acordar novamente (a última erupção tinha sido em 1995). Mais tarde soube-se que as autoridades já tinham conhecimento há mais de um mês que a actividade do vulcão assumia proporções fora do normal, mas ninguém avisou as pessoas que viviam em Chã das Caldeiras. Mas as pessoas dormiram essa noite como dormiam nas outras; o vulcão é um companheiro a que já se habituaram, é graças a ele que os terrenos na caldeira são fecundos, e é graças a ele que a actividade no subsolo trazia água à superfície, numa ilha seca e ávida do líquido precioso, algo que atraiu aqui os fundadores da localidade, há quase cem anos. Mas nos dias seguintes o vulcão da Ilha do Fogo mostraria a sua outra face, a sua face sombria, pois aquele que tem o poder da criação, também tem o poder da destruição.

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Expelindo cinzas, gases e lava, um cone secundário perto do local da erupção de 1995, foi libertando a pressão contida no vulcão da Ilha do Fogo, e foi atemorizando as populações locais. Inicialmente, o fluxo de lava deslocou-se no sentido contrário das povoações, cortando a estrada, mas não pondo as casas em perigo. As autoridades ordenaram a evacuação da população para povoações mais abaixo, fora da zona de perigo, como Achada Furna ou Mosteiros.

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Mas a esperança que a fúria do vulcão fosse de pouca dura mantinha-se. Os mais jovens subiam à caldeira durante o dia, e os mais aventureiros desobedeciam às ordens das autoridades e mantinham-se na caldeira, em lugares supostamente ao abrigo do avanço da lava, umas vezes mais lento, outras vezes mais rápido. O vulcão exerce um poder de atracção sobre quem o contempla, e ainda mais sobre aqueles que vivem à sua sombra e do qual dependem para a sua subsistência. Ao mesmo tempo que temiam pelas suas casas, era quase impossível não sentir um encanto pela demonstração de força da mãe natureza. A lição de vida e de humildade da pequenez humana perante o poder da natureza já há muito foi aprendida por estas gentes. Mas Chã das Caldeiras e a Ilha do Fogo é a sua casa; foi aqui que muitos destes jovens, incluindo o nosso anfitrião, Alcindo, nasceram, e é aqui que querem lutar por uma vida melhor.

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Mas o vulcão da Ilha do Fogo iria pôr as suas convicções à prova. Após uma semana, a erupção continuava, e o fluxo da lava começou a mudar na direcção das povoações, começando a escorrer por cima e ao lado da lava já há muito endurecida de 1995. Entre os campos de lava de 1995 e de 1951, existia um campo aberto, cultivado, ao fundo do qual estavam as localidades de Portela, e um pouco mais à frente, Bangaeira. Se a erupção continuasse com a mesma violência durante muito mais tempo, era quase inevitável que a lava escoasse por ali. E foi o que aconteceu. Em fins de Novembro, a lava começou a destruir as primeiras casas da Portela. Os jovens reuniram-se e juntaram familiares para os ajudar a salvar os objectos pessoais dos habitantes, e pessoas dormiam na encosta norte da cratera de Chã das Caldeiras, junto dos bens que conseguiam resgatar, entre os quais mesas, colchões, portas, janelas e animais de criação. Ao mesmo tempo, abriam uma via rodoviária alternativa, para permitir o acesso às povoações. O primeiro-ministro de Cabo Verde deslocou-se à Ilha do Fogo e a Chã das Caldeiras, mas face à pouca ou nula ajuda às populações, não foi bem recebido. A 7 de Dezembro, a lava mais fluida avançava rapidamente no terreno, destruía grande parte da Portela e dirigiu-se para Bangaeira, com os mesmos trágicos resultados. Desapareciam casas, a igreja, o polivalente, a adega cooperativa, terrenos agrícolas, estradas, uma vida inteira parecia desaparecer perante o avanço inexorável da lava. Se a erupção continuasse por muito mais tempo, corria-se o risco da lava chegar ao extremo norte da borda da caldeira, onde teria caminho livre até ao mar, pondo em risco várias localidades, entre as quais, a segunda maior da ilha, Mosteiros. A 22 de Dezembro, a lava destruía a última localidade da caldeira, Ilhéu de Losna, meia dúzia de casas e uma área substancial de terrenos agrícolas. Temia-se que a destruição ultrapassasse as paredes da caldeira e ameaçasse o resto da ilha do Fogo.

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Felizmente a erupção parecia estar a perder energia, e as diferentes frentes de lava aparentavam querer estagnar no seu avanço. Ainda que tarde demais para a população de Chã das Caldeiras, o vulcão parecia querer voltar ao seu sono dormente. A 8 de Fevereiro de 2015, a erupção terminava. Enquanto as autoridades discutiam o que fazer, a população sabia-o no seu íntimo. Parte dela decidiu não voltar; já chegava de destruição, já não tinham mais energia para trabalhar contra a vontade da natureza. Mas outros voltaram. Se tinham de lutar por eles próprios, se tinham de fazer pela sua vida, então era preferível que o fizessem na sua casa, Chã das Caldeiras. Era tempo de reconstruir. Contra tudo e contra todos, voltaram a ocupar as casas que tinham milagrosamente escapado incólumes à passagem da lava, e outras que a lava tinha só tocado, ou tinha parado encostada às suas paredes. Era tempo de voltar a escolher um novo sítio, aparentemente mais seguro. Era tempo de voltar a viver, e fazer vida, em Chã das Caldeiras, na Ilha do Fogo.

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Zenita e Alcindo são duas dessas pessoas. Zenita está grávida e vive com a sua família na casa em cujas paredes a lava se deteve. Alcindo e Letizia estão construir um novo edifício que servirá como hotel para os viajantes que queiram contemplar um dos lugares únicos do mundo. Um lugar onde a natureza dá, e tira, com a mesma mão. Um lugar onde a perseverança destas populações só é igualada pelo poder do vulcão. Por agora, são algumas dezenas de bravas almas. No futuro, serão com certeza mais. Os riscos são controlados, porventura mais previsíveis do que aqueles de se viver numa grande cidade. E, acima de tudo, esta é a casa destas gentes. E, como todos nós sabemos, tudo fazemos para voltar a casa. Bem-haja a população de Chã das Caldeiras, na Ilha do Fogo, e que o futuro e o vulcão lhes mostrem a face sorridente que estas pessoas merecem.

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PROCURE AQUI ALOJAMENTO NA ILHA DO FOGO

Onde dormir na Ilha do Fogo: 

  • Casa do Alcindo (Chã das Caldeiras): Ficámos hospedados na Casa do Alcindo, na Chã das Caldeiras durante duas noites na Ilha do Fogo. O Alcindo trabalha como guia e foi ele que nos acompanhou até ao cume do vulcão. A Casa ainda está em construção mas já tem boas condições. O quarto duplo custa 3500 escudos/noite com pequeno-almoço. O Alcindo serve também os jantares que custa 700 escudos/pessoa. Pode entrar em contacto com o Alcindo por este facebook. https://www.facebook.com/alcindo.montornd
  • Hotel Portas do Sol (São Filipe): Em São Filipe, na Ilha do Fogo, escolhemos um alojamento barato, embora um pouco longe do centro da cidade. Tínhamos que caminhar cerca de 15 minutos para chegar ao centro de São Filipe. O hotel tem uma vista privilegiada sobre a praia e uma bela piscina. Os quartos duplos são pequenos apartamentos com cozinha, casa-de-banho e varanda. Da piscina e da praia há para a ilha da Brava. Reserve aqui.

Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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6 Comentários

  1. luisa duarte diz: Responder

    Estou a planear ir à Ilha do Fogo em abril e gostava que me dessem contacto do motorista/guia e informação sobre restaurantes onde se coma bem. Obrigado pela vossa ajuda e toda a informação que disponibilizaram no vosso blogue.

    1. Carla Mota diz: Responder

      Não temos o contacto o motorista, lamento. As dicas sobre os lugares para comer, estão no artigo sobre dicas em Cabo Verde.

  2. Rui diz: Responder

    Olá, estou a preparar uma viagem a Cabo Verde e encontrei o vosso blog e estes brilhantes artigos. Têm estado a ajudar imenso. Obrigado.
    Será que me podiam tirar uma dúvida? Acham possível subir ao Pico do Fogo e fazer o Trekk até Mosteiros no mesmo dia?

    1. Rui Pinto diz: Responder

      Penso que é possível, mas tem que dormir em Mosteiros nesse dia porque vai lá chegar muito tarde. No entanto, acho muito puxado em termos físicos e em termos de tempo. A subida ao pico é dura, e a descida, embora rápida, também é cansativa. Depois disso ainda fazer um trek todo a descer, que puxa muito pelos músculos, é complicado. A Carla teve muitas caimbras quando desceu no dia seguinte. Fazer tudo num dia, só para quem tem muita preparação física.

  3. lugar tão legal, eu quero ir para lá para ter um bom tempo.

    1. Carla Mota diz: Responder

      vai adorar, Alice.

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