Chapwani, uma ilha só para nós em Zanzibar | Tanzânia

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Estávamos em Stone Town, a capital do arquipélago de Zanzibar, mas o nosso olhar dirigia-se então para uma ilha ao largo. Tínhamos vindo de Jambiani, e tínhamos experimentado um prato de gambas grelhadas na esplanada do Tembo Hotel, mesmo em cima da praia. À nossa frente, alguns turistas deitados na estreita faixa de areia lidavam à sua maneira com a constante presença de vendedores ou de jovens promovendo tours e actividades. Para onde nós íamos, não nos tínhamos de preocupar com isso. Às 13.30 iríamos apanhar um barco em direcção à ilha privada de Chapwani, onde ficaríamos alojados no Chapwani Private Island Resort.

À hora marcada, o barco apareceu e passados cerca de 20 minutos, estávamos a desembarcar na ilha. Enquanto nos aproximávamos do areal, saltavam à vista as poucas cabanas, com vista para o mar, que acolhiam os privilegiados que escolhem essa ilha para passar uns dias. À chegada, fomos recebidos pelo gerente do resort, que nos apresentou o pessoal e nos levou ao nosso quarto. Na mesma cabana, há um quarto geminado com o nosso, mas não tem hóspedes, por isso temos bastante privacidade.

Na varanda da frente do quarto estávamos a poucos metros da água azul-turquesa, separados apenas por areia branca de coral. Como estava um pouco nublado, resolvemos explorar a outra parte da ilha, com uma pequena floresta tropical. Durante o dia, milhares de morcegos penduram-se das árvores e, ao final do dia, levantam voo numa nuvem negra que se move em direcção à costa e ao alimento. Na ilha também pudemos observar alguns pássaros e um exemplar de “dik dik”, um antílope de pequenas dimensões.

Ao regressarmos à praia, passámos por outro ponto de interesse na ilha, e que lhe deu o seu antigo nome, “Grave Island”, que é um pequeno cemitério com campas de militares britânicos que deram a vida combatendo o tráfico de escravos após o decreto da sua abolição por parte dos ingleses. É um sítio evocativo e com uma paisagem deslumbrante como pano de fundo.

Depois de um bom banho, e de nos estendermos na areia, aproveitámos para gravar fotos antes do jantar. Às 20.00h em ponto, vieram chamar-nos. Tinham preparado um jantar romântico junto à piscina. À nossa volta as velas iluminavam o ambiente. À mesa, ravioli de peixe de entrada, lagosta como prato principal, e um doce árabe como sobremesa, tudo acompanhado com um bom vinho tinto. E que outra maneira melhor de acabar a noite senão deitados na cama da varanda, ouvindo o som do mar, e iluminados pelo luar que se reflectia na areia branca.

No dia seguinte, levantámo-nos cedo para aproveitar o tempo que ainda tínhamos na ilha. Tomámos o pequeno-almoço, com excelente fruta e sumos naturais. Estava na altura de usufruirmos dos bancos de coral que rodeiam a ilha, e resolvemos fazer um pouco de snorkelling. A maré estava alta e para chegarmos ao coral ainda tivemos de nadar umas boas dezenas de metros, mas a vista de corais coloridos, estrelas-do-mar e peixes compensou o esforço.

De volta à praia e ao nosso quarto, tivemos ainda tempo de tomar mais um banho e desfrutar um pouco do sol que se ia escondendo esporadicamente. Por ali, o descanso alterna com as actividades aquáticas, mas o relaxamento é constante, e temos noção de estarmos longe de tudo, quase num planeta diferente.

Mas o que é bom acaba depressa, e nós tínhamos de dizer adeus à ilha de Chapwani e regressar à ilha de Zanzibar. Depois de nos despedirmos do pessoal, esperámos pelo barco que nos levaria de volta. Ali de pé, sobre aquela areia fina e macia, olhando para aquele mar, sabíamos que depois de pormos os pés dentro do barco, teríamos deixado para trás um paraíso. Mas este paraíso continua lá, à nossa espera. E, quem sabe, um dia regressaremos.

Não resista… marque já a sua experiência no Chapwani Private Island Resort!


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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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