ROTA DOS TÚNEIS (La Fregeneda a Barca d’Alva) | Portugal e Espanha

ROTA DOS TÚNEIS (de Barca d'Alva a La Fregeneda) | Portugal e Espanha

A Rota dos Túneis corresponde a um trilho que segue a antiga linha de comboio que ligava Barca d’Alva a La Fregeneda, na linha que fazia a ligação entre o Porto e Salamanca. A antiga Linha do Douro terminava em Barca d’Alva mas a linha férrea continuava em direcção a Espanha e à Europa. O troço em questão, construído em 1887, foi uma das grandes obras de engenharia ferroviária da Península Ibérica e funcionou quase um século, tendo encerrado em 1985.

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Hoje a Rota dos Túneis pode ser feito a pé e liga as povoações de Barca d’Alva, em Portugal, a La Fregeneda, em Espanha. Se começar na estação de La Fregeneda são 17 km de trilho, sempre pela linha férrea abandonada, cruzando 8 pontes, 4 pontões e 20 túneis. O trilho pode ser feito nos dois sentidos, mas como o efectuámos no sentido La Fregeneda – Barca d’Alva, será esse que aqui descreveremos. Para quem gosta de adrenalina a Rota dos Túneis pode ser uma boa alternativa ao afamado Caminito del Rey, em Espanha, que com a recuperação deixou de apresentar perigosidade.

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COMO CHEGAR


🚗 Carro

A forma mais fácil de chegar ao início da Rota dos Túneis é dirigir-se de carro para Barca d’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Aí é fácil arranjar táxi mas, em La Fregeneda já não é assim. Sendo assim, recomenda-se que vá no seu próprio carro até à estação de La Fregeneda, que fica a cerca 12 km de Barca d’Alva. A estação não fica mesmo na povoação, fica a cerca de 4 km. Lá chegar não é fácil. Depois de passar a povoação siga na estrada que vai para Salamanca (CL 517) por cerca de 2 km. Esteja atento à estrada porque vai passar dois cortes à esquerda (o primeiro de alcatrão antigo e um segundo pouco visível de terra batida). É neste segundo corte que tem que virar. Segundo os populares existia aqui um sinal mas já foi retirado. Depois de cortar à esquerda, deve seguir pela estrada de terra batida cerca de 1,5 km até encontrar os edíficios abandonados da estação. Pode deixar aí o carro. Não há muita sombra. No final da Rota dos Túneis, já em Barca d’Alva, arranje um táxi para ir buscar o carro à estação de La Fregeneda. Nós pagamos 25€ pelo táxi.

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DICAS PRÁTICAS


1. Leve luz frontal de cabeça ou lanterna para passar os túneis. É mesmo imprescindível.

2. Não vá sozinho fazer a Rota dos Túneis, em nenhuma circunstância.

3. O trilho implica a passagem de pontes que não reúnem condições de segurança e são perigosas. Para minimizar o risco, caminhe sempre pelo ferro.

4. Há algumas pontes que podem ser contornadas. Se se sentir desconfortável, faça-o.

5. Menores de 18 anos não devem percorrer a Rota dos Túneis.

6. Leve água suficiente. O caminho tem secções bastante expostas e faz muito calor no Verão. Nós levamos 4,5L /pessoa e não sobrou água nenhuma.

7. Leve calçado confortável.

8. Leve protector solar.

9. Leve chapéu.

10. Pode levar bastão de caminhada mas não é essencial para fazer a Rota dos Túneis.

11. Tente começar a Rota dos Túneis o mais cedo possível.

12. A Rota dos Túneis segue a linha férrea pelo que é preciso, quase sempre, caminhar pelas traves da linha. Sempre que possível, caminhe na berma para poupar as forças.

13. Se tiver vertigens não deve sequer tentar fazer este trilho.

14. Atravesse as pontes muito lentamente e com muita prudência e cautela.

15. Não há onde recolher água em lado nenhum.

16. Não há onde comprar comida ou bebida, excepto nas povoações onde começa e acaba a Rota dos Túneis.

17. Não há como prestar assistência às pessoas, no caso de alguma coisa correr mal, é muito difícil chegar ajuda de forma rápida, já que o lugar é pouco acessível.

18. Na maior parte do trilho não há rede móvel.

19. Leve água congelada (como a Rota dos Túneis demora cerca de 8 horas, se não o fizer, a água ficará como caldo).

20. Os túneis estão todos numerados no lado direito, o que lhe permite controlar em que parte do percurso se encontra.

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FICHA TÉCNICA


Caracterização do percurso

🚶 Tipo de percurso: Linear

👉 Início: Estação de La Fregeneda (Valdenoguera) GPS 40.988092  – 6.8380290

📏 Distância: 17 km (entre as duas estações); 23 km (se fizer o percurso começando antes da Estação de La Fregeneda, nomeadamente para apanhar a ponte de Froya ou na aldeia de La Fregeneda)

🕑 Duração:  8 horas (com paragem para o almoço)

💪 Dificuldade: Elevada

⚠ Sinalização: Sem sinalização mas basta seguir a linha férrea. Não há como se perder. 

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PERCURSO


O percurso compreende momentos mais ou menos duros na travessia pelas traves de madeira, mas os pontos mais críticos são a passagem dos 20 túneis (porque são escuros e há buracos) e as pontes (que não reúnem condições de segurança e são muito perigosas).

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Estação de La Fregeneda

Depois de deixar o carro na estação de La Fregeneda, visitámos a estação, vandalizada, e demos início à Rota dos Túneis. Poucos metros à frente aparece logo o primeiro túnel. À saída da estação existe um sinal da Renfe que proíbe a utilização da linha férrea.

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TÚNEL 1

O primeiro túnel é o mais longo do percurso. Quando se entra no túnel vê-se logo um pontinho de luz ao fundo, mas o ponto encontra-se a quase 2 km de distância. É necessário ter luz frontal para passar o túnel já que há muitos buracos e pedras partidas. Logo no início do túnel enfiei uma perna num buraco e fiquei com as pernas cheias de nódoas negras. Serviu-me para aprender a ter muito mais prudência.

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Este túnel guarda uma história de morte escondida. Durante a construção da linha férrea, e durante a escavação do túnel, abateu-se sobre a região uma grande tempestade que provocou uma inundação e deslizamento da área tendo ali morrido 37 trabalhadores.

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PONTE PEQUENA – PUENTE DEL PIGALLO

Esta é uma ponte muito pequenina, quase na saída do túnel 1, e quase passa despercebida e escondida por uma figueira. A sua travessia é fácil porque a ponte tem cerca de quatro metros de comprimento.

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TÚNEL 2

Entre o túnel 1 e o túnel 2 há cerca de 1,5 km. Neste troço há trilho lateral pelo que pode aproveitar para caminhar por lá. Do lado esquerdo tem a ribeira de Morgaez, um afluente do rio Águeda.

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O segundo túnel é pequeno, com menos de 30 metros. É fácil de transpor e não oferece grande dificuldade, nem necessita de luz.

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TÚNEL 3

Depois de passar o túnel 2 há que caminhar mais 1 km pela linha férrea. Neste troço também há quase sempre um trilho lateral pelo que deve aproveitar para caminhar por lá (porque custa muito menos e é mais rápido do que pelas traves).

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Quando chegar ao túnel 3 sente logo o cheiro do excremento de morcego. Há uma colónia de morcegos no túnel porque apesar de o túnel só ter 400 m de comprimento, como é curvo, é completamente escuro. É imprescindível o uso de luz artificial para transpor o túnel. Este túnel também tem muitos buracos e pedras partidas na lateral mas com luz e cautela passa-se muito bem.

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O mais incómodo é mesmo o cheiro nauseabundo que parece entrar pela garganta abaixo. Se tiver um lenço, tape a boca e o nariz. Quando sair do túnel 3 já se começa a ver o rio Águeda do lado esquerdo (mas antes tem que se arranhar um bocadinho nas silvas que estão na linha).

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PONTE 1 – PUENTE MORGADOS

Entre o túnel 3 e a ponte Morgados vão cerca de 100 ou 200 metros. Esta foi a primeira ponte grande que encontrámos no percurso (encontrámos 8). Como é a primeira ponte grande, há que ter muito cuidado, prudência e cautela na sua travessia. Aproveitámos para conhecer os nossos limites.

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A ponte mede cerca de 100 metros de comprimento e tem 30 metros de altura. Esta é provavelmente a ponte mais fácil de todas as que atravessámos, por isso, quem não se sentir confortável, deve voltar para trás. Nesta ponte é possível contornar, e fazer um percurso alternativo ao lado, mas nem todas as pontes têm essa possibilidade. Atravessámos a ponte do lado esquerdo, pelo ferro, pois as traves de madeira laterais não nos inspiraram confiança pois pareciam podres.

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TÚNEL 4

Depois da travessia da ponte, caminhámos cerca de 400 metros e encontrámos o túnel 4. O túnel tem cerca de 100 metros de comprimento e termina mesmo na ponte seguinte, a puente del Poyo Rubio.

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PONTE 2 – PUENTE DEL POYO RUBIO

Este é o mais belo conjunto paisagístico da Rota dos Túneis. Esta zona acaba por ter tudo aquilo por que a rota é conhecida: uma ponte enorme e alta, um túnel escavado na rocha, e o rio Águeda (ali ainda um ribeiro) a correr num vale magnífico.

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O túnel 4 parece saído de uma rocha proeminente e desemboca na ponte de ferro, em estilo do século XIX,  que faz lembrar a arquitectura de Eiffel. Efectivamente foram discípulos de Gustavo Eiffel que foram responsáveis por desenhar estas pontes na Rota dos Túneis.

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Do lado esquerdo, o rio Águeda exibe-se de forma esplendorosa, ainda como um ribeiro selvagem. A ponte mede cerca de 130 metros de comprimento e tem cerca de 30 metros de altura. Não parece dar para contornar esta ponte, há mesmo que atravessá-la.

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TÚNEL 5

Depois de passar a ponte, há que seguir cerca de 200 ou 300 metros até encontrar o túnel 5, um túnel muito pequeno, com cerca de 20 metros. Não necessita de luz. Antes de chegar ao túnel 5 há uma parede de pedra que foi construída para segurar as terras.

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TÚNEL 6

Depois de passar o túnel 5, há que seguir cerca de 100 metros e aparece logo o túnel 6. Este túnel não é longo mas tem uma curvatura por isso é totalmente escuro.

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A meio do túnel há uma porta do lado esquerdo, que permite sair para contemplar o vale do rio Águeda. A vista merece.

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No final do túnel 6 aparece logo a ponte 3, a puente de la Curva.

PONTE 3 – PUENTE DE LA CURVA

A ponte da curva, ou Puente Poyo Valiente, está entre dois túneis, pelo que desemboca e termina na “boca” dos túneis. Isto faz com que não seja possível contorná-la. Esta é a ponte mais difícil de transpor (embora a mim me tenham custado todas).

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A ponte está em muito mau estado, com as traves de madeira queimadas e podres. Dá para passar no ferro do lado direito, com mais segurança, já que do lado esquerdo, existe uma falha no ferro com cerca de 1 metro. Isso obriga a saltar. Não é boa ideia já que a ponte está bastante danificada e não inspira qualquer confiança. Nessa zona o corrimão também não existe.

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Os corrimões laterais estão muito degradados, podres e parece que se vão desmontar a qualquer momento. Para além disso, para quem tem braços curtos, como eu, o corpo não consegue ir direito e a tocar no corrimão. É muito duro, porque se quisermos ir equilibrados temos que atravessar sem segurar no corrimão.

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Como tenho vertigens (algo que quem se mete nestas aventuras não é suposto ter) não conseguia progredir sem ter o braço a tocar no corrimão. Assim, optei por caminhar de lado, pé ante pé. Sentia os braços todos a tremer. Demorei quase 20 minutos a passar esta ponte.

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A ponte é composta por três tramos rectos, que no conjunto, dão uma ponte curva. Na união destes tramos falta ferro e a sensação de verticalidade é ainda maior. A ponte mede cerca de 60 metros de comprimento e tem 20 metros de altura.

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TÚNEL 7

No final da ponte começa logo o túnel 7, um túnel relativamente pequeno, com pouco mais de 100 metros de comprimento. O túnel é escuro, com uma ligeira curvatura, e exige a utilização de luz frontal. Cuidado, porque há alguns buracos no túnel.

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TÚNEL 8

Do túnel 7 ao túnel 8 vão mais de um quilómetro, sempre ao sol e com poucas sombras. Na maior parte do trilho dá para caminhar fora da linha férrea.

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O túnel 8 é bastante pequeno, com cerca de 30 metros de comprimento.

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TÚNEL 9

Do túnel 8 ao túnel 9 volta a ser mais de um quilómetro de trilho, novamente com pouca ou nenhuma sombra. Daí a importância de ter muita água consigo. Neste troço tem que se caminhar pela linha.

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Tirando os túneis que são óptimos para descansar, o trilho é muito exposto à radiação solar, quase sempre sem sombras. Para além disso, não há onde recolher água em lado nenhum.

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O túnel 9 é pequeno, tem cerca de 50 metros.

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TÚNEL 10

Entre o túnel 9 e o túnel 10 vão cerca de 300 metros. Nesta zona, como tem muitos túneis (curtos) e poucas pontes começa a fazer-se sentir o calor e o caminho torna-se mais monótono. Este túnel volta a ser muito pequeno, com cerca de 20 – 30 metros.

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PONTE PEQUENA

Esta ponte tem cerca de 3 a 4 metros de comprimento. Não tem corrimões, apenas ferro e traves de madeira (algumas queimadas). Pode-se passar pela ponte ou contornar.

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TÚNEL 11

Depois de passar o túnel 10 há que caminhar mais cerca de 500 metros e aparece o túnel 11, novamente curto, cerca de 50 metros.

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TÚNEL 12

Entre o túnel 11 e o túnel 12 vão cerca de 400 metros. O túnel 12 é um bocadinho maior, já tem cerca de 200 metros pelo que vale a pena parar aqui para almoçar pois já é mais escuro e fresco. No final do túnel há umas pedras fantásticas para sentar.

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PONTE 4 – PUENTE ARROYO DEL LUGAR

Pouco depois de sair do túnel 12 aparece a ponte 4. Esta ponte tem cerca de 250 metros de comprimento e atravessá-la parece que nunca mais acaba. A ponte está muito queimada e a madeira podre e sem qualquer segurança.

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Mais uma vez atravessámos do lado esquerdo, pelo ferro. Embora também exista ferro do lado direito, o lado esquerdo pareceu-nos em melhor estado.

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Em todas as pontes o ferro tem cerca de 20 centímetros de largura mas tem esferas salientes pelo que torna o piso mais incerto e perigoso. A verticalidade da ponte é impressionante.

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Aparentemente tem mais de 30 metros de altura, pelo que as vertigens apertam.

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TÚNEL 13

Depois de passar a ponte há que seguir cerca de 300 metros até ao túnel 13, mais um túnel de pequena dimensão, e que não ultrapassa os 200 metros de comprimento. Ali dá para caminhar pela margem da linha. Pode ser também uma boa opção para parar para o almoço.

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TÚNEL 14

Entre o túnel 13 e o túnel 14 vão cerca de 300-400 metros e o túnel é semelhante ao anterior, com cerca de 100 metros de comprimento. Entre estes dois túneis há muita vegetação na linha férrea.

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Antes de chegar ao túnel 15 passa-se por uma passagem de nível abandonada. Ali, para quem necessitar, é possível subir uma estrada de terra batida e chegar à estrada asfaltada onde poderá pedir boleia. É, provavelmente, o único sítio onde pode sair da linha férrea ao longo do percurso.

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TÚNEL 15

Cerca de 500 metros depois encontra-se o túnel 15, mais um túnel bem pequeno, este com menos de 20 metros, onde quase não dá para fugir ao calor. Com o calor que apanhámos (mais de 45º C) foi ainda mais duro. O ferro até queimava. Mas, vale a pena descansar ali porque a seguir vem uma nova ponte vertiginosa.

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PONTE 5 – PUENTE DE LOS POYOS

Esta ponte é também bastante longa, com cerca de 200 metros. Continua a estar em mal estado, pelo que optámos por atravessar, mais uma vez, pelo ferro do lado esquerdo. Como estava muito calor (e eu já tinha bebido mais de 3 litros de água!), comecei a ter tonturas quando atravessava a ponte. É preciso ter muito cuidado. Tive que concentrar-me muito bem para chegar ao fim.

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Deve beber-se sempre muita água e tentar arrefecer o corpo o mais possível antes de entrar nas pontes. Nas pontes que se seguiram, optei por despejar água sobre a cabeça antes de começar a travessia.

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DUAS PONTES

Entre a ponte dos Poyos e o túnel 16 há duas pontes pequenas, que são pequenos pontões que não oferecem dificuldade na sua travessia.

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TÚNEL 16

Entre a ponte dos Poyos e o túnel 16 vai mais de 1,5 km, quase sem sombra, com muita vegetação. Nesta parte do trajecto já quase não há trilhos laterais pelo que se tem que caminhar pelos carris o que torna a progressão mais lenta e cansativa.

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Este túnel tem cerca de 400 metros de comprimento e vale a pena parar o seu interior para arrefecer o corpo (e a mente, porque corpo cansado, mente cansada e calor são inimigos da prudência).

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Este túnel tem muitos buracos e é preciso ter algum cuidado. Pare as vezes que necessitar porque no final do trilho já se vai estar a sentir esgotado e isso pode ser perigoso na travessia das pontes.

PONTE 6 – PUENTE DE LOS MISCOS

Alguns metros depois de passar o túnel 16, aparece mais uma ponte, a puente de los Miscos, com cerca de 100 metros de comprimento e, o que me pareceram 30 a 40 metros de altura. O ferro desta ponte é ligeiramente mais fino do que o das anteriores.

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A dificuldade da travessia é igual às outras, embora o passadiço de madeira que existe do lado direito pareça estar em melhor estado. Não quisemos arriscar e fizemos a travessia pelo ferro do lado esquerdo. É preciso cabeça fria e corpo descansado porque a ponte parece que nunca mais acaba.

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TÚNEL 17

O túnel 17 começa quase logo depois de se passar a ponte de los Miscos. O túnel tem cerca de 300 metros de comprimento. Para atravessá-lo é necessário luz porque está em mau estado e tem buracos.

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TÚNEL 18

Entre o túnel 17 e 18 há cerca de 300 metros, quase sem sombra, com muita vegetação. Apesar de o túnel 18 ser pequeno, cerca de 40 metros, há que descansar ali.

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Entre o túnel 18 e o túnel 19 são quase 3 km sem sombra. É preciso aproveitar todas as sombras dos arbustos e árvores sobre a linha. Como quando fizemos a Rota dos Túneis o calor apertava muito, optámos por parar a cada sombra minúscula.

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Nesta parte do percurso também tem quase sempre que se caminhar pela linha férrea, o que, mais uma vez torna a progressão mais lenta e cansativa. Por vezes parece que dá para caminhar pelos lados, no entanto não deve fazê-lo porque há postes e cabos de electricidade caídos no meio da vegetação.

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PONTE 7 – PUENTE DE LAS ALMAS

Antes de chegar à ponte das Almas há uma sombra provocada por um corte feito na rocha para passar a linha férrea. Aproveitámos para descansar ali. Descansámos quase 15 minutos porque o calor era impossível. Para evitar ter quebras de tensão por causa do calor, despejámos alguma água sobre a cabeça. Não fosse termos trazido água congelada, a água já estaria toda como sopa.

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Há que seguir em direcção à última ponte do lado espanhol, e imediatamente antes há uma habitação abandonada.

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A ponte das Almas parece que nunca mais acaba. É uma ponte longa, com cerca de 220 metros. Não sei se é, mas a mim pareceu-me a ponte mais longa do percurso.

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A ponte não parece estar em tão mau estado como as outras, mas não quisemos arriscar e continuámos a atravessar pelo ferro do lado esquerdo.

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TÚNEL 19

Pouco depois de atravessar a ponte aparece o túnel 19, mais um túnel pequeno com cerca de 20 metros, em que a estrada passa por cima.

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TÚNEL 20

Poucos metros à frente, talvez cerca de 300 ou 400 metros, aparece o último túnel do percurso, e há que tirar a fotografia da praxe! 20 túneis feitos! YES! O túnel é maior, com cerca de 300 ou 400 metros e já permite descansar e arrefecer o corpo. Mas o percurso está quase a terminar e já só falta uma ponte.

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PONTE 8 – PONTE INTERNACIONAL

A ponte internacional sobre o rio Águeda, que serve de fronteira entre Portugal e Espanha, é a última ponte a transpor neste nosso percurso. Apesar de estar em melhor estado do que as anteriores, não se deve baixar a guarda.

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Não se pode atravessar pelo meio, apenas pelos lados e com cuidado. Por baixo está o rio, e para quem tem vertigens, impressiona.

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Do lado esquerdo o vale do Águeda, do lado direito a foz do rio e o cais de Vega Térron (do lado espanhol). A meio da ponte há duas placas, que marcam a fronteira física entre Portugal e Espanha. Entrávamos finalmente em território nacional outra vez, quase 8 horas depois de começarmos a caminhar.

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«Então é Portugal, hein? … Cheira bem». Disse Jacinto, no livro “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queiroz, quando atravessou esta ponte e chegou a Portugal. Jacinto veio de comboio de Paris até Tormes, próximo da Régua, através desta linha hoje desactivada. 

Estação de Barca d’Alva

Uns 300 metros mais à frente aparece a estação ferroviária de Barca d’Alva, bastante mais vandalizada do que a de La Fregeneda.

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Encerrada em 1988, e nitidamente abandonada desde então, ainda conserva uma plataforma giratória para as carruagens, armazéns de madeira, o depósito de água e a estação de pedra, esta última entaipada, com grafites e muito lixo. É uma pena tanto património fabuloso estar assim voltado ao abandono e a desfazer-se com o tempo.

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O objectivo deste artigo é divulgar a Rota dos Túneis e o imenso património abandonado nas linhas férreas ibéricas. Esperamos que alguém, com responsabilidade política, consiga ver que este património de elevado potencial turístico não pode continuar voltado ao abandono. 

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🏨 ONDE DORMIR

Para realizar a Rota dos Túneis optámos por ficar alojados em Foz Côa, no Bairro do Casal. Esta opção mostrou-se um bocado longe mas não nos arrependemos porque queríamos conciliar com uma visita às Gravuras do Côa. Para quem só quer fazer a Rota dos Túneis, a melhor opção é ficar alojado em Barca de Alva ou em Figueira de Castelo Rodrigo. Se pretender conhecer a região, aí Foz Côa é definitivamente, o lugar para se alojar.


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Fizemos a Rota dos Túneis em Junho de 2017 e as condições do trilho que descrevemos dizem respeito a essa altura. Esperamos que este artigo lhe tenha ajudado. Se tem alguma questão, deixe nos comentários. Nós responderemos.


AVISO: A Rota dos Túneis é perigosa e não reúne condições de segurança. Quem decidir fazê-la deve estar consciente dos riscos que corre.  


ROTA DOS TÚNEIS (La Fregeneda a Barca d'Alva) | Portugal e Espanha

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ROTA DOS TÚNEIS (La Fregeneda a Barca d'Alva) | Portugal e Espanha

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida, culminando num doutoramento nos Andes, investigando ambientes glaciares. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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18 Comment

  1. Paulo Fonseca says: Responder

    Fiz este percurso mais um grupo de amigos entusiastas da ferrovia há quase doze anos (Outubro de 2005). As pontes já apresentavam um elevadíssimo grau de degradação, sobretudo as componentes em madeira. Actualmente estarão certamente muito mais degradadas. Considero, por isso, de RISCO MUITO ELEVADO A TRAVESSIA DAS PONTES! Uma queda terá quase de certeza consequências muito nefastas, para não dizer mortais. Aconselho a toda a gente que queira fazer este percurso ferroviário, muito bonito sem dúvida, que não faça a travessia das pontes. Passe por baixo. Demora mais tempo mas é muito mais seguro. NÃO ARRISQUE. A adrenalina não compensa o risco de vida!

    1. Carla Mota says: Responder

      Concordo, Paulo. Penso que desde essa altura, alguns passadiços de madeira das pontes já forma recuperados por um grupo espanhol. O turismo de La Fregeneda “vende” a rota como um destino turístico no seu site. Eu também acho bem perigoso, mas para quem gosta de actividades radicais é uma opção.

  2. Olá Carla Mota. Cheguei a fazer em 1998 sozinho, tinha eu 19 anos, a linha abandonada do Douro, Barca d’Alva a Pocinho, exactamente nesse sentido. Cheguei a fazer mais 3x o mesmo percurso, e experimentei também o sentido Pocinho a Barca d’Alva. Fiz no verão e fiz no inverno, tendo sempre escolhido domir ao relento junto à estação de Almendra. Sempre pensei que era um percurso de 17kms, quando na verdade eram 30kms. 😀 Na altura, nunca tinha ouvido falar da parte que seguia de Barca d’Alva para Espanha… Só mais tarde, em 2010 é que investiguei as fotos ao seguir a linha através do Google Earth ao que fiquei maravilhado com tamanha beleza que andei a perder por tantos anos. E nesse mesmo ano, fiz o percurso Barca d’Alva—La Fregeneda (nesse sentido) 2x, uma em junho e outra em julho em que levei comigo pessoas diferentes de cada vez. Sempre achei o sentido Barca—Fregeneda o melhor a fazer, pois é mais apelativo para os olhos. Razão: a beleza da paisagem vai melhorando progressivamente nesse sentido, enquanto que ao contrário, é o contrário.

    Enfim, em 2014 decidi voltar a meter-me nas bicicletas e começar a praticar na montanha, e fazer viagens longas a pedalar sempre no interesse de documentar as terras esquecidas, até que me começou a crescer a saudade de Fregeneda, e com a experiência que já tenho de ter feito esse percurso e de conhecer o perigoso e o seguro nele, e também com a agilidade que fui ganhando a pedalar em sítios não-ciclaveis, meti no coração a vontade de fazer de bicicleta a Ruta… Convidei um outro amigo preparado para o mesmo e fizemos isto este Sábado, dia 1 de julho. :)
    Assim, se quiser ver, as fotos e os curtos vídeos encontram-se todos no meu perfil de Instagram acabadas de colocar fresquinhos: https://www.instagram.com/tiagoaflopes/
    Aproveitei até para citar uma frase da sua reportagem com os devidos créditos. :)
    Com os melhores cumprimentos!

    1. Carla Mota says: Responder

      Vocês é que são MALUCOS! E eu a pensar que era LOUCA! eheheheh 😀

  3. cris says: Responder

    Que aventura!!! E que paisagem incrível! Dá até pra esquecer o cansaço!! Não sabia da existência dessa ‘trilha’ !Post muito explicadinho!

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada 😀

  4. Está ai um passeio bem diferente mas deve ser muito legal, só de ver as fotos da vontade de fazer essa aventura.

    1. Carla Mota says: Responder

      Maravilhoso.

  5. Que bárbaro Carla!!! Achei o máximo esta travessia/caminhada!!! Há alguma coisa de muito aventureiro e lúdico ao mesmo tempo em se andar pela linha do trem!
    Um viva aos blogs e aventureiros deste mundo, pois, do jeito que tenho pavor de altura (do tipo pânico a ponto de fazer papel ridículo) jamais poderia andar por ai, então só me resta acompanhar por aqui. rsrs
    :)

    1. Carla Mota says: Responder

      eheheheheh 😀

  6. Insano demais!!! Imagino os sufocos e pernas bambas que devem ter sentido ao atravessar essas pontes.
    Não precisa pagar nada?
    Trabalhei durante 12 anos na ferrovia no Maranhão.
    Vou incluir essa rota nos meus próximos destinos de viagem! =)

    1. Carla Mota says: Responder

      Não precisa pagar porque está abandonado. É tudo aventura por nossa conta e risco! 😉

  7. Olha só! Quanto passeio neste mundão, né? Adorei esta novidade, pois eu não conhecia esta rota. Post super completo, parabéns! Adorei!

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada 😀

  8. Tozé says: Responder

    Boa noite, excelente artigo.
    Já desde há 1 mês que ando a planear em percorrer essa rota seja a pé, B.O.Train ou Rail Bike.

    E digo mais, estou no final do meu curso de Informação e animação turisitca e no exame de apresentação pode-se escolher entre empresa ou evento, no qual escolhi ambos e o meu evento é Caminhada por essa rota…(não vai ser mesmo feita só apresentação xD)

    Já agora que citei a minha apresentação, será que posso usar fotos que tirou, para a minha apresentação PowerPoint e alguma informação das distancias entre vários pontos?

    1. Carla Mota says: Responder

      Claro que sim, basta sempre que usar o nosso material colocar os créditos. Bom trabalho.

  9. Virgilio Lopes says: Responder

    Muito bom!
    Mais um excelente post, este com o atractivo de me recordar as viagens de comboio com os meus Pais até Barca de Alva no final dos anos 70.
    Obrigado

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada, Virgilio. 😀

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