Os melhores percursos ou trilhos em Portugal

percursos em Portugal

Portugal é um destino fabuloso para se explorar a pé. Com um clima muito agradável, há excelentes trilhos em Portugal para se explorar no Verão, no Outono e Primavera, mas também no Inverno. Há trilhos que dão agradáveis passeios todo o ano, tal como o do Geoparque do Litoral de Viana do Castelo, e outros que só devem ser feitos com bom tempo, como o da Frecha da Mizarela. Conheça as nossas sugestões.


1. TRILHO DA FRECHA DA MIZARELA


A essência e magia da Serra da Freita está guardada neste percurso pela Frecha da Mizarela, uma cascata alimentada pelas águas do rio Caima, apresentando uma altura que ronda os 75 metros, e que é a queda de água mais alta da Europa, fora da Escandinávia e dos Alpes. Englobado nos percursos do Geoparque de Arouca, tem a designação de PR7, “Nas escarpas da Mizarela”, é uma caminhada circular, de 8 km de distância, com início no Parque de Campismo do Merujal. É também possível iniciar o percurso junto do miradouro da Frecha da Mizarela, mas junto do parque há mais lugares para estacionar o carro. O nível de dificuldade é alto, uma vez que o desnível envolvido é considerável. Não deve ser feito em dias de chuva e vento. Pode ver mais sobre este percurso aqui.  Um dos mais belos trilhos em Portugal.

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2. TRILHO DAS FISGAS DE ERMELO


O Trilho das Fisgas, com a designação de PR3 – Fisgas de Ermelo, permite conhecer um pouco da bonita Serra do Alvão e uma das suas paisagens emblemáticas, as Quedas de Água de Fisgas de Ermelo.  A aldeia de Ermelo, onde tem início o trilho, é facilmente acessível a partir da vila de Mondim de Basto. O Trilho das Fisgas de Ermelo é uma autêntica descoberta da alma do Alvão. O trilho, com aproximadamente 13 km, atravessa uma série de paisagens verdadeiramente surpreendentes.  Um dos mais belos trilhos em Portugal. Pode ver as nossas dicas para fazer o trilho das Fisgas de Ermelo aqui.

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3. PASSADIÇOS DO PAIVA


A Câmara de Arouca, com o apoio de fundos europeus, construiu um percurso em madeira de cerca de 8 km, quase todo em estruturas suspensas no vale, os Passadiços do Paiva. O percurso liga Espiunca ao Areinho, em Canelas (bem ao lado de Alvarenga) sempre acompanhando as vertentes rochosas e escarpadas ao longo da margem esquerda do rio Paiva. O percurso integra o Geoparque de Arouca. Nos Passadiços do Paiva, o percurso pode ser feito nos dois sentidos e se for sozinho terá que voltar para trás, o que perfaz um total de 16 km, já que se trata de um percurso linear.  Um dos mais magníficos trilhos em Portugal. Pode ver aqui as nossas dicas para fazer os Passadiços do Paiva.

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4. TRILHO DOS PESCADORES (ROTA VICENTINA)


Uma das melhores formas de conhecer a costa alentejana e vicentina é a pé, percorrendo a Rota Vicentina. O Trilho dos Pescadores é o trilho da Rota Vicentina que acompanha a linha de costa. A partir da Zambujeira do Mar é possível fazer o troço que liga Zambujeira a Odeceixe (18 km) e Zambujeira a Almograve (22 km) ou ficar-se pelo Cabo Sardão (9 km). Ambos os troços são altamente recomendáveis e do melhor que há no mundo. Nós fizemos a pé o percurso entre a Zambujeira e Odeceixe. Pode ver aqui a nossa experiência neste percurso da rota. Outra opção é explorar o trilho da Rota Vicentina a partir de Vila Nova de Milfontes. É possível fazer o troço para Almograve (15 km) e para Porto Covo (20 km).  Um dos mais fantásticos treks e trilhos em Portugal. Pode ver o post sobre este troço que nós fizemos na Rota Vicentina aqui.

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5. TRILHO DE SÃO CRISTOVÃO DO DOURO


Uma das actividades mais interessantes para fazer no Douro, na região do Pinhão, é o trek entre Provesende e o Pinhão, o chamado Trilho de São Cristóvão do Douro. Pode-se combinar este pequeno trek com uma visita à aldeia vinícola de Provesende, o local onde se inicia o trek. O trek tem pouco mais de 4 quilómetros e demora entre uma hora e meia a duas horas. O ideal é fazer o percurso de forma tranquila e descontraída, aproveitando para tirar muitas fotografias e desfrutar da paisagem. O trilho é fácil, praticamente sempre a descer, o que faz dele um excelente passeio para se fazer em família.  Um dos mais bonitos trilhos em Portugal. Pode ver mais sobre a nossa experiência no trilho aqui.

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6. TRILHO DO GEOPARQUE LITORAL DE VIANA DO CASTELO


Este é percurso pedestre, junto à costa, que permite visitar 5 geossítios. Quando fizemos faltava ainda muita sinalização, especialmente no que toca à identificação dos geossítios, mas já havia alguns locais de interesse identificados. Pode pegar no carro e deixá-lo em Carreço, onde pode começar a explorar o litoral de Viana do Castelo. O percurso segue para sul, em direcção a Viana do Castelo, terminando no Cabedelo, mas vale a pena fazer um desvio para norte para visitar dois lugares de interesse: as salinas da Idade do Ferro e as pinturas rupestres da praia de Fornelos. Pode ver as nossas dicas para este trilho aqui.

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7. TRILHO DA ALDEIA DE DRAVE


No coração da Serra da Freita este é um dos percursos pedestres mais emblemáticos da região, com um trilho bem marcado que leva à aldeia “mágica” de Drave. Englobado nos percursos do Geoparque de Arouca, tem a designação de PR14, “A aldeia mágica”, e é uma caminhada obrigatória para quem visita a Serra da Freita e quer conhecer melhor o passado e presente da ruralidade deste Portugal interior. O percurso começa na aldeia de Regoufe e vai a Drave e regressa, num total de 8 km.  Um dos mais belos trilhos em Portugal. Pode ver mais sobre a nossa experiência no percurso aqui.

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8. TRILHO DA CASA DO PENEDO


Pode-se chegar à Casa do Penedo seguindo o PR10, designado Trilho do Vento, na Serra de Fafe, uma caminhada de 14 km, que pode ser feito calmamente em quatro ou cinco horas. Considerado com um grau de dificuldade baixo-médio, o trilho está ao alcance de todos. É um trilho circular e tem início na subestação do Parque Eólico das Terras Altas de Fafe. O percurso é muito interessante porque trata-se de um percurso temático criado com o objectivo de melhorar o conhecimento acerca da energia eólica e das rochas graníticas. Um dos mais belos recantos para descobrir nos trilhos em Portugal. Pode ver as nossas dicas para visitar a Casa do Penedo aqui.

NOTA: A Casa do Penedo está actualmente cercada e já não é possível chegar mesmo lá, pode-se no entanto ver bem de uma curta distância, cerca de 50 metros.

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9. TRILHOS NAS ILHAS BERLENGAS


Na ilha das Berlengas é possível fazer vários percursos a pé pelos trilhos de observação da biodiversidade. Há um trilho que circunda a parte maior da ilha, onde é possível observar de perto as gaivotas e as suas crias, assim como a paisagem circundante e as ilhas próximas. Não perturbe os animais, pois é um trilho de observação, não de “perturbação”. Seja consciente. O trilho está sempre sinalizado e não há nada que enganar. Outro dos trilhos leva ao topo da ilha onde se encontra o farol e o forte de São João Baptista.  Um dos mais belos trilhos em Portugal. O trilho segue até ao forte e é mais um belíssimo passeio.

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10. TRILHO DO VALE DAS BURACAS DE CASMILO


Na serra do Sicó, no centro de Portugal, há um percurso pedestre que tem início na aldeia de Casmilo e percorre a paisagem cársica da região, atravessando campos de lapiás (formas de rocha nua acinzentada, perfurada e lavrada por sulcos mais ou menos profundos e estreitos), vertentes “povoadas” de espécies mediterrânicas, áreas deprimidas ocupadas por milho e alguns produtos hortícolas, e oliveiras rodeadas por círculos de rocha calcária. Este percurso pedestre permite conhecer as limitações naturais da região, bem como apreciar a forma como as populações ultrapassaram estes condicionalismos e viveram durante anos em harmonia com o meio. Mas os heróis deste percurso são as magníficas buracas talhadas nas rochas calcárias.  Um dos mais magníficos trilhos em Portugal. Veja aqui as nossas dicas para explorar o Vale das Buracas.

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Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida, culminando num doutoramento nos Andes, investigando ambientes glaciares. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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14 Comment

  1. Stephanie says: Responder

    Olá! Gosté muito do blog e ascho que é muito prático! Estou a descobrir pouco a pouco o Portugal e para novembro estava a querer fazer um trilho de 3 días com unos amigos. Algum lugar ondé não há muito risco de muita chuvia que pode conselhar? ( viajo com uma cadelha e o cheiro de cão molhado na tenda de cam par é horivêl ^^

    1. Rui Pinto says: Responder

      Costa alentejana é óptimo. 😀

  2. Anabela Rosalino says: Responder

    Fantástica a Ilha das Flores, estive por lá agora e é das que mais gosto, existem imensos trilhos, tudo muito bem sinalizado, a ilha é uma delicia, vou voltar.

    1. Carla Mota says: Responder

      Queremos muito conhecer. quem sabe um dia. 😀

  3. Sonia Conduto says: Responder

    Olá Carla
    Tem que vir até aos Açores fazer uns trilhos. Cada ilha tem a sua beleza distinta e na mesma ilha pode-se encontrar diferentes tipos de trilhos. Muitos também estão em zonas de geoparque ou de interesse da humanidade.
    Se vier ao Pico, diga, terei muito prazer em recebe lá e em lhe apresentar alguns guias. Há muito para ver nas ilhas do triângulo.
    Obrigada pelas sugestões no continente, vou aproveitar!

    1. Carla Mota says: Responder

      Olá Sónia. Tenho mesmo eu sei. Estou cheia de vontade de fazer trekking no Pico e em São Jorge. Tenho que arranjar um tempinho para visitar algumas ilhas com mais tempo. Quero muito subir o Pico. Pode ser que surja uma oportunidade. Já conheço 6 ilhas Açoreanas mas ainda não tive oportunidade de explorar a sério aquelas que tenho mais vontade que são Pico, Faial e São Jorge e depois, o Corvo e as Flores.

    2. Patrícia Barbosa says: Responder

      Conheço e fiz trilhos por 7 ilhas dos Açores e de facto estás ilhas são um encanto.
      Aqui tão perto e são dos mais belos sítios do mundo.

      1. Carla Mota says: Responder

        Vou ter mesmo que ir lá! 😀

  4. José Santos says: Responder

    Diz-se “em Carreço” e não “no Carreço” no trilho de Viana.

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada pela correcção. Vou corrigir.

  5. Helena Maria de Pera Macias Matos says: Responder

    Falta o trilho das cavernas na bonita aldeia de Palaçoulo – Miranda do Douro!

    1. Carla Mota says: Responder

      Que trilho é esse? Nunca ouvi falar. Fica em Miranda do Douro?

  6. José Melo says: Responder

    Espetacular! Gostei muito das Sugestões.
    Tenho muito que conhecer… :)

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada, José. Boa exploração. 😀

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