DICAS para o DOURO VINHATEIRO (Pinhão) | Portugal

pinhão

A Região do Alto Douro Vinhateiro é famosa internacionalmente pelo seu fruto preferido, a uva, e o produto daí resultante, os Vinhos do Porto e de mesa do Douro. Mas são cada vez mais as pessoas, nacionais e estrangeiros, que não se ficam pela degustação do néctar de Baco, mas que querem explorar esta região, com uma paisagem assombrosa, uma hospitalidade generosa, e uma gastronomia fantástica. O Enoturismo é o chamariz, mas a região do Douro tem muito mais para oferecer. Resolvemos também nós explorar esta região de Portugal, descobrir as actividades ao alcance de todos, conhecer os restaurantes onde provar a comida tradicional portuguesa e saborear os famosos vinhos, os hotéis onde dormir e relaxar com vista para o rio, os miradouros onde se admira a paisagem deslumbrante, e as Quintas onde se aprende as histórias do vinho e sua produção. Seguem-se as nossas dicas, o que fizemos, e aquilo que recomendamos para um roteiro de 3 dias na região do Pinhão.


DICAS GERAIS


1. Escolha um fim de semana bonito para desfrutar do Douro Vinhateiro, um belo exemplo do património cultural português. Mas não se deixe travar pelo tempo. O Douro é belo em qualquer altura do ano.

2. Trace o seu itinerário para explorar o Douro Vinhateiro (no final do post deixamos-lhe uma sugestão de trajecto mas adeqúe às suas preferências).

3. Privilegie a experiência vinícola e gastronómica deste itinerário. Não se irá arrepender. Experimente o enoturismo.

4. Pinhão ou as povoações envolventes, onde existem várias quintas, são os lugares ideais para ficar alojado porque há grande oferta de hotéis e restaurantes para satisfazer a sua comodidade ao final do dia.

5. Experimente a Linha do Douro, o comboio que liga o Porto ao Pocinho, passando pelo Pinhão e Tua.

6. Faça o percurso pelo Douro Vinhateiro com tempo para desfrutar dos lugares, dos vinhos e das comidas do norte de Portugal.

7. Para fazer o percurso do Douro Vinhateiro que vai aos miradouros e estradas panorâmicas precisa de transporte particular. Não há transportes públicos.

8. Há várias perspectivas para contemplar o rio Douro. Não perca nenhuma delas. Explore o Douro Vinhateiro a pé, de carro, de comboio e de barco.

9. Não perca um passeio de barco pelo Douro. Há passeios de uma hora, duas, várias horas, dia completo ou até vários dias.

10. O Douro Vinhateiro é um belo percurso e pode ser feito no Douro Superior (região de Foz Côa), no Cima Corgo (região do Pinhão) e no Baixo Corgo (região da Régua). Escolha uma ou várias destas áreas e dedique-lhe um fim de semana. Não se irá arrepender.


O QUE FAZER


1. Uma visita às quintas de produção de vinho

Visitar uma das muitas quintas onde se produz Vinho do Porto ou vinho de mesa do Douro é um dos pontos altos e obrigatórios para quem faz um percurso pelo Douro Vinhateiro. Durante a nossa estadia na região do Pinhão visitámos algumas quintas que consideramos que devem fazer parte de qualquer roteiro.

QUINTA DO SEIXO: esta é provavelmente a quinta do Douro com melhores vistas sobre o rio e sobre os vinhedos. A Quinta está no topo da vertente, rodeada por vinhas quer do lado do Douro, quer na vertente oposta. A estrada para aceder à quinta sobe a vertente entre campos de vinha e depois desce por outro lado com vistas fabulosas sobre o Pinhão.

Ainda que não vá fazer a visita à Quinta do Seixo vale a pena subir lá cima. No entanto, a visita guiada à Quinta do Seixo é obrigatória. Por 6€ pode integrar um grupo e conhecer um pouco melhor esta Quinta, hoje propriedade da Sogrape e do grupo Sandeman, mas originalmente da família de Antónia Ferreira, a Ferreirinha. No final da visita há uma prova de vinhos do Porto numa sala com vistas deslumbrantes sobre o Douro. Pegue no seu copo e vá bebê-lo para o exterior, contemplando a paisagem harmoniosa construída pelo homem e pela natureza.

QUINTA DO BONFIM: Quer fazer uma prova de vinhos sentado numa bela esplanada com vista sobre o Douro, bebendo um bom vinho do Porto sob as vinhas? A Quinta do Bonfim é o local ideal. A Quinta está paredes meias com o rio e com a linha de comboio, onde tivemos o privilégio de assistir ao passar do comboio histórico do Douro. Depois de uma visita guiada pela quinta, aprendendo a história do Douro e da família Symington, sentámo-nos na esplanada e desfrutámos um bom vinho. A família Symington tem 27 quintas espalhadas por toda a região demarcada do Douro, desde o Baixo Corgo até ao vale da Vilariça.

A visita à quinta é muito informativa e vale a pena. É uma óptima introdução ao Douro, à região demarcada, às diferentes áreas que compõem o Douro e às técnicas usadas na produção do vinho no Douro Vinhateiro.

QUINTA DO PORTAL: A Quinta do Portal, em Celeirós, foi distinguida recentemente com vários prémios vinícolas, entre eles o melhor vinho português do ano 2016. Não podíamos deixar passar a oportunidade de conhecer esta quinta, testemunhar a história da propriedade e fazer a prova deste delicioso líquido de Baco. Estávamos no Douro com o meu irmão, cunhada e a minha pequena sobrinha, a Leonor, que tem 4 anos. A Sara foi a nossa guia e recebeu-nos muito bem. Contou-nos a história da propriedade, da selecção das uvas, como é feito a preservação e envelhecimento do vinho nas caves, etc.

Apesar da visita a uma quinta não ser uma actividade típica para levar crianças pequenas, a pequena Leonor adorou e, munida da sua máquina fotográfica, tirou imensos registos desta sua viagem (estou em crer que está já a desenvolver algumas técnicas de blogger). Um dos pontos mais interessantes é uma barrica de vinho do porto com tampa de vidro, que nos permite contemplar o vinho a envelhecer em carvalho francês.

A prova de vinhos foi bastante interessante, já que tivemos oportunidade de provar o famoso vinho premiado, o Porto Douro Tinto Grande Reserva  (cujo preço é de 24€/garrafa) e um Portal Tawny Porto 10 anos (igualmente fantástico). O vinho premiado é realmente muito bom mas o preço era proibitivo para bloggers de viagem. Ficamo-nos pela prova.

A Quinta do Portal também tem um restaurante e uma casa de turismo rural, A Casa das Pipas, onde os turistas se podem alojar para explorar a região. Não experimentamos o restaurante nem ficamos aqui alojados mas podem ser também uma opção no Douro Vinhateiro.

QUINTA DO MORGADINHO DA CALÇADA: A Quinta do Morgadio da Calçada, apesar de produzir vinho, não é uma quinta vinícola que possa ser visitada para conhecer a produção vinícola. Quando decidimos visitar a quinta pensámos que o seria. A quinta produz apenas para os seus hóspedes já que se trata de uma unidade de turismo rural numa aldeia vinícola preservada no Douro, a aldeia de Provesende. A casa senhorial usada pela família preserva relíquias do passado mas os hóspedes não têm acesso garantido a este espaço, uma vez que os proprietários vivem ali. Ao lado existe um outro espaço, onde estão os quartos e vários espaços comuns como uma piscina, esplanada, sala comum ou um terraço. É uma quinta que alia o alojamento à cultura vinícola do Douro mas só para hóspedes. Pode marcar aqui.

2. Passeio de barco no Douro

Uma das actividades obrigatórias na região do Douro é fazer um passeio de barco no rio. Estando hospedados no Pinhão, escolhemos a Companhia Turística do Douro, Lda., que ali organiza circuitos turísticos e cruzeiros em barcos tradicionais, os famosos Rabelos. O nosso objectivo era fazermos o cruzeiro Pinhão-Tua-Pinhão, mas a natureza não o deixou. Eram já meados de Maio, mas a primavera foi chuvosa no Douro, e o rio continuava com os caudais acima do normal. Nessas condições, as autoridades não permitem a navegação perto da descarga de água das barragens, por isso não foi possível irmos até ao Tua. Mesmo assim, era impensável não o fazer, uma vez que o passeio de barco permite uma perspectiva única da paisagem, e além disso poderíamos percorrer também um troço do rio a sul do Pinhão.

Após a partida, dirigimo-nos para norte, e passámos por baixo da ponte rodoviária. Tanto na margem esquerda, como na margem direita, as Quintas sucedem-se e a paisagem cultivada domina as encostas. As Quintas do Bonfim, Roêda e Romaneira sucedem-se na margem norte, enquanto na margem sul, as Quintas de S. José, Pessegueiro e Carvalhas dominam a paisagem. A linha ferroviária, que aqui corre a escassos metros do rio, acompanha-nos durante toda a nossa viagem, e a bela ponte ferroviária da Ribeira do Roncão atraiu as nossas atenções. Faltou o comboio passar para completar a paisagem, mas são cada vez menos as automotoras que fazem o troço acima do Pinhão.

De regresso ao Pinhão, dirigimo-nos a sul e pudemos admirar as encostas da Quinta do Seixo, que tínhamos visitado no dia anterior, tendo assim uma perspectiva diferente daquela bela propriedade e da paisagem circundante. Após cerca de duas horas de cruzeiro, estava na hora de regressarmos. Estávamos plenamente satisfeitos com o passeio, e ficámos convencidos que só se conhece verdadeiramente o Douro quando nele se navega, nem que se seja por algumas horas.

3. Contemplar o Douro dos miradouros 

CASAL DE LOIVOS (Pinhão)

Este é um dos mais belos miradouros sobre o rio Douro e o Douro Vinhateiro. Facilmente atingível a partir do Pinhão, do qual dista cerca de 5 km, o miradouro tem vistas deslumbrantes sobre o rio e sobre o vale do Douro e o vale que segue em direcção a Sabrosa. Sente-se e contemple esta vista dos deuses.

QUINTA DO SEIXO (Pinhão)

A Quinta do Seixo não é só uma quinta, é também um belo miradouro para contemplar a paisagem vinícola do Douro. O salão de prova de vinhos, que também tem um bar, tem uma das melhores vistas sobre o Douro. Sente-se aqui, beba um copo de Vinho do Porto ou prove um dos maravilhosos vinhos de mesa produzidos pela Sogrape no Douro.

4. Percorrer estradas panorâmicas

ESTRADA ENTRE O PINHÃO E A RÉGUA

A Estrada Nacional 222 foi considerada, pela AVIS, a World Best Driving Road, a melhor estrada do mundo para se conduzir. Não sabemos se é a melhor, mas sabemos que é uma das melhores. A estrada segue junto à margem direita do Douro, ladeada por vertentes vertiginosas cultivadas por vinha. Ao longo da estrada passa-se pela Quinta do Seixo e outras quintas, mas são as vistas sobre o rio e toda a área vinícola que encantam e não deixam ninguém indiferente.

ESTRADA ENTRE PINHÃO E SABROSA

A estrada nacional 323 liga o Pinhão a Sabrosa e acompanha um dos vales mais bonitos do Douro Vinhateiro. Esta estrada passa pelas povoações de São Cristóvão do Douro e Provesende (para as visitar, têm que se fazer pequenos desvios) ao longo do chamado Vale do Pinhão. Há vários miradouros e locais bonitos para parar e contemplar a paisagem. Este vale é mais rural, onde predominam as culturas vinícolas mais familiares. Há menos quintas do que no vale do Douro, mas há também algumas dignas de visita como é o caso da Quinta do Portal.

ESTRADA PINHÃO – FERRÃO

Quem sai do Pinhão, em direcção à Régua, segue normalmente a margem esquerda do Douro, pela Estrada Nacional 222, uma das mais belas da região. Mas também é possível ir do Pinhão à Régua pela margem direita do Douro, numa estrada sinuosa e estreita, que atravessa várias aldeias vinícolas perdidas no tempo. A maioria das pessoas não faz esta estrada porque o trajecto que na N222 se faz em 20 minutos, demora mais de 1h30m pela margem direita. No entanto, não é preciso fazer a estrada toda. Uma bela hipótese de passeio é fazer a estrada da margem direita que liga o Pinhão a Ferrão num trajecto de cerca de 18 km. Depois de passar a ponte que liga o Pinhão à estrada que vai para Sabrosa, é necessário virar imediatamente à esquerda, como se fossemos para uma quinta particular junto ao rio. A estrada (M590) passa por baixo da linha férrea e depois acompanha o Douro em direcção a jusante. Esta estrada é maravilhosa e passa por Covas do Douro. Há muitos lugares onde pode parar pelo caminho e todos convidam a fazê-lo. Percorremo-la ao final da tarde, com uma luz invejável e um dia verdadeiramente fabuloso. Algumas das melhores imagens e  recordações que trouxemos do Douro Vinhateiro vieram daqui.

5. Fazer a Linha do Douro

A linha do Douro é a linha ferroviária mais bela de Portugal. Desde a Régua ao Pocinho, a linha segue sempre junto ao rio, às vezes a menos de 10 metros da água. Esta é uma viagem obrigatória para quem quer conhecer o Douro. Pontes de pedra centenárias, vinhas a perder de vista, um rio enfurecido e domado, estações de comboio cobertas de azulejos que nos transportam para as origens. Esta viagem é muito mais do que andar de comboio, é certamente, uma das “best train rides in the world“. Pode ver os horários do comboio aqui.

6. Visitar a aldeia vinícola da Provesende

Provesende é uma aldeia situada no concelho de Sabrosa, na margem norte do Rio Douro, a cerca de 10 km do Pinhão. Subindo o vale pela estrada N323 chega-se a esta aldeia, localizada num planalto com vistas privilegiadas sobre o Douro Vinhateiro. Em 2001, Provesende foi classificada, juntamente com outras 5 aldeias, como Aldeia Vinhateira do Douro, integrando um programa de requalificação e valorização da cultura milenar do vinho. As casas brasonadas, algumas delas recuperadas, enriquecem o património da aldeia, juntamente com a Igreja Matriz, o Fontanário e o Pelourinho. O ambiente da aldeia era especial quando a visitámos pois coincidiu com a festa do santo padroeiro da aldeia.

Duas curiosidades históricas adensam ainda mais a mística desta aldeia: foi ali que um viticultor, Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite Pereira, começou a combater a filoxera, praga do século XIX, que quase destruiu a cultura do vinho do Porto, e diz-se que terá sido o local de nascimento do navegador Fernão de Magalhães.

7. Trekking Provesende – Pinhão (Trilho S. Cristóvão do Douro)

Uma das actividades mais interessantes para fazer nesta área do Douro é o trekking entre Provesende e o Pinhão. Pode-se combinar este pequeno trekking com uma visita à aldeia vinícola. O trek tem pouco mais de 4 quilómetros e demora entre uma hora e meia a duas horas. Faça o percurso de forma tranquila e descontraída.

O trilho tem inicio na igreja de Provesende e desce a estrada que circula a igreja pelo lado direito. Basta seguir o caminho, sempre em frente, seguindo as setas indicativas do percurso. Ao fim de quase uma hora de caminho há um corte à esquerda. O corte não está muito bem marcado porque a seta está a cerca de 10 metros do caminho. Vá atento ao seu lado esquerdo. Siga essa seta, já que ela vai ter à aldeia de São Cristóvão do Douro. Embora o percurso não vá mesmo até à aldeia, passa na entrada, abaixo da estrada nacional. O percurso atravessa a estrada nacional por poucos metros e depois volta à mesma vertente para descer até ao Pinhão. Antes de chegar ao Pinhão, o trilho atravessa várias propriedades vinícolas, permitindo um contacto directo com a cultura da vinha, contemplando uma paisagem verdadeiramente avassaladora.

O trilho termina na ponte romana do Pinhão mas pode seguir até à beira rio, terminando com uma bebida fresquinha numa esplanada. Nós fizemos este trilho com uma menina de quatro anos, que caminhou o percurso todo e se portou muito bem. Demoramos mais do que o previsto, quase três horas porque íamos mais devagar e parávamos algumas vezes para contemplar as formigas que nos faziam companhia durante o passeio.


ONDE DORMIR


CASA DE GOUVÃES: Há muitos lugares para se ficar alojado nas imediações do Pinhão mas em nenhum irá encontrar a generosidade, a simpatia e a hospitalidade que encontra na Casa de Gouvães. Situada em Gouvães do Douro, a quatro quilómetros do Pinhão, a Casa de Gouvães tem uma das melhores vistas sobre o vale do Douro e vale do Pinhão, com uma paisagem deslumbrante até se perder de vista. Sentado no terraço superior é possível ver a Quinta do Junco, a povoação de Casal de Loivos e todos os campos de vinha em socalcos que povoam a região.

Fomos recebidos pela Estrela, de uma hospitalidade incomensurável, que nos ofereceu um maravilhoso bolo de laranja caseiro, ainda a sair do forno, acompanhado por vinho do Porto caseiro. Ficamos logo rendidos. A Estrela e a sua simpatia e generosidade engrandeceram a nossa visita, e tornaram a Casa de Gouvães num local familiar. Sentimo-nos parte de uma família do Douro.

No dia em que chegámos, optámos por jantar na Casa de Gouvães e a Estrela preparou-nos um jantar típico do Douro com um menu cheio de sabores da região. Enchidos, queijos e vinho do Porto de entrada, seguidos de um maravilhoso empadão de alheira e grelos (divinal) e de sobremesa, o maravilhoso leite creme queimado. Enquanto a Estrela queimava o leite creme até “salivávamos” na sala já que o aroma inundava o ambiente. Uma delícia.

Se a localização e simpatia por si só já justificavam uma estadia, a Casa é também um espaço boutique, com mobiliário vintage recuperado com extremo bom gosto e onde cada pormenor decorativo é pensado ao pormenor. Quartos, sala, casas de banho, sala de jogos, cozinha, todos os espaços da casa fazem-nos recuar ao tempo dos nossos avós, mas sem o cheiro a mofo. A piscina do exterior é fenomenal com camas espreguiçadeiras para se poder usufruir do prazer e deleite sensorial da região. O nosso local preferido foi, no entanto, uma cama exterior, virada para o vale do Douro. Sentar aqui e ler um bom livro enche a alma dos mais cépticos do poder das divindades.

A Casa de Gouvães é, no entanto, muito mais do que uma casa de Turismo Rural. A Casa de Gouvães combina o melhor do Turismo Rural com as vantagens do serviço de um hotel. Os hóspedes têm a privacidade total, sentindo-se em casa durante todo o tempo. Mas, ao mesmo tempo, a casa tem serviço de pequeno-almoço (com deliciosos produtos regionais e caseiros, como pão, compotas, enchidos, etc.) e atenção redobrada por parte da Estrela, a anfitriã.


VINTAGE HOUSE DOURO: O Vintage House Douro é a cereja no topo do bolo do alojamento no Pinhão. Construído nos antigo edifício da Real Companhia Velha, no Pinhão, hoje é um dos hotéis mais luxuosos do Douro Vinhateiro. O edifício conquistou-nos logo quando entramos, com belas vinhas no parque de estacionamento e ramadas espalhadas pelos espaços exteriores. Várias esplanadas sobre o Douro fizeram as nossas delícias nos dias que aqui passamos. Soube muito bem sentarmo-nos, apanhando os raios de sol, de frente para o rio, contemplando os socalcos e a terra cultivada.

Quando chegamos ao hotel fomos recebidos por um bom copo do vinho do Porto de qualidade. Sentamo-nos e bebericamos enquanto fazíamos o check-in, num espaço super agradável e que convida a uma entrada bem lenta. O nosso quarto é muito bonito, e tal como todos os quartos do hotel, tem vista sobre o rio Douro. A varanda é o nosso local preferido. Sentados em duas cadeiras de ferro, passamos ali os fins de tarde, contemplando o sol desaparecer no horizonte.

O hotel tem um bar magnífico que faz lembrar a decoração colonial e um óptimo restaurante onde jantamos numa das noites (sobre isso falaremos um pouco mais à frente). Mas há algo que não passa despercebido, a piscina junto ao rio. Um lugar soberbo para sentar ao fim do dia e conversar enquanto se desfruta de um copo de vinho do Porto. Para conhecer melhor a nossa experiência aqui veja este post.

PROCURE AQUI ALOJAMENTO NO DOURO


ONDE COMER


RESTAURANTE RABELO: O restaurante Rabelo está localizado no interior do Vintage House Douro, no Pinhão, mas pode ser frequentado por todos aqueles que o queiram, já que não é exclusivo para hóspedes do hotel. O menu é muito variado e de excelente qualidade, uma cozinha de fusão com base regional. Resolvemos seguir as sugestões do chef, experimentando os sabores do Douro vinhateiro.

Começamos por uma sopa creme de couve-flor e uma entrada de barriga de leitão. De seguida escolhemos a tranche de robalo sobre cama de alho e um carré de cordeiro de leite com batata ralada, feijão verde, e molho de lentilhas e anis. De sobremesa não resistimos e comemos um delicioso pudim de Abade dos Priscos com um toque gourmet e uma ‘sopa’ de frutos vermelhos com gelado de baunilha. O jantar estava delicioso, que acompanhamos com um bom vinho do Douro de produção biológica. A sala é muito bonita, com pinturas murais alusivas ao Douro Vinhateiro. Infelizmente a noite não estava muito agradável porque, quando assim é, é possível jantar na esplanada, por baixo das ramadas de vinha, e com vista sobre o rio e vales cultivados.

Se procura mais locais para comer bem no Douro, veja aqui.


UMA PROPOSTA PARA UM ROTEIRO DE 3 DIAS


PRIMEIRO DIA: Explore a região do Douro Vinhateiro, fazendo a N222, uma bela estrada panorâmica que liga a Régua ao Pinhão. Da parte da manhã explore ainda a Quinta do Seixo e a paisagem sobre o Douro Vinhateiro. Regresse ao Pinhão e suba ao miradouro de Casal de Loivos para mais umas vistas deslumbrantes. No Pinhão é obrigatório fazer um belo passeio de barco no Douro, talvez navegando entre o Pinhão e o Tua, conhecendo do rio as várias quintas do Douro. Depois deste belo passeio, pegue no seu carro e percorra a estrada que liga o Pinhão a Ferrão, mais uma perspectiva avassaladora do Douro Vinícola. Termine o dia dormindo numa bela casa com vista sobre o vale do Douro e o seu património vinhateiro, como é o caso da magnífica Casa de Gouvães

SEGUNDO DIA: Neste dia no Douro Vinhateiro, comece por fazer a estrada que liga o Pinhão a Sabrosa, passando por São Cristóvão do Douro e pela aldeia de Provesende. Explore a aldeia. Aproveite para fazer uma bela caminhada e desça a pé pelo trilho que passa perto de São Cristóvão do Douro e termina no Pinhão, aproveitando para fazer um piquenique pelo caminho. Termine o dia no Pinhão, jantando no restaurante Rabelo no interior do Vintage House Douro, experimentando um menu delicioso e um bom vinho. Se prefere o ambiente clássico e exclusivo de um hotel de requinte durma no magnífico Vintage House Douro e aproveite a vista, a piscina e a beleza do lugar.

TERCEIRO DIA: Explore a região do Pinhão e do Douro Vinhateiro e faça a Linha do Douro, a viagem de comboio até ao Pocinho (ida e volta). Do Pinhão ao Pocinho a viagem demora uma hora para cada lado (pode ir e vir no mesmo comboio).

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida, culminando num doutoramento nos Andes, investigando ambientes glaciares. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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11 Comment

  1. Muito obrigada pela linda e perfeita descrição do Douro.
    Aproveito para informar que agora já existe uma nova e bela maneira de percorrer todos esses percursos, com as famosas e típicas carrinhas pão de forma da minha empresa Vamoskombinar.
    Brevemente os roteiros no Facebook.

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada pela partilha.

  2. Obrigada Carla, deliciei-me com a leitura no blog. Vou seguir as vossas dicas de 3 dias no Douro.
    Vou seguir a Estrada do Pinhão à Régua mas pela margem direita :).
    Obrigada do coração, bem haja! Parabéns pelo vosso trabalho mas mais ainda pelo saber que as vossas viagens lhe tem ditado! Mais um vez obrigada

    1. Carla Mota says: Responder

      Muito obrigada pelas suas palavras tão gentis, Clarisse. 😀

  3. Jorge Loureiro says: Responder

    Desde já os meus parabéns! Estava á procura de percursos interessantes para fazer este verão e este já vai ser​ agendado. Um muito obrigado por toda a descrição feita e pelas maravilhosas fotos! Bons passeios e mais uma vez Parabéns!

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada, Jorge. Muito obrigada, de coração. É mesmo importante para nós ter o retorno em relação aquilo que escrevemos. 😀 Boas férias e uma excelente viagem pelo Douro.

  4. Helena Neto says: Responder

    Estava precisamente à procura de um roteiro para um fim de semana no Douro vinhateiro e o Sr. Google direcionou-me, em boa hora, para aqui. Este post está fantástico. Obrigada pela partilha.

  5. Roteiro muito interessante, nesta magnífica região!

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada :)

  6. Wow super guia para um destino fabuloso. O passeio de barco no Douro e as estradas panorâmicas para mim são do melhor! A vista da piscina do hotel Casa de Gouvães é brutal. Não restam dúvidas, este é o melhor guia de viagem para o Douro que a Internet conhece. Parabéns!

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada, João. Deu trabalho mas valeu a pena. Tudo testado e comprovado em loco. É isso que faz de nós viajantes (dentro ou fora de Portugal). :)

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