Conhecendo o modo de vida tradicional omanita em Al Hamra | Omã

Al Hamra Omã Oman

Al Hamra, também conhecida como Hamra Al Abryeen, é uma das mais antigas vilas de Omã e a mais antiga na região montanhosa de Jebel Shams. É, por isso, uma visita obrigatória para quem explora a região e está interessado em ver como é que as populações viviam nesta região do globo desde há centenas de anos.

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Como é comum em Omã, a vila está dividida num núcleo antigo e numa parte moderna. O antigo núcleo habitacional está agora quase completamente despido de população, que habita agora a parte moderna da vila, mas exibe ainda um conjunto notável de edifícios construídos de forma tradicional, isto é, com tijolo feito de adobe, e com telhados de palha e lama, suportados com vigas de troncos de palmeira. Os edifícios, ainda que na sua maioria abandonados, ainda mantêm um estado notável de conservação, apenas com algumas excepções, claramente em estado de ruína.

Al Hamra Omã Oman

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Visitámos Al Hamra quando descemos as montanhas, vindos da aldeia de Misfah. Demos um passeio com o Fahad, da Arabica Orient Tours, na parte antiga da vila, apreciando a ainda intacta traça dos edifícios, construídos da mesma forma há centenas de anos, e, ao que lemos, num estilo partilhado pelo país vizinho, o Iémen. As habitações atingem dois ou três andares, algumas até quatro, com múltiplas janelas e divisões.

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Ao visitar a Bait Al Sifah, pudemos explorar e conhecer melhor o interior de uma destas casas, e também o modo de vida tradicional das pessoas que nelas viviam. Esse magnífico museu não é mais do que uma casa familiar que foi preservada de forma a mostrar aos visitantes tudo aquilo que não se consegue ver de fora.

Al Hamra Omã Oman

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Fomos recebidos por dois jovens que falavam inglês, sendo que um deles pertencia à família dona da casa. Eram engenheiros mecânicos de formação, mas com a descida do preço do petróleo, o mercado de trabalho em Omã ressentia-se. Sendo assim, por agora ajudavam à divulgação da cultura omanita.

Al Hamra Omã Oman

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Fomos convidados a sentarmo-nos numa sala cheia de fotografias históricas, quer da família da casa, quer do Sultão Qaboos, actual monarca de Omã, e depois de uma chávena de chá e/ou café, e de umas deliciosas tâmaras, iniciamos a volta pelas diferentes divisões da casa.

Al Hamra Omã Oman

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Um homem e duas mulheres mais idosos acompanharam-nos e mostravam-nos os objectos e para que serviam. Na cozinha, pudemos assistir a uma demonstração de três actividades fundamentais em Omã: o tostar dos grãos de café, a cozedura do pão e a extracção de um óleo parecido com azeite.

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Os anciãos não falavam inglês e só podíamos trocar sorriso e falar por gestos. No entanto, os jovens iam servindo de intérpretes e acabou por ser uma visita extremamente informativa, que acrescentou qualidade e conhecimento à nossa visita à vila de Al Hamra. A história, quando ainda é história viva, é sempre muito mais marcante.

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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4 Comment

  1. A cada texto vosso, vou ficando cada vez mais curioso com Omã. A viagem já está marcada!
    Beijinhos e até breve (e, já agora, parabéns pelo prémio da momondo)

    1. Rui Pinto says: Responder

      Obrigado! Quando é que vais?
      E parabéns também pelo prémio da momondo! 😉

  2. Gostei muito de ler este artigo. Interessante!
    Adorei as fotos.

    1. Carla Mota says: Responder

      Obrigada. Ana. bjinhos 😀

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