Dormir num bungalow sobre a água (water villa) | Maldivas

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Na parte final da nossa viagem pelas Maldivas, não quisemos deixar passar a oportunidade de conhecer um pouco mais do Atol Malé Norte. O nosso tempo estava a acabar, e tínhamos apenas mais uma noite naquele país maravilhoso. Resolvemos escolher ir até à borda ocidental do atol, e ficámos alojados no Vivanta by Taj – Coral Reef, onde sabíamos que iríamos encontrar uma biodiversidade incrível, com a possibilidade de um encontro de terceiro grau com raias, tubarões e mantas. Para além disso, queríamos experimentar ficar alojados numa water villa, ou seja, num bungalow sobre a água, literalmente.

water villa maldivas

Depois de nos despedirmos do Kurumba Maldives, que nos providenciou um barco para nos transportar até à ilha do aeroporto, a nossa ideia era chegar o mais cedo possível ao Vivanta, para podermos rentabilizar o pouco tempo que lá tínhamos. Gerir 24 horas num resort nas Maldivas não é fácil! O transporte era colectivo, por isso tínhamos de nos cingir às horas definidas para outros visitantes, e assim tivemos de esperar um pouco por um voo que vinha da Índia, com algumas pessoas que iriam ficar alojadas no nosso resort, assim como o outro da mesma cadeia, mas um pouco mais acima no preço, o Taj Exotica.

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Quase duas horas de barco trouxeram-nos então até ao que ia ser a nossa casa por menos de 24 horas. Tínhamos de aproveitar ao máximo! Mas, primeiro, tínhamos de conhecer a nossa water villa. Um magnífico bungalow, com um quarto espaçoso e uma casa de banho com uma banheira magistral. Deitados na cama, víamos o mar através das portas envidraçadas. Lá fora, um alpendre com duas cadeiras reclináveis, uma mesa e um chuveiro e uma escada que dava directamente acesso à água.

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O tempo estava bastante nublado, mas a primeira coisa que experimentámos foi precisamente a água, fazendo um pouco de snorkelling mesmo em frente aos bungalows. Depois do banho, era tempo de um almoço tardio. Uma garrafa de vinho comprada no Kurumba, e salmão trazido do pequeno-almoço fizeram as nossas delícias.

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Estava na hora de dar uma volta pela ilha, muito pequena, na forma de um coração, com os bungalows sobre a água de um lado, e as outras estruturas espalhadas pelo interior e pelo outro lado da ilha, nomeadamente, os restaurantes, a piscina e o centro de actividades aquáticas, assim como algumas beach villas.

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Ao final da tarde, tínhamos marcado ir ver um espectáculo natural que foi uma das razões que nos fizeram escolher o Vivanta. Todos os dias, em quase duas décadas, o pessoal do resort alimenta raias que apreenderam esse hábito e se aproximam tanto da praia que nos tocam nos pés.

water villa maldivas

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As raias debatem-se na areia e na água pouco profunda, e partilham o espaço de pequenos tubarões que tentam também beneficiar da refeição. Apesar de ser uma prática um pouco artificial, o cenário maravilhoso e a presença de vários espécimes notáveis fazem deste um espectáculo a não perder.

water villa maldivas

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Depois de recolhermos um pouco à nossa water villa, estava na hora de jantar, e escolhemos o restaurante Open the Grill, onde experimentámos o luxo de comer carne argentina nas Maldivas, mas também enormes gambas grelhadas. Uma delícia! Depois deste repasto, era tempo de regressar à water villa e desfrutar do conforto e do luxo de estarmos literalmente em cima de água. É verdadeiramente um privilégio ter uma cama onde se ouve o barulho do mar e se vê a água de cor tropical.

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No dia seguinte, era tempo de dizer adeus à nossa water villa, mas também, infelizmente, dizer adeus às Maldivas. Mas nós temos o hábito de aproveitar o nosso tempo até ao último momento, e nessa manhã poderíamos ficar pelo resort, ou então sair para experimentar algo novo e fascinante. Não pensámos duas vezes! Reservámos uma actividade para essa mesma manhã, e que acabaria por ser das melhores recordações que traríamos das Maldivas: nadar com mantas (raias gigantes). Mas essa é uma outra história, para ver neste post.

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Rui Pinto

Físico de formação mas interessado em todos os aspectos da cultura e história da humanidade. As viagens são o meio privilegiado para um aprofundamento do conhecimento do mundo, das suas gentes e do nosso papel na vida.

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