Roteiro de 10 dias para viajar nas Maldivas | A nossa experiência

roteiro viajar nas Maldivas

Na nossa viagem pelas Maldivas tentámos conhecer a diversidade do país, nomeadamente combinando as suas ilhas habitadas e algumas ilhas resort. Para tal, preparámos a nossa viagem com base num conjunto de informações que foram determinantes para a criação do nosso roteiro. Tínhamos apenas 10 dias para viajar nas Maldivas e tudo o que queríamos fazer tinha que caber dentro desta janela de tempo. E foi isso que fizemos.

PRIMEIRO DIA (trânsito)

No primeiro dia viajámos para as Maldivas com escala em Madrid, Riade (na Arábia Saudita) e destino final Malé, a capital do país. As viagens foram morosas mas tínhamos conseguido um bom preço. Passámos uma noite em Madrid, que aproveitámos para comprar queijos, presuntos e vinho para levar. Há sempre vantagens nestas escalas.

SEGUNDO DIA (Malé)

Era dia de chegar a Malé e iniciar a nossa aventura de viajar nas Maldivas! Como chegámos depois das 15h, hora a que partia o ferry para a ilha para onde iríamos, aproveitámos para ficar alojados em Malé. Marcámos alojamento previamente no Lvis Hotel, bem no centro da capital. O pessoal do hotel foi super simpático e foi-nos buscar ao aeroporto e levou-nos de ferry e táxi até ao hotel. Aproveitámos esse final de tarde para conhecer Malé (pode ver o nosso post sobre a cidade) e começámos por explorar a avenida marginal ao mar, onde descobrimos uma festa de Carnaval, com animação de rua.

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Ainda ficámos ali um bocado mas como não tínhamos muito tempo para a capital, continuámos e fomos conhecer o mercado de frescos (onde comprámos frutas para os próximos dias) e as mesquitas e mausoléus. Terminámos o dia num restaurante fantástico, o Royal Garden Café, experimentando a comida tradicional (pode ver o nosso post sobre onde comer nas Maldivas).

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TERCEIRO DIA (Maafushi)

Levantámo-nos de manhã bem cedo para conhecer o mercado de peixe de Malé. Estava cheio de pescadores que chegavam com o peixe fresco e o amanhavam para satisfazer as necessidades dos compradores, sendo a maioria restaurantes e hotéis das redondezas. De seguida, voltámos ao hotel, onde tomámos o pequeno-almoço e apanhámos um táxi para o terminal de ferry onde se apanhava o barco para Maafushi. O ferry partia às 10h e chegámos um pouco mais cedo porque tivemos medo de não haver bilhetes. Não teria sido necessário ter ido mais cedo, mas como não sabíamos, acabámos por ter que esperar no porto.

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Às 10h o ferry estava cheio e pronto a partir. Aproveitámos que o tejadilho do barco estava aberto e subimos, aproveitando o sol da manhã. Ao longe viam-se alguns resorts. Viajavam no barco alguns estrangeiros, mas a maioria era população local. A viagem demorou cerca de 90 minutos e quando chegámos a Maafushi o céu estava ligeiramente nublado. A ilha parecia um pouco deprimida, sem cor nem graça. Alojámo-nos no Kaani Beach Hotel, que tínhamos marcado previamente através da internet. Da janela do nosso quarto vimos o céu ficar azul e os raios solares começarem a iluminar as magníficas águas azuis turquesa e as palmeiras. Vestimos logo a roupa de praia, pegámos nas toalhas e fomos passar a tarde na praia em frente. Maafushi é uma ilha habitada por população local e, como tal, só se pode usar bikini na praia destinada a estrangeiros.

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A praia não é grande mas é muito boa com palmeiras, areia de coral e até um café com sumos naturais, pratos de frutas e umas boas sandes de atum. Aproveitámos o final de tarde para dar uma volta pela ilha, tentando perceber a dinâmica local, mas ao pôr-do-sol, sentámo-nos no café em frente ao mar para contemplar o que seria o mais belo pôr-do-sol que teríamos nas Maldivas. À noite, jantámos num restaurante local junto ao mar (restaurante do Sultan Hotel), comendo um misto de peixes e mariscos do recife. Apesar da comida não estar ao nível da comida de Malé, era boa. Maafushi estava a ser uma bela surpresa e os dias seguintes seriam ainda mais fabulosos.

QUARTO DIA (Maafushi)

Neste nosso dia em Maafushi resolvemos comprar um tour no hotel onde estávamos alojados. O tour chamava-se Picnic Safari e explora todo o Atol Malé Sul até Rihiveli, a ilha mais meridional do atol. O tour de barco inclui snorkel em dois pontos distintos dos recifes no Atol Malé Sul (com material de snorkel incluído), passeio de barco para ver golfinhos, paragem num banco de areia para almoçar (com almoço incluído) e visita à ilha de Guraidhoo, uma outra ilha habitada no atol. O tour custou 35 usd/pessoa e valeu bem a pena.

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Os dois locais de snorkel são muito giros. No primeiro vimos imensos corais e peixes, e no segundo tivemos sorte e até vimos tartarugas. Foi magnífico. O dia estava maravilhoso e pelo caminho fomos vendo golfinhos em vários locais, alguns deles mesmo ao lado do barco.

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O almoço foi num banco de areia em Rihiveli, onde os nossos guias nos prepararam uma salada, salsichas e arroz. Mas eu nem comi! Enquanto o Rui almoçou debaixo do guarda-sol, atirei-me para aquelas águas transparentes e quentes e não larguei. Devo ter ficado na água quase uma hora e meia. Pouco antes dos guias nos mandarem regressar ao barco, aproveitámos para dar uma volta rápida pelo banco de areia.

Depois de voltar ao barco, rumámos a Guraidhoo, onde visitámos a ilha na companhia de um habitante local. A ilha é maravilhosa e tem uma praia com recife de coral extraordinária. Em frente à praia há um resort com aspecto divinal. No porto ainda vimos algumas raias que se escondiam no meio das embarcações.

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Quando regressámos a Maafushi ainda estava bastante sol e aproveitámos a praia da ilha naquele final de tarde maravilhoso. À noite, resolvemos experimentar o jantar buffet do hotel Arena Beach. O jantar custa 12usd/pessoa (mais taxas e sem bebidas). Foi um bom jantar. Só faltou o vinho para acompanhar a comida. Arranjámos uma mesa mesmo ao lado da praia e, desfrutámos da noite animada. Viajar nas Maldivas estava a ser maravilhoso.

QUINTO DIA (Maafushi)

Voltámos a sair de manhã da ilha de Maafushi para explorar os recifes de coral. Neste dia fizemos um tour de meio dia para fazer snorkel em três recifes de coral: Turtle Reef, Banana Reef e Biyadhoo Reef. O tour incluía também almoço num banco de areia, a chamada Sexy Beach, e regresso a Maafushi por volta das 14h. O tour custou 25usd/pessoa e comprámos na noite anterior no hotel Arena Beach.

Os recifes de coral onde fizemos snorkel neste tour eram brutais. O Biyadhoo Reef é magnífico, cheio de corais e peixes coloridos. Até vimos uma tartaruga a nadar nas águas azuis escuras. O Turtle Reef também não desiludiu e perseguimos tartarugas pelos recifes. O Banana Reef é mais um belo local para explorar os recifes cheios de biodiversidade.

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Quando íamos a caminho do banco de areia para almoçar passámos por golfinhos. Era um cardume imenso que nadava ao lado do barco. Como havia gente na água de outro barco, pedimos aos guias para nadar com eles e, como eles disseram que sim, atirámo-nos logo para a água. Foi fantástico. Os golfinhos mergulhavam por baixo de nós. Irreal. Fomos almoçar a Sexy Beach, um banco de areia temporário que se forma no Atol Malé Sul. As águas transparentes não desiludem. Estes são dos lugares mais belos das Maldivas. Almoçámos sentados na areia de coral e na água. Era a imagem do paraíso. Aproveitámos a hora do almoço para nadar e aproveitar o bom tempo. Isto sim, era viajar nas Maldivas!

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Quando chegámos a Maafushi o tempo começou a ficar nublado. Decidimos então explorar a ilha, conhecendo melhor os seus habitantes locais e sentir o pulso da povoação. Ao final do dia, a chuva ameaçava cair por isso decidimos jantar na pizzaria local, a Mama Mia. O jantar foi bastante barato (pagámos cerca de 15usd pelos dois) mas tivemos que nos despedir da pizzaria debaixo de uma grande chuvada. Corremos até ao hotel e choveu a noite toda. Esperávamos que o dia seguinte, a viajar nas Maldivas, nos trouxesse melhor tempo.

SEXTO DIA (Kurumba)

O dia começou e continuou com chuva. De manhã bem cedo, às 7h30, apanhámos o ferry com destino a Malé. Era hora de deixar para trás Maafushi e o Atol Malé Sul. Depois de 90 minutos de viagem estávamos em Malé. Apanhámos um táxi até ao jetty 1 do Presidential Ferry, onde íamos apanhar o barco para o Resort Kurumba Maldives. Para trás íamos deixar as ilhas habitadas e passaríamos agora a dedicar-nos a viajar nas Maldivas dos resorts.

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Neste dia a viajar nas Maldivas choveu o dia todo por isso aproveitámos muito pouco. Felizmente o nosso bungalow era brutal, com um quarto gigante e uma banheira fantástica! Almoçámos no alpendre, frutas tropicais maravilhosas que tínhamos trazido de Malé, acompanhadas por espumante oferecido pelo resort. À tarde, passámos a descansar, aproveitando as pequenas abertas sem chuva para dar uma volta pela ilha. À noite não estava a chover e decidimos experimentar o magnífico restaurante Isola, o restaurante italiano do resort. Comemos super bem e bebemos ainda melhor. Tão bem que pagámos mais neste jantar que provavelmente em todos os outros que tínhamos feito juntos! No entanto, como estávamos tão bem, fomos para a praia dançar, em frente ao bar do resort, aproveitando a iluminação e o facto da clientela estar recolhida nos quartos devido ao mau tempo. Foi uma noite fantástica em que dançámos sozinhos na praia as músicas brasileiras que tocavam no bar.

SÉTIMO DIA (Kurumba)

O dia voltou a acordar com nuvens mas desta vez não havia chuva. Aproveitámos a manhã para fazer praia (porque estava bastante calor) e até fizemos snorkel nos recifes de coral em frente ao nosso bungalow. O dia esteve sempre muito quente mas o sol pouco apareceu. Almoçámos frutas que ainda tínhamos, acompanhadas pelo resto do champanhe, e da parte da tarde fizemos praia e aproveitámos as canoas do resort para explorar de canoa os recifes de coral. Foi muito fixe, só faltou o sol. Mas também isso faz parte do viajar nas Maldivas.

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À noite, decidimos experimentar o que dizem ser o melhor restaurante das Maldivas, o Restaurante Thila, no Kurumba. Há quem venha de propósito de Malé jantar ali. Não é nada barato mas a comida é divinal. Aproveitámos que não chovia e desfrutámos da brisa nocturna e de uma noite quente. Foi um dia maravilhoso a viajar nas Maldivas.

OITAVO DIA (Ilha Hembadhu, em Reethi Rah)

Este era o último dia que tínhamos no Kurumba. O tempo estava melhor e aproveitámos a manhã para fazer praia e andar novamente de canoa. O sol já brilhava no céu e sentimo-nos entusiasmados. Aproveitámos toda a manhã para desfrutar das maravilhosas águas e praias do resort.

À hora de almoço tínhamos combinado transfer para a ilha do aeroporto. Íamos mudar de resort e explorar um outro nas ilhas mais a norte do Atol Malé Norte. No aeroporto apanhámos transfer para o Vivanta by Taj – Coral Reef, o resort que escolhemos para a nossa última noite nas Maldivas. Perdemos o amor ao dinheiro e marcámos um bungalow sobre a água. Uma noite ficou por 450€ (mais taxas).

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O resort fica a uma hora de barco rápido do aeroporto e, mal lá chegamos, dispensámos o check in, e decidimos que íamos aproveitar ao máximo aquelas 24 horas. Infelizmente, o sol não pensou o mesmo e não apareceu uma única vez. Almoçámos frutas das Maldivas, presunto e queijo que tínhamos trazido de Madrid, acompanhado por um vinho tinto que tínhamos comprado no Kurumba. Foi um almoço maravilhoso! Depois havia que experimentar a água e desfrutar do bungalow sobre os recifes de coral. Fizemos snorkel, nadámos, relaxámos…

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Ao final do dia, o resort alimenta as raias (stingrays) que se aglomeram junto à praia. Foi maravilhoso partilhar aquele momento e ver tantas raias entusiasmadas e a saltar para apanhar comida. Até apareceram alguns tubarões (pequenos) para tentar apanhar a comida das raias. Aproveitámos o pôr-do-sol (sem sol) para dar uma volta pela ilha de coral e marcar a nossa última aventura nas Maldivas (para o dia seguinte).

Nessa noite perdemos mesmo o amor ao dinheiro e resolvemos jantar no restaurante do resort, onde apreciámos o sabor das gambas das Maldivas e da carne argentina. Que delícia! Tudo acompanhado por vinho do Chile! Que forma extraordinária de nos despedirmos das Maldivas e de desfrutar da ultima noite no paraíso.

NONO DIA (Ilha Hembadhu, em Reethi Rah)

Este seria o nosso último dia a viajar nas Maldivas. Deixámos ficar para o final uma das actividades que mais nos marcou: nadar com mantas, raias gigantes. Arranjámos um tour no resort que nos custou 100usd/pessoa. O barco saiu apenas connosco na hora das mantas entrarem no recife para se alimentarem. Quando chegámos, entrámos na água e haviam 5 mantas gigantes. Nem queríamos acreditar! Andámos na água mais de uma hora e foi verdadeiramente maravilhoso. Não me ocorre forma melhor de me despedir deste país maravilhoso e desta experiência a viajar nas Maldivas.

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À hora de almoço regressamos ao resort, tomámos banho, fizemos o check out e saímos de barco a caminho do aeroporto. Vínhamos de coração e alma cheia. Tinham sido dias maravilhosos. A única coisa que não tinha sido perfeita foi a falta de sol dos últimos dias mas a verdade é que não nos podíamos queixar. Esta tinha sido mais uma grande viagem. Quando, no aeroporto, comprámos o mapa e imagem de satélite das Maldivas, começámos já a preparar uma nova incursão, com novas ilhas habitadas para conhecer, novos atóis e recifes para explorar e novas aventuras para ter. Ficámos viciados neste cantinho do Índico. Afinal as Maldivas não são um destino para estar de “papo para o ar”. Foram umas óptimas férias, mas viajar nas Maldivas tinha sido também um destino brutal de aventura.

DÉCIMO DIA

Era hora de regressar! Apanhámos o voo em Malé e viemos pelo Sri Lanka, Arábia Saudita e Espanha, com destino ao Porto. Quase 40 horas depois chegávamos bem morenos e cheios de boa disposição à Invicta! Viajar nas Maldivas tinha superado em muito as nossas expectativas.

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 Veja aqui as nossas dicas para preparar a sua viagem às Maldivas.

VEJA O NOSSO VIDEO COM ALGUMAS DICAS DE VIAGEM NAS MALDIVAS

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida, culminando num doutoramento nos Andes, investigando ambientes glaciares. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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5 Comment

  1. Eduardo says: Responder

    Adorei o post de vcs!! Uma dúvida, como é marcado os horários para o transfer até o resort? Tem horários definidos? Vamos pegar um Hidrovião!!

    1. Rui Pinto says: Responder

      Depende do resort que escolher. Cada hotel tem políticas diferentes. Normalmente depende do preço. 😉

  2. Mariana says: Responder

    olá Carla!
    Queria saber um pouco mais qual o custo das coisas nas Ilhas…um almoço, uma cerveja, uma água…
    Obrigada e parabéns pelo blog!

    1. Rui Pinto says: Responder

      Não me lembro bem mas não era nada de especial. Cerveja não há porque nas Maldivas o alcool é proibido.

    2. Eduardo says: Responder

      Mariana em média custa $12 a cerveja por exemplo

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