DICAS de viagem nas MALDIVAS | Vistos, transportes, alojamentos, vacinas, o que fazer e comer

dicas de viagem nas Maldivas

As Maldivas são um destino de sonho para quase todos os portugueses. No entanto, são um dos destinos mais elitistas do globo já que os locais que vai conhecer no país dependem quase exclusivamente da sua capacidade financeira. Há, no entanto, cada vez mais hipóteses de viajar no país de forma independente (pode ver as nossas dicas básicas aqui) e, escapando aos resorts, conhecer um país diferente daquele dos postais ilustrados (mas igualmente belo e com praias maravilhosas). Nós viajámos de forma independente nas Maldivas cerca de 10 dias e conhecemos resorts turísticos e também ilhas habitadas onde nos alojámos em guesthouses tradicionais. Podem ler o relato e roteiro da nossa viagem aqui.

Viajar nas Maldivas


COMO CHEGAR


Chegar às Maldivas não é difícil  e não é tão caro como se possa pensar. Nós voamos pela Saudi Arabian Airlines, num voo comprado na Edreams, desde Madrid para Malé, capital das Maldivas, por 420€/pessoa. Voámos na época alta porque se voássemos numa época baixa os preços seriam mais baixos. Do Porto para Madrid voámos na Ryanair. Para quem está na Ásia, ou arranja promoções baratas para este continente, há voos muito baratos para as Maldivas desde Colombo, no Sri Lanka, e da Índia. Para tentar encontrar estas promoções pode ver este nosso post.


VISTOS


Qualquer cidadão português ou brasileiro não necessita de visto para ficar até 30 dias nas Maldivas, basta o passaporte válido. No aeroporto, deve preencher um impresso de entrada e conservar a cópia que lhe será entregue, para devolver à saída.

NOTA: Não leve bebidas alcoólicas para as Maldivas porque é proibido. Nós levámos três garrafas de vinho que comprámos no aeroporto de Madrid (e iam fechadas pela loja do aeroporto) e ficaram apreendidas no aeroporto de Malé. Para além de ficarmos sem o vinho, ainda perdemos imenso tempo na alfândega à chegada por causa disto. Não vale a pena. No último dia recolhemos as garrafas no aeroporto e vieram para casa.


VACINAS


Não são necessárias vacinas para visitar as Maldivas. A maioria dos visitantes fica em resorts com padrões de qualidade semelhantes aos dos países desenvolvidos e não há risco de doenças endémicas. As Maldivas, embora se localize na zona intertropical, está também livre de malária e dengue. Se tem dúvidas faça a consulta do viajante no Serviço Nacional de Saúde.


QUANDO IR (a melhor altura do ano)


A melhor altura do ano para visitar as Maldivas é de Dezembro a Março (quando os preços são mais altos), sendo que até Maio é provável apanhar bom tempo. Os piores meses são Junho e Julho, quando os céus se cobrem de nuvens e as chuvas atingem o país. São as monções nas Maldivas (pode ver mais sobre as monções aqui), embora estas não sejam muito fortes. De Setembro a Novembro, os preços dos voos e dos alojamentos são mais baixos mas o tempo é muito imprevisível.

A época em que vai para as Maldivas, um destino caro, deve ser bem pensada. Isto porque gastar imenso dinheiro e depois não apanhar sol é extremamente frustrante. As Maldivas é um destino de praia e, embora se possam fazer muitas actividades, a maioria está associada à água. Programe bem a época em que vai visitar o país. Para ver os melhores destinos de viagem em função da época do ano, espreite este nosso post.


COMO IR DO AEROPORTO PARA MALÉ


Para quem viaja de forma independente, ir do aeroporto para Malé é muito simples. O aeroporto internacional das Maldivas fica na ilha de Hulhumale, a poucos quilómetros da ilha de Malé. À saída do aeroporto há um ferry público, que sai a cada 10 minutos em direcção a Malé. Pode comprar os bilhetes no guiché. Os bilhetes custam 10 rufias (menos de 1 euro) e a viagem demora cerca de 15 minutos.

Se contratar os serviços de um resort, é frequente o barco particular do resort esperá-lo no aeroporto. Todos os resorts têm um guiché dentro do aeroporto, de onde o encaminharão para o barco que o vai levar ao seu resort.


COMO SE DESLOCAR NAS MALDIVAS


Para se deslocar nas Maldivas há algumas opções mas dependem sempre do local para onde quer ir. As Maldivas são compostas por centenas de ilhas mas nem todas têm ligação de transporte público. Há dois tipos de ilhas nas Maldivas e aí os transportes funcionam de forma diferente:

Ilhas habitadas: têm transporte público regular (geralmente uma vez por dia, se for próximo de Malé, ou uma/algumas vezes por semana, se forem mais longe). Estes transportes são feitos de ferry, geralmente pequenos e lentos. No entanto, são baratos. O ferry não leva carros, apenas motas e bicicletas. Os transportes estão bem organizados e podem ver os seus horários neste site dos transportes nas Maldivas. Atenção que estes ferrys não funcionam à sexta-feira.

Ilhas desabitadas: as ilhas desabitadas das Maldivas estão ocupadas por resorts privados que ocupam a totalidade da ilha. Chegar aqui depende apenas do transporte prestado pelos resorts. Geralmente quando marca o seu alojamento, este mostra o custo do transporte. Veja bem estes custos porque geralmente variam entre 80 – 250 euros/pessoa para viagens de barco para as ilhas mais próximas de Malé, ou 500 euros para as viagens de hidroavião para as ilhas dos atóis mais afastados da capital.

viajar nas Maldivas

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ONDE DORMIR


Os lugares que aqui partilhamos são aqueles que usámos nas Maldivas e que recomendamos. Todos eles foram excepcionais e serviram propósitos diferentes. Aqui ficam as nossas dicas:

LVIS HOTEL – MALÉ

Em Malé escolhemos o Lvis Hotel, bem no centro da cidade e a uma distância confortável a pé dos principais locais de interesse. Os quartos standard não são muito grandes mas são limpos, confortáveis, com wc privado e frigorífico. O alojamento é muito em conta pois ficou por 52€/quarto duplo (mais taxas), com pequeno-almoço (bem generoso). O preço inclui ir buscar-nos ao aeroporto e o transfer em barco e táxi até ao hotel. Foi uma excelente opção. Voltaríamos a escolher este hotel para nos alojarmos em Malé.

Maldivas Malé

KURUMBA MALDIVES RESORT – KURUMBA (resort próximo de Malé)

Queríamos experimentar ficar num resort nas Maldivas e queríamos algo típico do país. Depois de muito pesquisar escolhemos o Kurumba Maldives, um resort familiar próximo de Malé, no Atol Malé Norte. Os bungalows onde ficámos eram gigantes e deslumbrantes. Nós ficámos num bungalow deluxe que custou 350€/noite (só com pequeno-almoço). O bungalow dava para a praia com um mar azul turquesa invejável. O resort é ideal para quem viaja em família mas também para casais. Passámos aqui dois dias e aproveitamos para descansar, fazer snorkel nos recifes de coral e andar de canoa. Como é próximo de Malé, é muito rápido chegar ali. Os restaurantes do resort são maravilhosos. Foram os lugares onde comemos melhor nas Maldivas.

KAANI BEACH HOTEL – MAAFUSHI

Em Maafushi ficámos alojados no que seria provavelmente o melhor local para se alojar na ilha: o Kaani Beach Hotel. Marcámos o hotel no booking com alguma antecedência e conseguimos um quarto duplo com vista para o mar por 120€/noite (mais taxas, só com pequeno-almoço). O quarto é grande e tem uma óptima varanda e casa de banho. Fica mesmo em frente à Bikini Beach, o que era óptimo. É um bom local para comprar tours. O hotel disponibiliza toalhas de praia e material de snorkel gratuitos.

Viajar nas Maldivas

VIVANTA BY TAJ – CORAL REEF – ATOL MALÉ NORTE

Na nossa viagem às Maldivas queríamos ter a experiência de ficar alojados numa water villa, um bungalow sobre a água. Escolhemos o Vivanta by Taj – Coral Reef porque o preço do alojamento incluía já o preço do tranfer. Pagámos 460€/bungalow sobre a água com pequeno-almoço. O bungalow era fantástico. Era enorme com uma casa de banho que deixou saudades e mesmo sobre o recife de coral. Uma das razões que nos fez escolher este resort foi o facto de ter ao final de tarde raias na praia e ser possível, nesta altura do ano, mergulhar com mantas. Foi uma óptima escolha.


O QUE COMER


Comer nas Maldivas é relativamente caro (quando comparamos com outros países asiáticos), especialmente porque a maioria dos alimentos são importados. Não nos podemos esquecer que as Maldivas são um país constituído por ilhas de areia, onde a água doce é muito escassa e a agricultura é muito limitada. A maioria dos alimentos vêm do continente asiático, especialmente Sri Lanka e Índia. Assim, tirando os cocos e o peixe, o resto dos alimentos têm preços semelhantes aos do nosso país.

Como estamos na Ásia, há que experimentar as frutas maravilhosas, vendidas mais baratas no mercado de frescos de Malé, onde também nós nos abastecemos. Se tiver como cozinhar, em frente há um mercado de peixe fresco o que pode ser uma boa opção. Há vários supermercados e mercearias em Malé, onde pode comprar comida para levar para as ilhas (especialmente se for para resorts pois um pacote de bolachas a preços normais é sempre bom). As ilhas habitadas têm pequenas mercearias onde encontrará os alimentos base para não passar fome.

viajar nas Maldivas

No que diz respeito a restaurantes, experimentámos alguns que gostámos muito, e outros que nem por isso, mas todos eles contribuíram para enriquecer a nossa experiência nas Maldivas. Destacaríamos o restaurante Royal Garden Café, em Malé, pela qualidade excepcional da comida e dos sumos naturais, com preços muito acessíveis (pagámos cerca de 20€ para jantar os dois), e os restaurantes excepcionais Thila e Isola, no Kurumba Maldives, pela qualidade da comida (e vinho) e pelo ambiente verdadeiramente fabuloso. Os restaurantes do Kurumba são muito mais caros. Pode ver o nosso post sobre onde comer nas Maldivas aqui.


QUE ILHAS ESCOLHER


As Maldivas são um destino caro e não há como contornar. Não vai encontrar alojamentos em lado nenhum por menos de 50€ ou 60€/noite. No entanto, nas ilhas exclusivas dos resorts, os orçamentos podem disparar para 3000€/noite. A escolha das ilhas está intimamente ligada ao seu orçamento. Na generalidade, as ilhas habitadas por população local têm alojamentos mais baratos, guesthouses, ao passo que os resorts ocupam ilhas exclusivas. Para saber que ilha escolher em função do seu orçamento, veja este nosso artigo.


O QUE FAZER


1. Aproveitar as magníficas praias

Se vai para as Maldivas é porque é amante de praia. As Maldivas têm das melhores praias que já visitámos. O mar é de um azul forte e intenso, com areia de coral. As águas transparentes são fabulosas para passar o tempo com uma máscara de mergulho a explorar a biodiversidade mesmo ao lado da praia. A maioria das praias têm palmeiras e cenários idílicos. Aproveite para relaxar debaixo de um coqueiro e para beber os magníficos sumos naturais.

2. Snorkel

Com algumas das águas mais transparentes do mundo, as Maldivas são o destino ideal para fazer snorkel. Próximo de todas as ilhas há recifes de coral, já que as ilhas fazem parte de atóis. A biodiversidade dos recifes é maravilhosa, com inúmeros peixes, corais duros e moles, tartarugas, mantas, tubarões, tubarões-baleia, etc. Escolha a altura do ano e o atol que visita e desfrute da vida selvagem dessa região. Pode ver este nosso artigo sobre as nossas experiências de snorkel nos recifes de coral das Maldivas.

3. Mergulho

Os amantes do mergulho têm nas Maldivas um paraíso. Aliás, a maioria dos viajantes que visitam o país, fá-lo para usufruir da praia e do mergulho. Há inclusive vários resorts especializados em mergulho. Se ainda não tem o curso, a maioria das ilhas têm centros de mergulho onde é possível tirar o curso PADI em três dias. Se já tem o curso, explore os magníficos recifes e usufrua do mundo subaquático.

4. Ver raias

maldivas raias resortObservar raias no seu habitat natural pode ser uma experiência fabulosa. Há vários resorts que permitem observar estes animais já que os alimentam ao final do dia nas suas praias. Os animais habituam-se a vir à praia em busca de alimento, fazendo as delícias dos turistas. É muito giro e vale a pena escolher um hotel que permita este contacto. Nós vimo-las na praia do Vivanta by Taj – Coral Reef.

5. Nadar com mantas, as raias gigantes

Uma das experiências mais extraordinárias que fizemos nas Madivas foi nadar com mantas, raias gigantes, no Atol Malé Norte, próximo do Vivanta. Para nadar com estes gigantes tem que programar bem a época do ano em que vai viajar e a zona das Maldivas para onde vai. As mantas efectuam grandes migrações no arquipélago e nunca estão sempre na mesma área. Para nadar com elas, o ideal é apanhar a maré certa no recife, quando elas aparecem para se alimentar. Como estão quase em transe podemos nadar mesmo ao seu lado que elas não se incomodam nada. Pode ver aqui a nossa experiência a nadar com mantas nas Maldivas.

6. Conhecer bancos de areia

Outra das experiências memoráveis que tivemos foi almoçar e fazer praia em dois bancos de areia no Atol Malé Sul (em dois dias diferentes). Os bancos de areia são todos muito semelhantes até porque não passam de pequenas ilhas constituídas por areia. Aqui as águas são completamente transparentes e com uma luz completamente brutal. A água é maravilhosa para banhos e fazer praia é um deleite. Pode ver aqui a nossa experiência nos bancos de areia das Maldivas.

7. Andar de canoa nos recifes de coral

Esta foi mais uma experiência incrível e memorável! No Kurumba Maldives aproveitámos as canoas gratuitas para os hóspedes e demos a volta aos recifes de coral da ilha. Foi muito giro. A vista da praia do lado da lagoa é ainda mais maravilhosa. Foi fabuloso. Gostámos tanto que repetimos a experiência nos dois dias que estivemos alojados no resort. Pode ver aqui a nossa experiência a fazer canoagem nos recifes de coral das Maldivas.

8. Cruzeiro para observação de golfinhos

viajar nas MaldivasOs golfinhos são habitantes comuns nas diferentes ilhas das Maldivas. Se viajar de forma independente, em quase todos os passeios de barco que fizer vai vê-los. Aproveite para nadar com eles (tal como nós fizemos, pedindo ao guia para o fazer) ou então desfrute apenas da beleza destes belos animais. Pode ver mais aqui sobre a nossa experiência a nadar com golfinhos nas Maldivas.

9. Conhecer Malé, a capital do país

viajar nas MaldivasA capital das Maldivas é uma cidade cheia de encantos. Não tem o charme de Stone Town, em Zanzibar, mas tem alguns lugares de interesse e que a tornam muito interessante. O nosso lugar preferido foi a Antiga Mesquita da cidade, feita em coral, mas há muito mais para ver, tal como a mesquita nova, o mausoléu do herói nacional, os mercados de frescos e de peixe, etc. Pode ver aqui tudo sobre a nossa visita a Malé, a capital das Maldivas.

VEJA O NOSSO VIDEO COM ALGUMAS

DICAS DE VIAGEM NAS MALDIVAS

 

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida, culminando num doutoramento nos Andes, investigando ambientes glaciares. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

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2 Comment

  1. Eliette says: Responder

    Amei as dicas. Estás de parabéns. Tenho interesse em viajar sozinha ou acompanhada.
    Escrevo de Moçambique.

    1. Rui Pinto says: Responder

      Força, as Maldivas tem um cantinho para toda a gente.

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