Os 13 melhores trekkings do mundo

IMG_4710

1. Trekking no Fitz Roy e Cerro Torre, Parque Nacional dos Glaciares, ARGENTINA

A . El Chaltén é a capital do trekking na Argentina. Durante os meses de verão chegam aqui centenas de trekkers para explorarem os belíssimos trilhos da parte norte do Parque Nacional Los Glaciares. O Cerro Torre e o Cerro Fitz Roy são os destinos escolhidos pela maioria dos caminhantes mas existem muitas outras opções. Há escaladores e trekkers que passam meses nesta área do país e El Chálten está a tirar protagonismo ao trekking das Torres del Paine, no Chile. Há percursos para um dia, que se devem começar cedo, ou percursos combinados de vários dias, onde é possível pernoitar em parques de campismo ou refúgios. A sede do Parque nacional Los Glaciares, à entrada da povoação, é o local ideal para recolher informação. Os guarda-parques são altamente informativos e simpáticos. Não perca o trekking no gelo no glaciar Viedma. Pode ver mais aqui.

2. Trekking na Capadócia, TURQUIA

Há várias maneiras de explorar a Capadócia mas a pé é, definitivamente, a melhor opção.  A primeira decisão a tomar é escolher o local onde ficar alojado. Goreme deve constituir a melhor opção. Apesar de ser um lugar turístico é um lugar excelente, detentor de uma beleza extraordinária. Goreme é também o melhor local para se iniciar uma série de treks na região da Capadócia permitindo ver esta paisagem tão diversificada. Pode fazer caminhadas pelo vale de Gorcelid, onde existem das chaminés de fadas mais bonitas que nós vimos, seguir para Çavusin e depois percorrer os trilhos até alcançar Pasabagi, um dos lugares mais fantásticos da Capadócia. Pasabagi tem dezenas de chaminés de fadas gigantescas. Daqui pode seguir para o Museu ao Ar Livre de Zelve, um retiro monástico construído num vale profundo com imensas habitações escavadas na rocha. É a verdadeira cidade troglodita, com túneis, passadiços e escadas de madeira que permitem colocar em contacto várias habitações. Daí os trilhos seguem para Devrent e depois para Urgup. Pode saber mais aqui.

3. Trekking Torres del Paine, Patagónia, CHILE

O Parque Nacional Torres del Paine, na Patagónia chilena, e uma das áreas de trekking mais conhecidas do mundo. Abrangendo uma área montanhosa dominada pelas famosas Torres del Paine, gigantescas torres graníticas que se erguem verticalmente do maciço montanhoso atingindo quase 3000 m, apresenta paisagens deslumbrantes que incluem, lagos, rios, quedas de água, glaciares e, claro, muitos cumes nevados. Na temporada alta (nos meses de Janeiro e Fevereiro), a melhor opção é fazer o circuito completo, rodeando o maciço e que demora 8 dias. Quem não tiver este tempo disponível, pode fazer o chamado “circuito W”, que passa pelas mais famosas atracções do Parque e demora 4 a 5 dias a ser percorrido. Os refúgios de montanha do parque são  caros, por isso a opção mais viável é acampar. Pode ver mais aqui.

4. Caminho Inca (Inka Trail) para Machu Pichu, PERU

O caminho inca percorre em quatro dias a distância entre Ollaytaytambo (km82) até Machu Pichu. Alguns dias tem trekking exaustivos mas que valem a pena. O primeiro dia é suave, saindo de Ollaytaytambo e atravessando o rio Urubamba a caminho das montanhas. O trilho tem bastantes paragens para apreciar as ruínas incas. No segundo dia, o objectivo é fazer 12 km, dos quais os primeiros 7 são uma ascenção dos 3100 m para os 4200 m, o chamado “dead woman pass”. É duro, muito duro. Depois são duas horas para baixo, sobre trilho inca humedecido pela floresta tropical. No terceiro dia fazem-se 15 km com dois passos de montanha. O primeiro a 3900 m e o segundo a 3700 m. Este dia é longo e cansativo porque o percurso é sempre a subir e a descer e os músculos estão ressentidos do dia anterior. Pelo caminho vêem-se ruínas incas espectaculares e há tempo para as visitar com a explicação do guia. É um dia muito bom. No último dia madruga-se. O trekking é feito parcialmente de noite com frontais pelo meio da floresta tropical num percurso de 8 km até finalmente alcançar Machu Pichu. É inacreditável o que se sente quando finalmente se vislumbra o local. É uma sensação de dever cumprido. São quatro dias de trekking, pelo meio da floresta, sobre chuva, com dores, atravessando picos gelados, mas  tudo faz sentido para depois encontrarmos a famosa “Cidade Perdida dos Incas”de Bingham. Podes ver mais aqui.

5. Trekking no Fiorde gelado de Ilulissat (Ilulissat Kangerlua), GRONELÂNDIA

Ilulissat Kangerlua é provavelmente a maior atracção turística da Gronelândia e apresenta uma beleza tão invulgar e inquestionável que, em 2004, a UNESCO inseriu-o na lista de Património Mundial.  A sul de Ilulissat, no fiorde homónimo, desagua o Kujaleq Sermeq, também conhecido por glaciar de Ilulissat, um dos glaciares fora da Antárctida com maior perda de massa por calving (queda de icebergs).  O calving do glaciar é tão intenso que os glaciólogos estimam que ele perca 35 km3 de gelo por ano, o equivalente a 20 mil toneladas por dia. Os gigantescos icebergs concentram-se durante semanas, meses e às vezes anos no fiorde gelado, esperando que se derretam e que atinjam uma dimensão que lhes permita avançar para o mar. É possível explorar o fiorde gelado de Ilulissat fazendo treks, nomeadamente o trilho amarelo, que consideramos o mais bonito, o azul e o vermelho. De todos eles há bonitas panorâmicas sobre o fiorde gelado e preenchido por icebergs. Pode ver mais aqui.

6. Rota Vicentina, Alentejo, PORTUGAL

A costa alentejana é das regiões mais bonitas de Portugal e do mundo. Quem o diz é o Viajar entre Viagens. Estes títulos são sempre muito relativos mas a verdade é que para estes dois viajantes, habituados a visitar praias e recantos espalhados pelos quatro cantos do planeta, a beleza da costa alentejana não encontra paralelo em muitos lugares. A Rota Vicentina é uma grande rota pedestre, inaugurada em 2012, que cruza o Sudoeste de Portugal e a chamada Costa Vicentina, totalizando 350 km, e estando dividida em dois grandes percursos denominados Caminho Histórico e Trilho dos Pescadores. O primeiro percorre as principais vilas e aldeias entre a cidade de Santiago do Cacém e o Cabo de S. Vicente, constituído por 12 etapas (com um máximo de 25 km), num total de 230 km. Trata-se de um itinerário rural que também pode ser percorrido de BTT, e que privilegia a vertente histórica. O segundo é um percurso que segue sempre junto ao mar, tendo por base os caminhos que os locais, especialmente os pescadores, usam para aceder às praias e falésias. Só pode ser percorrido a pé, dada a quantidade de areia em algumas secções do percurso, assim como a proximidade de falésias com uma altura considerável. A propósito, não é recomendável a pessoas com vertigens! Inclui 4 etapas de um dia, com um máximo de 22 km, e 5 circuitos complementares, num total de 120 km. Pode saber mais aqui.

7. Trekking invernal nas Svalbard, NORUEGA

Nenhuma viagem a Svalbard estará completa sem um trek invernal pelas montanhas cobertas de neve. Apesar das condições atmosféricas poderem não ser as melhores, esta é uma experiência obrigatória no Inverno de forma a apreciar mais de perto a beleza e as agruras do Árctico. Um trek de um dia sobre um glaciar (aproximadamente 2h de subida e 1h de descida) pode juntar-se a entrada numa gruta de gelo. Assim, é possível desfrutar de uma caminhada em ambiente invernal e uma visita ao interior de um glaciar. Esta é uma excelente opção para visitantes mais aventureiros e que gostam de desafios. A paisagem durante o trek é avassaladora e a experiência de estar dentro da gruta de gelo é verdadeiramente esmagadora. Pode saber mais aqui.

8. Trekking de Altyn Arashan, QUIRGUISTÃO

Este é um trek de quatro dias desde o vale de Karakol até ao vale de Arashan, passando pelo lago Ala Kol, com dois passos acima dos 3500 m de altitude. O trek é verdadeiramente surpreendente e atravessa paisagens alpinas, dominadas por árvores coníferas e à medida que se sobe em altitude vai dando lugar a terrenos rochosos e rodeados por montanhas cobertas de neve e glaciares. O trek termina nas nascentes termais de  Arashan, um lugar idílico e onde vale a pena descansar e usufruir da natureza. É também uma excelente oportunidade de conhecer a vida da população nómada quirguiz. Pode saber mais aqui.

9. Trekking do Aconcágua, ARGENTINA

A cidade de Mendoza é a melhor base para explorar o Parque Provincial do Aconcágua e programar aí um trekking. Antes de se dirigir para a montanha tem que visitar a sede do parque na rua San Martin, em Mendoza, e tirar uma permissão. Os preços são relativamente elevados mas não se deixe dissuadir. Três dias são suficientes para ascender até ao primeiro campo base do Aconcágua, designado Confluência. Deverá acampar aí e explorar o Glaciar Horcones Inferior até Plaza Francia, na base da face sul do Cerro Aconcágua, no segundo dia. No último dia desça da montanha até Puente del Inca e explore esta pequena localidade. O trekking de 7 dias permite, para além de Plaza Francia, subir a Plaza de Mulas, o segundo acampamento base, nas proximidades do Glaciar Horcones Superior. A permissão de 21 dias destina-se a todos aqueles que pretendam ascender ao cume do Cerro Aconcágua (6962 m). Neste último caso, informe-se bem sobre as condições atmosféricas, o seu estado físico e nunca subestime a montanha. Não se esqueça que está frente a uma montanha com quase 7000 m de altitude. Pode ver mais aqui.

10. Trekking de Santa Cruz, PERU

O trekking de Santa Cruz é um trek de quatro dias na Cordilheira Branca, no Peru.  O percurso segue pelos vales e montanhas da região de Huascaran. Começa-se com uma subida de 900 m de desnível desde Cochabamba até alcançar o vale de Santa Cruz, onde corre o rio Santa. Este local é o canhão do rio e ascende desde os 290 0m até aos 3800 m. Neste primeiro dia acompanha-se a Quebrada de Santa Cruz, com uma paisagem fabulosa. No dia seguinte começa-se bem cedo para cerca de 14 km na Quebrada de Santa Cruz. A meio do percurso fiz-se um “side trip” para subir no caminho que leva ao campo base do Alpamayo. Daqui as vistas são assombrosas e está-se rodeado por vários nevados que oscilam entre os 5600 e os 6300 m de altitude. Neste segundo acampamento dorme-se mesmo na base do Nevado Tauliraju, a 4200 m. De manhã segue-se  em direcção a Punta Union, a 4750 m. Do topo as vistas são avassaladoras sobre os nevados circundantes, a quebrada de Santa Cruz e a Quebrada Huaripampa. Depois deste passo deixa-se para trás a Quebrada de Santa e segue-se a Quebrada de Huaripampa. São 1000 m de desnível até ao acampamento de Cachinapampa. Pelo caminho continua-se a ver vários nevados e ao fim do dia surge o glaciar de Paria. No último dia termina-se com um percurso de cerca de 2-3 horas pelo meio dum bosque de Quenuas (uma árvore típica dos Andes) e pelos vários “pueblos” andinos até alcançar a povoação de Vaqueria. Aqui, uma última subida é o culminar de 4 dias de trekking. Pode saber mais aqui.

11. Trekking do Passo de lan Nubes e Cerro Tronador, Patagónia, ARGENTINA

Bariloche é o destino turístico mais visitado na Argentina. Como tal, a cidade é igual a qualquer outro destino turístico com as mesmas lojas de roupa, souvenirs e chocolates que encontrará um pouco por todo o país. A única diferença é que tem mais lojas de chocolate! No entanto, ninguém vem a Bariloche para ficar na cidade. As montanhas que rodeiam o lago Nahuel Huapi são das mais bonitas do mundo e as actividades que se podem fazer na área são ímpares e inesquecíveis. A mais afamada é fazer o Circuito Chico de bicicleta, um percurso com cerca de 50 km que bordeia o lago e penínsulas da zona. Há imensos teleféricos que permitem subir facilmente a alguns cerros e desfrutar de vistas fabulosas da região dos lagos, como o caso do Cerro Otto ou do Cerro Campanário. Os amantes do trekking dificilmente encontrarão trilhos mais gratificantes do que os do Cerro Tronador, Passo de las Nubes ou Cerro Catedral. E, no final de alguns dias na montanha, sabe muito bem regressar a uma cidade que nos pode oferecer restaurantes, bares, padarias, pastelarias e tudo aquilo que sentimos falta, ainda por cima com uma grande vista sobre o lago! Pode ver mais aqui sobre o Cerro Tronador e aqui sobre o Cerro Catedral.

12. Trekking no sul da Gronelândia, GRONELÂNDIA

O sul da Gronelândia é um paraíso para os amantes do trekking. Os vales verdejantes, os fiordes com icebergs, as montanhas geladas e os glaciares fazem parte do cenário diário. Há imensas possibilidades para fazer trekking no sul da Gronelândia, mas os melhores localizam-se nas imediações de Narsarsuaq, Tasiusaq e Igaliku. É um destino obrigatório para os amantes da natureza. Pode ver mais aqui.

13. Trekking entre vulcões em Myvatn, ISLÂNDIA

Se quisermos ser completamente directos poderíamos dizer que Myvatn é a região mais bonita da Islândia, onde as paisagens são verdadeiramente avassaladoras e as manifestações da natureza são de cortar a respiração. Mesmo depois de todos os dias ser surpreendida por lugares e paisagens magníficas, Myvatn tem muito mais a acrescentar. A região de Myvatn, em torno do lago homónimo, é uma das regiões vulcânicas mais activas da Islândia, e situa-se na dorsal meso-atlântica, o contacto das placas tectónicas norte-americana e euro-asiática. Leirhnjúkur é verdadeiramente impressionante mas para se ter a noção real do que aqui existe é preciso deixar o carro no parque e fazer um trek de pela zona da cratera do Krafla e pelas escoadas de lava solidificadas. Pode ver mais aqui e aqui.

Carla Mota

Geógrafa com uma enorme paixão pelas viagens e pelo mundo. Desde muito cedo que as viagens de exploração fazem parte da sua vida, culminando num doutoramento nos Andes, investigando ambientes glaciares. A busca do conhecimento do mundo leva-a em direcção a culturas perdidas e ameaçadas, tentando percebe-las. Hoje é também líder de viagens de aventura na Nomad.

More Posts - Facebook - Google Plus - Flickr - YouTube

Deixar uma resposta